Gemas do Brasil: Tudo sobre pedras preciosas, garimpo (ouro, diamante, esmeralda, opala), feiras e cursos de Gemologia online Hotmart. Aprenda a ganhar dinheiro com gemas no país mais rico do mundo.
Vale bate recorde de produção e venda de minério de ferro e pelotas no 3º tri
A produção e as vendas de minério de ferro e pelotas pela Vale bateram recordes no terceiro trimestre, em meio a um aumento das atividades na importante mina S11D, no Pará, informou a companhia nesta segunda-feira ao mercado, reafirmando sua meta de produzir 390 milhões de toneladas de minério neste ano.
A maior produtora e exportadora global de minério de ferro vendeu 83,976 milhões de toneladas da commodity entre julho e setembro, alta de 9,4% ante igual período de 2017, mostrou a empresa em relatório trimestral publicado ao mercado.
Os volumes de venda de minério de ferro e pelotas somados totalizaram 98,226 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 9,2% em relação a um ano antes.
“O mix de vendas tem melhorado consistentemente principalmente como resultado dos ramp ups do S11D e das pelotizadoras I e II de Tubarão”, disse a Vale, no relatório.
A produção de minério de ferro da Vale, por sua vez, quebrou a emblemática barreira de produção de finos de minério de ferro de 100 milhões de toneladas em um trimestre, alcançando o novo recorde de 104,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre.
No caso do níquel, a Vale vendeu 57,3 mil toneladas no terceiro trimestre, queda de 19,6 por cento ante o mesmo período do ano passado. Já a produção alcançou 55,7 mil toneladas no período, uma queda de 23,4% na mesma comparação.
Investing.com - Em dia positivo para o mercado de ações, os papéis preferenciais da Petrobras (SA:PETR4) operam com valorização de 2,17% a R$ 26,33, reagindo ao bom humor dos investidores e também pelo acordo da estatal com a CNDC para a conclusão das obras da refinaria do Complerj, no cluster de Marlim, na Bacia de Campos.
Em um avanço da parceria estratégica anunciada em julho, a petroleira disse que o acordo prevê o desenvolvimento de "estudos de viabilidade para avaliação técnica do estado atual do Comperj, planejamento do escopo e dos investimentos necessários à conclusão da refinaria e sua avaliação econômica", sendo que os trabalhos serão conduzidos por especialistas das companhias e consultores externos.
Após a análise dos custos e benefícios do negócio, as empresas pretendem formar uma joint venture, que será responsável pela conclusão do projeto e operação da refinaria, com 80 por cento de participação da Petrobras e 20 por cento da CNPC.
Em paralelo, o acordo também prevê a criação de uma joint venture no segmento de Exploração e Produção, que contará com a participação de 20 por cento da CNPC no cluster de Marlim (concessões de Marlim, Voador, Marlim Sul e Marlim Leste), ficando a Petrobras com 80 por cento de participação e mantendo-se como operadora.
A estatal destacou que o petróleo pesado produzido no cluster de Marlim tem características adequadas à refinaria do Comperj, projetada para processar este tipo de óleo, com alta conversão.
"Com a assinatura do Acordo Integrado, avançamos significativamente na parceria estratégica com a CNPC para concluir a refinaria do Comperj e implementar um projeto consistente para revitalização do campo de Marlim", afirmou o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, em nota.
Petrobras e CNPC são desde 2013 parceiras na área de Libra, primeiro contrato pelo regime de partilha de produção, localizada no pré-sal da Bacia de Santos.
No ano passado, o consórcio formado pela Petrobras, CNPC e BP adquiriu o bloco de Peroba, um dos mais disputados do leilão promovido pela reguladora ANP.
Samarco inicia obras em barragem onde ocorreu o desastre de 2015
Começaram ontem as obras de preparação para que a cava de Alegria Sul possa receber os rejeitos de minério de ferro gerados no Complexo de Germano, da Samarco, o mesmo que em 5 de novembro de 2015 foi paralisado após o rompimento da Barragem do Fundão. A cava é o local de onde o minério de ferro é extraído, no caso, formando um buraco que terá capacidade para estocar 16 milhões de metros cúbicos de material proveniente do processo minerário do complexo que fica entre Mariana e Ouro Preto.
Desde dezembro do ano passado a Samarco já dispunha de licenciamento para essa obra, mas a empresa alega que não havia iniciado as intervenções necessárias porque ainda estava em tratativas com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). “Por possuir uma formação rochosa e estável, (a cava) permite a contenção segura do rejeito nela depositado”, informou a mineradora, que é controlada pelas gigantes BHP Billiton (anglo-australiana) e Vale (Brasil).
A previsão é de que as obras de preparação da cava levem cerca de 10 meses, atingindo, no pico das intervenções, cerca de 750 empregados diretos e indiretos. A Samarco se comprometeu a contratar de 75% a 80% de mão de obra local, o que trará um certo alívio à população de Mariana, boa parte dela envolvida na atividade mineral e que sentiu diretamente o impacto da paralisação das operações da mineradora e de suas terceirizadas. “O início das atividades de implementação do novo sistema de disposição de rejeitos é um passo fundamental para a retomada das nossas operações. A cava é um local confinado, o que confere ainda mais segurança”, afirma o diretor-presidente da Samarco, Rodrigo Vilela.
A Samarco obteve, em dezembro de 2017, junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), as licenças prévia (LP) e de instalação (LI), que permitem a preparação do local. Mas, para operar, a mineradora ainda precisa conseguir com os órgãos ambientais o Licenciamento Operacional Corretivo (LOC). A expectativa é de que isso seja concedido no ano que vem, por conta disso, a empresa prefere não estimar uma data de retorno às suas atividades. “Ao longo dos últimos meses, foram realizadas tratativas com o MPMG, que evoluíram para um Termo de Compromisso, firmado na sexta-feira, em Belo Horizonte. O documento prevê a contratação de auditoria independente para acompanhar a implantação do Sistema de Disposição de Rejeitos Cava Alegria Sul. Custeada pela Samarco, a auditoria será responsável por atestar a segurança técnica e ambiental da cava”, informou a mineradora.
O LOC do Complexo de Germano foi protocolado em setembro de 2017, para regularizar todas as licenças de Germano, suspensas em outubro de 2016 pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Conforme previsto no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do LOC, a Samarco planeja implantar a filtragem de rejeito arenoso, que corresponde a 80% do total gerado após o beneficiamento do minério de ferro, e o adensamento de lama, que representa os outros 20%.
A filtragem retirará a água do rejeito arenoso, permitindo o empilhamento do material. O adensamento feito por meio de um espessador remove também água da lama, resultando numa polpa mais densa que se sedimenta na cava, reduzindo o volume estocado em Alegria Sul. Os dois processos permitirão a recirculação da água no processo produtivo. “Com o empilhamento dos rejeitos arenosos e disposição da lama adensada, a Samarco ampliará a vida útil da cava de 20 meses para sete anos. Durante esse período, a Samarco dará sequência ao estudo e apresentação das alternativas de médio e longo prazos para a continuidade de suas atividades”, informou a empresa.
Great Panther adquire mineradora de ouro no Brasil por US $ 105 milhões
A Great Panther Silver (NYSE: GPL) adquiriu a mineradora brasileira de ouro Beadell Resource em um acordo de ações por US $ 105 milhões . A entidade combinada terá três minas produtoras em três jurisdições de mineração e um projeto de estágio avançado.
A Great Panther, que espera produzir 4 milhões de onças equivalentes de prata em 2018, adicionará 130.000 onças de ouro da produção esperada da Beadell em 2018. A aquisição não foi calorosamente recebida. O preço das ações da Great Panther caiu 5%, para US $ 1,16 por ação. O CEO das entidades combinadas elogiou o negócio.
“Esta é uma transação transformadora para os acionistas da Great Panther and Beadell”, disse James Bannantine, presidente e CEO da Great Panther, em um comunicado. “A Great Panther tem crescido e otimizado suas operações no México, adquirido e avançado seu projeto Coricancha no Peru, e agora está posicionada para adicionar uma mina produtora considerável no Brasil com potencial de exploração excepcional.”
A Dra. Nicole Adshead-Bell, CEO e diretora administrativa da Beadell, se juntará ao Conselho de Administração da Great Panther após a conclusão da transação.
A Beadell opera a Mina de Ouro Tucano, 100% do Estado do Amapá, no norte do Brasil. O Tucano faz parte de um terreno de aproximadamente 2.500 quilômetros quadrados localizado no terreno greenstone, pouco explorado na era birimiana. A Beadell continua no caminho para a conclusão de uma atualização da planta de Tucano até o início de novembro de 2018.
Liminar exige que Vale elabore plano emergencial para duas barragens em Nova Lima que ameaçam condomínios de luxo
A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça de Minas determinou que, até o fim deste mês, a mineradora Vale S/A elabore e execute um plano de ação emergencial e um plano de segurança para as barragens de rejeitos Maravilhas II e III, localizadas no município de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os planos devem levar em conta cenários críticos e normas do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
A liminar foi concedida após o Ministério Público propor ação civil pública (ACP) contra a Vale S/A em razão da existência de loteamentos localizados na área de influência das barragens. Além de Maravilhas II e III, há a barragem Maravilhas I, todas integrantes do complexo Mina do Pico, da Vale, onde a empresa explora minério de ferro.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou que Maravilhas I tem licença de operação vigente e não recebe mais rejeitos. “Está em processo de recuperação para reaproveitamento do minério que existe no rejeito ali depositado”, diz nota da Semad.
De acordo com a liminar, a mineradora também está proibida de lançar rejeitos nas duas barragens e deve comunicar imediatamente aos órgãos competentes qualquer situação de risco de rompimento das estruturas de contenção dos resíduos. Para se ter ideia da dimensão de um possível desastre, Maravilhas III tem capacidade três vezes maior que o da barragem de Fundão, que se rompeu em 2015, em Mariana, na Região Central de Minas.
A Vale também deve cadastrar, em até três meses, todos os moradores das áreas que podem ser atingidas caso ocorra o rompimento de uma das barragens. Entre os bairros sujeitos ao risco, estão: Vale dos Pinhais, Estância Alpina, Fazenda Riviera, Fazenda Retiro das Flores, Rancho Loyola e Rancho do Sossego. O descumprimento das medidas acarreta multa que pode chegar a R$ 50 milhões.
Segundo a promotora de Justiça Cláudia Ignez, alguns imóveis estão a menos de um quilômetro das barragens. E no caso do rompimento de uma delas, os moradores desses locais teriam pouco mais de dois minutos para abandonar suas casas. A título de comparação, a comunidade de Bento Rodrigues, em Mariana, estava localizada a seis quilômetros da barragem de Fundão.
Após analisar os laudos apresentados pelo MPMG sobre Maravilhas II e III, a juíza Ana Cristina Guimarães afirmou na liminar que “o perigo de dano é patente e está presente não só na possibilidade de degradação do meio ambiente, mas também na perda de inúmeras vidas humanas, caso haja rompimento de uma das barragens, sobretudo em razão de não haver chance de evacuação da população local”.
A ação civil
A ação civil pública (ACP) proposta em 1 de outubro pelo MPMG aponta que além dos riscos de um possível rompimento da estrutura de Maravilhas II, encontra-se em processo de licenciamento uma terceira barragem, Maravilhas III.
Na ação, a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Nova Lima pede à Justiça a concessão de tutela provisória de urgência para que a empresa elabore e execute Plano de Ações Emergenciais e Plano de Segurança de Barragens dos empreendimentos Maravilhas II e III; faça a remoção dos moradores da área de autossalvamento, mediante aquisição das propriedades imobiliárias, além de indenizá-los pelos danos morais sofridos, em razão da poluição atmosférica, sonora e outros problemas decorrentes da instalação e operação dos empreendimentos; comunique imediatamente aos órgãos competentes em qualquer situação de elevação de risco de rompimento das estruturas de contenção; e abstenha-se de lançar rejeitos nas duas barragens.
A visão de um morador
Um dos loteamentos em questão é o condomínio Vale dos Pinhais, localizado na Estrada do Ouro, em Nova Lima. Ali, vivem cerca de 35 famílias e outras 35 têm imóveis de fim de semana, segundo o subsíndico do condomínio, Alexander Silva Nogueira, de 57 anos. Em entrevista ao Bhaz, ele conta que risco existe e que grande parte dos proprietários de lotes e/ou casas do Vale dos Pinhais tem conhecimento do assunto, mas não é a totalidade.
“Estamos ajuzante da barragem de Maravilhas II, mas não são todas as residências que estão próximas à área da Vale. Minha casa está a um quilômetro de lá, a 1.300m de altitude, na mesma altura da barragem. Não acredito, no entanto, que se houvesse um vazamento ou rompimento, que eu seria atingido, mas outras casas, que estão em áreas de maior risco, sim”, diz.
Alexander diz acreditar que “para adotar uma medida como a que o Ministério Público está propondo, seria necessário ouvir mais especialistas no assunto para apontar se a solução é de inviabilizar o condomínio”. “Acho que a promotora de Justiça tomou essa decisão baseada apenas na versão de um representante do condomínio, e não da maioria de nós”, acrescenta.
O condomínio Vale dos Pinhais foi loteado em 2004, com cerca de 160 lotes, a maioria de 2 mil metros quadrados cada. Pelo valor de mercado, entre imobiliárias que comercializam lotes e imóveis no Vetor Sul (região de Nova Lima, Brumadinho, Itabirito), um lote hoje neste condomínio pode custar entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, dependendo da topografia do terreno, segundo apurou o Bhaz.
O que diz a Vale
A Vale informa que a barragem Maravilhas II vem passando por auditorias de segurança periodicamente, sendo a última em setembro, e tem Declaração de Condição de Estabilidade emitida por auditor externo. Já a Barragem Maravilhas III está em fase de implantação e detém a Licença Ambiental de Instalação emitida pelo órgão ambiental. Ambas contam com Plano de Segurança de Barragens e Plano de Ação de Emergência de Barragens, todos regulares e em conformidade com a legislação. A Vale está recorrendo da decisão da Justiça.
Licenciamento ambiental
Consultada pelo Bhaz, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas (Semad) esclareceu que a Barragem Maravilhas II tem uma Autorização Provisória para Operar (APO), concedida após cumprimento dos requisitos necessários para essa autorização.
Maquete barragem Maravilhas III (ValeInforma/Reprodução)
A Barragem Maravilhas III tem Licença de Instalação (LI), concomitante à Licença de Operação (LI+LO). Portanto, o empreendedor está apto a implantar e operar o empreendimento. A barragem está em fase de implantação.
Segundo a Semad, dentro do Programa Gestão de Barragens, desenvolvido pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), a Barragem Maravilhas I foi fiscalizada em março de 2015 e a Maravilhas II em novembro de 2017.
“As barragens Maravilhas I e II estão com a estabilidade garantida, de acordo as auditorias realizadas em 2018. O processo de auditoria também faz parte do Programa Gestão de Barragens e conta com vistorias realizadas por empresa independente, contratada pelo empreendedor. Os relatórios das auditorias são enviados anualmente ao órgão ambiental”, diz a nota.
População ribeirinha
Na visão do subsíndico do condomínio Vale dos Pinhais, é preciso realmente verificar todos os possíveis riscos que as barragens representam, não apenas para o loteamento em questão, mas também para toda a população ribeirinha ajuzante da barragem, que inclui os que vivem às margens do Ribeirão Cordonas e Lagoa das Codornas.
“A área de risco precisa ser melhor definida. Na minha visão, as barragens Maravilhas e Fundão (que se rompeu há quase três anos em Mariana, na Região Central de Minas) são estruturas diferentes. O Brasil tem barragens muito variadas e uma decisão desse tipo que o Ministério Público em Nova Lima propõe deveria ter a mesma implicação para todas as comunidades que vivem em áreas do entorno de barragem hidrelétrica, barragens de rejeitos de mineração, entre outras”, conclui.