quarta-feira, 7 de novembro de 2018

ALEXANDRITA

A mais rara e valiosa variedade do mineral crisoberilo exibe as cores verde e vermelha, as mesmas da Rússia Imperial, e seu nome é uma homenagem a Alexandre Nicolaivich, que mais tarde se tornaria o czar Alexandre II. De acordo com relatos históricos, a sua descoberta, nos Montes Urais, em 1830, deu-se no dia em que ele atingiu a maioridade.
Como uma das mais cobiçadas gemas, esta cerca-se de algumas lendas, a mais difundida das quais diz que o referido czar teria ordenado a execução de um lapidário, depois que este lhe devolveu uma pedra de diferente cor da que lhe houvera sido confiada para lapidar.
Esta lenda deve-se ao fato de que a alexandrita apresenta um peculiar fenômeno óptico de mudança de cor, exibindo uma coloração verde a verde-azulada (apropriadamente denominada “pavão” pelos garimpeiros brasileiros) sob luz natural ou fluorescente; e vermelha-purpúrea, semelhante a da framboesa, sob luz incandescente. Quanto mais acentuado for este cambio de cor, mais valorizado é o exemplar.
Esta instigante mudança de cor segundo o tipo de iluminação a qual está exposta à pedra, é denominada efeito-alexandrita, e deve-se ao fato de que a transmissão da luz nas regiões do vermelho e verde-azul do espectro visível é praticamente a mesma nesta gema, de modo que qualquer cambio na natureza da luz incidente altera este equilíbrio em favor de uma delas. Assim sendo, a luz diurna ou fluorescente, mais rica em azul, tende a desviar o equilíbrio para a região azul-verde do espectro, de modo que a pedra aparece verde, enquanto a luz incandescente, mais rica em vermelho, faz com que a pedra adote esta cor.
Analogamente ao crisoberilo, a alexandrita constitui-se de óxido de berílio e alumínio, deve sua cor a traços de cromo, ferro e vanádio e, em raros casos, pode apresentar o soberbo efeito olho-de-gato, que consiste no aparecimento de um feixe de luz ondulante nas gemas lapidadas em estilo cabochão, e que apresentem determinados tipos de inclusões.
Atualmente, os principais países produtores desta fascinante gema são Sri Lanka (Ratnapura e diversas outras ocorrências), Brasil, Tanzânia (Tunduru), Madagascar (Ilakaka) e Índia (Orissa e AndhraPradesh).
A alexandrita é conhecida em nosso país pelo menos desde 1932, e acredita-se que o primeiro espécime foi encontrado em uma localidade próxima a Araçuaí, Minas Gerais. Atualmente, as ocorrências brasileiras mais significativas localizam-se nos estados de Minas Gerais (Antônio Dias/Hematita, Malacacheta/Córrego do Fogo, Santa Maria do Itabira e Esmeralda de Ferros), Bahia (Carnaíba) e Goiás (Porangatu e Uruaçu).




Fonte: CPRM

A GRANADA

Grupo de minerais no qual as espécies raramente ocorrem em forma pura na natureza, mas sim misturadas umas às outras.

A cor mais comum das granadas é a vermelha, em vários tons, embora elas possam ocorrer em todas as cores, exceto azul.
As granadas ocorrem como minerais acessórios em rochas conhecidas como pegmatitos e estão amplamente distribuídas em todos os continentes, mas principalmente na África (Namíbia, Nigéria, Madagascar e Tanzânia) e Ásia (Índia, Sri Lanka e Rússia).
No Brasil, as granadas são obtidas principalmente nos Estados de Tocantins, Rio Grande do Norte, Paraíba, Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais (Galileia, São José da Safira e Resplendor).
As granadas não requerem quaisquer tratamentos para melhorar seu aspecto e não possuem equivalentes sintéticos
Fonte: CPRM

A rainha das pedras- O DIAMANTE


As características únicas desta pedra preciosa justificam a origem de seu nome, do grego adamas, significando invencível. Sua extraordinária dureza permite um polimento perfeito que, somado ao brilho adamantino, dispersão e transparência magníficos realçam acentuadamente sua beleza, enquanto sua estabilidade química contribui para torná-lo a gema de maior durabilidade dentre todas.

Constituído de carbono cristalizado e dotado de grande simbolismo amoroso, o diamante é mais comumente incolor a levemente amarelado ou amarronzado, embora possa ocorrer naturalmente em muitas outras cores.

Sabe-se que eles se formam sob condições termodinâmicas restritas, à pressões e temperaturas muito elevadas, que somente existem a profundidades superiores a 150 Km.



Amostra de diamantes em suas diversas cores naturais.
Amostra de diamantes em suas diversas cores naturais.

Os diamantes foram descobertos no Brasil no ano de 1714, na região do antigo Arraial do Tejuco, hoje Diamantina. Até esta data, Índia e Bornéu eram os únicos países produtores desta gema. Durante mais de 150 anos, o Brasil foi o maior produtor mundial, até a descoberta de diamantes na África do Sul, em 1866, pela primeira vez em uma fonte primária, a rocha matriz denominada kimberlito, alterando completamente o panorama mundial.













Atualmente, os diamantes ocorrem em todos os continentes, destacando-se a África e, entre os países, Botswana, Rússia, Canadá, Angola, República do Congo, África do Sul e Namíbia.
Diamante 6
O Brasil, que voltou a apresentar grande potencial diamantífero em termos de reservas, atualmente detém menos de 1% da produção mundial, concentrada nos Estados de Mato Grosso, Rondônia, Minas Gerais, Roraima e Bahia.











Os diamantes lapidados são internacionalmente classificados considerando-se conjuntamente os fatores cor, pureza, peso e lapidação, que correspondem aos 4 “Cs” do inglês: color, clarity, carat (quilate, a unidade de peso dos diamantes) e cut, respectivamente.

Estes parâmetros de graduação refletem, entre outros aspectos, a raridade de certas características, além das preferências dos consumidores averiguadas durante centenas de anos pelos negociantes, mas não necessariamente estão relacionados à beleza.

A classificação de cor dos diamantes lapidados está baseada no grau de saturação da cor amarela e é realizada por comparação com padrões de cor de diamantes, sob iluminação artificial padronizada.

A pureza de um diamante, por sua vez, é determinada empregando-se, por convenção, um aumento de dez vezes sob iluminação adequada, classificando-o em um dos 11 graus existentes, cada qual com sua própria terminologia e significado, enquanto a qualidade da lapidação é determinada considerando-se conjuntamente as proporções, a simetria e o polimento da pedra.
Pg 338 - Ft 618


A Evolução da Lapidação do Diamante

As primeiras evidências do conhecimento do diamante pelo Homem remontam ao século 4 antes de Cristo. Durante muito tempo, supôs-se que os diamantes possuíam poderes mágicos e, em razão disso, eram utilizados como talismãs. Acredita-se que seu uso como adorno, na forma natural de octaedro, iniciou-se apenas no século XI. A partir do início do século XIV, as tentativas de se trabalhar diamantes tornam-se mais eficazes. Na época, o que se fazia era um polimento bastante rudimentar das faces naturais das gemas. Constatou-se também que as extremidades pontudas dos octaedros poderiam ser desgastadas, fazendo com que fossem pouco a pouco rebaixadas. A superfície resultante, uma faceta, era então rusticamente polida, de forma que o diamante adquiria algum brilho.

Os locais por onde se difundiu a arte de se lapidar diamantes estão intimamente associados às rotas comerciais que ligavam Oriente e Ocidente. Sabe-se que no início do século XIV já haviam lapidadores de diamantes estabelecidos em Veneza, muito possivelmente oriundos do Oriente, possivelmente da Índia. Mais tarde, este ofício difundiu-se pela Alemanha (Nuremberg), Bélgica (Bruges e Antuérpia), e outros países da Europa.

Foram criados os estilos de lapidação denominados “mesa” e “rosa”, que ainda possuíam um número reduzido de facetas, mas que já emprestavam mais brilho e vida aos diamantes. Mais tarde, foi introduzida a simetria das facetas e, em meados do século XVII, foi descoberta a possibilidade de serrar diamantes. È desta época o talhe conhecido como “Mazarin”, enquanto no final do mesmo século deu-se o advento do corte “Peruzzi”, já com 58 facetas e forma aproximadamente quadrada. No século XIX predominam algumas variações do talhe Peruzzi e a criação dos estilos “Lisboa”, “Brasil”, “Européia Antiga”.e “Old Mine” que mais tarde evoluiriam até a lapidação brilhante.

Este estilo de lapidação foi desenvolvido especificamente para o diamante, embora eventualmente seja utilizado também em outras gemas. Por definição, todo brilhante apresenta 57 facetas, sendo 33 na coroa (parte superior) e 24 no pavilhão (parte inferior).

Não há um único inventor desta talha, também conhecida como Amsterdam, cujo desenvolvimento levou muitos anos até alcançar seu estágio atual e definitivo, embora se atribua ao italiano Vicenzo Peruzzi o início de sua invenção, por volta de l700.

Até o início do século XX, no entanto, o desenvolvimento dos estilos e formas de lapidação era apenas empírico. Somente por volta de 1910, passou-se, por meio de cálculos teóricos, a levar em consideração as características físicas e ópticas do diamante, assim determinando as proporções e a simetria que idealmente deveria ter a gema lapidada para que alcançasse o melhor efeito visual possível.

A forma redonda é a mais comum para a lapidação brilhante e foi desenvolvida com o intuito de maximizar a quantidade de luz que retorna à superfície após refletir-se nas facetas posteriores da gema.

O termo brilhante, sem qualquer descrição adicional, deve ser aplicado somente para diamantes redondos com lapidação brilhante. Além da forma redonda, clássica, o brilhante pode adotar, entre outras, as formas de gota (ou pêra), navete (ou marquise), oval e coração.

Em peças de joalheria antigas são frequentes, além dos já citados cortes, o estilo 8/8 (ou simples) e o estilo 16/16 (ou suíço). Outros cortes atuais relativamente comuns em diamantes são Princess, Esmeralda, Trilliant, Radiante e Asscher.

Fonte: Brasil Mineral




O COMÉRCIO DO DIAMANTE


Na Índia, o conhecimento e o comércio organizado de diamante já existiam antes do contato com o europeu da Renascença. Tendo os gregos e o império romano chegado a essa região em período anterior, já se encontravam joias com diamantes nessas culturas.

Mais tarde, diamantes indianos foram trazidos à Europa por agentes de companhias comerciais, patrocinadas pelos respectivos estados nacionais como afirmação de soberania e poder econômico, entre elas as companhias das Índias Orientais inglesa, holandesa e francesa.

A descoberta de diamantes na região de Diamantina (MG), em meados de século XVIII, teve forte impacto no mercado pela quantidade que foi extraída em seguida. A regulamentação, baseada em controle estatal e trabalho escravo foi bem diferente do regime indiano.

O único alento para o escravo era achar uma pedra com mais de 12 quilates, a recompensa seria sua liberdade. Mesmo hoje com a mineração moderna, pedras desse porte são menos frequentes na região de Diamantina do que em outras localidades do país.

A coroa portuguesa nomeava concessionários, chamados de contratadores, que só poderiam vender ao estado trocando os diamantes por títulos em papel com valor equivalente em ouro. Como esses títulos tinham valor garantido pela coroa, eram aceitos por todos em qualquer lugar para a troca por mercadorias, propriedades e serviços. Essas “notas de diamante e ouro” são consideradas as primeiras cédulas brasileiras.

Naturalmente, onde há muita restrição nasce o mercado negro, existindo bastante mineração clandestina e contrabando nesse período.

Até o terceiro quarto do século XIX, o Brasil teve uma produção relevante, principalmente após 1832, com a liberação das áreas de extração e o fim do sistema de monopólio estatal, em crise profunda causada pela burocracia e corrupção e pelos desvios através do forte contrabando.

As descobertas na África afetaram a mineração brasileira no final do século XIX, pelo maior rendimento se suas jazidas que permitiram a queda dos preços no mercado mundial. O diamante na África logo é associado à DeBeers que, no entanto, nas últimas décadas do século XX viu dominuído seu poder e do controle sobre o mercado primário do diamante.

Na Austrália, a Argyle explora uma grande reserva desde a década de 80. Já no Canadá, foram descobertos diamantes de boa qualidade em Kimberlitos. O Canadá e a Austrália são o berço de muitas empresas que captaram recursos em bolsa para explorar diamantes no próprio país e principalmente mundo afora, inclusive no Brasil. Podemos também citar o israelense Lev Leviev e, posteriormente, os chineses.

Nos séculos XX e XXI, a tecnologia também foi foco para novos negócios eações no setor, tais como as tentativas de sintetizar diamantes e a criação de novas técnicas de lapidações.

Fonte: Brasil Mineral

Futuros do minério de ferro fecham em alta de 0,98%

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Futuros do minério de ferro fecham em alta de 0,98% Foto: Divulgação Futuros do minério de ferro fecham em alta de 0,98%
Os contratos futuros do minério de ferro com vencimento para janeiro de 2019, negociados na Bolsa de Dalian, fecharam o pregão  em alta de 0,98%, cotados a 516,00 iuanes por tonelada do produto.
Na Bolsa de Xangai, os contratos futuros do vergalhão de aço, com vencimento para janeiro de 2019, ganharam 22 iuanes cotados a 4.072 iuanes por tonelada. Já os contratos de maio de 2019, a valorização foi de 34 iuanes negociados a 3.693 iuanes por tonelada.
Fonte: (Redação - Investimentos e Notícias)