quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Fundo de pensão brasileiro Previ não venderá ações da Vale antes do final do ano


Fundo de pensão brasileiro Previ não venderá ações da Vale antes do final do ano



A Previ, uma das maiores mineradoras de minério de ferro da Vale SA , não venderá parte de sua participação antes que o ano termine, disse seu CEO na segunda-feira. Falando nos bastidores de uma conferência no Rio de Janeiro, o CEO José Maurício Coelho disse que o fundo pretende reduzir sua participação na mineradora no médio prazo. A Previ já havia anunciado planos para a venda sem dizer quando.
A Previ, que administra as aposentadorias dos funcionários do Banco do Brasil , mudou a forma de contabilizar a participação em suas demonstrações financeiras , marcando as ações da Vale mensalmente pelo valor médio de mercado dos últimos 90 dias. Anteriormente, o maior fundo de pensão do Brasil só podia revisar o preço da ação uma vez por ano.
Fonte: O Petróleo

Viva as altas do dólar e do minério: o espetacular 2018 da Vale


Viva as altas do dólar e do minério: o espetacular 2018 da Vale




A mineradora Vale vem surfando numa maré muito favorável neste ano com a elevação do dólar ante o real e o aumento do preço do minério de ferro. A divulgação do seu balanço referente ao terceiro trimestre do ano, após o fechamento do mercado hoje, deve confirmar a tendência positiva.
O EBITDA (ganhos antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da maior produtora de minério de ferro do mundo deve ter subido 0,8% de julho a setembro deste ano contra o mesmo intervalo de 2017, para 4,23 bilhões de dólares, e as receitas devem ter avançado 4,1%, para 9,4 bilhões de dólares, segundo projeções da corretora XP. Nesse intervalo, a moeda americana ganhou 4,5%, atingindo 4,05 reais, e o minério subiu 5,5%, para 68 dólares a tonelada.
O esperado aumento nos ganhos é resultado da estratégia adotada pela Vale desde o início de 2018 de acelerar a extração de minério com maior teor de ferro, vindo das suas minas em Carajás, no estado do Pará. Dessa maneira, a companhia conseguiu escapar da queda dos preços do minério de qualidade inferior. As siderúrgicas da China, principal destino do minério exportado pela Vale, têm aumentado as compras do material de melhor qualidade pela sua eficiência e menor emissão de poluentes. O governo chinês recentemente apertou a legislação ambiental no país e tem intensificado as inspeções das usinas.
“A demanda das siderúrgicas chineses pelo minério de maior qualidade deve continuar em alta no próximo ano”, Luiz Francisco Caetano, analista da corretora Planner, escreveu em relatório a clientes. Para garantir o abastecimento aos clientes, a Vale tem aumentado a sua produção de minério de ferro. No terceiro trimestre do ano, expandiu em 8,5% a extração do material, para 105 milhões de toneladas. Já a produção de outros produtos (carvão, níquel e cobre) foi reduzida por conta da queda dos preços.
Diante desse cenário otimista, o banco BTG Pactual tem recomendado aos investidores comprar a ação da mineradora. Neste ano, o papel da Vale já ganhou 42,4%, terminando o dia, ontem, cotado a 56,75 reais na B3. Ainda assim, o banco de investimentos vê espaço para que a ação avance até o nível de 75 reais nos próximos meses. “A Vale está cerca de 20% mais barata na bolsa do que suas concorrentes Rio Tinto e BHP Billiton, mas tem o melhor portfólio de produto em termos de qualidade e paga dividendos em torno de 10%”, Leonardo Correa e Gerard Roure, analistas do BTG, escreveram em relatório a clientes para justificar a recomendação.
Fonte: Exame

PF deflagra operação contra fraudes na exploração mineral no Pará


PF deflagra operação contra fraudes na exploração mineral no Pará



A Polícia Federal deflagrou nesta terça, 23, a Operação Nibelungo, com o objetivo de desarticular grupo político que se beneficiava de fraudes na cobrança de royalties da exploração mineral pertencente a municípios. Os policiais federais cumprem cinco mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça.
Um dos principais alvos da investigação é o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, Aloísio Augusto Lopes Chaves, o Lula Chaves, filho do ex-governador Aloysio Chaves. Ele teria recebido propinas de R$ 2,6 milhões a partir de “contrato fraudulento firmado entre o município de Parauapebas (PA) e um dos escritórios de advocacia comandados pela quadrilha”.
O STJ determinou o afastamento cautelar do conselheiro de suas funções junto ao Tribunal de Contas, além do sequestro de seus bens e dos demais envolvidos até o montante apurado pela PF. Nibelungos é desdobramento da Operação Timóteo, deflagrada em dezembro de 2016 com base em relatório da Controladoria-Geral da União. Além do núcleo político, responsável pela contratação de escritórios de advocacia, os policiais identificaram a presença de ao menos três outros grupos dentro da organização – o núcleo captador, formado por um diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e sua mulher, “que atuava na captação de prefeitos interessados em ingressar no esquema”; o núcleo operacional, composto por escritórios de advocacia e uma empresa de consultoria em nome da mulher do diretor do DNPM, que repassava valores indevidos a agentes públicos; e, ainda, o núcleo colaborador, que se responsabilizava por auxiliar na ocultação e dissimulação do dinheiro.
O nome da operação é referência à mitologia nórdica. Os nibelungos eram os senhores das riquezas subterrâneas e de tal forma obcecados por se tornarem cada vez mais ricos, que esse pensamento, insaciável e desmedido, os conduziu à perda de tudo e à própria destruição. Defesa O Tribunal de Contas dos municípios do Pará divulgou nota de esclarecimento: “O Tribunal de Contas dos Municípios do Estado do Pará (TCM-PA), em respeito à opinião pública, esclarece que, acerca das ações executadas, na data de hoje (23), por determinação do E. STJ, vinculados às Operações Timóteo e Nibelungo, que preservadas suas prerrogativas e jurisdição e consagrando a transparência pública, sempre colaborou com o Poder Judiciário e Ministério Público Federal, prestando informações e disponibilizando todos os documentos requeridos, para melhor esclarecimento dos fatos.
“O Colegiado do TCM-PA espera ver elucidados todos os fatos sob investigação, ainda em fase de inquérito, tendo plena convicção da aplicação célere e escorreita da justiça pelo Superior Tribunal de Justiça, assegurado o contraditório e a ampla defesa do Membro desta Corte, quando o mesmo terá a oportunidade de apresentar esclarecimentos, no que confia na independência e fortalecimento das instituições e esferas de controle da administração pública brasileira. “Por fim, o TCM-PA informa que já acatou as determinações do STJ, adotando as providências administrativas sob sua responsabilidade.
Fonte: EM

PF investiga se garimpos no Tocantins utilizaram substâncias tóxicas na mineração de ouro


PF investiga se garimpos no Tocantins utilizaram substâncias tóxicas na mineração de ouro

A Polícia Federal está investigando se garimpos ilegais na região de Natividade utilizaram substâncias tóxicas na mineração do ouro. A PF recebeu um laudo do Departamento Nacional de Produção Mineral que indica a possibilidade do uso de cianeto de sódio e mercúrio nos locais. Os dois produzem gases tóxicos que podem causar desde de dores de cabeça até a morte em seres humanos.
A operação, chamada de Rota do Ouro, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (23). Foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 12 de intimação nos estados do Tocantins, São Paulo, Bahia, Pará e no Distrito Federal.
Os investigadores acreditam que o operador das minas, Marcos Vaz, tinha clientes no Brasil e no exterior. O principal comprador seria o italiano Serafino Inno, que mora em São Paulo.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em uma das empresas envolvidas foi encontrada uma planilha que indica a movimentação de até R$ 200 milhões em ouro, mas não é possível saber qual o montante que tem relação com a investigação.
A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 800 mil nas contas de quatro pessoas e três empresas para assegurar possíveis reparações de prejuízos ambientais. Um garimpo ilegal localizado na zona rural de Chapada da Natividade foi fechado.
Os investigados devem responder pelos crimes de usurpação de bens da União, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Veja mais notícias da região no G1 Tocantins
Fonte: G1

Mineradora terá de apresentar plano para fechar mina na Serra do Curral, diz CMBH


Mineradora terá de apresentar plano para fechar mina na Serra do Curral, diz CMBH

A Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra) no bairro Taquaril, na Região Leste de Belo Horizonte, terá de apresentar um plano para fechar a Mina Curumi, na Serra do Curral. A Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) informou nesta terça-feira (23) que a empresa já foi notificada e as atividades de mineração seguem suspensas.
Conforme a CMBH, onde ocorre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Mineração, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente Desenvolvimento Sustentável (Semad) havia dado um prazo a Empabra para apresentar defesa sobre as irregularidades na mineração, mas a empresa não conseguiu se justificar.
Em julho, a Semad suspendeu as atividades da Empabra. A mineradora não havia cumprido quatro determinações do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2017 por meio da Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram) Central Metropolitana.
Conforme a Semad na época, a Empabra também não atendeu três obrigações socioeconômicas e uma relacionada à instalação de sistema de limpeza de rodas de caminhões usados no transporte de minério.
Dados do projeto de recuperação ambiental da área apresentados pela mineradora à Semad e à Prefeitura de Belo Horizonte estariam divergentes. A Embrapa informou ao estado uma quantidade de extração de minério quatro vezes maior que o informado ao município o que equivale a 425 piscinas olímpicas a mais.
A mineradora também deveria ter apresentado a retirada de material em locais específicos. Uma grande movimentação de solo ainda foi observada em locais não previstos, inclusive fora da área autorizada para mineração. Além da paralisação, a empresa foi multada em R$ 50,4 mil.
Conforme a Câmara de BH, atualmente, a Empabra está autorizada apenas a dar continuidade às ações previstas para a recuperação do meio ambiente.
O G1 tenta contato com a empresa.
Fonte: G1