quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Mourão confirma que governo estuda privatizar a BR Distribuidora

Mourão confirma que governo estuda privatizar a BR Distribuidora

Agência Brasil - 14/11/2018 - 
O vice-presidente eleito, Hamilton Mourão, negou hoje (14), na sua conta do Twitter, que defenda a privatização da Petrobras. Ele esclareceu que é favorável a privatizar a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.
“Esclarecendo qualquer possível dúvida quanto ao publicado pela imprensa hoje: em videoconferência com investidores reunidos ontem (13) nos EUA informei que o futuro governo estuda a possibilidade de privatizar a BR Distribuidora. Considero a Petrobras empresa patrimônio do Brasil.”
A BR Distribuidora é uma sociedade anônima de capital aberto, com sede na cidade do Rio de Janeiro, subsidiária da Petrobras.
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou anteriormente que pensa em privatizar algumas empresas e extinguir outras. Mas não mencionou áreas específicas que podem ser privatizadas.
Fonte: MONEY TIMES

Almahata Sitta: os diamantes que vieram do espaço

Almahata Sitta: os diamantes que vieram do espaço





Quando o carbono é submetido a imensas pressões e temperaturas elevadas ele pode se transformar em diamante. É assim no nosso planeta, em profundidades maiores que 120km de crosta quando as condições para a formação dos diamantes existem. É o chamado campo de estabilidade do diamante (veja o gráfico).

Esses diamantes são trazidos à superfície por rochas vulcânicas formadas a grandes profundidades: os kimberlitos e os lamproitos.

Campo de estabilidade do diamante
Aqui na Terra a quantidade de diamantes formada em profundidade é relativamente pequena, o que é confirmado pelos teores achados nos kimberlitos que geralmente são medidos em poucos quilates em cada cem toneladas de rochas.

No entanto, ao contrário da Terra, os astrônomos acreditam que alguns corpos celestes possam ter um núcleo formado quase que exclusivamente de diamante.

Em caso de explosão ou choque esses corpos poderiam “semear” meteoritos a base de diamantes por todo o sistema solar.

Imagine só encontrar um meteorito de diamante maciço...

A possibilidade da existência desses meteoritos diamantíferos é elevada e alimenta algumas empresas como a Planetary Resources, que planejam lavrá-los no espaço.

De volta a Terra, os geólogos sabem que diamantes podem, também, ser formados no impacto de meteoritos contra a superfície do planeta. Esses diamantes são extremamente pequenos e, muitas vezes são descritos como micro ou nanodiamantes.

Existem uns agregados de diamantes de baixa qualidade chamados carbonados que, por não terem associação com kimberlitos ou lamproitos podem ter uma origem extraterrena. Os carbonados encontrados na Bahia são os maiores agregados de diamantes jamais encontrados, atingindo mais de 3.000 quilates.

Era assim que os cientistas contavam a história dos diamantes vindos ou não do espaço: até a queda do meteorito Almahata Sitta em 7 de outubro de 2008.

Este meteorito foi o primeiro a ser detectado antes do choque e caiu no deserto do Sudão causando uma explosão cuja luz foi vista a 1.400km de distância.

As buscas foram intensas e os pesquisadores acharam centenas de fragmentos de um acondrito ureilítico com grãos carbonosos, espalhados em quilômetros de deserto (veja a foto).

Almahata Sitta o meteorito
Até então o Almahata Sitta era uma história corriqueira: mais um meteorito descoberto. Foi quando descobriram que os fragmentos do meteorito continham diamantes.

Não eram os tradicionais nanodiamantes, mas diamantes muito maiores do que os encontrados em meteoritos. A explicação genética para esses diamantes aponta para uma formação similar aos dos nossos diamantes terrestres: em grandes profundidades dentro de um corpo planetário (planetesimal) que se fragmentou nos primórdios do sistema solar.

Os resultados do estudo feito na Universidade de Hiroshima no Japão mostra que os diamantes foram fraturados em cristais menores que estão orientados da mesma maneira. Ou seja os diamantes eram parte de pedras maiores fraturadas no impacto.

A descoberta deste meteorito aumenta as expectativas das novas empresas de mineração espacial que, no momento, buscam financiamentos para serem lançadas.

Em breve veremos mais uma emocionante etapa da exploração mineral: a do espaço sideral.


Fonte: Geologo.com

Minério de ferro: economia em alta faz mineradoras americanas reabrirem antigas minas

Minério de ferro: economia em alta faz mineradoras americanas reabrirem antigas minas






Quando o minério de ferro atingiu US$39/t muitos acreditavam que seria o fim da maioria das minas e que somente a Vale, Rio Tinto, BHP e Fortescue sobreviveriam.

Ledo engano!

Os preços voltaram a aquecer, atingindo um pico de US$55/t. Esta súbita mudança de humor do mercado reaqueceu as esperanças e vários negócios, antes inviáveis, estão sendo novamente considerados.

O mais icônico de todos está ressurgindo agora: o renascimento da mina United Taconite da americana Cliffs Natural Resources.

Taconito é o nome dado pelos americanos a formações ferríferas a base de magnetita de baixíssimo teor.

Em média os taconitos têm entre 15 a 25% de ferro.

Para muitos geólogos esse minério era considerado “rejeito”, mesmo na época das vacas gordas. Mas, os americanos, que não são bobos, inventaram a pelotização e viabilizaram a lavra dos taconitos fornecendo quase todo o ferro às montadoras de Detroit, que hoje vive um verdadeiro renascimento.

Os estados dos Grandes Lagos, pejorativamente chamados de o cinturão da ferrugem pelos americanos céticos, está de volta e uma nova revolução industrial aquece a economia.

Este novo boom é alavancado pelos baixos preços dos combustíveis, em especial os derivados da exploração dos folhelhos (xistos), pelos juros baixos e pelo crescimento dos empregos nos Estados Unidos.  O setor automobilístico, que estava praticamente quebrado em 2008, vem experimentando sucessivas altas.

É o “pico do automóvel”. E o epicentro deste boom é a região de Detroit, que foi mais atingida pela recessão.

Somente no ano passado Detroit expandiu 9,8% graças a 89.300 empregos recentemente criados.

O crescimento americano conseguiu fazer o impensável, a reativação das minas de baixo teor: os taconitos.

Ontem a Cliffs anunciou o fechamento de um novo contrato com a siderúrgica ArcelorMittal para o fornecimento, por 10 anos, de pelotas de sua mina United Taconite. Esta mina estava fechada desde 2015, o que havia sido um duro golpe na Cliffs e seus empregados.

Agora mais de 450 mineiros estão sendo chamados para operar a mina, juntamente com geólogos, engenheiros e operadores.

A Cliffs está, também, fazendo o recall de outros 540 mineiros das minas fechadas de Silver Bay e Babbit.

Uma virada inesperada propiciada pela mineração criando mais uma gigantesca lufada de ar fresco na economia americana.

Fonte: CPRM/DNPM

Votorantim vai investir US$100 milhões na jazida Santa Maria, no Rio Grande do Sul

Votorantim vai investir US$100 milhões na jazida Santa Maria, no Rio Grande do Sul






Santa Maria é uma jazida de chumbo e zinco de baixo teor descoberta na década de 70 pelos geólogos da Companhia Brasileira do Cobre (CBC). Desde então várias empresas tentaram viabilizar esse projeto, mas nenhuma conseguiu.

Até chegar a Votorantim Metais.

A empresa pretende investir R$322 milhões no jazimento, o que criará em torno de 450 empregos diretos.

A ideia da Votorantim é de produzir, em três lavras a céu aberto, concentrados de chumbo, zinco e cobre.

A jazida se caracteriza por uma zona de alteração hidrotermal pervasiva onde ocorrem filões e disseminações de sulfetos de chumbo e zinco. Sta Maria, situada próximo as famosas Minas do Camaquã, terá uma vida útil de 20 anos.



Foto da cava de Camaquã 


Fonte: CPRM

Berílio: um metal do futuro

Berílio: um metal do futuro






Berílio é um desses metais que todos sabem que existe, mas poucos sabem quais são os seus usos.

Os berilos são a principal fonte do metal. Esses belos minerais hexagonais são originados nos pegmatitos de Minas Gerais e são amostras fundamentais em coleções de minerais. (foto).

Por ser muito leve, não magnético e maleável o berílio (Be) é usado em várias ligas, principalmente com alumínio e cobre que são usadas em várias aplicações. À medida que os avanços tecnológicos se acentuam mais aplicações para o berílio foram descobertas, aumentando exponencialmente o interesse da indústria.

Hoje o metal já é considerado um produto estratégico usado na telefonia celular, mísseis, indústria aeroespacial e reatores nucleares.

Apesar de sermos um dos maiores produtores de berilo, uma das principais fontes do berílio, não temos nenhuma planta de processamento do metal no Brasil. As principais estão nos Estados Unidos, Cazaquistão e China.

A Rússia deverá ser o mais novo membro deste clube e se prepara para produzir o metal, que vale US$500.000 por tonelada, no Siberian Chemical Combine.

Os russos já iniciaram um investimento cujo Capex deverá superar os US$40 milhões. Eles esperam produzir ainda em 2020.

As reservas mundiais de berilo e bertrandita ainda são especulativas.

Esses minerais são mais abundantes no Brasil, Madagascar, Rússia e Estados Unidos. Segundo cálculos altamente inferidos os recursos atingem 400.000t.

Que tal achar uma nova jazida de berilo no Brasil? As minas de esmeraldas talvez ainda tenham um grande volume de esmeralda (variedade de berilo) sem valor econômico, rejeitada, que pode interessar a compradores... 


Fonte: CPRM