sexta-feira, 21 de setembro de 2018

OPALAS,TANZANITAS E TURMALINA PARAÍBA.

Opalas - Quanto mais escuras melhor

Opala negra
As Opalas geralmente são de cor branca leitosa, com rajadas coloridas feitas pelos reflexos da luz, à medida que a pedra é movida, mas as Opalas Negras são muito mais raras.
Quanto mais escura sua cor de fundo e mais brilhante forem as rajadas de cor, mais valiosa é a pedra!
Uma das Opalas Negras mais valiosas de todos os tempos é a "Aurora Australis", que foi descoberta em Lightning Ridge em 1938. A pedra de 180 quilates é admirada devido ao seu grande tamanho e intensa coloração.
Em 2005, ela foi avaliada em cerca de 763.000 dólares.

Tanzanite - Apenas encontrada na Tanzânia

Tanzanite
Tanzanite é uma pedra mineral com uma bela variedade de azul. Ela é chamada dessa forma pois só é encontrada em uma pequena área perto do pé do Monte Kilimanjaro, na Tanzânia.
A pedra só foi descoberta em quantidades comerciais na década de 60 e desde então, sua popularidade cresceu muito, grande parte graças a empresa de joias Tiffany.
Por apenas ser encontrada em uma pequena localização, o valor da Tanzanita parece aumentar ao longo do tempo.
Uma vez que essas minas forem esvaziadas, não haverá novas pedras no mercado, a menos que uma nova fonte seja encontrada.

Turmalinas da Paraíba - A pedra brasileira!

Turmalina
As Turmalinas são comuns em várias cores no Brasil! Mas as Turmalinas da Paraíba são as únicas pedras com uma tonalidade turquesa brilhante, graças ao seu teor de cobre.
Essas pedras raras foram descobertas em 1987 pelo minero Heitor Dimas Barbosa, que tinha sido conduzido pela crença de que algo especial estava escondido nas colinas da Paraíba.
Heitor estava certo! Depois de anos de escavações sem resultados, ele finalmente descobriu uma Turmalina de um azul néon incomparável.
A pedra é extremamente rara (apenas uma pedra é minada por cada 10.000 diamantes encontrados), então tornou-se intensamente procurada.
Em 2003, foram encontradas Turmalinas de cor turquesa em minas na Nigéria e em Moçambique, embora alguns digam que não são tão surpreendentes quanto a Turmalina da Paraíba. O quilate está avaliado em 30 mil dólares.
Fonte: CPRM

Pesquisadores analisam misteriosas escavações em pedras preciosas

As granadas se encontram em todas as partes do mundo, da Tailândia aos Estados Unidos. A granada é, inclusive, a gema oficial do Estado de Nova York.
As pedras que são usadas na joalheria devem ter um interior absolutamente perfeito. Mas algumas granadas apresentam túneis microscópicos. Quando Magnus Ivarsson, geobiólogo do Museu Sueco de História Natural, viu pela primeira vez os túneis, perguntou-se qual poderia ser a causa.

O objetivo é entender se há vida no interior de gemas como as granadas



Microscópicas estruturas tubulares são encontradas em algumas granadas vermelhas.
Microscópicas estruturas tubulares são encontradas em algumas granadas vermelhas. Foto: Pixabay
Ivarsson e seus colegas descobriram evidências que contradiziam as explicações geológicas comuns destas cavidades. Em um estudo publicado na revista "PLOS One" online, eles apresentaram uma nova hipótese: talvez o que está escavando os túneis seja algo vivo.
Desde o começo, eles buscaram explicações alternativas. Uma das mais promissoras era que os veios de outra pedra poderiam estar desgastando a granada. Entretanto, os minerais capazes de fazer os túneis deveriam ser mais duros do que a substância ao seu redor, e as granadas são muito duras. As únicas coisas que poderiam fazer isso seriam diamantes ou safiras. Mas estes não estão presentes em quantidades significativas nos lugares onde essas granadas foram encontradas. 
"Naquela área não existe praticamente qualquer veio mineral que possa penetrar dessa maneira em uma granada", afirmou.
Além disso, os túneis se ramificam e se conectam uns com os outros seguindo um padrão bastante inusitado, que se assemelha às estruturas próprias de algumas colônias de fungos. Quando os pesquisadores quebraram as granadas, analisaram o interior dos túneis e descobriram sinais de lipídios, indicadores potenciais de vida.
O pesquisador Magnus Ivarsson suspeita que fungos utilizam torrões que se formam naturalmente na superfície dos cristais da granada vermelha.
O pesquisador Magnus Ivarsson suspeita que fungos utilizam torrões que se formam naturalmente na superfície dos cristais da granada vermelha. Foto: Ivarsson et al, 2018, via The New York Times
Não é inusitado microrganismos viverem em pedras - endolitos, como estas criaturas são chamadas, foram descobertos vivendo encapsulados em arenito nos Vales Secos da Antártida, entre outros lugares. Os endolitos podem encontrar nutrientes na água que filtra através da rocha, ou talvez eles próprios a dissolvam para se alimentar.
No momento, a melhor hipótese dos pesquisadores a respeito das origens dos túneis é a seguinte: inicialmente, o desgaste natural na superfície de uma granada cria os torrões. Os microrganismos, provavelmente fungos, podem colonizar estes buracos. Então, se a pedra é a melhor fonte disponível de certos nutrientes como o ferro, talvez eles usem uma reação química para cavar mais fundo, procurando alimentar-se à medida que avançam. "Acho que o processo se dá em duas fases", disse Ivarsson.
Ninguém ainda se convenceu totalmente com esta explicação. A equipe não tentou retirar organismos vivos da pedra e não tem certeza de que as criaturas que escavaram os túneis ainda estejam presentes em seu interior. E tampouco sabe se o processo ocorreu milhões de anos atrás ou se é mais recente.

O próximo passo será retirar os organismos diretamente dos túneis ou do solo nas proximidades do local onde as pedras foram encontradas e cultivá-los em laboratório. Então seria possível ver se eles podem de fato cavar os túneis através da granada fresca - ou se a origem destas misteriosas estruturas é outra.
Fonte: ESTADÃO

De olho em qualidade, chineses buscam assegurar oferta de minério de ferro da Vale

De olho em qualidade, chineses buscam assegurar oferta de minério de ferro da Vale

DALIAN (Reuters) - Siderúrgicas chinesas e comerciantes estão correndo para assegurar contratos de longo prazo para minério de ferro de alta qualidade antes de cortes de produção no inverno, o que tem beneficiado a principal fornecedora do produto, a gigante brasileira da mineração Vale.


A China, maior consumidora global de minério de ferro, utilizado na produção de aço, precisa do produto de maior qualidade, menos poluente, para seguir uma luta contra a poluição em suas cidades.
Essa demanda evidencia como a prolongada guerra à poluição da China está mexendo com os mercados globais de minério de ferro.
A corrida por contratos de minério de ferro de alta qualidade está ganhando ritmo conforme a China busca estabelecer limites de produção em unidades ao norte do país pelo segundo inverno consecutivo.
A cidade de Tangshan, maior produtora de aço, está buscando cortar até 70 por cento da produção das usinas com base nas emissões de carbono de cada unidade.
O Hebei Jingye Group, uma usina de aço de médio porte em Hebei, está em busca de um contrato com a Vale para fornecimento de minério de ferro de alto teor em 2019, disse um representante da companhia.
Ela já fechou em 2018 um contrato para 1,5 milhão de toneladas por finos de minério de ferro da Vale conhecidos como Brazilian Blend, ou BRBF, com 63 por cento de ferro.
“Nós já nos arrependemos de não ter comprado mais BRBF. Mesmo que nós não utilizemos tudo, ainda podemos vendê-lo no mercado spot e fazer muito dinheiro, uma vez que os preços subiram muito”, disse Jia Zhanhui, que compra matérias-primas para o grupo Jingye.
A Vale, maior mineradora de minério de ferro do mundo, disse que está ficando sem oferta imediata de alguns de seus produtos de maior teor devido à forte demanda da China.
“As empresas chinesas estão buscando contratos de mais longo prazo conosco devido à qualidade”, disse o diretor-executivo de ferrosos e carvão da Vale, Peter Poppinga, nos bastidores de uma conferência do setor na China.
“Nós já vendemos tudo de Carajás”, disse Poppinga, referindo-se a um dos projetos de minério de ferro de alta qualidade da companhia, no Pará, com cerca de 65 por cento de ferro.
“Nós vamos alocar Carajás de acordo com contratos de longo prazo e com algumas oportunidades no mercado spot”, adicionou.
A Vale superou a fabricante de bebidas Ambev e se tornou a empresa mais valiosa da bolsa de valores paulista B3, nesta semana.

QUATRO GIGANTES

A Vale, que faz parte do grupo das quatro maiores mineradoras globais, deve ser a que mais vai se beneficiar da crescente mudança da China rumo a matérias-primas menos poluentes, devido a seus produtos de maior teor.
A companhia disse na quinta-feira que está buscando expandir seu emblemático projeto de minério de ferro S11D, no Pará, para atender à demanda chinesa.
“Se você tem um contrato de longo prazo com a Vale em mãos agora, é fácil para você vender no mercado com 5,5 dólares extras por tonelada além dos preços acertados no contrato”, disse um comerciante de minério de ferro do Zheshang Development Group, sob a condição de anonimato.
O preço do minério de ferro com teor de 65 por cento com origem no Brasil subiu 20 por cento desde março, para 96,80 dólares a tonelada na quinta-feira. Seu prêmio sobre os finos de minério de ferro com teor de 62 por cento atingiu um recorde de 29 dólares neste mês.
“Há uma preocupação de que a oferta de material de alta qualidade não seja suficiente para atender à demanda do mercado, então as pessoas estão fazendo pré-pedidos para assegurar os embarques”, disse o operador do grupo Zheshang.
Enquanto isso, outras mineradoras como a Fortescue Metals Group dizem que o apetite por produtos de menor qualidade segue robusta.
A presidente-executiva da Fortescue, Elizabeth Gaines, disse que os clientes da companhia estão buscando contratos de mais longo prazo para seu minério de ferro, principalmente com teor de 58 por cento, à medida que usinas buscam reduzir custos ao misturar o material com minério de ferro de maior teor.

Fonte: REUTERS

S11D, o sonho da Vale, entra em produção

S11D, o sonho da Vale, entra em produção






Com a produção do minério de ferro do S11D Eliezer Batista, a Vale atinge um novo patamar. A partir de agora, pelos próximos 50 anos, a mineradora brasileira será a maior produtora do mundo de minério de ferro de altíssima qualidade.

Os produtos da Vale já assustavam a concorrência mundial principalmente pela qualidade.

No entanto, com o S11D no mercado, simplesmente não existirão concorrentes (Hematita).

As gigantes australianas BHP e Rio Tinto, que já claudicavam para colocar produtos competitivos na China, serão ultrapassadas sempre que a Vale quiser: o minério australiano é de mais baixo teor e requer processamento e blendagem. Ou, em outras palavras, mais investimentos e custos operacionais muito mais elevados que tornam esses minérios menos competitivos.

No decorrer dos próximos anos os produtos da Vale, em especial do S11D, receberão mais atenção e preços diferenciados.

Neste momento a primeira carga, com 26.500t, de minério de ferro do S11D já está embarcada.

Infelizmente o minério do S11D é, ainda, um produto bruto sem valor agregado, que repassa ao país importador todo o lucro da industrialização e da verticalização. Posteriormente, após a siderurgia e a industrialização, esta tonelada, que foi comprada, pelos chineses, por US$80, voltará ao Brasil na forma de veículos, eletrodomésticos etc... com preços de milhares de dólares.
Um fator multiplicador que só os chineses verão.

Trata-se de um processo cruel, alimentado pela política narcisista da Vale, que nos manterá, irreversivelmente no terceiro mundo como exportadores de commodities.

Até quando ? 


Fonte: Brasil Mineral

Gestor prevê Ibovespa em até 270.000 pontos. Em dólares

Gestor prevê Ibovespa em até 270.000 pontos. Em dólares

Para Henrique Bredda, sócio e gestor da empresa de investimentos Alaska, a maioria dos investidores está apavorada e perdendo oportunidade de compra

São Paulo — O Brasil está iniciando uma trajetória de recuperação que deve continuar, independentemente de quem for eleito presidente. O próximo ciclo econômico será favorável ao país, o que pode levar o Ibovespa a ficar entre 135.000 e 270.000 pontos, em dólares, num período de quatro a seis anos. O índice fechou em 18.273 pontos, em dólares, ontem – o equivalente a 76.404 pontos em reais.   
A opinião é de Henrique Bredda, sócio e gestor da empresa de investimentos Alaska, que tem como sócio Luiz Alves Paes de Barros, um dos maiores investidores individuais da bolsa brasileira. Nos últimos dois anos, o desempenho da Alaska impressionou. O principal fundo da casa, o Alaska Black, de ações, rendeu 93%, o triplo do Ibovespa no período. Neste ano, porém, o fundo está com desempenho pior – perdeu 17% apenas em agosto, até o dia 30, e 6% no acumulado de 2018. Mas Bredda segue otimista.
“Estamos num ponto em que a recuperação cíclica do Brasil é evidente”, afirma o gestor. “Vemos que a maioria dos investidores está apavorada. Mas, do outro lado, está um senhor que está aproveitando o pânico para comprar”, acrescentou, referindo-se a Luiz Alves. “É muito difícil prever o que acontecerá em 2019, porque o cenário está muito nebuloso, mas a tendência de mais longo prazo é de alta da bolsa.”
A previsão de Bredda se baseia em duas análises. Uma delas é a do comportamento das economias americana e mundial. Mostrando dados históricos, ele afirma que a economia brasileira começa a se recuperar quando a dos Estados Unidos está próxima do pico e a da Europa está no início da retomada – que é o que vem acontecendo agora, na sua avaliação.
Outra análise é a dos preços das commodities. Para o gestor, os preços continuarão subindo, o que é benéfico para a economia doméstica e também para a bolsa, que tem muitas empresas de commodities. “Estamos iniciando uma trajetória de retomada”, afirmou, durante um evento da assessoria financeira Criteria, ligada à XP, em São Paulo, na última quinta-feira.
Outro fator que deve beneficiar a bolsa, na opinião de Bredda, é o fato de os investimentos em ações estarem muito baixos, o que tende a mudar. Segundo ele, atualmente, apenas 9% do patrimônio dos fundos está aplicado na bolsa, abaixo da média de 13% dos últimos anos. “Só para voltar á média, a alocação teria de subir cerca de 50%”.
Sobre o fato de o aumento de juros nos Estados Unidos ter o potencial de prejudicar os mercados emergentes, ele voltou aos dados históricos para mostrar que isso não aconteceu na maioria das vezes no passado. “Daqui para a frente, o dólar não deve continuar valorizando de forma expressiva. Os Estados Unidos são a primeira locomotiva do ciclo de recuperação da economia mundial. Boa parte da alta do dólar já aconteceu”, afirmou.
Entre as principais ações do fundo, estão a varejista Magazine Luiza – responsável por boa parte do rendimento dos últimos anos – e também produtoras de commodities e companhias ligadas a esse setor, como Vale, Petrobras, Suzano, Braskem e Rumo. “É claro que haverá altos e baixos, em todos os mercados, mas a tendência está clara para nós.”

Fonte: EXAME