terça-feira, 20 de novembro de 2018

MINÉRIO DE FERRO Exportações somam 258 milhões t

MINÉRIO DE FERRO

Exportações somam 258 milhões t

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Extração do Ferro e Metais Básicos (Sinferbase), as exportações de minério de ferro em setembro de 2018 somaram 31,873 milhões de toneladas, um aumento sobre os 29,762 milhões de toneladas do mesmo mês de 2017. Na comparação anual do acumulado até setembro, as exportações passaram de 254,663 milhões de toneladas, em 2017, para 258,075 milhões de toneladas neste ano. 
 
As vendas externas de pelotas cresceram de 3,168 milhões de toneladas, para 3,201 milhões de toneladas na comparação mensal e de 22,532 milhões de toneladas para 25,247 milhões de toneladas no acumulado até setembro.
 
Já as vendas de minério de ferro no mercado nacional caíram de 2,270 milhões de toneladas em setembro de 2017 para 2,257 milhões de toneladas em setembro deste ano. No acumulado até setembro, as vendas internas subiram de 19,323 milhões de toneladas, em 2017, para 21,392 milhões de toneladas neste ano.

Fonte: Brasil Mineral

Mudança de Hábito

“Para uma pessoa rica isolada da socialização vertical com os pobres, os pobres se tornam algo inteiramente teórico, uma referência de livros didáticos. Como mencionei no capítulo anterior, ainda estou para ver um decano bien pensant de Cambridge saindo para beber com taxistas paquistaneses ou levantando peso na companhia de falantes do dialeto cockney. A intelligentsia, portanto, sente-se no direito de lidar com os pobres como um constructo; uma construção puramente mental que eles mesmos criaram. Assim, eles se convencem de que sabem o que é melhor para eles.”
É Nassim Taleb, claro.
Quando vi a CVM lançando o programa “Precisamos falar sobre dinheiro”, por um momento me empolguei. Respeito muito a CVM. Seria conteúdo independente de qualidade, livre dos conflitos de interesse da indústria financeira tradicional. Supostamente, bom para a pessoa física. Então, me cadastrei lá no tal grupo de WhatsApp e encontrei o seguinte programa:
A esperança de um conteúdo estimulante para a pessoa física foi subitamente frustrada. Será que alguém quer mesmo receber uma mensagem cujo título é “Juros”? Ou, então, “Rotativo do cartão de crédito”? Quem sabe “Mudança de hábito”? Pessoas gostam de histórias, de imagens, de sonhos, de terem seus sentimentos provocados. Não é esse o tipo de comunicação realmente capaz de mudar comportamento.
Talvez ainda pior: ao entrar com um conteúdo entediante, o investidor pode se desinteressar pelo tema. Aquele que poderia um dia melhorar os hábitos de poupança e investimento se vê afastado do processo como um todo, porque acha aquilo difícil ou chato demais.
Até mesmo Warren Buffett tem lá suas três pastas em que arquiva as opções de investimento que lhe são apresentadas: “Yes”, “No”, “Too hard”. Se ele não entende algo em cinco minutos, vai para a caixa “Difícil demais”. E se não ama em dez minutos, aquilo vai para a pasta “Não”.
Entende a resistência que esse tipo de coisa pode causar? Uma má apresentação leva o hábito de investimento para a caixinha “No” (não) ou “Too hard” (muito difícil). Você tem uma única chance de se comunicar com o sujeito e não pode errar, sob o risco de tê-lo alijado daquela prática.
Os investidores potenciais não podem ser referências abstratas e teóricas. Essas são pessoas cujas decisões se apoiam fundamentalmente em sentimentos, mais até do que em elementos considerados estritamente racionais. As coisas são o que elas são, e não o que nós gostaríamos que elas fossem.
Preocupa-me ainda mais porque, sob uma pretensa disposição científica, que na verdade é apenas cientificista, os formuladores de política econômica e os reguladores querem tutelar o investidor pessoa física. Eles sabem, claro, o que é bom e ruim para o cidadão comum, mais do que o próprio sujeito. É o planejador central determinando as decisões dos indivíduos.
Veja que até mesmo no que supostamente seria a fronteira do conhecimento em Economia acontece o fenômeno. As Finanças Comportamentais, ramo agora queridinho de jornalistas, de pseudoestudiosos da teoria econômica e de outros ternos vazios metidos a descolados, já renderam dois prêmios Nobel de Economia (a rigor, não existe prêmio Nobel de Economia, mas vamos pular essa parte), inclusive do ano passado, dado a Richard Thaler.
Sim, eu gosto do cara – ele estará aqui conversando conosco no evento de aniversário da Empiricus, na próxima sexta. Mas seu livro “Nudge”, se não for interpretado com o devido cuidado, pode levar a prescrições de política econômica que considero bastante perigosas.
Como o indivíduo toma decisões pessoais desalinhadas à chamada racionalidade econômica estrita, poderia o planejador central, esse ser onipotente, determinar o que o cidadão deve fazer.
O que talvez escape a essa turma é que os testes feitos pelas Finanças Comportamentais são feitos em ambientes de laboratório, onde o indivíduo não está, de fato, com a própria pele em jogo. E isso muda tudo. Gerg Gigerenzer já formalizou o argumento ao apresentar a ideia da racionalidade ecológica, propondo que o único significado possível para a racionalidade precisa se ligar à sobrevivência – ora, dentro de um laboratório, a sobrevivência não está em jogo; e isso muda tudo.
Se você está no conforto do seu sofá, pode ser avesso ao risco. Se está no meio de uma guerra tomando tiro de todo lado, talvez precise ser amante do risco para sair dali – não há alternativa. Isso explica, por exemplo, porque a chamada aversão à perda não implica irracionalidade ou inconsistência das preferências, conforme querem apregoar.
Aqui, partimos do princípio de que falamos com pessoas, e não com concepções platônicas, abstratas e montagens didáticas construídas por livros-textos. São pessoas que querem aumentar seu patrimônio ou sua renda. Algumas delas já estão muito familiarizadas com investimento, sendo até profissionais do ramo. Outras estão começando e precisam de histórias, símbolos e narrativas para realmente mudar seu comportamento.
Qual imagem me vem à cabeça nesta ponte do feriado?
Na verdade, são duas. A primeira é um gráfico do Ibovespa em dólar, conforme abaixo. Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. Há motivos também nos gráficos para sermos otimistas com Bolsa.
Por outro lado, com o Ibovespa perto da máxima histórica depois da disparada da sexta-feira, outra imagem aparece bem na minha frente. É a do mito de Ícaro. Após não ouvir os conselhos do pai, Dédalo, Ícaro se aproximou demais do Sol e viu suas asas derreterem, caindo ao mar.
Nos momentos de euforia, o investidor vai ser tentado a aproximar-se do Sol, depois de ter ficado por muito tempo preso no labirinto do Minotauro. Para não acabar morto no mar Icário, aprecie com moderação.
Se a comunicação com o varejo tem por objetivo mudar comportamento e não somente cumprir um protocolo politicamente correto, ela pode – e deve – mexer com os sonhos, mas também precisa necessariamente falar dos riscos e de ponderação. Seus investimentos podem alçar voo, mas em nenhum momento podem abrir mão da proteção e da diversificação.
Mercados iniciam a segunda-feira realizando parte dos lucros da sexta e pressionados por certa aversão ao risco no exterior. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, fez duras críticas à China e trouxe de volta preocupações com guerra comercial. Apreensão com instabilidade em torno de Theresa May, depois do acordo em torno do Brexit, também marca presença.
Agenda doméstica traz IPC-S, prévia do IGP-M, vencimento de opções sobre ações e boletim Focus. Economista Roberto Castello Branco foi confirmado como novo presidente da Petrobras (SA:PETR4).


Fonte: MONEY TIMES

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

VEJA a abertura da ESTRATÉGIA de calendário e análise dos POZINHOS! A Ho...

Estados Unidos: Índice Dow Jones fecha em baixa de -1,56% nesta segunda-feira, 19 de novembro de 2018

NOVA IORQUE, 19 de novembro de 2018 (ADVNEWS) – O Dow Jones Industrial Average, principal índice de ações das bolsas de valores dos Estados Unidos, fechou o pregão desta segunda-feira cotado em 25.017,44 pontos – uma desvalorização de -1,56% em relação ao pregão anterior.
O Índice Dow Jones reflete o desempenho médio das cotações das ações de trinta das maiores e mais importantes empresas dos Estados Unidos. A composição do índice não obedece a nenhum critério de desempenho dessas ações nas bolsas de valores. O único critério respeitado é que os componentes sejam companhias norte-americanas líderes em seus segmentos de mercado.
Ao longo do dia, a cotação do índice oscilou pouco, registrando uma diferença de 491,63 pontos entre os valores mínimo (24.900,98) e máximo (25.392,61) obtidos pelo indicador. 
Fonte: ADVFN

Radiação gama torna quartzo brasileiro mais valioso

Radiação gama



Radiação gama torna quartzo brasileiro mais valioso


Defeito benéfico
O quartzo, mineral abundante em praticamente todo o território brasileiro, apresenta baixo valor comercial em seu estado bruto.
Quando submetido à irradiação, contudo, atinge um valor agregado médio cerca de 300% maior.
Estima-se que 70% da produção mundial de pedras preciosas tenham passado por tratamentos de beneficiamento.
Durante a irradiação, é gerado um defeito na estrutura cristalina do mineral, ou seja, na maneira como os átomos estão organizados na chamada rede atômicos, alterando o eletro do e o neutro sem influenciar no núcleo do átomo, assim a pedra não fica radioativa.
Esse "defeito benéfico" muda as propriedades físicas e ópticas do cristal, fazendo com que ele passe a absorver ou refletir outros comprimentos de onda da luz visível.
O resultado é que um cristal absolutamente sem-graça passa a ter uma coloração límpida e reluzente, muito mais valorizado no mercado joalheiro.
Quartzo irradiado

No Brasil, as pesquisas na área são feitas no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN). 
Segundo Cyro Teiti Enokihara, pesquisador do Centro de Tecnologia das Radiações do IPEN, da mina à vitrine o caminho é longo, mas a tecnologia de irradiação está se tornando um elemento fundamental no processo de beneficiamento do quartzo brasileiro.
Os melhores resultados, segundo Cyro, foram obtidos utilizando fontes de radiação gama, aplicadas em amostras de quartzo de qualidade geológica.
As melhores gemas artificialmente coloridas já obtidas pelos pesquisadores são verde amareladas, chamadas de green-gold, cor de mel (honey); cinza (fumê); laranja amarronzado (conhaque); preto (morion) e verde.
Todas essas gemas apresentaram boa qualidade e alta estabilidade, o que as torna valiosas no mercado joalheiro.
Processo de radiação
As pedras são colocadas em dispositivos onde são submetidas à radiação ionizante proveniente de fontes de cobalto-60. O irradiador foi desenvolvido com tecnologia nacional, sob a coordenação do professor Paulo Rella.

Processo de coloração
Mas não se trata unicamente de colocar um quartzo qualquer no aparelho e esperar que ficasse com a cor desejada Tudo depende da composição química do mineral. Depois da irradiação todas as pedras de quartzo ficam pretas como ônix. Depois são aquecidas a temperaturas que pode chegar ate 300 graus. Durante o aquecimento a cor vai variando ate volta a sua cor natural. Não se devem irradiar pedras lapidadas, pois com a lapidação provoca micros inclusões que serão aumentadas com a irradiação e posteriormente com a temperatura casado a perda da gema. O ideal e separar as pedras em estado bruto retirando pontas e inclusões visíveis, já que a irradiação que se paga por quilo. Um dos principais problemas dos pedristas que irradiam quartzos naturais é controlar a dose aplicada em suas amostras, As doses de irradiação variam entre 45 KGy e 400 KGy -1 Gy (Gray) equivale a 1 Joule por quilograma. Em geral, o pedrista compra o serviço de irradiação e executa, ele próprio, o aquecimento.


O aquecimento é feito sob inspeção visual, porque as pedras de quartzo têm uma variação de comportamento devido às suas diferenças naturais, consequência das variações do seu processo geológico de formação.

Fonte: CPRM