domingo, 23 de setembro de 2018

O GARIMPO E AS PEDRAS PRECIOSAS DE MINAS GERAIS BH

O Passado Sempre Ensina

O Passado Sempre Ensina


O passado sempre nos ensina a não cometer erros no futuro, mas às vezes nossos dirigentes acabam repetindo os mesmos erros. Alexandre Graham Bell já tinha nos ensinado que “nunca ande pelo mesmo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde outros já foram”.
No último dia 15 de setembro, completamos dez anos do cataclismo da quebra da instituição Lehman Brothers (de 158 anos), que foi o início de todos os problemas que atravessamos desde então. Antes de tudo, é necessário contextualizar aquele momento vivido, com o mundo crescendo aceleradamente desde o princípio dos anos 2000, situação que ajudou bastante o Brasil da época e o desfrute do primeiro governo de Lula. Surfamos na onda do crescimento global como grandes provedores de matérias primas e alguns semielaborados.
Mas os problemas da instituição mais que centenária Lehman Brothers não começou nesse momento. Na verdade, os primeiros sinais de seus problemas começaram a surgir nove meses antes, por volta de julho de 2007. A partir disso até o fatídico 15 de setembro de 2008, os mercados foram estressando com as operações que ficaram conhecidas como subprime, onde as instituições relevaram riscos de exposições maiores para alavancar resultados. O mercado imobiliário americano vivia o autêntico “boom” e os indivíduos alavancavam na aquisição de imóveis.
Enquanto isso, as instituições financeiras iam empacotando cestas de títulos, vendidas de forma dispersa pelo mundo e por outras instituições do mercado. Foi então que começaram os questionamentos sobre a qualidade dos créditos concedidos, e suspeitas de que aqueles títulos poderiam não ser honrados. Meio aquela história da caixa de bacalhau que vai mudando de mãos sem ser aberta, e quando alguém resolve abrir o conteúdo está estragado.
Quando isso foi constatado, restou ao FED deixar o Lehman Brothers quebrar e salvar a maior seguradora do mundo, a AIG. A partir disso, tivemos uma sucessão de quebradeiras no mundo envolvendo centenas de instituições e empresas. Citamos apenas algumas centenárias ou próximas como Bear Stearns, Fannie Mae e Freddie Mac, Goldman Sachs e Morgan Stanley (NYSE:MS), Merril Lynch. Empresas como GM e o ícone Citibank. Foram encontradas então formulas de aquisições por outras instituições, negociadas apenas por valores simbólicos.
O Brasil, por não ser uma economia aberta, foi pouco afetado por esse movimento do mercado financeiro, mas a “marolinha” caraterizada pelo então presidente Lula afetaria todo o mundo. Nos anos seguintes, poucos foram os países que assim como a China tiveram PIB positivo.
O mundo tomou ciência da gravidade do problema e no dia seguinte a quebra do Lehman Brothers, todos os principais bancos centrais do mundo tomaram decisão coordenada de reduzir suas taxas de juros em 0,50%. O Brasil também entrou nessa! Mais que isso, os principais bancos centrais iniciaram processo de flexibilização monetária em larga escala que culminaria com as mais baixas taxas de juros da história, sendo que alguns ainda permanecem negativas como no Japão e Depósitos no BCE (BC Europeu). Em alguns casos, o tamanho de bancos centrais chegou a quintuplicar como no caso do FED americano que saiu de US$ 1,00 trilhão para pouco menos de US$ 5,0 trilhões, no ápice.
Pois bem, agora os bancos centrais de países desenvolvidos começam o caminho de volta, o caminho da normalização de suas políticas monetárias que consiste em elevar juros e reduzir o tamanho de sua interferência no sistema. Ocorre que durante esse período (desde 2008), segundo dados coletados pelo Institute of International Finance (IIF), o nível de endividamento global de corporações e indivíduos foi elevado em US$ 70 trilhões, indo para estimativa de US$ 247 trilhões, maior até mesmo que o PIB global.
Portanto, está nas mãos de países e bancos centrais não deixar que uma nova crise de crédito ocorra, e com o diferencial de que já estaríamos partindo de taxas de juros muito baixas e balanços de bancos centrais ainda inflados.
Por enquanto essa é somente uma hipótese, mas que precisa ser bem administrada.
Fonte: ADVFN/Alvaro Bandeira

Como Investir na Bolsa e Garantir Rentabilidade?

Como Investir na Bolsa e Garantir Rentabilidade?

Por Focalise                 Ações (22.09.2018)
Quem busca investir na bolsa de valores, possivelmente, conhece o potencial de retorno das ações de empresas listadas nesse ambiente de negócios. Afinal, com os papéis das companhias, o investidor pode obter em poucas horas um lucro que demoraria um mês ou mais para se ganhar na renda fixa — caderneta de poupança, por exemplo.
É bem verdade que, da mesma maneira que o mercado acionário pode subir com força, os ativos também podem sofrer quedas bruscas nas cotações de pregão. Por esse motivo, o indivíduo que pretende aplicar recursos na bolsa deve estar municiado de conhecimento financeiro, de modo a favorecer ganhos e diminuir perdas.
Para ajudá-lo nessa empreitada, apresentamos, em seguida, algumas das principais estratégias de investimento na bolsa de valores. Confira!
Buy and Hold
A técnica do Buy and Hold (compre e segure, numa tradução literal do inglês) é uma das mais famosas do mercado financeiro. Para você ter uma ideia de sua importância, ela é recomendada pelo célebre economista Benjamin Graham (1894-1976), autor da obra “O Investidor Inteligente”. Além disso, tal estratégia é utilizada pelo bilionário americano Warren Buffett.
Como a própria técnica sugere, Buy and Hold é uma forma de investir na bolsa com o objetivo de lucrar no longo prazo, o que pode incluir períodos superiores a cinco anos, por exemplo. Nessa proposta, o investidor deve escolher ações de companhias com boa saúde financeira e que tenham grande expectativa de crescimento.
Em geral, quem utiliza essa estratégia se baseia na análise fundamentalista de ativos para tomar as próprias decisões. Com esse método de avaliação dos papéis, a pessoa costuma averiguar os balanços das companhias, de modo a monitorar determinados indicadores, como lucratividade, endividamento etc.
A estratégia do Buy and Hold ainda sugere que a compra das ações seja feita numa época de baixa dos preços, para que elas sejam vendidas posteriormente numa fase de alta do mercado acionário. Para tanto, o investidor deve fazer a aquisição com certa “margem de segurança”, quer dizer, com a cotação abaixo do chamado valor intrínseco (real) do papel.
Você deve estar se perguntando como isso é possível, não é mesmo? Saiba, então, que, devido às peculiaridades da bolsa de valores, por vezes, ocorre de um ativo ser negociado por um preço aquém do real valor da companhia. Tal situação acontece, por exemplo, em períodos de crise na economia como um todo.
Position Trade
A estratégia de Position Trade, por sua vez, pode ser feita durante prazos que variam de meses a anos. Como o nome indica, nessa técnica, o investidor assume uma posição em determinado ativo, como se fosse uma espécie de aposta dele no desempenho futuro do papel.
Se, no Buy and Hold, pode-se dizer que havia uma predominância da análise fundamentalista na avaliação das ações, do Position Trade em diante, como veremos a seguir, há cada vez mais o uso da análise técnica ou gráfica para se tomarem decisões.
A propósito, as ferramentas que permitem a visualização das cotações das ações em gráficos geralmente podem ser utilizadas em tempos que variam de minutos a anos. Assim, é comum ouvir um analista de mercado dizer que tal papel apresenta certo comportamento no gráfico de 60 minutos, diário, semanal, mensal etc.
De volta à ideia do Position Trade, vale ressaltar que, nessa estratégia de investir na bolsa, o indivíduo precisa tentar antecipar a evolução de determinado ativo. Tal movimentação, no entanto, pode demorar meses ou até anos para se concretizar.
Swing Trade
Na estratégia do Swing Trade, o investidor realiza operações que variam de dias a algumas semanas para atingirem o alvo esperado. Nesse caso, também há predominância da análise técnica como método orientador da tomada de decisão.
Por exemplo, por meio de determinados indicadores dos gráficos, como média móvel do preço das ações em certo número de dias passados e volume de negociações do papel em questão, é possível tentar prever a tendência de movimento da cotação.
Com isso, é comum o investidor definir um ponto de entrada para a operação, o que pode ser feito de forma automática nas plataformas de negociação (home brokers), além de um ponto de saída em caso de ganho (stop gain) e outro em caso de perda (stop loss). Tais definições permitem que o indivíduo gerencie o risco da operação e, assim, evite prejuízos demasiados.
Day Trade
A estratégia do Day Trade é utilizada, via de regra, pelos profissionais que atuam diariamente na bolsa de valores, os chamados “traders”. Ainda assim, nada impede que ela possa ser usada por quem tem interesse nesse tipo de operação e não faz, necessariamente, transações todos os dias.
Devido à volatilidade dos papéis, é possível que a cotação de uma ação varie bastante num prazo que compreenda minutos ou horas. Por isso, o Day Trade se torna uma estratégia eficiente para ganhar dinheiro em curtíssimo intervalo de tempo.
Outra possibilidade desse tipo de tática é operar com alavancagem, que é uma espécie de reforço no capital utilizado para as transações. Assim, a corretora de valores faz um tipo de “empréstimo” para o operador, de modo que ele consiga utilizar quantias maiores do que o patrimônio inicial.
Dessa maneira, o trader fica de olho apenas no resultado da operação, seja ganho ou prejuízo. Por exemplo, se o indivíduo comprou 1.000 ações da companhia X ao preço de R$ 15 cada, em tese, ele pagou R$ 15 mil. Se o papel subiu para R$ 16, o lucro teria sido de R$ 1.000.
Numa situação assim, caso tenha operado com alavancagem, o operador não precisaria ter os R$ 15 mil de capital inicial, mas apenas o suficiente para absorver o prejuízo de uma eventual variação negativa.
Cabe lembrar que as corretoras estabelecem limites para transações com alavancagem. Além disso, nas operações de Day Trade, existe a necessidade de o investidor abrir e fechar os negócios no mesmo pregão.
Scalping
A técnica de Scalping pode ser classificada como um subtipo do Day Trade, embora o prazo da transação seja de pouquíssimos minutos. Nesse caso, a ideia é lucrar com a movimentação rápida do papel por meio de uma grande quantidade de ativos.
Assim, geralmente, procura-se ganhar centavos, porém, multiplicá-los com várias ações na transação. Por exemplo, se o operador lucra R$ 0,07 em cada papel, mas operou com 5.000 ativos, o ganho bruto total foi de R$ 350.
Como você pôde notar, existem diferentes estratégias para se investir na bolsa e ganhar dinheiro. Em geral, quanto menor o prazo das transações, maior tende a ser o número de negócios. Assim, é preciso levar em conta as taxas de corretagem, impostos sobre serviços e emolumentos da bolsa etc. para poder calcular a rentabilidade líquida das operações.
Além disso, antes de aplicar na bolsa, o investidor deve conhecer o próprio perfil de tolerância a risco. Para você ter uma ideia, há casos em que se pode perder mais do que o capital inicial. Assim, municie-se de conhecimento ou tenha a ajuda técnica de profissionais especializados no mercado acionário antes de ingressar no universo da bolsa de valores.
Fonte: Focalise

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