quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Supercomputador que imita o cérebro humano é ligado

Supercomputador que imita o cérebro humano é ligado


Supercomputador que imita o cérebro humano é ligado
Parece um supercomputador normal, mas não é: este funciona imitando o cérebro humano. [Imagem: Universidade de Manchester]
Spinnaker
O maior supercomputador neuromórfico do mundo - projetado e construído para funcionar da mesma maneira que um cérebro - está sendo ligado pela primeira vez, com nada menos do que um milhão de núcleos processadores.
O supercomputador, chamado Spinnaker, será capaz de completar mais de 200 milhões de ações por segundo graças a nada menos do que um milhão de núcleos processadores, cada um deles tendo 100 milhões de componentes.
Spinnaker é um acrônimo para Spiking Neural Network Architecture, algo como arquitetura de rede neural por picos de tensão, em referência aos "disparos" elétricos das sinapses, que fazem a comunicação entre os neurônios.
O projeto é a parte de hardware (Plataforma de Computação Neuromórfica) do Projeto Cérebro Humano.
Supercomputador neuromórfico
O SpiNNaker é único porque, ao contrário dos computadores tradicionais, ele não se comunica enviando grandes quantidades de informações de um ponto A para um ponto B através de uma rede padrão. Em vez disso, ele imita a arquitetura de comunicação massivamente paralela do cérebro, enviando bilhões de pequenas quantidades de informação simultaneamente para milhares de destinos diferentes.
A equipe vem trabalhando há 20 anos no projeto, dos quais 10 foram gastos na concepção e outros 10 anos na construção dos chips neuromórficos e em sua interligação.
Com a nova máquina, o objetivo é modelar até um bilhão de neurônios biológicos em tempo real. Para se ter uma ideia de escala, um cérebro de camundongo contém cerca de 100 milhões de neurônios, enquanto o cérebro humano é mil vezes maior. Ou seja, um bilhão de neurônios equivale a cerca de 1% do cérebro humano, que são interconectados através de aproximadamente 1 quatrilhão (1 seguido de 15 zeros) de sinapses.
"Nós essencialmente criamos uma máquina que funciona mais como um cérebro do que como um computador tradicional, o que é extremamente estimulante. O objetivo final do projeto sempre foi um milhão de núcleos em um único computador para aplicações de modelagem cerebral em tempo real. Agora conseguimos, o que é fantástico," disse o professor Steve Furber, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, um dos idealizadores do supercomputador.
Supercomputador que imita o cérebro humano é ligado
Processadores neuromórficos do Spinnaker. [Imagem: Universidade de Manchester]
Entender o cérebro
E para o que servirá um computador com um milhão de núcleos processadores que imitam a maneira como o cérebro funciona?
Em vez de colocar o jeito de funcionar do cérebro a serviço da computação tradicional, a prioridade é antes o contrário. Um dos usos fundamentais do Spinnaker será ajudar os neurocientistas a entenderem melhor como funciona o nosso próprio cérebro. Ele fará isso executando simulações neurais em tempo real que simplesmente não são possíveis com os computadores eletrônicos tradicionais.
Por exemplo, versões iniciais do SpiNNaker foram usadas para simular o processamento em tempo real de alto nível em uma série de redes cerebrais isoladas, incluindo um modelo de 80.000 neurônios de um segmento do córtex, a camada externa do cérebro que recebe e processa informações dos sentidos.
Outra simulação envolve uma região do cérebro chamada gânglio basal, uma área afetada pela doença de Parkinson, o que significa um enorme potencial para avanços neurológicos, incluindo a simulação de novos fármacos.
Em áreas mais afeitas à computação tradicional, a plataforma SpiNNaker foi recentemente usada para controlar um robô - o SpOmnibot - capaz de interpretar informações visuais em tempo real e navegar em direção a objetos específicos, ignorando outros.

Em um teste preliminar, o processador neuromórfico superou um processador eletrônico tradicional.
Fonte:   Inovação Tecnológica

O LÁPIS-LAZÚLI

O LÁPIS-LAZÚLI

É a pedra (rocha) oficial do anel de formatura dos psicólogos, assim considerada a partir de 31 de março de 2006, pela Resolução nº 002/2006 do Conselho Federal de Psicologia brasileiro.


 

O Lápis-Lazúli (Silicato de alumínio e sódio com enxofre) é uma rocha cujo nome deriva do latim e árabe que significa “pedra azul”, em sua composição química encontramos os minérios:
  • lazurita (25% 40%);
  • silicato do grupo dos feldspatoides de fórmula química (Na,Ca)8(AlSiO4)6(S,SO4,Cl)1-2);
  • calcita (branca);
  • sodalita (azul); 
  • pirita (amarelo metálico);

É possível também conter: augita, diópsido, enstatita, mica, hauyinita, hornblenda, noseana e ainda podendo haver quantidades mínimas de loellingita. 

Encontrado geralmente em mármores cristalinos (metamorfismo de contato), o lápis-lazúli em sua melhor cor é o azul intenso, com pequenos grãos de pirita dourada. 

ATENÇÃO NA HORA ESCOLHER SEU LÁPIS-LAZÚLI: pois, para ser valioso, não deve haver nenhum veio (risco ou estria) de calcita (minério geralmente de cor branca, podendo ser ainda na cor verde ou alaranjado) e as inclusões da pirita (minério dourado, muitas vezes confundido com ouro) devem ser pequenas. Observe as figuras, a primeira é uma Lápis-Lazúli de baixa qualidade e a segunda é uma Lápis-Lazúli de altíssima qualidade:

No entanto, os grãos de pirita são importantes para identificar a pedra como genuína e não diminuem o seu valor, ou seja, o que diminui mesmo o seu valor é a calcita.

Calcita
Pirita

CUIDADO: é muito comum o Lápis-Lazúli, de qualidade inferior, ser tingido para melhorar sua cor, estes ficam na maioria das vezes muito escuros, com um tom de azul-acinzentado, portanto não se deixem enganar.

A rocha pode ser encontrada no Afeganistão (Badakshan, Shortugai, sendo que estas minas são as mais antigas do mundo, podendo ter fornecido aos Faraós e Sumérios); são também encontrados nos Andes perto de Ovalle, no Chile, onde são geralmente mais pálidos que o azul-escuro, na Bahia (Brasil) e em outras fontes menos importantes.

O Lápis-Lazúli pode ser usado em joias, caixas, mosaicos, vasos, ornamentos. Tendo sido muito usado na arquitetura de palácios e igrejas, e como método de pintura oriental, até mesmo como tinta-a-óleo no Renascimento. Já foi chamado de safira e, para os Romanos, era um afrodisíaco.

O Olho de Horus
NA HISTÓRIA EGÍPCIA 


Máscara de Tutancâmon
 
Pó de Lápis-Lazúli




O Lápis-lazúli, no Egito antigo, era usado em amuletos e ornamentos (assim como os também pelos assírios e pelos babilônicos), escavações egípcias que datam de 3000 a.C. continham milhares de artigos como joias e objetos feitos da rocha. O pó do Lápis Azul era usado pelas egípcias como uma sombra cosmética para o olho. Na forma de um olho ajustado no ouro (O olho de Hórus), foi considerado um amuleto de grande poder.


Bracelete: Escaravelho de Lápis-Lazúli
PARA IDENTIFICAR O LÁPIS-LAZÚLI
  • Cor: azul, mesclado com branco da calcita (quanto menor quantidade melhor a qualidade) e grãos dourados da pirita (que serve identificar a rocha)
  • Forma: compacto, maciço
  • Densidade: 2.7 a 3.0 gramas por centímetro cúbico
  • Dureza: 5 - 5.5
  • Brilho: baço
  • Fratura: desigual
  • Sistema cristalino: não há, lápis é uma rocha. Lazurite, o principal constituinte, frequentemente ocorre como um dodecaedro. Não existe Lápis-Lazúli transparente, como cristal, por exemplo.
  • Clivagem: não tem
  • Transparência: opaca
  • Índice de refração: 1.5


OUTRAS CURIOSIDADES
  • O lápis-lazúli é a pedra nacional do Chile.
  • Fonte: CPRM

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

TURMALINAS

Turmalinas



Turmalina melancia
Os minerais do grupo da turmalina constituem um dos mais complexos grupos de silicato.Trata-se de um grupo de silicatos de boro e alumínio, cuja composição é muito variável devido às substituições isomórficas (em solução sólida) que podem ocorrer na sua estrutura. Os elementos que mais comumente participam nestas substituições são o ferro, o magnésio, o sódio, o cálcio e o lítio existindo outros elementos que podem também ocorrer.
A turmalina não possui clivagem. Seu hábito é prismático. A sua fractura é subconcoidal a regular. a densidade é mais elevada nas espécies portadoras de ferro. A turmalina cristaliza no sistema trigonal e apresenta-se geralmente sob a forma de cristais de longos e delgados a prismáticos e colunares grossos geralmente com secção triangular. É interessante notar que as terminações dos cristais são assimétricas (hemimorfismo). A turmalina é distinguida pelos seus prismas de três faces; nenhum outro mineral comum apresenta três faces. A turmalina apresenta uma grande variedade de cores. Geralmente as ricas em ferro vão desde o preto ou preto-azulado ao castanho escuro; aquelas ricas em magnésio são castanhas a amarelas e as turmalinas ricas em lítio apresentam-se praticamente em todas as cores do arco-íris,. Muito raramente são incolores. Os cristais bicoloridos e multicoloridos são relativamente comuns, refletindo variações da composição do fluido durante a cristalização. Os cristais podem ser verdes numa extremidade e cor-de-rosa na outra ou verdes no exterior com interior cor-de-rosa (este último tipo é por vezes chamado turmalina melancia).


 Dureza (Escala de Mohs):7 a 7,5

Turmalina bruta
Gema de turmalina bruta













Estrutura cristalina da turmalina
Turmalina Paraíba 



As turmalinas são gemas que podem ser encontradas em quase todas as cores do arco-íris (do branco ao negro, inclusive existindo gemas incolores), mas os cristais de turmalina paraíba possuem tonalidades inigualáveis de azul e verde entre as turmalinas, assemelhando-se a cores vistas apenas nas asas de algumas borboletas, em conchas marinhas e nas penas de pavão (algumas apatitas podem ter coloração parecida). É freqüente que se usem termos como “azul pavão”, “azul turquesa” ou “azul e verde neon” para descrever essas cores tão chamativas. A turmalina Paraíba também pode ser encontrada em lindas cores púrpuras e vermelhas, além de em azul profundo (como o de safiras de boa qualidade) e verde mais escuro (como o de esmeraldas de boa qualidade).
Diferindo de outras turmalinas, enquanto a coloração das turmalinas tradicionais resulta da presença de átomos de ferro, cromo, vanádio e manganês em sua estrutura, a turmalina Paraíba deve sua coloração verde e azul principalmente à presença de pequena quantidade de átomos de cobre (podendo receber a denominação mineralógica de “elbaíta cúprica”) e as cores vermelho e púrpura a átomos de manganês.
Apesar dos reduzidos resultados obtidos, a demanda pelo material é tão intensa e seu valor tão elevado que a exploração persiste sempre na esperança de se encontrar um novo filão e reativar o comércio.

A estrutura de turmalina é caracterizada por anéis de seis membros tetraédrico (sites T) cuja apical oxigênios apontar para a (-) c-pólo, produzindo a natureza acêntricos da estrutura.

Fonte: DNPM

“Tsumoney” de R$ 451 bilhões pode invadir o mercado com Bolsonaro

“Tsumoney” de R$ 451 bilhões pode invadir o mercado com Bolsonaro

                 14/11/2018 - 
Um caminhão de dinheiro travado para ser investido em ativos financeiro pode, enfim, entrar no Brasil. Após anos de um elevado prêmio de risco político sobre os papéis por aqui, a eleição de um governo amigável ao mercado tem tornado o País mais atraente para o capital que exige uma incerteza menor. É este o cenário que está sendo traçado com a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência e que pode resultar em aproximadamente R$ 451 bilhões, segundo cálculos do BTG Pactual.
“À medida que as políticas econômicas do novo presidente se tornam claras, esperamos que as alocações nas ações brasileiras aumentem. O aumento da confiança dos investidores na capacidade do governo de lidar com seus problemas fiscais deve baixar as taxas de juros reais de longo prazo, tornando as ações mais atraentes. De fato, as taxas de longo prazo já caíram nos últimos meses, antecipando o compromisso do novo governo em reduzir o déficit fiscal”, explicam os analistas Carlos Sequeira e Bernardo Teixeira.
Mas de onde vem tanto dinheiro? O banco explica que os números da EPFR (Emerging Portfolio Fund Research), que acompanha os fluxos de recursos de fundos no mundo,  revelam que em setembro de 2018 apenas 0,37% do dinheiro dos fundos globais estava alocado no Brasil, comparado a 1,4% em outubro de 2014 – pouco antes de Dilma Rousseff ser reeleita Presidente. Os recursos dos fundos globais estiveram em 6,4%, contra 11,1% em outubro de 2014.
“Nossos cálculos atualizados indicam que as entradas de fundos mútuos de ações internacionais em ações brasileiras podem ser enormes. Supondo que as alocações retornem aos níveis de outubro de 2014 e com base nos atuais ativos sob gestão de todas as categorias de fundos, estimamos que R$251 bilhões (US$ 68 bilhões, ou 39 dias úteis) poderiam fluir para as ações brasileiras”, destaca o relatório.
Além disso, os dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que medem a exposição dos fundos locais, mostram que a alocação de ações dos fundos locais está em níveis bastante baixos. Contudo, com as taxas de longo prazo em queda, os ingressos de ações dos fundos locais estão em alta.
“Se os gestores locais aumentarem suas alocações de ações para os níveis vistos no final de 2014, ou seja, dos atuais 9,2% para 11,9%, então os fluxos extras totalizariam R$ 100 bilhões (US$ 27 bilhões). E, se a ponderação das ações nas carteiras dos fundos locais retornar à média de 2011-13 (14%), então poderíamos estar falando de R$ 200 bilhões (USD54bn) em fluxos extras”, conclui.
Fonte: MONEY TIMES

Produção de Ouro da Kinross em Paracatu tem alta de 28%


Produção de Ouro da Kinross em Paracatu tem alta de 28%

A produção da Kinross Brasil Mineração, subsidiária da canadense Kinross Gold Corporation, no seu complexo minerário de Paracatu, chegou a 375,4 mil onças de ouro entre janeiro e setembro deste ano. O volume representou um aumento de 28% frente a 293,9 mil contas do metal produzidas no ano ativo no mesmo período de 2017.
A mineradora explicou no seu relatório de divulgação de resultados que a produção em Paracatu foi mais alta neste ano porque o teor do minério processado tinha maior grau de ouro presente. Além disso, no ano passado, especialmente no terceiro trimestre, a produção foi impactado pelo grave período de estiagem.
A extração da Kinross no ativo de Minas Gerais correspondeu por 32,5% de todo o metal produzido pela mineradora nas suas atividades nas Américas entre janeiro e setembro. Neste período, as vendas de ouro a partir da produção em Paracatu chegaram a 371 mil onças contra 293,4 onças nos mesmos meses de 2017, em um crescimento de 26,4%.
O custo de produção por onça de ouro processada na mina de Paracatu foi reduzido neste ano. No acumulado até setembro, o custo foi de US$846 por onça, 0,9% menor do que nos mesmos meses do exercício passado, quando o custo por onça do metal produzido foi de US$853.
Usinas: A mineradora explicou que um dos motivos para a redução dos custos foi a aquisição das duas usinas hidrelétricas durante o terceiro trimestre de 2018, além de várias cambiais favoráveis. A compra das usinas que pertenciam ao grupo Gerdau movimentou US$253,7 milhões e foi concluída ao final de julho. As usinas, que juntas têm capacidade de 155 megawatts, ficam em Goiás e viabilizaram o fornecimento de aproximadamente 70% da energia necessária para a operação no complexo de Paracatu. Além disso, a empresa informou que a aquisição permitiria a economia de até US$80 por onça de ouro produzida no ativo. As duas hidrelétricas são Barra dos Coqueiros (90 megawatts) e Caçu (65 megawatts), ambas localizadas no Rio Claro, em Goiás, a cerca de 660 km do complexo de Paracatu. Ambas as plantas estão em operação desde 2010 e as concessões operacionais de ambas vencem em 2037 cinco anos após a vida da mina de Paracatu terminar.
A mineradora, que tem ações negociadas nas bolsas de valores de Toronto e Nova York atua no Brasil nas atividades de pesquisa e desenvolvimento mineral, mineração, beneficiamento e comercialização de ouro. A companhia é a maior produtora de ouro do país, responsável por cerca de 25% do volume nacional. A sede administrativa da empresa está instalada na capital e as operações de lavra se concentram na mina Morro do Ouro, em Paracatu.
Fonte: Paracatu Net