domingo, 11 de novembro de 2018

OS SAPOS DA CAATINGA BRASILEIRA QUE FICAM ENTERRADOS NA AREIA SEM COMER POR MAIS DE 2 ANOS

Os sapos da caatinga brasileira que ficam enterrados na areia sem comer por mais de 2 anos

  • Sapo da espécie Proceratophrys cristiceps
    Sapo da espécie Proceratophrys cristiceps
No entardecer de 17 de fevereiro de 1992, no município de Angicos, na caatinga do Rio Grande do Norte, depois de uma chuva fraca durante o dia, o casal de pesquisadores do Instituto Butantan Carlos Jared e Marta Maria Antoniazzi presenciou um fato bizarro: sapos começaram a brotar aos borbotões do chão arenoso.
Saltando a esmo, davam a impressão de estar à procura de poças d’água para se alimentar e acasalar.
Começava ali um longo trabalho de pesquisa dos dois, que se estende há quase três décadas, para entender um comportamento animal pouco conhecido – pelo menos do público leigo: a estivação. Trata-se de um fenômeno semelhante à conhecida hibernação, só que causado pelo calor e a seca em vez do frio.
Assim como os animais que hibernam – dos quais os ursos são os mais famosos -, os que estivam reduzem suas atividades metabólicas por um longo período, podendo chegar a mais de dois anos em algumas espécies.
“É um fenômeno que ocorre com vários anfíbios que vivem em desertos ou em outros ambientes com escassez de água, ao menos temporária”, explica Jared.
“Semelhante à hibernação, induzida pelo frio excessivo, pode-se definir a estivação como o estado de letargia em que esses animais entram em um longo sono, quando as condições climáticas se tornam muito secas e quentes.”
Levados por Jared a também estudar os anfíbios da caatinga que estivam, os fisiologistas Carlos Navas, da Universidade de São Paulo (USP), e José Eduardo Carvalho, do campus de Diadema da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), começaram seu trabalho na região em 2007.
“Nosso objetivo central era investigar quais mecanismos fisiológicos permitiam aos sapos daquela região ocupar este ambiente aparentemente tão inóspito para este grupo de vertebrados”, conta Carvalho.
De acordo com ele, aos olhos de uma pessoa leiga, poderia parecer improvável que qualquer anfíbio, tipicamente conhecidos por sua dependência de locais úmidos e com maior disponibilidade de água, pudesse viver na caatinga.
“Contudo, existem relatos já há bastante tempo da ocorrência de anuros nesse bioma, e nosso trabalho foi no intuito de explorar as caraterísticas que permitiam tal modo de vida”, explica. Apesar das condições adversas, há mais de 40 espécies de anfíbios nesse bioma.
Fonte: UOL

CONHEÇA OITO CURIOSIDADES SOBRE A MINERAÇÃO NO BRASIL COLONIAL

Conheça oito curiosidades sobre a mineração no Brasil Colonial


Você sabe onde foram encontrados os primeiros diamantes no Brasil? E como surgiu a expressão Santo do pau oco? A história da mineração no Brasil Colonial envolve uma série de fatos interessantes.
Veja abaixo 8 curiosidades sobre o período:
1) E não é que, com a chegada da mineração no Brasil Colonial, o idioma português substituiu o tupi, tornando-se, assim, a língua mais falada da colônia? Isso porque, devido a essa nova atividade econômica, aumentou o número de portugueses no território. Outra mudança provocada pela mineração colonial foi o deslocamento da capital brasileira de Salvador para o Rio de Janeiro, por ficar mais próximo das minas. Além disso, com a riqueza trazida pela extração de ouro, surgiu uma nova classe consumidora no Brasil Colônia, a classe média brasileira.
2) E onde foram encontrados os primeiros diamantes no Brasil? Na região do rio Jequitinhonha, em 1729. O rio banha os estados de Minas Gerais e da Bahia. O principal centro produtor foi Arraial do Tijuco, atual Diamantina, em Minas Gerais.
3) A mineração colonial foi cenário para a origem de famosos ditados populares. É o caso da expressão Santo do Pau Oco, utilizado para designar pessoas dissimuladas. Como na época os impostos sobre o ouro e outros metais preciosos eram altíssimos, santas de madeira oca eram preenchidas com bens preciosos como ouro em pó. Assim era possível passar pelas Casas de Fundição sem pagar os abusivos impostos à Coroa.
4) Falando em impostos…você sabia que o primeiro imposto no Brasil surgiu no período da mineração colonial? Chamado de quinto, estipulava que 20% da riqueza obtida em cada jazida deveria ser concedida à Coroa Portuguesa. Mas o sistema era muito vulnerável e acabou sendo substituído, mais adiante, pela finta, que consistia na remessa de 30 arrobas anuais de ouro para a Coroa.
5) Que a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, tem esse nome devido à exploração local de ouro todo mundo sabe. Mas a pergunta que fica é: por que ‘preto’? A resposta é simples: o ouro da região era recoberto com uma camada de óxido de ferro, que lhe dava uma tonalidade diferente da normal. Aliás, até 1823, a cidade era chamada de Vila Rica.
6) Graças à mineração colonial, a produção de ouro no Brasil representou metade da produção mundial de ouro entre os séculos XVI e XVIII! E, claro, teve gente que ficou muito rica. Reza a lenda que um escravo chamado Chico Rei conseguiu comprar a própria liberdade e a de outros escravos com o ouro contrabandeado na Mina Encardideira, em Ouro Preto, onde trabalhava.
7) O que a Revolução Industrial tem a ver com a mineração no Brasil Colonial? Muita coisa! O ouro foi levado para Portugal e gerou lucro até para a Inglaterra, que teria financiado a Revolução Industrial com parte das riquezas tiradas da colônia portuguesa. E não foi só lucro que a extração de ouro gerou. Com ela, vieram as artes, representada sobretudo por Aleijadinho, e o intelecto. Crianças de origem portuguesa-brasileira foram enviadas para Portugal para estudar e, quando retornaram ao Brasil, trouxeram as ideias revolucionárias e embrionárias da Revolução Francesa.
8) A mineração colonial mexeu até com o fluxo populacional no território. Com as promessas de riqueza no Novo Mundo, começou uma imigração intensa de portugueses para o Brasil. E a população oficial da colônia pulou de 300 mil pessoas para 3 milhões! Preocupada com o número crescente, a Coroa até estipulou uma lei para tentar gerenciar o fluxo migratório.
Fonte: Portaldamineração

Bolsonaro fala ao vivo com Silvio Santos

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou que tem intenção de fazer com que todos vivam bem e em harmonia no Brasil. Segundo ele, é preciso “transformar o nosso país” em um local onde todos consigam conviver mais felizes. O esforço, de acordo com Bolsonaro, é conjunto de todos aqueles que contribuem para o governo eleito.
“Tem como transformar o nosso país. Mas não só habitável, mas [um lugar em] que as pessoas possam viver em harmonia e mais felizes.”
Bolsonaro surpreendeu ontem (10) à noite o empresário Silvio Santos, que conduzia o Teleton, uma campanha do SBT em favor de ajuda financeira para a Associação Brasileira de Assistência para a Criança Brasileira (AACB). O presidente eleito ligou direto para o apresentador para pedir doações.
“Sou um fã teu. Tenho acompanhado o Teleton à medida do possível, realmente há um reconhecimento muito grande por parte da sociedade”, disse. “A grande contribuição não é minha. É pedir, respeitosamente, para quem votou em mim ou não, mas é fã do Silvio Santos, que faça uma doação que seja de R$ 5.”

Elogios

Por pouco mais de seis minutos, Silvio Santos conversou, por telefone ao vivo, com Bolsonaro. Fez elogios especialmente à escolha do juiz federal Sergio Moro para o Ministério da Justiça (que agregará a Segurança Pública e parte do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf).
“O mérito é dele [Sergio Moro], de atacar o crime organizado”, destacou o presidente eleito. “O homem que nos deu esperança de viver em um país sem corrupção ou com menos corrupção e que possa atacar o crime organizado”, acrescentou.
Silvio Santos agradeceu a Bolsonaro e fez questão de dizer que não o conhece pessoalmente, mas tem uma impressão positiva sobre ele. “A impressão que eu tenho é que é um carioca risonho e brincalhão.”
O empresário afirmou ainda que foi a primeira vez que um presidente da República ligou para ele durante o Teleton e pediu que Bolsonaro não anunciasse publicamente o valor da sua doação.
“É a primeira vez que um presidente me dá este prazer e teve a gentileza de ligar para mim. Gostaria de parabenizá-lo, sei que o Brasil não é um peso leve”, disse Silvio Santos.
Fonte: MONEY TIMES

PESQUISADORES EM BELÉM CRIAM CONCRETO PERMEÁVEL COM CAROÇO DE AÇAÍ

Pesquisadores em Belém criam concreto permeável com caroço de açaí


Pesquisadores em Belém criam concreto permeável com caroço de açaí (Foto: MAYCON NUNES E DIVULGAÇÃO)
(Foto: MAYCON NUNES E DIVULGAÇÃO)
Além de fundamental importância para a alimentação do paraense, o açaí vem ganhando destaque no Estado na área de engenharia. Pesquisadores de uma universidade particular de Belém criaram o “concreto permeável”, feito com o caroço in natura.
O engenheiro civil Mike da Silva Pereira lembra que o concreto permeável já existe no mercado. Porém, o projeto em andamento substitui o seixo pelo caroço de açaí. “O trabalho propõe a utilização do material in natura, sem custo de beneficiamento. Evitamos que o caroço de açaí seja depositado como lixo urbano”.
Essa diminuição ajudaria no desenvolvimento sustentável da cidade, já que são descartados diariamente na Região Metropolitana de Belém cerca de 16 mil toneladas de resíduo do fruto processado do açaí. Apenas na grande Belém, são comercializadas mensalmente cerca de 30 toneladas de açaí de acordo com o Dieese/PA, tornando o fruto um dos mais consumidos no Estado. A coleta do caroço de açaí ocorre nas feiras livres de Belém, mais especificamente em pontos de batida de açaí.
Segundo o pesquisador, o projeto é uma tentativa sustentável de empregar um elemento tão comum na nossa culinária no ramo da engenharia. “O caroço de açaí adicionado ao concreto torna a permeabilidade muito maior”, explica o professor, informando que esse tipo de concreto é utilizado para pavimentação de calçamentos pisos de estacionamento.
FABRICAÇÃO
O processo de fabricação do concreto permeável é bem simples, sendo o mesmo utilizado para a fabricação do concreto permeável tradicional, feito apenas com seixo. Durante o processamento parte do seixo da massa é retirado e colocado o caroço da fruta. “Ainda não temos como levantar os custos reais. Contudo, certamente será mais barato porque substitui parte do seixo por material gratuito e que encontramos facilmente em toda a cidade”, coloca.
Os primeiros resultados do projeto já foram apresentados no 3º Congresso Luso-Brasileiro de Materiais de Construção Sustentáveis (CLBMCS 2018), realizado em fevereiro deste ano em Coimbra (Portugal). “Foi uma experiência engrandecedora para a nossa futura profissão, pois apresentamos estes trabalhos para mestres e doutores da engenharia. A ideia foi bem aceita, elogiada e recebemos algumas críticas construtivas para a melhoria da nossa pesquisa”, avalia o futuro engenheiro Rodrigo Ferreira. A pesquisa gerou até o momento 3 artigos científicos.
“O caroço de açaí adicionado ao concreto torna a permeabilidade muito maior” – Mike da Silva (Engenheiro Civil)
TRABALHO
O projeto foi idealizado por Mike Silva em 2016 após um trabalho acadêmico na disciplina de materiais de construção. A pesquisa começou no início do ano passado junto como também professor Emerson Rodrigues. Os dois se juntaram aos estudantes Fernanda Viana, Izabelle da Silva, Roberto da Silva e Rodrigo Ferreira.
Como a técnica é inovadora e ainda está em fase bem inicial, ainda não foi patenteada. Também deve demorar um tempo para encontrarmos o concreto permeável nas lojas de construção do Estado. “A tecnologia é nova e ainda existe a necessidade de avaliar a durabilidade do concreto”, diz Mike.
Fonte:A Província Do Pará

Bolsonaro diz que, se fosse Temer, vetaria reajuste para magistrados

Bolsonaro diz que, se fosse Temer, vetaria reajuste para magistrados

Agência Brasil - 10/11/2018 - 19:50
Bolsonaro disse que, se fosse o presidente Temer, vetaria aumento de 16% sobre salários dos magistrados e da Procuradoria-Geral da República (Arquivo/José Cruz/Agência Brasil)
O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que, se fosse o presidente Michel Temer, vetaria o reajuste de 16% sobre o salário dos magistrados e da Procuradoria-Geral da República com base na Lei de Responsabilidade Fiscal.
A afirmação foi feita hoje (10) em entrevista a uma emissora de televisão, cuja gravação foi publicada nas redes sociais de Bolsonaro.
Aumento de salários do STF: O Brasil dos marajás pilantras.
Questionado pelo repórter, o futuro presidente disse que, se a decisão estivesse em suas mãos, vetaria o aumento.
“Agora, está nas mãos do presidente Temer, não sou o presidente Temer, mas se fosse, acho que você sabe qual seria minha decisão. Não tem outro caminho, no meu entender, até pela questão de dar exemplo. Eu falei antes da votação que é inoportuno, o momento não é esse para discutir esse assunto. O Brasil está numa situação complicadíssima, a gente não suporta mais isso aí, mas a decisão não cabe a mim. Está nas mãos do Temer. Eu, por enquanto, sou apenas o presidente eleito”, disse.
Jair Bolsonaro voltou a dizer que o STF “é a classe que mais ganha no Brasil, a melhor aquinhoada”, e que o reajuste do salário dificulta o discurso a favor da reforma da Previdência. “E complica pra gente quando você fala em reforma da Previdência, onde você vai tirar alguma coisa dos mais pobres, você aceitar um reajuste como esse”, afirmou.
O presidente eleito descartou que o Congresso vote esse ano uma emenda constitucional para alterar a Previdência, o que demandaria a suspensão da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.
Bolsonaro negou que vá usar a reforma da Previdência apresentada por Temer e ressaltou que recebeu propostas de mudanças na legislação infraconstitucional que já tramitam no Congresso, mas que só deve apresentar uma proposta quando assumir o mandato.
“Se nós bancarmos uma proposta dessa e formos derrotados [este ano], você abre oportunidade para a velha política vir pra cima de nós. (…) Eu tenho que começar o ano que vem com a nossa proposta e convencer os deputados e senadores a votar a nossa proposta. E tem que ser de forma paulatina, não pode querer resolver de uma hora para outra essas questões”, disse.
Em outro momento da entrevista, o presidente eleito disse que mudanças nas regras da aposentadoria devem respeitar os direitos adquiridos dos trabalhadores.
“Nós temos compromisso, temos contrato, as pessoas começaram a trabalhar lá atrás, ou já trabalharam, tinham um contrato, e você tem que cumpri-los, do contrário você perde a sua credibilidade”, afirmou.
Sobre a questão fiscal, afirmou que orientou sua equipe econômica para aumentar a arrecadação sem elevar impostos. Disse, ainda, que vai buscar maior abertura comercial para o país como forma de estimular a economia.
“A situação é crítica. Eu apelo a todos. Nós não queremos que o Brasil se transforme numa Grécia [que enfrentou recentemente grave crise econômica]. E a tendência, se nada for feito, e não tivermos a colaboração de todos, sem exceção, nós chegaremos a esse ponto”, afirmou.

Balanço da transição

Na entrevista, o presidente eleito fez um balanço dos primeiros dias de transição de governo e as visitas institucionais que realizou na última semana, como o encontro com o presidente Temer, comandantes militares, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e uma solenidade no Congresso Nacional, além da visita na qual recebeu embaixadores de vários países.
Ao comentar a indicação da deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura, ele observou o fato de atender uma demanda da bancada do setor no Congresso Nacional.
“Pela primeira vez na história da Câmara, tivemos uma ministra indicada pelos parlamentares do agronegócio e da agricultura familiar. Geralmente, aquele ministério ficava com um partido e atendia apenas os seus filiados”, finalizou.
Fonte: MONEY TIMES