sábado, 22 de setembro de 2018

Identificação das Pedras Preciosas Lapidadas

Identificação das Pedras Preciosas Lapidadas


Quem compra uma joia com pedra preciosa obviamente quer ter certeza de que a pedra que está levando é de fato o que o vendedor diz ser. Mas como saber se aquela linda gema azul é mesmo uma água-marinha e não um topázio azul, também valioso, porém mais barato? Como saber se a pedra incolor, tão brilhante, é um diamante, não uma zircônia cúbica, uma safira incolor, um zircão ou outra gema ainda mais barata? E, mesmo tendo certeza de que a esmeralda que está comprando é de fato esmeralda, como saber se é natural ou sintética? O simples exame visual infelizmente não permite responder a nenhuma dessas perguntas. Apenas olhando, salvo poucas exceções, não se pode dizer com certeza que gema está sendo observada. O que fazer então?


Medidas de Precaução
O consumidor que preza seu rico dinheirinho deve antes de tudo fazer a compra numa empresa que julgue digna de confiança. Ele provavelmente pagará mais caro do que comprando a mesma gema numa joalheria pequena e desconhecida, mas empresas que zelam por sua imagem não querem correr o risco de uma acusação por fraude. Uma segunda medida é pedir sempre, seja onde for, nota fiscal discriminando bem o produto.
A terceira é pedir um certificado de garantia. Empresas pequenas talvez não forneçam esse documento, mas as maiores o fazem. A Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT estabeleceu um modelo para esse documento (o qual pode ser visto ao final desta página). Os vendedores não precisam fornecer certificado exatamente igual, mas as informações mínimas que ele deve conter são as especificadas pela ABNT. Por fim, é bom lembrar que, sempre e em qualquer circunstância, quem compra uma joia ou gema está protegido pelo Código de Defesa do Consumidor.


Exame Técnico
Mesmo tendo a nota fiscal e o certificado de garantia, o comprador de joias pode querer ter a certeza de que lhe venderam a pedra preciosa que pediu. O que fazer então?
Nesse caso, ele deve levar a peça adquirida a um laboratório gemológico. Ali, um gemólogo terá condições de examinar a gema e identificá-la corretamente. O comprador terá uma despesa adicional, mas bem menor do que o valor pago pela joia. O que o gemólogo faz para identificar a gema? Com o uso de vários equipamentos, ele medirá as propriedades físicas da pedra através de exames não destrutivos, isso é, que não danificam o material examinado.
Com um polariscópio, ele verá se a gema é isótropa ou anisótropa. Gema isótropa é aquela que a luz atravessa com mesma velocidade, seja em que direção for - como as granadas, o diamante, a fluorita e o espinélio. A maioria das pedras preciosas são anisótropas, ou seja, a luz as atravessa com uma velocidade que varia conforme a direção.
Polariscópio
Polariscópio
Refratômetro
Refratômetro
Dicroscópio
Dicroscópio
 Lâmpada de luz ultravioleta
Lâmpada de luz ultravioleta

Com um refratômetro ele medirá a principal propriedade da gema, que é o índice de refração. Cada gema tem um valor para esse índice (se for isótropa) ou um intervalo de variação (se for anisótropa). As gemas anisótropas podem mostrar uma cor quando olhada numa direção e outra cor ou outro tom da mesma cor quando olhada em direção diferente daquela (fenômeno chamado pleocroísmo). Mas essas diferenças são tão sutis que não se consegue perceber a olho nu.
O dicroscópio, um pequeno instrumento de uns 5 cm de comprimento, mostra essa variação, se houver, exibindo as duas cores lado a lado. A existência ou não de fluorescência e fosforescência é determinada através de lâmpada de luz ultravioleta. Essas duas propriedades são, como outras, insuficientes para identificar uma gema, mas auxiliam, complementando o exame.
Com líquidos pesados (bromofórmio, iodeto de metileno, entre outros), o gemólogo pode determinar a densidade da gema, propriedade importante na sua identificação e que ajuda a distinguir as diferentes espécies de granada por exemplo.
Os refratômetros não costumam medir índices de refração muito altos, como o do diamante. Para identificar então essa importante gema há aparelhos específicos, chamados condutivímetros.
Condutivímetro
Condutivímetro
Eles medem a condutividade elétrica ou térmica da gema e informam num visor se é diamante, zircônia cúbica ou outra imitação.
Para distinguir especificamente uma esmeralda de outras gemas verdes há um dispositivo chamado filtro de Chelsea. Vista através dele, a esmeralda fica vermelha, enquanto as demais gemas verdes (com duas exceções) continuam verdes.
Para identificação de gemas sintéticas usa-se o microscópio gemológico, no qual o gemólogo procura ver as inclusões (imperfeições) eventualmente existentes e as feições (como bolhas de ar, linhas de crescimento etc). Os filtros de Hanneman (abaixo) são usados para várias gemas. Um identifica gemas de cor vermelha; outro, as de cor azul; outro, as diferentes esmeraldas sintéticas etc.
Como se vê, há um bom número de recursos ao alcance do gemólogo para identificar uma gema lapidada. Mas, lamentavelmente, existem poucos laboratórios gemológicos no país. A principal razão disso é que os equipamentos aqui descritos não são fabricados no Brasil e, como a procura por eles é pequena, sua importação não se mostra um negócio interessante.


Modelo de Certificado de Garantia da ABNT



Fonte: CPRM




VENDO DE PERTO AS ESMERALDAS COLOMBIANAS

VENDO DE PERTO AS ESMERALDAS COLOMBIANAS



                A Colômbia é conhecida como fonte das melhores esmeraldas produzidas atualmente, bem como o país que mais produz essa pedra preciosa (60% da produção mundial). Foi lá também que se encontrou, em 1999, o maior cristal de esmeralda já visto, com 2,5 kg, e que até junho de 2011 pelo menos não havia sido lapidado.    
          Recente viagem a Cartagena, importante cidade turística daquele país, permitiu-me ver de perto essas famosas esmeraldas e comprovar que são, de fato, muito bonitas. Há muitas joalherias espalhadas pela cidade, principalmente na sua parte antiga, e esmeraldas, claro, são a gema que elas mais vendem e exibem, tanto no estado bruto (foto abaixo) quanto lapidado. 

 
            Mesmo sabendo que se está no país que é o maior produtor do mundo, é natural que se tenha dúvida se aquela pedra linda que nos chamou a atenção tem realmente qualidade acima da média e se o preço que pedem por ela está, de fato, abaixo dos preços médios praticados no mercado internacional.  Tudo nos leva a crer que que estamos vendo esmeraldas lindas e a preço mais baixo do que pagaríamos no Brasil, mas será mesmo assim ?
            O Boletim Referencial de Preços, editado no Brasil, informa o preço de duas categorias de esmeraldas colombianas quanto à qualidade: boa (primeira) e excelente (extra). Mas, como o consumidor leigo no assunto pode saber qual é a boa e qual a extra? E qual a que não chega a ser nem boa?
Em Cartagena, uma das joalherias que visitamos reconhece quatro categorias: verde-escura, verde-clara, verde-azulada e verde-amarelada (da mais valiosa para a menos valiosa). Não sei se esta classificação é amplamente usada lá, mas ela existe e é, sem dúvida, bem mais compreensível para quem não é especialista.
Gosto não se discute, não é?  Pois então deixem-me dizer que, para mim, as esmeraldas verde-claras que vi eram mais bonitas, de cor mais viva, que as verde-escuras, que são mais caras.
            E com relação ao preço? São as gemas vendidas em Cartagena realmente mais baratas que as vendidas no Brasil?  Deve-se lembrar que aquela é uma cidade que vive do turismo, e cidades turísticas costumam ter preços altos. Em se tratando de um produto que sabem ser o melhor do mundo, com mais razão ainda pode-se esperar preços altos.
            Uma esmeralda de 2 ct (dois quilates ou 400 miligramas) muito bonita me foi oferecida lá por 3.400 dólares, ou seja, 1.700 dólares por quilate. Consultando de novo o Boletim Referencial de Preços, vê-se que, no Brasil, uma esmeralda colombiana lapidada de 1-2 ct vale entre 1.500 e 2.300 dólares por quilate se for boa e entre 2.300 e 4.500 dólares se for excelente. Gemas de 2 e 3 ct valem 2.500 a 3.500 dólares se forem boas e 3.500 a 8.000 dólares por quilate se forem excelentes. 
Portanto, dá para dizer, que os preços de Cartagena são, sim, baixos em relação aos praticados no Brasil. Mas recomenda-se pechinchar, porque os vendedores sempre reduzem o valor pedido inicialmente (e, além de pechinchar, peça uma esmeralda bruta de brinde).
E as joias de esmeralda vendidas na Colômbia? Pelo que vi, são bonitas, com um design predominantemente clássico. A montagem é feita sobretudo com ouro, tanto branco quanto amarelo. O conjunto acima, em ouro branco, com peças de 12 mm x 8 mm, pode ser comprado por 680 dólares.
            Das muitas joalherias, recomendamos a Joyería Caribe, que tem anexo um pequeno museu. Nele se podem ver esmeraldas brutas  classificadas pela cor, pequena réplica de uma mina subterrânea, cristais brutos belíssimos, como o da foto abaixo (com cerca de 3 cm), soltos ou na rocha, e outras coisas, além de observar ao vivo lapidadores trabalhando.

 

 
 


 


 

 
As esmeraldas colombianas ocorrem em veios com calcita, quartzo e pirita (foto abaixo). Elas provêm de várias minas, algumas das quais já produziam quando os espanhóis chegaram à América do Sul.


 As mais famosas são Muzo, El Chivor e Somondoco, mas há também Coscuez, Maripi, Peña Blanca e La Pita. A zona produtora fica na cordilheira dos Andes e ocupa uma área de 50 km x 250 km. Perguntei se era possível visitar essas minas, mas me disseram que não é uma viagem segura, mesmo para os colombianos. Mas, já foi muito bom ver o que vi em Cartagena.

Fonte: Blog Percio M. Branco

Vale avalia expansão de projeto bilionário no Pará de olho em demanda chinesa


Vale avalia expansão de projeto bilionário no Pará de olho em demanda chinesa

A gigante da mineração Vale está avaliando a expansão de seu emblemático projeto de minério de ferro S11D, no Pará, disse um executivo da companhia, em busca de ganhos com o crescente apetite por variedades da commodity com alto teor em seu maior mercado, a China. O S11D foi inaugurado no final de 2016 e foi anunciado como o “maior projeto de minério de ferro da história da empresa e da indústria da mineração”, com investimentos totais anunciados de US$ 14,3 bilhões.
Maior consumidora global de minério utilizado na produção de aço, a China aumentou suas compras de minério de ferro de maior qualidade, menos poluente, em meio a sua batalha contra a poluição em suas cidades. Peter Poppinga, diretor-executivo da Vale, disse durante uma conferência do setor na China que a maior mineradora de ferro do mundo já estuda a expansão do projeto S11D mesmo sem ter ainda alcançado a plena capacidade da unidade, inaugurada em dezembro de 2016.
“Dadas todas essas tendências sobre a qualidade, favoráveis a nós, estamos estudando aumentar o projeto, mas ainda não há números”, disse Poppinga. Na vespéra, a Vale superou a fabricante de bebidas Ambev e se tornou a empresa mais valiosa da bolsa de valores paulista B3, atingindo valor de mercado de R$ 305,07 bilhões.
 Produção da Vale
Pesados investimentos no projeto, que extrai minério de ferro de elevado teor, aumentaram as dívidas da Vale nos últimos anos, o que coincidiu com uma forte queda nos preços do minério de ferro. Poppinga disse que a produção de minério de ferro do S11D deve ficar próxima de 90 milhões de toneladas no próximo ano, ante cerca de 60 milhões de toneladas atualmente.
Ele afirmou, no entanto, que a Vale pretende manter sua produção total em cerca de 400 milhões de toneladas, substituindo minério de ferro de menor qualidade pelo material de alto teor. ”Acreditamos que esse é um nível saudável daqui pra a frente, quando você pensa em otimização de margens”, disse Poppinga. ”Nós não estamos atrás de participação no mercado, nós estamos atrás de valor e não de volume”.
Ele adicionou que espera que quase 90% da capacidade chinesa de produção de aço esteja de acordo com novos padrões para emissões até 2025.
Fonte: G1

Vale é premiada como melhor desempenho financeiro do setor


Vale é premiada como melhor desempenho financeiro do setor

A Vale foi reconhecida duas vezes no Prêmio Empresas Mais, que lista as empresas de melhor desempenho financeiro do país. A Vale ficou em primeiro lugar na categoria Mineração, Cimento e Petróleo e levou, ainda, a segunda posição, com a Salobo Metais.
Diretor-executivo de Finanças e Relações com Investidores, Luciano Siani Pires subiu ao palco para receber os prêmios e destacou as perspectivas de demanda crescente provenientes de novos nichos de mercado, como o de veículos elétricos. “O níquel da Vale é suficiente para produzir 3 milhões de veículos por ano”, afirmou.

Sobre o prêmio

O ranking utiliza uma metodologia da Fundação Instituto de Administração (FIA) – desenvolvida com exclusividade para o jornal O Estado de São Paulo (Estadão) – para analisar as empresas considerando dados como porte e o desempenho. Neste ano, foram 23 setores da economia analisados, além dos grandes grupos empresariais.
Fonte: Vale