quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Leilão de diamante raro bate recorde


Leilão de diamante raro bate recorde

Diamante rosa de 19 quilates, chamado de Legado Rosa, é arrematado por 50 milhões de dólares. Pedra foi descoberta há cerca de um século numa mina na África do Sul.O diamante rosa, chamado de Legado Rosa, foi leiloado nesta terça-feira (13/11) por 50 milhões de dólares, mais de 187 milhões de reais. Segundo a casa de leilões Christie’s, o Legado Rosa bateu o recorde no valor arrecado por quilate para uma pedra deste tipo e coloração.
Legado Rosa é uma pedra rara
Legado Rosa é uma pedra rara
Foto: DW / Deutsche Welle
“2,6 milhões de dólares por quilate é um recorde mundial. Essa pedra é para mim o Leonardo da Vinci dos diamantes”, destacou o diretor da Christie’s na Europa, François Curiel.
Antigamente, o Legado Rosa pertenceu à família Oppenheimer, que durante décadas dirigiu a empresa mineradora de diamantes De Beers. A casa de leilão se recusou a dizer o nome do atual vendedor e afirmou que apenas quatro diamantes rosa com mais de 10 quilates já foram oferecidos em leilões.
O Legado Rosa foi comprado pela marca de luxo americana Harry Wilson. A pedra de corte retangular foi classificada com cor extraordinária, a mais alta na escala de intensidade de coloração. Ela está ainda entre as gemas mais quimicamente puras.
Segundo a Christie’s, o diamante foi descoberto há cerca de um século numa mina na África do Sul e, provavelmente, foi lapidado na década de 1920. O corte retangular é raro em diamantes coloridos.
CN/afp/rtr/ap
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Fonte: Terra

Luiz Barsi: “Estou comprando ações…e muito!”

Luiz Barsi: “Estou comprando ações…e muito!”

                   14/11/2018 - 
Barsi
Luiz Barsi, um dos mais bem-sucedidos investidores na Bolsa brasileira e visto como um guru por muitos, está aproveitando o momento atual para comprar, e comprar muito, na Bovespa. Em um entrevista concedida ao Money Times nesta quarta-feira (14), o megainvestidor opinou sobre o novo governo de Jair Bolsonaro direto de sua mesa de operações na corretora Elite Investimentos, no centro de São Paulo, entre várias paradas para, como ele disse, “comprar muito”.
Confira a entrevista:
Como o Sr. tem visto a composição da equipe econômica deste novo governo?
Eu vejo como qualquer brasileiro está “sentimentalizando”. O que eu digo é que todos os escolhidos alimentam uma determinada esperança. Você pode até chamar “o que morreu na Cruz”, mas se não tiver um consenso entre todos eles não vamos melhorar esse país. Você pode poder por o Joaquim Levy e o Paulo Guedes se no Congresso não está acordado.
O ministro tem um desejo, mas é diferente realizá-lo. Gostaríamos, por exemplo, que não tivesse nenhuma aposentadoria de R$ 10 mil, R$ 15 mil, mas que fosse uma Previdência para se sustentar na velhice. Não uma para enriquecer, como os ministros do STF.
O que eles fazem para gerar riqueza? Não sou revolucionário, mas ficamos tristes porque que não existe um poder para barrá-los. Vou torcer muito para que o nosso Presidente, em quem eu também votei,  consiga fazer alguma coisa. Estou verificando que fazer vai ser difícil. Há questão de alguns dias, vimos o presidente do Senado acionar um mecanismo que gerou um custo extraordinário para nós.
Esta não será o mesmo Congresso…
Concordo, mas não posso deixar de avaliar que não terá tantas flores que se cheirem. Vamos ver se a gente nova vai conseguir sensibilizar os demais para deixar que os agentes econômicos possam caminhar livres para gerar riqueza.
O sr não parece muito otimista
A minha opinião é: Não me preocupo com o mercado. Porque eu me preocupo com as empresas. Seja qual for o mercado. Um exemplo prático: ninguém para de beber água, telefonar, usar energia elétrica. Isso vai continuar. O preço em bolsa é um fator psicológico. O mercado sofre a influência de fatores que são aleatórios e não estruturais. A ação da Petrobras estava custando R$ 19, foi para R$ 28 e agora está em R$ 24.O preço oscila nas circunstâncias.
(Pausa para comprar ações. “A este preço compra tudo”)
O sr. entrou em novos investimentos após a confirmação de Bolsonaro Presidente?
Eu compro quando os papéis caem e, estando dentro do cardápio, eu aumento a minha posição. O mercado de ações no Brasil é  de oportunidades. Não digo que é Petrobras, Banco do Brasil e Vale.
Então quais são?
As que vão subir…estou comprando. E comprando muito.
O que o sr. falaria para o investidor que está fora da Bolsa? Ainda dá para entrar?
Entre o mais rápido possível e compre papéis que você se sinta investidor e parceiro. As que paguem dividendos, tenham perenidade e que ostentem a sustentabilidade. Não tem coisa melhor no mundo do que ações.
Fonte:  MONEY TIMES


terça-feira, 13 de novembro de 2018

Minérios de Cobre


Minérios de Cobre

Os principais minerais de sulfuretos de cobre são calcopirita (CuFeS2) calcocita (Cu2S), covelita (UCs), bornita (Cu5FeS4), tetraedrita ((Cu, Fe) 12Sb4S13) e enargita (Cu3AsS4). A maior fonte de cobre é a partir de depósitos de minério de pórfiro em que ocorre um ou uma combinação dos minerais acima mencionados. O minério típico de sulfureto de cobre contém vários níveis de tipos de sulfureto de ferro, que geralmente incluem a pirita (FeS2) e pirrotita (Fe1-xS). Ouro e prata estão frequentemente presentes o que pode ser livre ou em associação com sulfuretos. As partículas da ganga podem consistir em um variedade de minerais de silicatos desde o quartzo a talco e argilas. Ganga mineral de carbonatos também pode estar presente.
Quando libertados, os minerais comuns de sulfureto de cobre são relativamente fáceis de flutuar. Quando não existem imperiosos problemas metalúrgicos, o foco está na produção de um grau de concentrado de cobre suficientemente elevado. Frequentemente o problema de controlo do grau primário relaciona-se com minerais de sulfureto de ferro uma vez que estes também flutuam com o cobre, diluindo graus de concentrado de cobre. Isto é relacionado com: 1) os níveis minerais de sulfureto de ferro são normalmente muito mais altos do que a concentração do cobre, 2) os coletores de flotação de sulfureto podem fazer bem a flotação de sulfuretos também, 3) a libertação pode ser um problema ao tornar difícil a separação de ferro e cobre, e 4) as partículas finas são frequentemente difíceis de separar. Um desafio frequente e irritante é que os metais preciosos (ouro e prata) estão muitas vezes presentes em sulfetos de ferro e a rejeição destes minerais têm impacto na economia.
As lamas da ganga (geralmente argilas e talco) podem ser um problema por causa da aderência preferencial às superfícies das bolhas que “expulsam” a recolha de mineral de cobre para as bolhas. O mau posicionamento das lamas de ganga para concentra também pode representar problemas de diluição de concentrado significativos, assim como exigir tempos de permanência de flotação muito mais elevados para garantir alta recuperação de minerais de cobre. Numa instalação onde a capacidade de flotação é fixa, isto significa inferiores recuperações de cobre. São frequentemente utilizados dispersantes como silicato de sódio, poliacrilatos, e hexametafosfato de sódio para minimizar a aderência das lamas de ganga fina às bolhas e minimizar o impacto na recuperação do cobre. Em alternativa, CMC (carboximetilcelulose), dextrina, ou amidos podem ser depressores eficazes de lamas de ganga.
A descompressão mineral de sulfureto de ferro é normalmente controlada com adição de cal em níveis tão altos de pH como 11+. Enquanto algumas operações fazem a flotação em pH natural, pelo menos no desbaste, nestes casos a seleção da combinação de reagentes a flutuabilidade relativa da pirita é controlável. Mesmo quando é utilizado pH natural no desbaste, as fases de flotação de limpeza são normalmente realizadas a um pH mais elevado para garantir a descompressão do sulfureto de ferro. Quando se encontra presente ouro de valor significativo, infelizmente a cal também pode reduzir as recuperações de ouro especialmente se estiver livre ou associado a minerais de sulfureto de ferro.
O cianeto também pode ser um bom descompressor de sulfureto de ferro, onde a utilização for permitida, mas o cianeto pode solubilizar os íons de metal que podem ativar um abrangente gama de minerais de sulfureto de minério que podem ter impacto negativo na seletividade da flotação. Em alguns casos, podem ser utilizado carbonato de sódio ou soda cáustica para controlar a seletividade de flotação. Outra opção que tem sido benéfica é a utilização de ventilação prévia da polpa que pode provocar oxidação em superfícies mais reativas do sulfureto mineral tornando-as menos flutuáveis; claro que a eficácia desta técnica está dependente das características da mineralização e dos circuitos.
Os reagentes padrão do coletor de flotação de sulfureto de cobre são coletores da classe de tiólicos baseados em enxofre, que podem ser agrupados nas principais famílias de xantato, ditiofosfato, tionocarbamato e tiocarbamato.
Outros produtos químicos também são eficazes e preenchem classes distintas, mas como característica comum geral, estes átomos de enxofre têm, geralmente, uma ligação dupla na sua estrutura através da qual é realizada a ligação química às superfícies de minerais de cobre. A seleção eficaz do reagente do coletor de flotação depende dos minerais presentes no sulfureto, das suas associações minerais ao minério e das características do circuito. Como um minério normalmente possui mais de um tipo mineral de sulfureto de cobre, é frequentemente usada uma combinação de coletores de flotação de sulfuretos para maximizar o desempenho metalúrgico. Estes são adicionados em separado ou como se está a tornar comum, são fornecidos como produtos misturas para otimizar a flotação.
Os formadores de espuma são uma consideração importante do conjunto de reagentes de flotação. Os produtos químicos emulsionadores são muito abrangentes e incluem geralmente álcoois de diferentes estruturas e pesos moleculares, aldeídos/ésteres e glicóis com estes utilizados isoladamente e como misturas. Estes alteram a tensão da superfície das bolhas que impacta o tamanho de formação das bolhas, a hidrodinâmica da superfície das bolhas, e a capacidade de carga mineral na superfície da célula todas as quais impactam a flotação e otimização de sulfureto de cobre. Muitas vezes a combinação coletor-emulsionador deve ser considerada e avaliada para otimizar o desempenho do circuito de flotação.
Os minerais oxidados (“manchados”) colocam problemas de recuperação da flotação que são frequentemente significativos. Sempre que os minerais oxidados são uma questão perceptível, as opções de tratamento incluem alterações do coletor de flotação e sulfetização com metabissulfito ou SO2.
A flotação de sulfuretos de reais minerais de óxido de cobre (como malaquita, azurita) não é possível com coletores de flotação mineral de sulfídrica e ou é necessário outro tipo de coletores de óxido ou devem ser consideradas rotas alternativas de beneficiamento de minerais deve ser considerada.
Fonte: DanaFloat

Conselho da Vale deve aprovar US$1 bi para expansão de mina de cobre, dizem fontes


Conselho da Vale deve aprovar US$1 bi para expansão de mina de cobre, dizem fontes




O Conselho de Administração da Vale está próximo de aprovar investimentos de 1 bilhão de dólares para a expansão da mina de cobre Salobo, disseram duas pessoas com conhecimento do assunto, na medida em que a maior produtora de minério de ferro do mundo procura diversificar e tirar vantagem da crescente demanda internacional pelo metal.
Um e-mail sobre a iminente aprovação foi enviado internamente na semana passada, de acordo com uma das fontes, que não foi autorizada a discutir a questão publicamente. Uma segunda pessoa disse que a expansão estava no planejamento, devendo ser aprovada em uma reunião do conselho no dia 24 de outubro, data em que também serão divulgados os resultados do terceiro trimestre.
A mina Salobo, no Estado do Pará, começou suas operações em 2012 e produz cerca de 200 mil toneladas anualmente.
A Vale não quis comentar o assunto nesta segunda-feira. A Bloomberg reportou na semana passada que a mineradora estava próxima de aprovar a expansão. O crescente mercado de veículos elétricos e a escassez de projetos de mineração deram gás à demanda pelo metal.
A Vale, cujo fluxo de caixa subiu nos últimos trimestres, já que seus preços do minério de ferro tiveram um rali, tem ponderado se deve gastar recursos em diversificação ou remunerar os acionistas com aumentos nos dividendos ou recompras, disseram fontes próximas do assunto. A empresa tem dito publicamente que quer aumentar o seu negócio de metais básicos, especialmente o níquel, cobre e cobalto.
Fonte: Terra

Mineradora Nyrstar afunda mais de 37%. Analistas recomendam “abandonar o barco”


Mineradora Nyrstar afunda mais de 37%. Analistas recomendam “abandonar o barco”

A multinacional belga Nyrstar, que actua na área da mineração e fundição de zinco e chumbo, está a afundar na bolsa de Bruxelas, devido aos receios de que a empresa não tenha capacidade de refinanciar obrigações que vencem no próximo ano.  Os títulos afundam 37,18% para 78,9 cêntimos, elevando para mais de 51% a queda acumulada nas últimas cinco sessões.
“Abandonem o barco” é o conselho que os analistas do ABN Amro Group estão a dar aos investidores da mineradora, que é a maior empresa europeia de fundição de zinco. Philip Ngotho, analista do banco holandês, acredita que a empresa está inevitavelmente a caminho de uma reestruturação de dívida e que as acções vão valer praticamente nada, o que se traduzirá num grande golpe para o Trafigura Group, o maior accionista da mineradora.
A expectativa pessimista dos analistas está reflectida no preço-alvo que atribuem às acções da companhia belga, de apenas 1 cêntimo. Com 340 milhões de euros de dívida que vence em Setembro do próximo ano, a atenção dos investidores está agora voltada para a possibilidade de a Trafigura ajudar a refinanciar a empresa, de acordo com a Bloomberg. ”O cenário mais provável é uma troca de dívida por acções, possivelmente em combinação com uma colocação privada de acções para a Trafigura”, afirmou Ngotho, numa nota citada pela agência noticiosa. “Acreditamos que a Trafigura tentará manter uma participação de 20% na Nyrstar”.
A empresa anunciou recentemente que as suas receitas cresceram 11% para 2.932 milhões de euros nos primeiros nove meses deste ano, ao passo que o EBITDA caiu 17% para 134 milhões de euros. Já a dívida situava-se em 1.137 milhões de euros a 30 de Setembro.
Na apresentação de resultados do terceiro trimestre, a Nyrstar justifica o fraco desempenho da actividade de produção de zinco com a escalada das tensões entre os Estados Unidos e outros parceiros comerciais, com destaque para a China, que levou a um sell-off nos metais no terceiro trimestre.
Fonte: Jornal de Negócios