domingo, 16 de setembro de 2018

É Melhor Já Ir Se Preocupando

É Melhor Já Ir Se Preocupando
                Resumo do Mercado14.09.2018



 




Na véspera de se completar os primeiros dez anos da quebra do Lehman Brothers, que eclodiu a maior crise financeira desde 1929, o mercado brasileiro está preocupado é com a proximidade do 7 de outubro e o crescimento dos candidatos à esquerda, em especial o de Fernando Haddad. Ontem, o dólar encerrou a sessão colado à faixa de R$ 4,20, valor nominal de fechamento nunca visto antes na história do Plano Real, criado em 1994, refletindo esse temor.
Diante do cenário eleitoral cada vez mais assustador para o investidor, a sexta-feira deve ser marcada pela postura defensiva à espera da nova pesquisa Datafolha, apenas à noite. Pela manhã, sai mais um levantamento semanal da XP/Ipespe, que já pode influenciar os negócios locais na abertura.
O principal receio no mercado financeiro brasileiro é quanto ao risco de haver um segundo turno entre PSL e PT. Sondagens privadas já estariam mostrando Haddad ganhando força com os votos vindos do ex-presidente Lula, alcançando os dois dígitos e isolando-se em segundo lugar.
Na liderança, tende a seguir Jair Bolsonaro. A ver, então, o que mostram as pesquisas registradas na Justiça Eleitoral. Nelas, o investidor espera ver um desempenho melhor dos candidatos de direita, mas a tensão se dá mesmo é em relação aos nomes da esquerda.
O Datafolha foi feito entre ontem e hoje e pode ser o fiel da balança, após a discrepância com os números do Ibope desta semana, que mostrou crescimento apenas de Jair Bolsonaro depois do ataque a faca sofrido em ato de campanha. Nos próximos dias, saem outras pesquisas de maior relevância, como a da MDA (segunda-feira) e novamente do Ibope (terça-feira).
Além disso, o mercado financeiro brasileiro já perdeu a paciência com Geraldo Alckmin, que insiste em não avançar entre as intenções de voto e aparece embolado com Marina Silva, que já começa a derreter, e Ciro Gomes, que tem se mostrado competitivo, levando o investidor a migrar de vez para a extrema-direita.
O problema é que o estado de saúde de Bolsonaro tem elevado a cautela. Apesar da plena recuperação após uma cirurgia de emergência na noite de terça-feira, o procedimento deve prorrogar a internação, enquanto os demais candidatos estão em plena campanha eleitoral.
Aliados do PSL já admitem a hipótese de ele não participar das atividades da campanha nem no segundo turno, caso passe para a fase final da disputa eleitoral. Ao mesmo tempo, ainda não há um consenso para a presença do vice na chapa, o general Hamilton Mourão, nos atos, debates e entrevistas.
Assim, a política não deve dar sossego ao investidor, diante das incertezas com a eleição a três semanas do pleito no Brasil. Com isso, a agenda econômica doméstica fica em segundo plano, mas merecem atenção o primeiro IGP de setembro, o IGP-10 (8h), e o desempenho do setor de serviços em julho (9h).
Já no exterior, o calendário econômico nos Estados Unidos está carregado de indicadores relevantes e traz números sobre o desempenho do varejo (9h30) e da indústria (10h15) em agosto, além dos preços de importação e de exportação no mês passado (9h30). Às 11h, saem a confiança do consumidor neste mês e os estoques das empresas em julho.
À espera desses números e de uma nova rodada de negociação comercial, os índices futuros das bolsas de Nova York sobem nesta manhã, empolgando a abertura do pregão na Europa. Na Ásia, também prevaleceu o sinal positivo - exceto em Xangai, que teve perdas moderadas. O dólar está de lado, em meio ao retorno do apetite por risco, o que abre espaço para uma recuperação das moedas europeias e emergentes, ao passo que o petróleo avança.
Ontem à noite, a China divulgou dados mistos da atividade em agosto. A produção industrial cresceu 6,1%, em base anual, ficando levemente acima dos 6% apurado em julho e previsto por economistas. As vendas no varejo avançaram 9,0%, acelerando-se em relação à alta de 8,8% no mês anterior, que era esperada novamente para o mês passado.
Já os investimentos em ativos fixos na China desaceleraram a 5,3% no acumula de janeiro a agosto deste ano, no ritmo mais lento desde 1992, quando teve início a série histórica. Combinados, os indicadores econômicos chineses mostram uma modesta perda de tração neste segundo semestre.
O fato é que o gigante emergente não tem mais espaço para estimular a atividade via expansão dos gastos públicos e até hoje sofre com os efeitos das contas em desordem, contraído no impulso do governo de Pequim para fomentar a economia após a eclosão da maior crise financeira mundial em quase 80 anos.
Em 15 de setembro de 2008, o Lehman Brothers entrou com pedido de falência nos Estados Unidos, por causa de prejuízos em fundos atrelados a créditos imobiliários de alto risco (subprime). Foi a maior falência da história dos EUA, que chegou a quase US$ 700 bilhões.
O desaparecimento do banco fundado em 1850 provocou a pior queda diária do índice Dow Jones desde o atentado às Torres Gêmeas, sete anos antes, em 11 de setembro de 2001. Era apenas o começo da desestabilização de todo o sistema financeiro internacional.
Três anos depois, tinha início a crise das dívidas soberanas na zona do euro, que colocou em xeque a sobrevivência da moeda única europeia e teve como principal vítima a Grécia. Os países emergentes, que estavam sendo beneficiados pela farta liquidez de recursos vinda da era de juro zero entre os principais bancos centrais globais, passaram a ser contaminados pela derrubada dos preços das matérias-primas, marcando o fim do superciclo das commodities.
Desde então, a desaceleração na expansão do endividamento nos países avançados foi compensada pela aceleração da dívida pública em países emergentes, que viram o crescimento econômico perder força. A partir daí, políticas de ajuste fiscal começaram a entrar no debate. Esse fenômeno explica, em parte, o surgimento de partidos populistas e de extrema-direita em todo o mundo - inclusive nos EUA de Donald Trump.
Aqui no Brasil, os candidatos do mercado vêm perdendo as eleições presidenciais desde 2002, com a população votando contra o receituário de reformas estruturais e austeridade fiscal, que atingem diretamente as condições de bem-estar social. A ver o que acontece no pleito deste ano, com o cenário ainda indefinido e totalmente em aberto. Nesse caso, a urna é soberana e a sociedade deve arcar com as consequências do voto, para o bem e para o mal.

Fonte: ADVFN

Trump pode anunciar novas tarifas contra China na 2ª-feira, diz Wall Street Journal

Trump pode anunciar novas tarifas contra China na 2ª-feira, diz Wall Street Journal
Economia15.09.2018 


 


© Reuters.  Trump pode anunciar novas tarifas contra China na 2ª-feira, diz Wall Street Journal © Reuters. Trump pode anunciar novas tarifas contra China na 2ª-feira, diz Wall Street Journal
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja anunciar novas tarifas de cerca de 200 bilhões de dólares sobre importações chinesas já na segunda-feira, disse o Wall Street Journal neste sábado.
A tarifa provavelmente será de 10 por cento, abaixo dos 25 por cento anunciados quando o governo norte-americano disse pela primeira vez que estava considerando adotar uma nova rodada de tarifas, afirmou o jornal, citando pessoas familiarizadas com o tema.A Casa Branca não respondeu de imediato a um pedido de comentário.


Fonte: ADVFN


Mineradora Nexa planeja investir US$1,170 bi em projetos no Brasil e Peru

Mineradora Nexa planeja investir US$1,170 bi em projetos no Brasil e Peru
Ações14.09.2018 


 
© Reuters.  Mineradora Nexa planeja investir US$1,170 bi em projetos no Brasil e Peru © Reuters. Mineradora Nexa planeja investir US$1,170 bi em projetos no Brasil e Peru
(Reuters) - A mineradora Nexa Resources planeja investir cerca de 1,17 bilhão de dólares em projetos de cobre e zinco no Peru e no Brasil em cinco anos, como parte do plano de expansão da empresa, disse nesta sexta-feira o executivo da empresa Ricardo Porto à Reuters.
O próximo empreendimento a ser desenvolvido é Aripuanã, um projeto de zinco no Brasil que começaria a produzir em 2020, e depois continuaria progressivamente com a exploração de projetos peruanos como Shalipayco, Magistral e Pukaqaqa, disse o executivo.
Fonte:  Reuters

Mineradora Nexa planeja investir US$1,170 bi em projetos no Brasil e Peru
 



Escala de Mohs

A dureza é uma propriedade mecânica da matéria sólida que determina sua resistência ao risco. No campo da Mineralogia, para quantificar a dureza de um mineral, utiliza-se a Escala de Mohs. Essa escala foi desenvolvida pelo mineralogista alemão Friedrich Mohs no ano de 1812 e é formada por 10 minerais organizados em ordem crescente de dureza. Observe:
Pela Escala de Mohs, qualquer mineral risca o anterior e é riscado pelo próximo. O talco é o mineral de menor dureza da escala, por isso, pode ser riscado por qualquer um dos demais. Já o diamante, é o mais duro, sendo assim, risca todos os outros minerais e não pode ser riscado por nenhum deles, apenas por outro diamante.
Outro exemplo: ao atritarmos um fragmento de ferro a um tijolo, percebemos que o fragmento de ferro é capaz de provocar sulcos no tijolo, ou  seja, é capaz de riscar o tijolo, e não o contrário. Assim, concluímos que o ferro é mais duro do que o tijolo.

Para determinar a dureza de um mineral através da Escala de Mohs é necessário riscar o mineral padrão (da escala) com o mineral que se deseja classificar e verificar qual deles apresentou o risco em sua superfície. A unha, por exemplo, risca o talco e o gesso, mas é riscada pela calcita e, desta forma, apresenta uma dureza de 2,5. A ardósia, utilizada na fabricação do quadro negro, pode riscar o topázio, mas não o coríndon, e, por isso, encontra-se no nível 8,5 da escala.
Na prática, identificar a dureza de um mineral é um fator importante ao escolher o tipo de matéria prima mais adequada para diferentes produções. Um exemplo disso é a aplicação do granito na fabricação de pisos, em vez do mármore. O mármore é constituído principalmente por calcita, cuja dureza é 3, enquanto o granito é formado por quartzo e feldspato, que apresentam dureza de 7 e 6, respectivamente. Um piso composto de mármore seria facilmente riscado, o que não acontece com o granito.
Entretanto, essa escala não corresponde a real dureza do mineral, fato já conhecido por Mohs. Isso quer dizer que não é possível, a partir da escala, afirmar-se que o mineral de número 10 é dez vezes mais duro do que o mineral de número 1, visto que a dureza entre os materiais não ocorre de maneira tão uniforme. Entre os níveis 9 e 10, essa diferença se acentua ainda mais, uma vez que o diamante é cerca de 7 vezes mais duro que o seu antecessor, o coríndon. Apenas pode-se estabelecer uma classificação qualitativa entre os mesmos.
Particularmente ao mineral de menor dureza, o talco, apresenta fórmula molecular Mg3Si4O10(OH)2 e pode ser arranhado com a unha. Já o mineral de maior dureza, o diamante, é formado por átomos de carbono, entrelaçados uns aos outros em um retículo cristalino muito eficiente, e pode riscar a qualquer outro material natural, não se deixando riscar por nenhum deles.

escala


Fonte: CPRM