segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Busca por cobre deve atrair foco para mineradora do Equador


Busca por cobre deve atrair foco para mineradora do Equador



O interesse das grandes mineradoras pela pequena empresa de exploração de cobre SolGold provavelmente ainda não acabou, segundo a Liberum Capital Markets.
As ações subiram quase 70 por cento desde que a BHP Billiton comprou uma participação de 6,1 por cento na empresa, no mês passado, apenas dois anos depois de a SolGold rejeitar uma tentativa de aquisição da maior mineradora do mundo. Agora pode haver uma batalha pela produtora com sede em Brisbane, na Austrália, cuja maior acionista é a Newcrest Mining, afirmou a Liberum.
“Pode haver uma situação de ofertas competitivas no horizonte”, afirmou a Liberum. “Com duas grandes mineradoras agora em seu registro, pensamos no valor da SolGold como valor para o comprador”, afirmou, acrescentando que a SolGold pode valer US$ 1 bilhão a US$ 1,8 bilhão.
O rali da SolGold elevou o valor de mercado da empresa para cerca de US$ 800 milhões. A empresa planeja desenvolver o projeto Cascabel no Equador, que pode se tornar uma das maiores minas de cobre do mundo e tem espaços para exploração espalhados peloEquador.
Apesar de os preços do cobre terem caído neste ano, as maiores produtoras estão otimistas em relação ao metal e desejam aumentar sua exposição. A perspectiva delas é respaldada pela visão de longo prazo de que o uso em cidades e veículos elétricos aumentará a demanda e de que novas ofertas do metal são limitadas.
Acordos difíceis
Ainda assim, tem sido difícil fechar grandes negócios. A maioria dos ativos não está à venda, as equipes de gestão ainda temem o excedente do setor no último ciclo de alta e os projetos estão em lugares pouco atraentes. Isso levou empresas como a BHP a apostar em firmas de exploração. No mês passado, a Anglo American fechou acordo no qual pagará para explorar a licença da Luminex Resources no Equador em troca de uma futura participação majoritária.
Os negócios estão avançando e os novos projetos de minas também. A Anglo American deu sinal verde em julho para o início da construção da mina de cobre Quellaveco, de US$ 5 bilhões, no Peru, e a Vale estaria a caminho de aprovar uma expansão de US$ 1 bilhão de uma mina de cobre brasileira neste mês. A KAZ Minerals, uma concorrente de menor porte, também revelou planos recentemente para uma nova mina de cobre, pagando US$ 900 milhões por um depósito na Rússia cuja construção pode custar cerca de US$ 5,5 bilhões.
A Rio Tinto Group, talvez a mineradora com o balanço mais robusto do setor, também tem falado abertamente sobre uma expansão no setor de cobre. Ainda assim, o CEO Jean-Sébastien Jacques disse a investidores em agosto que a mineradora precisava ser paciente para não pagar um preço alto demais.
Repórter da matéria original: Thomas Biesheuvel em Londres, tbiesheuvel@bloomberg.net
Para entrar em contato com os editores responsáveis: Lynn Thomasson, lthomasson@bloomberg.net, Nicholas Larkin, Alex Devine
Fonte: BR Finanças

Vale bate recorde de produção e venda de minério de ferro e pelotas no 3º tri

Vale bate recorde de produção e venda de minério de ferro e pelotas no 3º tri

Ações14 minutos atrás (15.10.2018 12:38)

© Reuters. Logo da Vale© Reuters. Logo da Vale
Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção e as vendas de minério de ferro e pelotas pela Vale (SA:VALE3) bateram recordes no terceiro trimestre, em meio a um aumento das atividades na importante mina S11D, no Pará, cujo desempenho vem contribuindo com uma melhora da qualidade e elevação dos valores dos produtos vendidos pela mineradora, informou nesta segunda-feira a companhia brasileira.
Com menos impurezas, a mina S11D vem colocando a maior produtora global de minério de ferro em boa posição para lidar com a busca de siderúrgicas chinesas por produtos de maior qualidade, para reduzir a poluição, segundo analistas, que consideraram forte o resultado apresentado.
A Vale quebrou a barreira de produção de 100 milhões de toneladas de finos de minério de ferro em um trimestre, alcançando o novo recorde de 104,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 10,3 por cento ante o mesmo período de 2017.
A mina de ferro S11D, a maior da Vale, também bateu recorde de produção de 16,1 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 160 por cento ante o mesmo período do ano passado, e atingindo um ritmo de produção de aproximadamente 70 por cento de sua capacidade nominal no período, segundo a Vale.
A produção de pelotas da Vale alcançou um recorde trimestral de 13,9 milhões de toneladas, alta de 8,7 por cento ante o mesmo período de 2017, principalmente devido à retomada das plantas de pelotização de Tubarão I e II.
"Esperamos que a Vale performe em linha com esses resultados, que foram amplamente esperados em termos de produção, vendas e prêmios. Classificamos a Vale para 'compra' com forte fluxo de caixa livre e expectativas de retorno de capital significativo em 2019 e seguintes", disse o analisa do Citi Alexandre Hacking em relatório a clientes.
As ações da empresa subiam mais de 2 por cento às 12:33 nesta segunda-feira.
VENDAS RECORDES
O avanço da produção se refletiu em um novo recorde de vendas de minério de ferro e pelotas de 98,2 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 9,2 por cento ante o mesmo período de 2017.
O analista do Bernstein Paul Gait destacou que a Vale "continuou a capitalizar os prêmios de qualidade, fazendo melhorias adicionais no mix de vendas através de contínuos crescimentos na S11D... e nas plantas de pelotização de Tubarão".
A participação de vendas de produtos premium passou de 77 por cento no segundo trimestre de 2018 para 79 por cento no terceiro trimestre, de acordo com a empresa.
No caso apenas do minério de ferro, a Vale vendeu 83,976 milhões de toneladas da commodity entre julho e setembro, alta de 9,4 por cento ante igual período de 2017.
Mesmo assim, a empresa deu ainda continuidade ao aumento de estoques no exterior, como forma de aumentar a flexibilidade no atendimento de tais clientes. Nos próximos trimestres, segundo a empresa, esses estoques irão crescer a uma taxa menor do que a observada nos trimestres anteriores.
Segundo a empresa, o prêmio médio para o preço realizado de finos de minério de ferro alcançou 8,6 dólares/tonelada no terceiro trimestre de 2018, ante 7,1 dólares/tonelada no segundo trimestre.
"Esperamos que os prêmios de qualidade de minério de ferro permaneçam altos devido às mudanças estruturais em curso na indústria siderúrgica chinesa e devido aos níveis mais altos de impurezas no minério de ferro oriundo do mercado transoceânico vindo da Austrália", disse o analista da Jefferies Christopher LaFemina.
"A Vale está idealmente posicionada para se beneficiar dessa mudança no mercado devido ao seu minério de ferro de altíssima qualidade em seu Sistema Norte."
Em nota a clientes, o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, afirmou que "a Vale reportou dados fortes de produção e vendas no terceiro trimestre, ligeiramente acima das nossas expectativas" e reiterou a recomendação 'outperform' para as ações da companhia por meio de seus ADRs, com preço-alvo de 17 dólares.
"Esperamos que a Vale registre sólidos resultados no terceiro trimestre de 2018, com Ebitda de 4,550 bilhões de dólares..., com embarques e preços mais fortes do minério de ferro e apesar do desempenho fraco da unidade de metais básicos", disse Sasson.
Em meio ao aumento de produção, a Vale reiterou sua meta de produção de minério de ferro de cerca de 390 milhões de toneladas para 2018 e aproximadamente 400 milhões de toneladas em 2019 e nos anos seguintes.
No caso do níquel, a Vale vendeu 57,3 mil toneladas no terceiro trimestre, queda de 19,6 por cento ante o mesmo período do ano passado. Já a produção alcançou 55,7 mil toneladas no período, uma queda de 23,4 por cento na mesma comparação.
Fonte:Reuters

sábado, 13 de outubro de 2018

Tempos de ouro




A cidade foi chamada de último faroeste brasileiro, a capital dos garimpos. No auge da febre do ouro, Itaituba recebia hordas de gente vinda de todos os cantos do país. Vinte toneladas de ouro por ano chegaram a ser extraídos dos garimpos do Alto Tapajós no fim dos anos 80.Mesmo com a decadência da mineração no rio do ouro, eles não perderam a esperança. Dos mais de 700 garimpos, só 200 ainda estão em funcionamento. A produção não chega a três ou quatro toneladas por ano.
Zé Arara é o mais lendário garimpeiro do Tapajós. Na década de 60, foi o garimpeiro mais famoso da Amazônia. Ele formou um império, no município de Itaituba, de aviões, mansões, fazendas, muito dinheiro, tudo tirado do ouro. Aí veio a crise e ele teve que recomeçar tudo.
“Antes da crise fui o único brasileiro que vendeu na faixa de 40 toneladas de ouro ao governo brasileiro”, conta ele. Zé Arara perdeu muito, mas nunca foi um garimpeiro de alma livre, capaz de gastar em uma noite, com mulheres e bebida, tudo o que levou meses para ganhar.
Ao contrário, ele construiu um patrimônio. “Além de ter um jato, tinha 15 aviões pequenos e quatro bandeirantes”, ressalta. Um problema com o jato em Itaituba fez com que Zé Arara trasladasse o avião de volta para a fábrica, em Nova York.“O avião explodiu no ar. Morreram dois tripulantes, dois comandantes e dois mecânicos. Para eu desenrolar esse rolo e não ser preso nos Estados Unidos, tive que gastar 200 quilos de ouro”, conta o garimpeiro.
Desde então, ele está sem sair do garimpo. São onze anos pagando dívidas. “Não devo mais, agora estou lutando para reerguer nosso negócio”, conta. Zé Arara se diz dono de 23 mil hectares de terra, toda a área do garimpo de Patrocínio. Mesmo assim, os moradores criaram uma associação e querem transformar a região em uma comunidade.
Zé Arara se sente ameaçado. “Temo até pela minha segurança. Hoje, estou recomeçando aos 70 anos”, ele diz. O garimpo não é mais como antes. Das dez mil pessoas que buscavam ouro em Patrocínio só restam duas mil.

Fonte: G1

10 fatos valiosos que você não sabia sobre os diamantes

Os diamantes sempre foram objetos de desejo e demonstração de poder! O fascínio da humanidade por essa pedra se iniciou na Índia, 400 anos AC, e até hoje ela desperta a atenção e o desejo das pessoas.
Mas você sabia que essa pedra, considerada tão rara e valiosa, pode ser produzida artificialmente usando cabelo? Ou que ela já foi usada como forma de proteção, de cura e força?
Veja 10 curiosidades sobre essa fantástica pedra.

1. Existe um planeta e uma estrela feitos de diamante!

Planeta de diamante
Os cientistas descobriram um planeta que parece ser composto principalmente de carbono, e  um terço dele é formado por diamante puro!
Descoberto em 2004, esse planeta orbita uma estrela próxima da Via Láctea, e é chamado de "55 Cancri e".
Outra descoberta fantástica é a da existência de uma estrela que é essencialmente um diamante de 10 bilhões de trilhões de quilates. Essa estrela está localizada na constelação de Centauro, há 50 anos luz de distância da Terra.
Os cientistas batizaram a estrela de Lucy, em homenagem a música dos Beatles "Lucy in the Sky with Diamonds".

2. Os diamantes são quase tão antigos quanto a Terra

A maioria dos diamantes encontrados na natureza tem entre um a três bilhões de anos, sendo que a própria Terra é estimada em 4,5 bilhões de anos de idade. Isso faz com que os diamantes sejam quase tão antigos quanto nosso planeta.
Os diamantes são feitos de um único elemento, o carbono, e seu processo de criação acontece cerca de 160 quilômetros abaixo do solo. Essa distância é tanta que nós só conseguimos ter acesso aos diamantes que foram transportados para a superfície terrestre por meio de erupções vulcânicas.

3. O Brasil já foi o maior produtor de diamante do mundo

Diamante brasileiro
Diamante bruto encontrado em Minas Gerais
Os países que produziram mais diamantes mudaram ao longo do tempo. A Índia foi a primeira produtora de diamantes do mundo, começando nos anos 1400, quando os diamantes indianos começaram a ser vendidos em Veneza e em outros centros comerciais europeus.
Em 1700, o fornecimento de diamantes da Índia diminuiu e o Brasil se tornou a principal fonte mundial de diamantes. Ele manteve esse título até o final dos anos 1800, quando uma enorme reserva de diamantes foi descoberta na África do Sul.

4. Diamantes são quase indestrutíveis

A palavra diamante deriva do grego "adamas", que significa invencível ou indestrutível. Apesar do seu nome, e do diamante ser uma das substâncias naturais mais duras do mundo, ele não é indestrutível, tanto que pode ser lapidado. Geralmente são usados outros diamantes para conseguir arranhá-lo ou quebrá-lo.
Por muitos anos, o diamante já foi considerado o material mais rígido do planeta, porém agora o grafeno ocupa esse posto.

5. O maior diamante do mundo pesava mais de 3 mil quilates

Diamante Cullinan
Cullinan - O maior diamante do mundo
O maior diamante já descoberto foi chamado de Cullinan, e pesava 3106 quilates. Ele foi descoberto em 1905 na África do Sul. O dono da mina e os líderes sul-africanos deram esse diamante ao rei Eduardo VIII, do Reino Unido.
O Cullinan foi cortado em nove grandes diamantes, e em outros 100 menores. Os três maiores deles estão expostos na Torre de Londres, como parte das joias da coroa.

6. O diamante era usado para se ter força e proteção

Armadura
Alguns reis usavam diamantes em suas armaduras para terem mais força
Os antigos romanos e gregos acreditavam que os diamantes eram lágrimas dos deuses, ou estilhaços das estrelas que caíam na Terra.
Algumas culturas antigas também acreditavam que os diamantes davam força e coragem ao seu portador durante a batalha. Por isso, alguns reis usavam diamantes em suas armaduras.
Os romanos também herdaram a crença da mitologia indiana de que os diamantes tinham o poder de afastar o mal, se usados como talismãs.

7. Os diamantes criados no laboratório e os naturais têm a mesma estrutura química

ZIrcônia
Zircônias
Os diamantes criados no laboratório, chamados de zircônia, possuem a mesma estrutura química e propriedades físicas que os diamantes extraídos da Terra.
Mesmo para os gemólogos profissionais é difícil distinguir a diferença entre um diamante criado em laboratório e um extraídos, sem realizar testes com equipamentos especiais.

8. É possível fabricar diamante a partir de cabelo ou de grama

Os diamantes podem ser produzidos a partir de qualquer substância orgânica, como cabelo, grama ou cinzas de pessoas. Esse processo feito em laboratório é chamado de HPHT, que é a sigla para alta pressão e alta temperatura, em inglês.
Como a estrutura dos diamantes é formada por carbono, esse processo utiliza materiais que contenham esse elemento e os colocam em alta pressão e temperatura, simulando as condições encontradas no interior da Terra.
Porém, o resultado desse diamante artificial é sempre uma surpresa, uma vez que não se pode prever em qual cor ou formato que ele surgirá.

9. Existem diamantes de diversas cores

Diamante rosa
Os diamantes podem se desenvolver em diversas cores, dependendo dos minerais que estão presentes à medida que são formados.
Geralmente sua cor vai de um amarelo pálido ao incolor, porém ele também pode ser marrom, azul, verde, laranja, vermelho, rosa ou preto.

10. A maioria dos diamantes não é usado para joias

Diamante industrial
Se você perguntar a uma pessoa o que ela pensa quando escuta a palavra “diamante”, possivelmente a primeira coisa que vai ouvir vai ser sobre um anel de noivado.
Porém, a verdade é que a grande maioria dos diamantes extraídos hoje não são usados para fazer joias, e sim para fins industriais. E esse foi também o primeiro uso que essa pedra teve pelos humanos.
O físico de Harvard, Peter Lu, e seus colegas descobriram que os antigos chineses usavam diamantes para polir eixos, há mais de 4.500 anos atrás.
Até hoje, 80% dos diamantes extraídos (cerca de 100 milhões de quilates) são utilizados para fins industriais de corte, perfuração, moagem e polimento.
Fonte: Geologo.com