domingo, 23 de setembro de 2018

Feira de pedras preciosas atrai visitantes internacionais em Teófilo Otoni

O paládio

O paládio (Pd) é um metal de transição externa do grupo 10 da tabela periódica. Possui número atômico Z = 46 (prótons e elétrons) e massa atômica ponderada igual a 106,42 u (calculada tomando os isótopos Pd-102, Pd-104, Pd-105, Pd-106, Pd-108 e Pd-110, com respectivos 1,02%, 11,14%, 22,33%, 27,33%, 26,46% e 11,72% de abundância).

Propriedades Físico-químicas

Esse metal apresenta retículo cristalino com arranjo do tipo cúbico de faces centradas (cfc). Os estados de oxidação mais comuns são o +2 e +4, embora +1 e +6 também sejam observados. A eletronegatividade vale 2,2 na escala Pauling.
É muito denso, 12023 Kg/m³, e os respectivos valores de ponto de fusão e ebulição giram em torno de 1550°C e 3140°C – mostrando que o arranjo do retículo possui estabilidade tal que para modificar essa estrutura muita energia é requerida no processo de fusão.
Nas condições ambiente é sólido, de aparência branco-prateada de brilho metálico (essa aparência mantém-se indefinidamente, mesmo se exposto ao ar, já que é pouco reativo com o oxigênio – pouco oxidável).
Também é um bom condutor de calor (conduz praticamente o mesmo que o ferro) e de eletricidade (também conduzindo quase o mesmo que o ferro).

Ocorrência e aplicação

O paládio quase sempre é encontrado na natureza associado à platina ou outro metal de mesmo grupo, com concentração não muito expressiva: na crosta terrestre, apresenta-se com concentração média de 0,01 ppm (gramas por tonelada de terra).
Alguns minérios podem possuir pequena quantidade de paládio na sua composição, a exemplo da molibdenita e ferrimolibdita.
As principais reservas se encontram na Sibéria, Canadá e África do Sul. Outros depósitos são vistos na Colômbia e Alasca que, apesar de serem menores tais como vários outros, são mais economicamente viáveis para extração.
As principais aplicações são:
  • Utilização como catalisador heterogênio de reações (é um ótimo adsorvedor de hidrogênio; assim como, é empregado na destilação de componentes do petróleo e na fabricação de conversores catalíticos dos automóveis);
  • Fabricação de contatos eletromecânicos (como relays);
  • Na odontologia, para reparos nos dentes (próteses);
  • Na medicina, em geral, sob forma de instrumentos cirúrgicos;
  • Sob forma de dicloreto de paládio, absorve monóxido de carbono. Sendo, então, utilizado em detectores desse gás;
  • Como liga com o ouro (junto a outros metais, como prata ou níquel), gerando por consequência o “ouro-branco”.
Seu preço de venda é, em geral, um terço do valor do preço de venda do ouro 24 quilates (praticamente puro


Fonte:CPRM




A Platina

A Platina, muito conhecida por ser utilizado em confecções de implantes dentários, é um metal de transição de alto potencial redutivo (metal nobre), ou seja, é muito difícil de oxidar. É sólido, apresenta coloração branca acinzentada e opaca nas condições ambiente, e pela denominação espanhola de platina (diminutivo depreciativo da Prata, por causa das características semelhantes) possui símbolo químico Pt.
Platina em estado natural. Foto: Rob Lavinsky / iRocks.com / via Wikimedia Commons / CC-BY-SA 3.0
Platina em estado natural. Foto: Rob Lavinsky / iRocks.com / via Wikimedia Commons / 
CC-BY-SA 3.0
É pouco dúctil (dificilmente toma a forma de tubos), mas maleável (pode ser disposto em folhas metálicas). Sua massa atômica ponderada vale aproximadamente 195 u e seu número atômico é igual a 78 (elétrons e prótons).

Os estados de oxidação mais comuns são o Pt+2 e Pt+4, e suas características elétricas o classificam como um bom condutor de eletricidade e intermediário condutor de calor.
A Platina é muito difícil de ser atacada por ácidos: a água régia (mistura de proporção 1:3 de HNO3 e HCl) é um dos poucos compostos ácidos que conseguem oxidá-la.
É muito estável (até mesmo mais que o Ouro – metal considerado mais nobre), porém reage com metais alcalinos, Chumbo, Antimônio e, a altas temperaturas, com Cloro e Enxofre.

Ocorrência e Abundância

A Platina pode ser encontrada principalmente no Canadá, na África do Sul (maior produtor mundial – cerca de 80% da Platina produzida no mundo é desse país) e na Rússia.
No Canadá, a maior parte da Platina está misturada a minérios ricos em sulfetos de Cobre-Níquel associados a rochas vulcânicas. A Platina e o Paládio estão presentes nestes minérios em proporções iguais, juntamente com vestígios de Prata e Ouro.
A Platina derivada da África do Sul ocorre em proporções da ordem de 4 a 10 ppm, ou seja, de 4 a 10 gramas por tonelada de minérios. Observando a distribuição mundial (cerca de 0,01 gramas por tonelada), as formações rochosas da África do Sul correspondem a uma média de 400 a 1000 vezes maior que a global (em termos de concentração desse metal na superfície terrestre).

Aplicações

  • Implantes dentários (muitas vezes ligada ao Paládio);
  • Implantes ortopédicos (como implantes de perna e DIU);
  • Catalisador de automóveis (para diminuir a concentração de NOx - óxidos de nitrogênio - emitidos pelos escapamentos);
  • Fabricação de armamentos e projéteis;
  • Catalisador em reações de hidrogenação, pois adsorve o hidrogênio gasoso e diminui o tempo de reação.
  • Fabricação de jóias.
Fonte: CPRM



O Níquel

O Níquel é um metal branco prateado, dotado de qualidades significativas à utilização industrial, como por exemplo, a ductibilidade (propriedade física de um material de suportar deformação plástica sob a ação de uma de terminada carga, sem o risco de fratura ou rompimento), ou então a maleabilidade (capacidade de ser moldado por deformação).
O níquel é um material de grande resistência mecânica à corrosão e à oxidação, possuindo ainda um sistema de oxidação isométrico (ou seja, uma forma disposta que apresenta distância igual entre seus mais diversos pontos). Seu peso específico é de 8,5 g/cm³, com um ponto de fusão localizado em aproximadamente 1453 graus Celsius, possuindo um peso atômico de 58,68. Seu número atômico é 28, valendo ao níquel um lugar entre os denominados "metais de transição" na tabela periódica dos elementos químicos.
O nome do metal deriva da palavra alemã "kupfernickel", em uma referência à nicolita (mineral raro, encontrado em veios hidrotermais, de fórmula química "NiAs") pelos mineiros alemães à época de sua identificação no século XVII. Já em 800 a.C. encontramos o elemento presente em objetos manufaturados, como armas e moedas. Sua importância na economia industrial, porém, foi insignificante até 1820 quando Michael Faraday, em colaboração com seu associado Stodard obtiveram sucesso em elaborar a liga sintética de ferro-níquel, indispensável ao progresso da moderna economia industrial. A produção industrial de níquel metálico refinado ocorre pela primeira vez na Alemanha, em 1838.
O níquel é bastante usado sob sua forma pura, para a produção de protetores de peças metálicas, devido à sua já mencionada alta resistência à oxidação (ferrugem). É aplicado principalmente em ligas ferrosas e não-ferrosas para consumo no setor industrial, em material bélico, em moedas, na área de transporte, nas aeronaves, na área de construção civil, aços inoxidáveis, ou ainda na produção do ímã artificial conhecido como Alnico (sigla referente aos componentes do mesmo: Alumínio, Níquel e Cobre). O sulfato de níquel presta-se à chamada galvanoplastia, banhos de sais de níquel nos quais obtêm-se a niquelagem, processo que permite um acabamento refinado e protetor de diversas peças de metal.

A maioria do níquel extraído é utilizado na siderurgia (cerca de 70%), enquanto que o restante é empregado na composição de ligas não-ferrosas e na galvanoplastia. Esta utilização é regulada por uma categorização em "classes". Assim, são classe I os derivados de alta pureza (com mínimo de 99% de pureza), destinados ao uso na siderurgia. Na classe II, o produto possui entre 20% e 96% de níquel, e é empregado na fabricação de aço inoxidável e ligas de aço.


A maioria do níquel extraído é utilizado na siderurgia (cerca de 70%), enquanto que o restante é empregado na composição de ligas não-ferrosas e na galvanoplastia. Esta utilização é regulada por uma categorização em "classes". Assim, são classe I os derivados de alta pureza (com mínimo de 99% de pureza), destinados ao uso na siderurgia. Na classe II, o produto possui entre 20% e 96% de níquel, e é empregado na fabricação de aço inoxidável e ligas de aço.

Fonte: Galileu
Níquel


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