sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Como funciona uma mina de diamantes?

Como funciona uma mina de diamantes?
Na maioria dos casos, máquinas gigantes escavam em busca das pedras preciosas, que são separadas do cascalho pelo peso e identificadas por um sofisticado sistema de raios x. As minas são criadas em regiões com alta concentração de um tipo de rocha, denominado pelos geólogos de kimberlito. Esse material é formado pelo resfriamento do magma, que chegou até a superfície há milhões de anos, carregando elementos de regiões profundas da Terra. Feitos de carbono submetido a altíssima pressão, os diamantes foram forjados até 200 km abaixo da superfície há pelo menos 3 bilhões de anos. O tipo mais comum de mina é o de poço aberto – como a representada no infográfico a seguir –, baseada na escavação do kimberlito, e a maioria delas está na África. No Brasil, a produção se concentra em minas formadas por erosão de kimberlito. As águas de rios e lençóis freáticos carregam pedras, que se concentram em áreas superficiais e passam a ser exploradas por mineradores. As 26 toneladas de diamante produzidas no mundo movimentam US$ 13 bilhões. O maior comprador é a China.
TRABALHO ÁRDUO
Supermáquinas, explosivos e alta tecnologia são usados para vasculhar toneladas de rocha.
Amaciando a terra
Após encontrar provas geológicas da presença de diamantes, os mineiros escavam o kimberlito. Mas a ferramenta deles não é picareta, não: os caras colocam explosivos em buracos de até 17 m de profundidade feitos pela perfuradora. O objetivo é fazer a rocha dura virar cascalho.
Trio parada dura
Três máquinas gigantes fazem o trabalho pesado: a perfuradora abre buracos na rocha para a colocação de explosivos, a escavadora movimenta até 50 toneladas de rocha por minuto e o caminhão mineiro leva 100 toneladas de material para o beneficiamento.
Buraco fundo
Com o avanço da escavação, o poço fica mais afunilado, chegando a centenas de metros de profundidade e a quilômetros de largura. A maior mina de diamantes em operação, com 600 m de profundidade e 1,6 km de diâmetro na parte mais larga, é a Argyle Diamond, na Austrália.
Plano B
Quando a escavação afunila demais, é preciso cavar um túnel paralelo ao poço. Do túnel principal, partem túneis perpendiculares para extrair a rocha mais profunda. No subterrâneo, são usadas versões menores das máquinas empregadas na superfície.
Coisa fina
O material extraído da mina vai para o processamento. O cascalho é triturado duas vezes, lavado e peneirado. Em seguida, as pedrinhas – de 1,5 a 15 mm – vão para um tanque de flotação. As pedras mais pesadas, com potencial de ser diamantes, ficam no fundo e as mais leves são descartadas.
Catando milho
Uma máquina de triagem equipada com raios X identifica os diamantes. Ao rolarem na esteira e serem atingidos pela radiação, eles ficam fluorescentes. Um sensor registra essa luz e aciona um jato de ar, que separa o que importa do restante das pedras. Por último, rola uma checagem manual.
Feitos para brilhar
Cerca de 30% dos diamantes são gemas, ou seja, têm características ideais para se tornar joias: cor, claridade, tamanho e possibilidade de lapidação. O restante é usado na indústria para a produção de peças de corte, como brocas, discos, serras e bisturis. Como transmitem calor rapidamente, diamantes também são usados em termômetros de precisão.
VALE QUANTO PESA
Cada tonelada de terra extraída rende 1 quilate de diamantes (0,2 g)
Valor de mercado
Um caminhão carregado rende até 20 diamantes de 1 g. Pedras usadas em joias valem, em média, US$ 1 mil/quilate. Para uso industrial, paga-se em torno de US$ 10/quilate.
Além do brilho
O valor do diamante é baseado em cor, claridade, tamanho e lapidação. Gemas azuis, laranja, vermelhas e rosa são raras. Brancas e amareladas são mais comuns (98% do total).
Joia da coroa
O maior dos diamantes foi extraído na África do Sul em 1905. A pedra bruta tinha 3,1 mil quilates e foi lapidada em nove. As duas maiores (Cullinan I e II) foram dadas à realeza britânica.
– Em 1714, foi encontrado o primeiro diamante no brasil, em um garimpo de ouro próximo a Diamantina, MG.
– O diamante mais caro do mundo foi leiloado em Londres por US$ 46 milhões. O Graf Pink pesa 24,78 quilates e tem coloração rosada.


Fonte: Galileu

Radiação gama torna quartzo brasileiro mais valioso

Radiação gama torna quartzo brasileiro mais valioso


Radiação gama torna quartzo brasileiro mais valioso
Quartzo extraído em São José da Safira (MG), torna-se a gema green-gold depois de ser irradiado com raios gama.[Imagem: Rainer Schultz-Güttler]
Defeito benéfico
O quartzo, mineral abundante em praticamente todo o território brasileiro, apresenta baixo valor comercial em seu estado bruto.
Quando submetido à irradiação, contudo, atinge um valor agregado médio cerca de 300% maior.
Estima-se que 70% da produção mundial de pedras preciosas tenha passado por tratamentos de beneficiamento.
Durante a irradiação, é gerado um defeito na estrutura cristalina do mineral, ou seja, na maneira como os átomos estão organizados na chamada rede atômica.
Esse "defeito benéfico" muda as propriedades físicas e ópticas do cristal, fazendo com que ele passe a absorver ou refletir outros comprimentos de onda da luz visível.
O resultado é que um cristal absolutamente sem-graça passa a ter uma coloração límpida e reluzente, muito mais valorizado no mercado joalheiro.
Quartzo irradiado
No Brasil, as pesquisas na área são feitas no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN).
Segundo Cyro Teiti Enokihara, pesquisador do Centro de Tecnologia das Radiações do IPEN, da mina à vitrine o caminho é longo, mas a tecnologia de irradiação está se tornando um elemento fundamental no processo de beneficiamento do quartzo brasileiro.
Os melhores resultados, segundo Cyro, foram obtidos utilizando fontes de radiação gama, aplicadas em amostras de quartzo de qualidade gemológica.
As melhores gemas artificialmente coloridas já obtidas pelos pesquisadores são verde amareladas, chamadas de green-gold, cor de mel (honey); cinza (fumê); laranja amarronzado (conhaque); preto (morion) e verde.
Todas essas gemas apresentaram boa qualidade e alta estabilidade, o que as torna valiosas no mercado joalheiro.
Radiação gama torna quartzo brasileiro mais valioso
Quartzo verde da região de Ametista do Sul (RS), no estado bruto, e após ser irradiado e lapidado. Como a radiação só interfere nos elétrons, e não no núcleo do átomo, não são gerados radionuclídeos e, portanto, o quartzo não se torna radioativo. [Imagem: Rainer Schultz-Güttler]
Irradiação do quartzo
No IPEN, as pedras de quartzo são colocadas em dispositivos onde são submetidas à radiação ionizante proveniente de fontes de cobalto-60. O irradiador foi desenvolvido com tecnologia nacional, sob a coordenação do professor Paulo Rella.
Mas não se trata unicamente de colocar um quartzo qualquer no aparelho e esperar "assar uma gema". Tudo depende da composição química do mineral.
Alguns tipos de quartzo respondem da maneira desejada, com a radiação otimizando ou alterando sua cor, mas outros não.
Testes prévios são realizados para se detectar quais amostras podem ser submetidas ao tratamento. A pedra pode conter impurezas como ferro, alumínio, lítio, potássio e sódio, bem como moléculas de água e radicais hidroxila.
Além das impurezas presentes na estrutura cristalina do material, deve ser levado em conta também o ambiente geológico ou o local em que a pedra foi formada.
Sem radiação
O que a radiação faz é promover um desequilíbrio eletrônico, com os elétrons das camadas mais externas dos elementos sendo expelidos.
Como a radiação só interfere nos elétrons, e não no núcleo do atómo, não são gerados radionuclídeos e, portanto, o quartzo não se torna radioativo.
O tratamento apenas acelera o efeito que a natureza levaria milhares de anos para produzir.
Cyro afirma que parte considerável das pedras extraídas no Brasil é enviada ao exterior, em estado bruto, para países como Alemanha, Tailândia e China, onde passam por um processo de beneficiamento e de lapidação, e posteriormente retornam ao país em forma de joias, gerando enormes perdas econômicas para o país.

O IPEN mantém contatos permanentes com empresas de comercialização de pedras preciosas, com o intuito de realizar testes de irradiação para os quartzos de diferentes procedências e efetuar pesquisas para outros novos minerais.

Fonte: IPEN

Visão Técnica - 21/9

Brasil a maior reserva de nióbio do mundo.

O elemento químico Nióbio é um metal de transição localizado na família 5-B da tabela periódica, é branco prateado, ou ainda cinza azulado por motivo de reações químicas com gases presentes no ar. Duro e resistente ao calor e a oxidação é utilizado em diversas ligas metálicas. Seu símbolo é Nb, possui número atômico 41, e configuração eletrônica 1s2s2 2p3s2 3p6 4s2 3d104p6 5s4d3, massa atômica 92,90u, ponto de fusão 2477°C, ponto de ebulição 4744°C.
Descoberto em 1801 por Hatchet, após a análise de um minério chamado tantalita, niobita ou columbita (Fe,Mn)(Nb,Ta)2O6 em razão do nome coolombita chamou o metal de colômbio com o símbolo (Cb). Porém descoberto por Henrich Rose, de forma independente em1846, que o nomeou de nióbio em homenagem a deusa grega Níobe fillha do deus Tântalo, que segundo o mito foi transformada em uma rocha por Zeus. Só foi isolado e caracterizado em 1864 por Blomstrand por redução do cloreto pelo calor em atmosfera de hidrogênio.
Quimicamente o nióbio é reativo formando complexos, haletos, óxidos e hidretos, porém é necessário que este seja levado ao aquecimento em função de sua resistência aos agentes oxidantes e redutores. É necessário, entretanto, ressaltar que alguns dos compostos de nióbio são altamente tóxicos, e sua manipulação exige cuidado. Seus estados de oxidação mais comuns são 2,3 e 5. Quando submetido a temperatura de 200°C o metal oxida-se rapidamente, porém em contato com o ar forma finas camadas de óxidos, nas cores verde, azul e amarelo dependendo da espessura da camada formada. As propriedades químicas do nióbio assemelham-se demasiadamente as do Tântalo, fazendo parte dos 5 elementos refratários principais W, Ta, Mo e Re. Este metal é obtido industrialmente por redução do óxido de nióbio, com carbono e hidrogênio.
O nióbio é comumente utilizado em ligas metálicas com o ferro, o aço, com o zircônio e essas ligas são utilizadas na fabricação de estruturas, soldas, gasodutos, superligas para fabricação de motores a jato e na fabricação de jóias em virtude da resistência a corrosão, altas temperaturas, e como supercondutor em meio criogênico.
O nióbio não é encontrado na natureza em seu estado metálico, mas na forma dos minerais acima citados, geralmente os minérios que contém tântalo, contém também o nióbio. Este metal existe em vários países do mundo, porém foi descoberta uma jazida de nióbio em Araxá-MG, o que tornou o Brasil a maior reserva de nióbio do mundo.


Fonte: CPRM

Devo investir em ações em época de Eleição?

Devo investir em ações em época de Eleição?

Opinião - 21/09/2018 - 16:34
Por Papo de Grana
Investir em renda variável em tempos de eleições é como se alguém adicionasse um looping naquela montanha-russa do parque de diversões. É um período de alta volatilidade, que pode ter variações bruscas em curtos espaços de tempo, principalmente nas semanas que precedem a votação e nos primeiros meses após o início do novo mandato. Como o mercado é sensível à incertezas, é normal essa movimentação toda, mas não impede que investidores moderados ou arrojados se questionem se é um bom momento para investir em fundos de ações.
Invisto ou aguardo o mercado acalmar?
Antes de responder à questão, é preciso fazer um adendo: a volatilidade recente da bolsa brasileira vem das eleições, mas também de outros fatores, tanto internos quanto externos. No Brasil, pode-se adicionar à esse combo a greve dos caminhoneiros, que afetou diversos setores do país – e colocou à prova a confiança do mercado no governo brasileiro – além do adiamento de votações importantes no cenário político, como a reforma da previdência. O Ibovespa – índice norteador da bolsa brasileira, terminou agosto com queda de 6,47%.
Já no exterior, o destaque é nas medidas protecionistas de Donald Trump, que sobretaxou a importação de aço e alumínio de vários países, entre eles, a China, e anunciou tarifas de mais de US$ 200 bilhões sobre uma lista de milhares de produtos chineses. O protecionismo norte-americano pode até fortalecer o cenário econômico de lá, mas reflete diretamente no mercado brasileiro, que vê os investidores retirando o capital do país para entrar em economias mais estabilizadas e centrais.
“Compre ao som dos canhões
e venda ao som dos violinos”
A famosa frase de Warren Buffett é a maneira mais direta de explicar o que os investidores de renda variável devem fazer em momentos como o atual.
— O cenário tende a ser muito volátil nos próximos meses. Mas o que os investidores mais arrojados devem ter em mente é que, quando a bolsa entra em queda, abre-se uma enorme oportunidade para a compra de papéis de boas empresas por um preço menor. Sendo assim, quando a situação se normaliza, e ela sempre normaliza depois de um tempo, os ganhos são maiores — diz Alex Frighetto, PO da Warren Brasil.
Em um exemplo simplista, é como se o investidor fosse um revendedor: quanto menor o preço do produto na hora da compra, maior pode ser a margem dele na hora na revenda em momentos de alta procura.
— Portanto, se a ideia do investidor é entrar no mercado de ações, esse momento atual pode se tornar interessante para ele, mas desde que ele tenha um objetivo de médio a longo prazo. A combinação de curto prazo, cenário de eleições e alta volatilidade não é nada boa e pode, inclusive, ter prejuízo — finaliza Frighetto.
Fonte: Papo de grana