segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Royalties da mineração serão recorde este ano


Royalties da mineração serão recorde este ano



A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), uma espécie de royalty pago pelas mineradoras, deve alcançar R$ 3 bilhões esse ano. Um número recorde, mesmo quando comparado ao superciclo do minério de ferro vivido pelo setor na última década – foi de R$ 2,4 bilhões em 2013. Até agosto, União, Estados e municípios já receberam R$ 1,85 bilhão em receita, cifra que supera toda a receita obtida ao longo de 2017.
De acordo com a gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Cinthia Rodrigues, o aumento é resultado das mudanças na legislação do setor, que ampliou alíquotas, mudou a base de cálculo e o número de municípios beneficiados. No caso do minério, que responde por mais da metade da produção mineral brasileira, a alíquota passou de 1,5% da receita para 3% do faturamento bruto. O ouro, que pagava 1%, agora arrecada 1,5%.
O aumento da produção, com a entrada em operação de novas minas, como a S11D, da Vale, maior mina de minério de ferro do mundo, também puxou a arrecadação. O movimento compensou a desvalorização nos preços de várias commodities no ano e também da estabilidade no preço médio do minério de ferro, cotação diferente da praticada pela Vale para seu produto de melhor qualidade. “Desde janeiro, o ouro se desvalorizou 10%, o cobre, 15%, e o minério de ferro ficou estável”, diz Cinthia.
Com a produção de S11D, o município de Canaã dos Carajás, no Pará, arrecadou até agosto R$ 177 milhões, R$ 100 milhões a mais do que em todo o ano de 2017. Passou de sexto maior arrecadador para a segunda posição. Superou a mineira Nova Lima (MG) e está atrás apenas de Parauapebas (PA), onde fica a mina de Carajás, que já recebeu R$ 400 milhões este ano.
“Canaã vai ultrapassar Parauabebas”, diz George Tomas, diretor da Organização Não Governamental (ONG) Extensão Amazônia, de Marabá, responsável por um estudo de desenvolvimento da cidade. “A cidade não tem infraestrutura, não tem mão de obra capacitada. Tem de aprender a lidar com esses recursos, que só duram enquanto houver a mineração.”
O secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Jurandir dos Santos, diz que a mina S11D tem potencial para produzir por 50 anos. Mesmo assim, garante que está investindo em infraestrutura para atrair outras indústrias. “Fui ao Rio em busca de empresas para investir aqui e a primeira coisa que me perguntaram foi se tinha energia”, diz o secretário, que está implantando um distrito industrial em uma área da Vale que serviu de área de montagem para S11D e foi doada ao município. “Lá, temos toda a infraestrutura, incluindo energia.”
De acordo com o diretor de procedimentos arrecadatórios da Agência Nacional de Mineração (ANM), Ricardo Eudes, uma das prioridades da nova agência, que ainda está se estruturando, é levantar a lista de municípios afetados pela atividade de mineração e que, pelas nova regra, passarão a receber uma fatia dessa arrecadação. Sem essa lista, quase R$ 300 milhões estão retidos no Tesouro.

Novos projetos para o dinheiro extra

Em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o prefeito Vítor Penido faz planos para o dinheiro a mais que entrará na cidade com as mudanças na distribuição de royalties da mineração. Há projetos para construção de postos de saúde, creches e escolas, por exemplo. “É dinheiro que não se pode gastar, por exemplo, com pagamento de salários. É obrigatório que tudo seja investido.”
Nova Lima é a terceira cidade que mais recebe royalties de mineração no País. Penido projeta receber este ano mais de R$ 100 milhões (os números do DNPM apontam que essa meta já foi alcançada, com R$ 104 milhões até agosto).
Os recursos arrecadados com a retirada de minério representam cerca de 20% da receita total do município. Com cerca de 90 mil habitantes, Nova Lima possui um grande número de condomínios, a maioria de classes média e alta. Pela proximidade com a capital, é grande o número de pessoas que moram na cidade, mas trabalham em Belo Horizonte.
Por causa do trânsito intenso entre as duas cidades, um dos projetos previstos para serem realizados com os recursos a mais é o de reforma em trecho de seis quilômetros de rodovia que dá acesso à cidade. “Dá muito engarrafamento”, diz o prefeito.
Até o momento, moradores afirmam não perceberem que o aumento da arrecadação já esteja sendo revertido em obras para a cidade. “Está tudo a mesma coisa. Acho que a tendência é que melhore. Hoje, praças construídas há pouco tempo já estão degradadas. Falta asfaltar ruas também”, diz o taxista Gabriel Marques, de 24 anos.
Conforme o prefeito, o município está sendo colocado financeiramente em ordem, e por isso não é possível aumentar o número de obras imediatamente. Para outro morador da cidade, o comerciante Antonio Eustáquio Pedrosa, de 59 anos, que tem um depósito de material de construção na cidade, o fundamental a ser feito com os recursos são investimentos em educação. “É uma coisa que sempre precisa melhorar”, argumenta.
Penido afirma que o mais importante para uma cidade que tem entre suas atividades principais a extração de minério é se preparar para sobreviver após exauridas as reservas. Uma das iniciativas nesse sentido é a atração de empresas do setor de serviços. Segundo o prefeito, cerca de 25% da receita da cidade é com a arrecadação de ICMS.
Fonte: Terra

TURMALINA PARAÍBA, A GEMA MAIS CARA QUE O DIAMANTE

TURMALINA PARAÍBA, A GEMA MAIS CARA QUE O DIAMANTE



A turmalina é uma gema que existe em tantas cores que pode representar o arco-iris, mas uma em especial merece destaque, é a TURMALINA PARAIBA, de um azul intenso e profundo é chamado de azul neon, é isto mesmo, neon, porque brilha no escuro… devido a forte presença de cobre em sua composição química.
turmalina paraiba brutaAlem do cobre, ela contem, ferro, manganes, cromo e vanadio.Foi descoberta em meados dos anos 80, pelo mineiro Heitor Barbosa, em Sao José da Batalha, estado da Paraiba, Brasil.
Quando foi encontrada, havia 300 anos que nao se encontrava uma nova gema, o que causou frisson entre as grandes joalherias do mundo. Foi batizada com o nome do estado produtor, a Paraíba no nordeste brasileiro.
turmalina paraiba bruta
Devido a beleza, a raridade e dificuldade de se extrair esta gema, ela esta entre as 10 mais caras do mundo, ultrapassando o preço do diamante, podendo chegar a USD $ 50 mil o kilate. Foi encontrado na Africa, incidencias de Turmalina Paraíba, mas a africana é semelhante, nao a mesma, possuindo menor valor comercial.
A turmalina Paraíba é muito cobiçada por joalherias como a Tiffany &CO., Chanel, Amsterdam Sauer e H.Stern.


Fonte: Brasil Mineral

Maior diamante do Mundo foi encontrado em Manhuaçu- MG

Maior diamante do Mundo foi encontrado em Manhuaçu- MG



Ricardo E. P. Filho, descobridor do maior diamante do mundo
Beto, Ismar, Ricardo e na bomba Geraldo
Por
Essa afirmação nos foi passada pelo garimpeiro de Manhuaçu MG na parte da tarde, ele falou de sua vocação pelas pedras preciosas, principalmente o diamante, já comercializou centenas de pedras e levou calote de muitos espertalhões que dizem que a pedra não tem valor recebendo uma merreca e em outros casos nada.
Ricardo conta com detalhes seu trabalho e como foi que encontrou o diamante no município de Manhuaçu, mesmo ela bruta dava para ver sua beleza.
Segundo Ricardo no finalzinho do ano de 1989 ele fez uma Cata (Escavação mais ou menos profunda, conforme a natureza do terreno, para mineração). Trabalhava com ele mais algumas pessoas conforme foto ao lado, são muitos os detalhes de Ricardo, alem das testemunhas há outras provas contundentes e a mais forte é a não revelação de sua origem, dizem apenas que ela foi encontrada no Brasil adquirida de um fazendeiro brasileiro, mas faltam detalhes, falam que foi encontrado no Brasil, mas qual o estado? Quem de fato descobriu o diamante.
Ricardo quer que seja feita uma perícia da originalidade da famosa pedra. O diamante precisa ter origem e levar o meu nome e de minha cidade. “Eu e o Sr. Hélio Nagib, no inicio do ano de 1990 fomos para Governador Valadares para vender a pedra, como achamos só 800 dólares pela pedra achei pouco, eu estava pedindo por ela o valor equivalente a 100 sacas de café, aí o Sr. Nagib ficou com o diamante para ser vendido e assim o fez vendendo para o Sr. Barbosa e ele quis saber a origem para fazer mais negócios o Sr. Nagib falou de Ricardo e Barbosa veio a Manhuaçu interessado em mais negócios me procurou e me falou da compra que fez do Nagib, em resposta falei que o diamante era meu”, explicou Ricardo.
Sabendo a origem do diamante, Barbosa sustou os cheques o que gerou um processo do Sr. Nagib contra Barbosa, posteriormente ele foi vendido para Gilmar Gomes um comerciante de pedras preciosas de Vitória ES que posteriormente negociou o diamante para o Estados Unidos.
Não conseguimos entender como nenhuma mineração está explorando o local, pois ainda tem muitos diamantes, tiramos uma média de 2 a 3 diamantes/dia pequenos, na média menos de 1 kilate, mas por brincadeira, pois nós produzimos mesmo é café. O Brasil é muito rico em Diamantes e pedras preciosas, mas precisa de exploração, diz Ricardo.
O que falam do diamante
Ricardo quer que a origem real do diamante seja restabelecida e que seu nome e o da cidade de Manhuaçu seja registrado e que justiça seja feita, para que todos conheçam a origem do maior diamante do mundo.
Outro diamante descoberto no Brasil, que recentemente adquiriu notoriedade, é o denominado Moussaieff Vermelho, um dos 4 únicos desta cor sem qualquer tom modificador, cuja existência é pública. Até 1997, ele possuía mais que o dobro do peso de qualquer outro diamante vermelho lapidado já graduado pelo Instituto Norte-Americano de Gemologia (GIA). A gema foi adquirida de um fazendeiro brasileiro nos anos 90 e possuía, originalmente, 13,90 ct. Em seu estado atual, possui 5,11 ct, mede 11.02 x 10,57 x 6,06 mm e foi lapidada em estilo brilhante modificado e forma triangular arredondada pela empresa William Goldberg Diamond Corp. de Nova York.
Diamante Vermelho
2- Diamante Moussaieff Vermelho
Fotografia de Chip Clark (Smithsonian Institution, EUA)
Diamante Vermelho
O maior diamante vermelho do mundo foi encontrado no Brasil, apesar das grandes joalherias internacionais não gostarem desse tipo de notícia, anualmente, a produção mundial de diamantes de qualidade excede a marca dos 100 milhões de quilates, o que torna evidente que, o melhor amigo das mulheres, não é tão raro quanto querem nos fazer pensar.
Os diamantes realmente raros (e caríssimos) são os coloridos, chamados fancies, que podem ser encontrados nas cores amarelo, verde, azul, laranja, marrom, púrpura, preto, rosa e vermelho.
Dentre eles, o mais raro é, com toda a certeza, o vermelho, com cerca de pouco mais de 30 pedras conhecidas, em sua maioria, abaixo de meio quilate.O maior deles, o Moussaief Red, tem 5.11 quilates e foi encontrado no Brasil em meados dos anos 90.
Geralmente, esses diamantes não se encontram disponíveis a qualquer preço, devido a sua inexistência no mercado. Os diamantes vermelhos naturais podem alcançar preços que superam 1.5 milhão de dólares. Por quilate.



Fonte: Brasil Mineral

Dono da maior safira do mundo sonha com venda milionária para ajudar pobres

Dono da maior safira do mundo sonha com venda milionária para ajudar pobres



"Nunca esqueci dos pobres, por isso gostaria de melhorar suas vidas", diz homem que encontrou a pedra preciosa e espera vendê-la por US$ 300 milhões.
A maior safira do mundo foi encontrada em Sri Lanka e pode ser vendida por US$ 300 milhões (Foto: Reprodução/CNN)
A fama planetária adquirida pela "maior safira do mundo" estimulou seu dono, natural do Sri Lanka, a tentar vendê-la por "US$ 300 milhões", um sonho com o qual espera ajudar a combater a pobreza em seu país.
"Esta é uma oportunidade que só se tem uma vez na vida. Todos me disseram que nunca uma pedra tinha trazido tanta fama a este país. Estou muito agradecido e feliz", disse à Agência Efe o dono da pedra preciosa, que por "segurança" prefere manter o anonimato.
"Me preocupa a segurança, não quero ser conhecido como o dono da maior safira do mundo", reconheceu este homem de negócios.
O proprietário acredita que este é o "momento ideal para vender" a safira, devido tanto à fama como ao fato de que para um comprador trata-se de um valor seguro dentro da instável conjuntura internacional.
Além disso, ele garantiu que poderá fazer mais por seu país com o dinheiro que ganhar com a pedra.
"Nunca esqueci dos pobres, por isso gostaria de melhorar suas vidas. Mas quero que seja a longo prazo", declarou o dono da safira, que acrescentou que também gostaria de colaborar com o desenvolvimento da indústria do Sri Lanka.
O proprietário pensou a princípio em exibir a pedra durante um tempo para que os cingaleses pudessem admirá-la, mas a possibilidade de roubo o levou a descartar essa opção.
Para a venda da safira, o dono está criando um site onde receberrá ofertas, que espera que alcancem "US$ 300 milhões", um valor que segundo ele se baseia na fama mundial da pedra e em estimativas dentro deste mercado
Esta pedra conta com uma certidão de 1.404,49 quilates emitida pelo Instituto Gemológico de Colombo. O gemólogo Ashan Amarasinghe, que trabalha para este órgão, confirmou à Agência Efe que esta é a "maior safira azul estrela documentada do mundo".
"Não podemos especular seu valor real, porque é uma peça única e por não existir outra que possa ser comparada. Além disso, o preço de uma pedra é determinado por muitos fatores como o seguro, que pode fazer com que ele duplique ou triplique", explicou o gemólogo.
O diretor da Autoridade Nacional de Gemas e Joias do Sri Lanka, K.L.D. Dayasagarage, foi mais um a afirmar que se trata da maior safira conhecida, superando a até agora considerada de maior tamanho, de 1.395 quilates, e que também está no país insular.
A história da agora conhecida como maior safira do mundo começou há poucos meses na cidade de Ratnapura, um lugar sinônimo de pedras preciosas, onde seu dono atual a comprou de um marchand por um preço que não quis revelar.
"Estava no processo de abrir uma joalheria, por isso buscava gemas para abastecê-la. Foi então que encontrei esta peça. Com minha experiência, sabia que podia alcançar um grande valor internacional com a publicidade adequada, por isso paguei um alto preço para adquiri-la", relatou.
O proprietário batizou a safira como "A estrela de Adão".
Segundo uma crença muçulmana, Adão foi enviado ao Sri Lanka após ser expulso do Paraíso por morder a maçã proibida. Lá, o primeiro homem chorou arrependido, implorando a Deus por seu perdão. Essas lágrimas se transformaram nas gemas que estão no país.
O Sri Lanka é conhecido por suas abundantes pedras preciosas, especialmente safiras azuis, embora também conte com variações rosa, amarela, violeta, branca, verde e laranja. Somadas, suas exportações dessas pedras em 2014 foram de US$ 381,2 milhões



Fonte: Brasil Mineral

Nunca vi o dinheiro', diz garimpeiro que achou opala de R$30 milhões no PI

Nunca vi o dinheiro', diz garimpeiro que achou opala de R$30 milhões no PI



Segundo ele, pedra hoje está em museu na Grã-Bretanha.
Opalas extra são encontradas apenas no interior do Piauí e na Austrália.
Raimundo Daltro Galvão, de 85 anos, um dos
garimpeiros mais antigos de Pedro II.
(Foto: Anay Cury/G1)
No interior do Piauí, há cerca de 40 anos, comprar fiado era comum e nenhum negócio fechado ia além de uma anotação em uma caderneta. Foi dessa forma que Raimundo Daltro Galvão, 85 anos, conhecido como Mundote, um dos garimpeiros mais antigos da cidade de Pedro II, viu seu grande achado, uma opala extra de quase cinco quilos avaliada hoje em mais de R$ 30 milhões, ir embora para o Rio de Janeiro, sem nunca ter lhe rendido um tostão.
“Isso era comum. Ainda tenho guardado no meu cofre cheques de pessoas que compraram pedras de mim há mais de 20 anos e que nunca vi o dinheiro. Mas ainda guardo, tá lá.”
A última notícia que teve de sua pedra preciosa dava conta de que um museu britânico a expunha como parte de sua coleção. “Não quero nem mais saber daquilo também. Já passou e não interessa mais”, disse, com ares de quem pouco se importa em ter perdido tanto dinheiro. “Garimpeiro é assim. O dinheiro vem e vai. Eu tenho é fé no hoje”, ri.
O interior do Piauí, onde vive Mundote, é um dos dois únicos lugares do mundo onde se encontra a opala extra - o outro é o interior da Austrália. Isso faz com que o mineral seja considerado precioso e chegue a custar três vezes mais do que o ouro. Por ano, a cidade de Pedro II vende perto de 400 quilos de joias feitas com a pedra para os mercados interno e externo.
Sorte no garimpo
Ao longo dos anos de exploração, Mundote chegou a encontrar mais duas pedras de opala negra, o tipo mais raro desse mineral - e mais valioso -, que, juntas, chegavam a pesar quase um quilo. Essa sorte para o garimpo, ainda que o destino desses maiores achados tenha sido longe de Pedro II, faz o garimpeiro sonhar em viver até os 120 anos e continuar cavando buracos em busca de mais pedras preciosas. “Só gosto disso, é isso que dá dinheiro. Aqui, tudo é opala. Se não fosse meu filho encrencar e o tempo estar assim, chovendo muito, eu já tava é lá [na mina]”, contou Mundote, que após ter sido dono da concessão de uso de quatro minas, hoje só cuida de uma.
Mina Boi Morto, antiga propriedade de Mundote. (Foto: Anay Cury/G1)
O início dessa vida em busca das opalas, em 1958, que garantiu a Mundote o sustento da família e permitiu que comprasse terras em Pedro II, ganhou um empurrão após uma despretensiosa leitura de cartas. Morador de uma região tomada por lendas de assombrações e extraterrestres, Mundote, que diz ser “crente do destino” acreditou no que lhe foi dito. Apesar de, na época, nunca ter ouvido falar da opala, o garimpeiro soube, através da vidente, que sua vida estava, de alguma forma, ligada a essa pedra.
Pedras de opala em sua forma bruta (Foto: Carlos
Augusto Ferreira Lima/Sebrae)
“Uns anos se passaram, mas eu nunca esqueci isso. Foi um doido me avisar que tinha pedra sendo tirada da terra que fui querer saber o que era. E agradeço até hoje por esse doido ter aparecido... Se explodisse um vulcão nessa terra, ia sair opala em vez de lava por tudo quanto é canto. Eu sei do que tô falando.”
Confiante de que os caminhos da sua vida estão determinados pela opala e certo de que embaixo de toda a cidade de Pedro II se encontra mais pedra do que qualquer um possa imaginar, o garimpeiro divide seus dias entre a mina da qual tem licença para explorar, o cartório de registro de uma de suas filhas – para quem dá “uma força” - e o seu Landau, um antigo carro da década de 1970, do qual não se desfaz. Fosse mais uma obra do destino, Mundote andaria em outro modelo de veículo que divide o mesmo nome com a pedra, ainda mais preciosa para o velho garimpeiro.


Fonte: Brasil Mineral