segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Opala

Opala





A Opala é sílica amorfa hidratada, o percentual de água pode chegar a 20%. Por ser amorfo, ele não tem formato de cristal, ocorrendo em veios irregulares, massas, e nódulos.




A opala pode ser branca, incolor, azul-leitosa, cinza, vermelha, amarela, verde, marrom e preta. Frequentemente muitas dessas cores podem ser vistas simultaneamente, em decorrência de interferência e difração da luz que passa por aberturas regularmente arranjadas dentro do microestructura do opala, fenômeno conhecido como jogo de cores ou difração de Bragg. A estrutura da opala é formada por esferas de cristobalita ou de sílica amorfa, regularmente dispostas, entre as quais há água, ar ou geis de sílica. Quando as esferas têm o mesmo tamanho e um diâmetro semelhante ao comprimento de onda das radiações da luz visível, ocorre difração da luz e surge o jogo de cores da opala nobre. Se as esferas variam de tamanho, não há difração e tem-se a opala comum.
O termo opalescência é usado geral e erroneamente para descrever este fenômeno original e bonito, que é o jogo da cores. Na verdade, opalescência é o que mostra opala leitosa, de aparência turva ou opala do potch, sem jogo de cores.

As veias de opala que mostram jogo de cores são freqüentemente muito finas, e isso leva à necessidade de lapidar a pedra de modos incomuns. Um doublet de opala é uma camada fina de opala colorida sobre um material escuro como basalto ou obsidiana. A base mais escura ressalta o jogo de cores, resultando numa aparência mais atraente do que um potch mais claro. O triplet de opala é obtido com uma base escura e com um revestimento protetor de quartzo incolor (cristal de rocha), útil por ser a opala relativamente delicada. Dada a textura das opalas, pode ser difícil obter um brilho razoável.
A opala é um gel que é depositado em temperatura relativamente baixa em fissuras de quase todo tipo de rocha, geralmente sendo encontrado nas formações ferro-manganesíferas, arenito, e basalto. Pode se formar também em outros tipos de materiais, como nós de bambus.
Existem opalas sintéticas, que estão disponíveis experimental e comercialmente. O material resultante é distinguível da opala natural por sua regularidade.

As variedades de opala que mostram jogo de cores, as opalas preciosas, recebem diverso nome; do mesmo modo, há vários tipos de opala comum, tais como: opala leitosa (um azulado leitoso a esverdeado); opala resina (amarelo-mel com um brilho resinoso); opala madeira (formada pela substituição da madeira com opala); Mielite (marrom ou cinza) e hialita, uma rara opala incolor chamada às vezes Vidro de Müller.
Jazidas
A opala, pedra preciosa conhecida por produzir lampejos das sete cores do arco-íris, tem sua maior jazida brasileira na cidade piauiense de Pedro 2º.

Encontrada também em países como Austrália, México, Honduras, Estados Unidos, Eslováquia, Polônia e Hungria. 




Dureza  de 5,5-6,6. escala de Mohs
Preferida por muitos por desenvolver os poderes extrasensoriais, a Opala é excelente para despertar a intuição e a criatividade. 

Fonte: Geologo.com


Quase três anos após tragédia de Mariana, atingidos podem ter direito prescrito


Quase três anos após tragédia de Mariana, atingidos podem ter direito prescrito

As panelas fumegantes se espremiam no fogão a lenha, bem no centro do avarandado. O cheiro da lenha queimando acentuava o ar de cozinha da roça para os clientes que lotavam as oito mesas compridas de madeira no restaurante. “No ano de 2015, declarei R$ 62 mil de faturamento. Durante a semana, atendia às empresas. No fim de semana eram turistas, motoqueiros, ciclistas e jipeiros da Estrada Real. Depois do rompimento da Barragem do Fundão, fui a quase zero. No último ano, só faturei R$ 3,6 mil.” O relato é de Silvana Aparecida de Souza Coelho, a “Vana”, de 39 anos, dona do estabelecimento que já foi o mais movimentado de Camargos, mas hoje passa os dias vazio. Esse povoado de 47 habitantes, pertencente a Mariana, teve sua rotina radicalmente mudada depois do rompimento da represa de rejeitos da Samarco, em novembro de 2015. O pior é que pessoas como Vana podem simplesmente ficar sem direito a qualquer reparação. Legalmente, o direito a indenizações dos atingidos que não ingressaram na ação coletiva, encabeçada pelo Ministério Público, ou não constituíram advogados prescreve no próximo 5 de novembro.
Às vésperas de completarem-se três anos que o rompimento da barragem da Samarco provocou o pior desastre socioambiental da história do país, ações de indenização e reparação ainda são debatidas na Justiça, mas pessoas como Vana não são sequer reconhecidas como atingidas. Ela conta que nunca recebeu nada da Samarco ou da Fundação Renova, criada pela mineradora e suas controladoras – as gigantes Vale e BHP Billiton – para lidar com as consequências da tragédia. De acordo com alerta da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público, o mesmo ocorre também com muita gente que ainda precisa ser cadastrada. Pessoas ao longo dos 600 quilômetros devastados pelo tsunami de 35 milhões de metros cúbicos de lama e rejeitos de minério de ferro que vazou da represa. Difícil falar em números, exatamente pela falta de cadastro oficial dessa população.
A própria dona do restaurante, apesar de ter sua vida transformada em um drama, não se enxergava como atingida. “Não tenho advogado. Não me cadastrei (na ação coletiva). Morei 22 anos em Bento Rodrigues. Minha mãe, de 66 anos, minha avó, de 86, e mais de 70% dos meus parentes viviam lá. Quando a barragem desceu, entrei em pânico. Achei que todo mundo tinha morrido e fiquei agradecida quando fui tendo notícias deles. Vendo tanta gente escapar de morrer, não me sentia atingida como eles”, conta. Na tragédia, 19 pessoas morreram. Até hoje não foi encontrado o corpo de Edmirson José Pessoa, de 48, que trabalhava para a Samarco havia 19 anos quando ocorreu o desastre.
Apesar de não estarem no caminho do vagalhão de lama, as vidas de Vana e de outras 13 pessoas que vivem com ela e dependiam do restaurante para sobreviver foram profundamente impactadas. O principal atrativo para seu estabelecimento era a conexão turística pela Estrada Real até Bento Rodrigues, um trajeto de sete quilômetros. Quando a avalanche de lama e rejeitos desceu pelo Rio Gualaxo do Norte, destruiu a ponte que ligava um povoado ao outro.
SONHO SEPULTADO Nos dias seguintes, placas alertando para o risco de rompimento de barragens e indicando rotas de fuga em caso de emergência, ao longo dos 16 quilômetros da única estrada de Camargos até a MG-129, cuidaram de sepultar de vez o interesse turístico pela localidade. “As empresas que eu atendia durante a semana foram embora quando a Samarco parou de funcionar. Hoje, meus congeladores só ficam vazios. Antes, cozinhava o dia inteiro. Agora, passam três dias sem aparecer um cliente. Meu desespero foi tanto que tentei trabalhar de faxineira, em Mariana, mas tive um problema no braço”, disse.
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No povoado, boa parte dos comerciantes foi embora, assim como moradores. “Tem amigos e vizinhos que não vejo há dois anos. Aqui, o ônibus vinha de Bento e ficamos muitos anos sem ele. Tudo a gente precisava de Bento. Para compras, por exemplo. Terminaram a ponte (destruída na tragédia) neste ano. Agora, estou juntando meus documentos e vou levar para a Cáritas (assistência que relaciona os atingidos pelo desastre), para que façam meu cadastro. Não posso ficar com esse prejuízo. Mas, meu sonho, mesmo, era que a Nova Bento fosse construída e tudo voltasse a ser como antes”, disse.
O promotor de Justiça de Mariana, Guilherme de Sá Meneghin, reforça que todos os que se julguem atingidos de alguma forma devem procurar as assistências, como a Cáritas, em Mariana, para que integrem ações coletivas de reparação de danos. “É importante as pessoas se cadastrarem na ação coletiva ou terem um advogado, pois há uma insegurança jurídica no caso da prescrição. A rigor, em três anos ocorre essa prescrição. Mas há entendimentos que podem ampliar a discussão. Existe um entendimento de que não há prescrição enquanto tramitar a ação coletiva, mas não é consolidado. Outros dizem que o ajuizamento da ação coletiva interrompe o prazo de prescrição das ações individuais”, afirma. A ação coletiva de Mariana foi iniciada em 10 de dezembro de 2015.
Fonte: EM

Vale tem prejuízo de R$ 149 milhões e pode deixar Pecém


Vale tem prejuízo de R$ 149 milhões e pode deixar Pecém

Instalada em São Gonçalo do Amarante, no Ceará, a Vale Pecém S.A. corre risco de deixar de operar no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) devido a prejuízo financeiro. Em 2016 e 2017, perdeu R$ 149,5 milhões. A companhia foi constituída para ser fornecedora exclusiva do minério de ferro utilizado na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), joint venture formada pela Vale S.A e pelas sul-coreanas Dongkuk e Posco. A usina opera há dois anos na Zona de Processamento e Exportação (ZPE).
Após analisar balanço do exercício social da Vale Pecém encerrado em 31 de dezembro de 2017 e identificar o prejuízo, auditoria independente da KPMG no Brasil alertou a administração e acionistas da empresa dizendo que existe “incerteza relevante quanto à capacidade de continuidade operacional da sociedade”. O relatório foi entregue em 14 de agosto deste ano.
Apesar do problema fiscal, a Vale S.A. assumiu compromisso de prestar suporte financeiro à companhia a fim de manter a capacidade operacional da Vale Pecém, no mínimo, até dezembro próximo. Isso para “permitir que a companhia possa cumprir com as suas obrigações contratuais a vencer, bem como exercer as suas atividades usuais sem qualquer impacto significativo nas suas operações”.
Em 2 de outubro de 2017, a diretoria da Vale S.A aprovou proposta de venda de todas as ações da empresa para a CSP, por US$ 30 milhões, valor a ser pago pela siderúrgica após a liquidação de parte de seus empréstimos. As informações constam no Diário Oficial do Estado (DOE) de quinta-feira, 13.
Fonte: O Povo

domingo, 16 de setembro de 2018

O NEGÃO DA ANTA......(Diamante)


O NEGÃO DA ANTA......


Juína.,no estado do Mato Grosso., foi palco de uma grande corrida de garimpeiros na decáda de 1980...lá tinha varios garimpos de diamantes..o diamante de Juína.,não era em sua totalidade para ser usado em joías.,lá tinha mais o diamante industrial.,muito usado pelas industrias aeronauticas e outras....o que perdia em qualidade o garimpo de Juína.,ganhava em produtividade.
Ali tinhas vários garimpos.,mais dois se destacaram dos demais: o garimpo do 180 e o do arroz.
O trabalho nestes garimpos eram bem cansativos.,pois dependiam muito do esforço fisico.,quem nem sempre eram bem compensados.
Trabalhavamos por em média 15 dias.,ai pegavamos nossas comissões e iamos para "festar" na cidade....em Juína na epóca tinha muitos hoteis aonde ficavam os compradores de diamantes.
Mais uma das figuras mais "emblematica" que conheci foi o negão da anta...esse era seu nome...assim ele era conhecido...o negão da anta era um calejado e experiente garimpeiro.,porém não parava em lugar nenhum...vivia mais de reco(quando se lava um material que ja foi usado a procura de alguma sobra de garimpo)_..pois bem,o negão da anta sempre vivia rodado em Juína.,quase sempre em alto estado de embriagues fazendo ponto na rodoviária de Juína....gostava de uma mulher.,porém esta nem bola dava para ele.,devido ao seu pessímo estado,tanto financeiro como fisíco...certa vez o negão pediu a um conhecido comprador de diamante que lhe fornece vivéres.,pois ia tentar a sorte no garimpo do arroz.....era comum na epóca os compradores de diamantes fornecerem os vivéres necessários bem como o material para garimpagem.,em troca de 50./. do que fosse achado...se não achasse nada o prejuizo seria dos dois...neste dia outros compradores negaram dar a compra para o negão.,pois ja tinha perdido dinheiro com ele...porém teve um que arriscou..e la foi o negão contente e feliz atras da sorte..
no segundo dia de "reco" o negão achou uma pedra de diamante..e não era uma pedra qualquer...foi considerada umas das mais grandes e valiosas que ja foram achadas em Juína...diz o negão que quase desmaiou quando viu a "bitela"...largou tudo e voltou a Juína e foi procurar o comprador que lhe havia financiado a empreita..o comprador era uma pessoa honesta e integra., e mandou que o diamante fosse avaliado em Bruxelas.,na bolsa de diamante(fotos por fax..)..veio a avaliação e autorização de compra da mesma...e ai surgiu um pequeno problema!!!.,o negão da anta não tinha documento!!!.,só sabia do nome da cidade em que nascera na Bahia..e como dinheiro é dinheiro.,com tres dias o negão ja tava documentado e com conta aberta em banco e etc..tal....com a parte que lhe coube.,o negão comprou um hotel na cidade(hotel este que ja tinha sido enxotado várias vezes por não ter dinheiro para pagar...)...comprou um carro santana(era o top da epóca)...e é lógico!!!casou com a amada que de repente descobriu que o amor da vida dela era o negão da anta!!!!!..o sócio na pedra(comprador)...arrumou um bom administrador para o restante do dinheiro que foi aplicado em gado....á partir daquele dia o negão da anta.,passou a ser o Sr. Negão da Anta!!!!!
ai entra uma velha máxima do garimpo...."a sorte não escolhe pessoas....vem para as pessoas"..naquele dia muitos negaram ajudar o negão na compra dos vivéres..um acreditou...e este a sorte veio....

Fonte: Blog Velho Garimpeiro

Veja como foi encontrado o maior diamante do Brasil