quinta-feira, 11 de outubro de 2018

O Ouro (Au), muito conhecido por ser símbolo de riqueza

O Ouro (Au), muito conhecido por ser símbolo de riqueza, é um elemento químico metálico nobre, ou seja, dificilmente sofre oxidação. Seu número e massa atômicos valem respectivamente 79 e 197 u. E, quando em estado oxidado (através de uma mistura de ácidos ou na presença de halogênios) apresenta Nox +3 ou +1.
Ouro. Foto: AVprophoto / Shutterstock.com
Ouro. Foto: AVprophoto / Shutterstock.com
É um ótimo condutor de eletricidade e calor, porém por inviabilidade econômica é praticamente inutilizado para esses fins. É o metal mais dúctil e maleável conhecido: cerca de 1 grama de ouro pode ser laminado em até 1 metro quadrado. Por isso utilizam-se outros metais, como a prata e o cobre, para que sua tenacidade aumente e a liga seja mais resistente que o ouro puro.
Em estado natural e nas condições ambiente, o Ouro é sólido e apresenta coloração amarela metálica com muito brilho.
Por ser um metal nobre, o Ouro é pouco reativo e seus principais compostos são: óxidos não espontâneos, como o Au2O3, o tricloreto de ouro (AuCl3) e o ácido cloroáurico (HAuCl4); além disso, é atacado por uma mistura de ácidos nítrico e clorídrico (na proporção 1:3) e se dilui em mercúrio.



Ocorrência

O Ouro está presente em toda a parte da natureza, porém em concentrações ínfimas. Como exemplo, estão as águas do mar que contêm cerca de 1 Kg de ouro a cada 8,3 bilhões de litros, ou ainda, na crosta terrestre onde a concentração é de cerca de 1 Kg do metal a cada 200 000 toneladas de massa sólida (litosfera). As grandes minas possuem concentração de 1 Kg a cada 334 toneladas.
Por ser tão raro, o Ouro possui um alto valor comercial e esse valor está em constante mudança já que, assim como as moedas estrangeiras, possui preço cotado diariamente.
Há 18 radioisótopos conhecidos do Ouro (Au 197), sendo o Ouro 195 o mais estável, com meia vida de 186 dias.

Reservas

As reservas mundiais de ouro são de cerca de 90 500 toneladas por ano, donde o Brasil detém cerca de 1,9 % (ou 1720 toneladas por ano, 10ª maior reserva). A produção ao redor do globo vale cerca de 2 500 toneladas por ano, e o Brasil contribui com cerca de 1,6% (ou 40 toneladas por ano, 14º maior produtor).
De acordo com as perspectivas de produção e consumo atuais, todo o Ouro existente na Terra deve durar até 2042, ou seja, pelos próximos 32 anos.

Aplicações

O ouro é amplamente utilizado na confecção de jóias (anéis, relógios, colares), medalhas, circuitos eletrônicos, moedas e até é submetido à modificação química para ser comestível (como visto em alguns doces e guloseimas refinadas).
Além do símbolo de ostentação, o Ouro (a forma de isótopo Au 198) é utilizado no tratamento de cânceres, nos processos de fotografia (como ácido cloroáurico) ou como revestimento de satélites por ser ótimo refletor de radiação infravermelha.
Para a determinação da pureza de uma liga de ouro, basta dividir sua classificação em quilates por 24 e multiplicar por 100, ou seja, um anel de 10 g de liga com 12 quilates possui 50% de sua massa constituída por Ouro (5 g).

Descoberta

O ouro é conhecido desde a Antiguidade: há evidências na Bíblia Sagrada e em hieróglifos escritos no Egito por volta do ano 2 600 a.C., portanto não existe nenhum responsável unânime pela sua descoberta.

Fonte: DNPM/CPRM

A bauxita é uma rocha de cor vermelha formada principalmente por óxido de alumínio

A bauxita é uma rocha de cor vermelha formada principalmente por óxido de alumínio (Al2O3) e outros compostos em menores quantidades, como sílica, dióxido de titânio, óxidos de ferro e silicato de alumínio. Esse mineral foi descoberto pelo geólogo e mineralogista francês Pierre Berthier, em 1821.
A bauxita é a principal fonte natural de alumínio (terceiro elemento mais abundante na natureza), e a maior parte de sua extração mundial é destina à obtenção desse elemento. Para que seja economicamente aproveitável, a bauxita deve apresentar no mínimo 30% de óxido de alumínio. O processo de obtenção de alumínio a partir da bauxita ocorre em 3 etapas:
1º. Extração da bauxita – antes que se inicie a extração, toda a terra e a vegetação que se acumulam sobre os depósitos de bauxita são removidas por meio de máquinas motoniveladoras. Após isso, a bauxita é extraída, transportada e armazenada.

º. Obtenção da alumina (óxido de alumínio - Al2O3 ) – a bauxita é moída e misturada com uma solução de soda cáustica. Essa mistura é aquecida sob pressão elevada e novamente é adicionada uma solução de soda cáustica. A alumina é, então, dissolvida, de forma que a sílica presente em sua composição seja eliminada. Em seguida, a alumina é submetida à sedimentação e filtragem, para que as demais impurezas sejam retiradas.
3º. Obtenção do alumínio – A alumina é misturada com fluoretos e essa mistura é submetida à eletrólise ígnea em fornos eletrolíticos. A passagem de corrente elétrica faz com que o alumínio se separe da solução e o oxigênio seja liberado. Assim, o alumínio puro líquido se deposita no fundo do forno e depois é aspirado através de sifões. A reação de obtenção do alumínio pode ser representada pela seguinte equação:
alumínio
O Brasil é o terceiro maior produtor de bauxita do mundo, perdendo apenas para a Austrália e para a China. No país, as reservas desse minério estão localizadas nos estados do Pará, Amazonas, Minas Gerais e Amapá.
O termo bauxita vem do nome Baux, região do sul da França em que o minério foi descoberto.


Fonte: CPRM
    Rocha de bauxita. Foto: Branko Jovanovic / Shutterstock.com
Rocha de bauxita. Foto: Branko Jovanovic / Shutterstock.com
A formação da bauxita resulta da decomposição de rochas alcalinas, provocada pela infiltração da água das chuvas nas rochas ao longo de milhões de anos. A coloração avermelhada desse minério é determinada pela presença de óxidos de ferro. Sendo assim, as rochas que apresentam de 2% a 4% de óxido de ferro são chamadas de bauxita branca, enquanto aquelas que possuem até 25% de óxido de ferro são chamadas de bauxita vermelha.

Mar Vermelho nas Bolsas Internacionais

ÁSIA: Os mercados da Ásia tiveram um dia de forte queda na madrugada desta quinta-feira após queda em Wall Street.
Na Hang Seng

caiu 3,54% em Hong Kong. No continente, o composto de Xangai despencou 5,22%, para fechar em 2.583,46 pontos e o composto de Shenzhen recuou 6,44%, para terminar em 1.293,90 pontos. A queda no índice de Xangai foi a pior dia desde fevereiro de 2016, de acordo com a empresa chinesa de serviços financeiros Wind Information.
China, o índice
Em Taiwan, o Taiex caiu 6,31%, para fechar em 9.806,11 pontos, com as ações da fabricante de lentes e fornecedora da Apple (NASDAQ:AAPL), Largan Precision, caindo 9,89%.
Os mercados do Japão também hesitaram. O Nikkei caiu 3,89%, fechando em 22.590,86 pontos, enquanto o índice Topix caiu 3,52%, encerrando o pregão em 1.701,86 pontos, com os principais setores para baixo, pressionadas pela alta do iene. Até quarta-feira, o dólar caiu por cinco dias consecutivos contra o iene e registrou a maior queda de uma semana desde fevereiro.
Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 4,14% para fechar em 2.136,31 pontos.
Em Sydney, o ASX 200 caiu 2,74% ao fechar em 5.883,8 pontos, com a maioria dos setores em queda. O sub-índice de energia caiu 3,75%, materiais perdeu 2,56% e o setor financeiro, fortemente ponderado, caiu 2,9%. Commonwealth Bank caiu 2,86%, enquanto entre as mineradoras, Rio Tinto (LON:RIO) recuou 3,2% e a da BHP perdeu 3,8%.
No sudeste da Ásia, as ações também caíram acentuadamente. Straits Times Index de Cingapura caiu 2,66%, enquanto o índice de Jacarta caiu 1,76% e KLCI na Malásia recuou 1,71%. Na Índia, o Nifty 50 da Índia caiu 1,95%.
EUROPA: Os mercados europeus seguem seus pares asiáticos e operam em baixa na manhã de quinta-feira, após perdas nos EUA em meio a temores sobre o rápido aumento das taxas de juros e uma desaceleração esperada no crescimento global.
O pan-europeu Stoxx 600 cai 1,8% durante as negociações do meio da manhã, para o seu nível mais baixo em mais de 20 meses, com ações de serviços financeiros e de tecnologia liderando as perdas.
Os mercados acionários globais caem devido aumento de temores sobre o crescimento econômico global e alta das taxas de juros. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou no início desta semana que as tensões comerciais entre as EUA e a China podem levar a uma "súbita deterioração do sentimento de risco, desencadeando uma ampla correção nos mercados de capitais globais e um aperto acentuado das condições financeiras globais", levando para o seu nível mais baixo em mais de 20 meses, levando os rendimentos do Tesouro dos EUA a buscar as máximas de vários anos nesta semana, embora tenham reduzido os ganhos no pregão de quarta-feira.
WH Smith lidera o fundo do pan-índice após anunciar novos planos de reestruturação suas lojas de rua. As ações das ações listadas em Londres despencam mais de 12% com as notícias. Ainda no Reino Unido, Hays recua 11% após a agência de recrutamento alertou que ventos contrários podem atingir o ano fiscal de 2019.
Enquanto isso, Dialog Semiconductor sobe para o topo do índice. As ações da empresa disparam depois que ela anunciou um novo contrato de US $ 600 milhões com a Apple.
As mineradoras também um dia de baixa em Londres. Anglo American (LON:AAL) cai 2,5%, Antofagasta (LON:ANTO) recua 3,9%, BHP recua 2,4%, enquanto Rio Tinto perde 1,8%.
Entre outras notícias corporativas, a montadora alemã BMW está investindo US $ 4,2 bilhões em sua joint venture com a empresa chinesa Brilliance Auto, dando-lhe uma participação majoritária.
O Brexit está de volta aos holofotes depois que o negociador-chefe da União Europeia, Michel Barnier, adotou um tom otimista sobre um acordo para a eventual retirada do Reino Unido, afirmando que um acordo será possível na próxima semana. Barnier sublinhou, no entanto, que o Reino Unido remanescente na união aduaneira seria a melhor solução possível para evitar uma barreira alfandegária entre a Irlanda e a Irlanda do Norte.
Tanto o euro como a libra britânica saltam contra o dólar após comentários de Barnier na quarta-feira e subiram 0,4 e 0,27%, respectivamente, na manhã de quinta-feira.
EUA: Os futuros dos índices de ações dos Estados Unidos apontando para a continuação das vendas após a queda de mais de 800 pontos para o Dow no dia anterior, estendendo as perdas visto na Ásia depois que os investidores se assustaram com a continuidade do aumento dos rendimentos dos títulos.
Na quarta-feira, o DJIA caiu 831,83 pontos, ou 3,2%, para 25.598,74 pontos, sua pior queda diária desde fevereiro. O índice S & P 500 perdeu 94,66 pontos, ou 3,3%, para 2.785,68, a quinta queda consecutivas e a maior sequência de perdas desde novembro de 2016. O setor de tecnologia caiu 4,8%, queda percentual mais acentuada desde agosto de 2011.

Fonte: MONEY TIMES/ADVFN

Maior Queda da Bolsa Desde Fevereiro

O externo atrapalhou
Ontem a Faria Lima estava em clima de funeral. A bolsa americana ficou em queda livre, quase vertical, terminando o dia com uma desvalorização de incríveis 3,18 por cento.
Não tivemos nenhum grande evento, mas explicações não faltaram para tornar previsível o imprevisível.
“Foi o humor ruim com a guerra comercial entre China e EUA”.
“Foi a alta da treasury por medo do número de inflação que será publicado amanhã”.
“Foi a divulgação de alguns resultados ruins de algumas empresas”.
A verdade é que foi tudo isso e nada disso. A bolsa americana vem apresentado cada vez mais esse comportamento errático. O aumento de fundos quantitativos e dos robôs de trading fizeram com que níveis técnicos de preço provocassem grandes realizações.
Um stop (zeragem das perdas) chama outro stop, e o gráfico da bolsa fica vertical para baixo. Isso não era muito comum quando eu entrei no mercado. As realizações pareciam gráficos de um eletrocardiograma, com tendência decrescente.
O local não ajudou
Pra completar o mal humor, a entrevista de Bolsonaro para o Jornal da Band decepcionou o mercado.
O candidato deu a entender que não iria privatizar algumas estatais como elétricas e o grosso da Petrobrás. Privatizaria apenas as estatais que dessem prejuízo, contrariando o plano econômico previamente apresentado por Paulo Guedes.
Ações da Eletrobrás chegaram a cair quase 20 por cento, Petrobrás também teve queda forte. As estatais, em geral, puxaram a Bolsa para baixo.
Além disso, Bolsonaro disse que não irá utilizar a reforma da Previdência de Temer no Congresso, e faria uma outra reforma mais branda e com um período mais longo de conversão de idade mínima.
Ou seja, iria demorar muito mais do que o imaginado. Ruim também.
No fechamento, vem a primeira pesquisa
Após o fechamento do mercado, o Datafolha publicou a primeira pesquisa para o segundo turno.
Bolsonaro ficou com 58 por cento dos votos válidos e Haddad com 42. Uma diferença de 16 por cento e, portanto, extremamente relevante.
Vai ficar muito difícil para o PT levar essa. Bolsonaro teria que fazer uma besteira muito grande, o que não está parecendo o caso. A nova proposta para atrair votos do Nordeste é o décimo terceiro para quem recebe o Bolsa Família. O candidato joga exatamente com os pontos fortes do adversário.
A bolsa caindo com uma pesquisa que mostra Bolsonaro consolidado na frente, me deixa muito confiante com as alterações de posição feitas no RENDA FIXA PRO– Risk ON.

O Bruce também está bem animado com algumas ações que estão caindo nos preços, mas melhorando muito no balanço. Sua carteira recomendada está no Investidor de Valor.
Hoje teremos dados importantes
Na agenda local tivemos vendas no varejo, que surpreenderam com alta de 1,3 por cento, enquanto o mercado esperava apenas 0,2 por cento.
O PIB foi revisado fortemente para baixo nos meses recentes, e esses dados devem fazer os economistas repensarem. O crescimento do varejo acumulado em 12 meses sobe para 4,1 por cento.
O dado mais importante do dia será publicado às 9h30, que é a inflação (CPI) americana.
Como se sabe, os EUA estão em níveis recordes de baixo desemprego, e todos os economistas aguardam esse aquecimento do mercado de trabalho causar uma aceleração da inflação.
O grande medo está na necessidade de subir os juros de forma mais acelerada. Prejudicando o fluxo para emergentes, e consequentemente o câmbio.
Vamos ficar de olho. Se o CPI vier em linha ou mais baixo, a bolsa americana deve recuperar boa parte da queda de ontem.
Fonte: MONEY TIMES