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O grupo canadense Seahawk Minerals anunciou a descoberta de uma reserva de 740 toneladas de esmeraldas, numa área de 312 hectares dos municípios de Itabira e Nova Era, no Vale do Aço (MG). Segundo a Seahawk, é a maior jazida de esmeraldas já mapeada no Brasil e sua exploração comercial terá início em breve. A multinacional está concluindo seu plano de desenvolvimento das minas, após três anos de pesquisas e investimento de US$ 50 milhões.
Com a descoberta, a subsidiária brasileira Piteiras Mineração Ltda. passa a ser o carro-chefe das atividades de pesquisa e desenvolvimento de minas do grupo Seahawk no mundo. Além da matriz em Montreal, a companhia mantém explorações de ouro nos Estados Unidos, Guiana Inglesa e Brasil (Rio Grande do Sul e Pará).
Segundo o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos, o mercado internacional de pedras coradas, que não inclui o diamante, é de US$ 15 bilhões por ano. O Brasil participa oficialmente com 4% desse mercado, abastecido especialmente por pequenos e médios garimpos.
O grupo Seahawk é dono de 9.5 mil hectares de alvarás de pesquisas nas regiões Sudeste, Sul e Norte do país e pretende explorar o garimpo de opalas Nobres de PedroII Pi.
Exploração de ouro no Brasil começou em São Paulo - e a região pode conter pepitas até hoje, dizem especialistas
De São Paulo para a BBC News Brasil
Direito de imagemMARCELO LERNERImage captionEstas pepitas de ouro foram extraídas em local próximo ao Pico do Jaraguá, em São Paulo
Parte da população paulista pode estar sentada sobre um pote de ouro sem saber. A região metropolitana de São Paulo já foi a mais importante região aurífera do Brasil colonial.
Mais de um século antes do ciclo do ouro em Minas Gerais - este sim bem conhecido -, já se garimpava metais preciosos na base do Pico do Jaraguá, na atual zona oeste da capital, e em áreas próximas.
Segundo historiadores e geólogos, muitas pepitas ainda podem estar enterradas em cidades como Guarulhos, Itapecerica da Serra, Mogi das Cruzes e Embu-Guaçu, além da própria capital paulista.
Na região onde está o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, havia um grande garimpo que funcionou até o século 19. Em Iguape, no sul do Estado de São Paulo, a atividade mineradora era tão grande que, no século 16, havia uma casa de fundição nos mesmos moldes da instalada tempos depois em Ouro Preto, durante o Ciclo do Ouro em Minas Gerais, no século 18.
"A mineração do ouro no Brasil começou em São Paulo, e não em Minas Gerais, como acreditam muitas pessoas", explica o arquiteto Nestor Goulart Reis, professor titular da Faculdade Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU-USP) e um dos mais respeitados especialistas em história do urbanismo do país.
Autor do livro As Minas de Ouro e a Formação das Capitanias do Sul, Goulart Reis fez um levantamento de mais de 150 minas de ouro descobertas a partir de meados do século 16 e localizadas entre São Paulo e o norte de Santa Catarina.
Exploração de mão de obra
Algumas jazidas, como a de Embu-Guaçu, pertenciam aos padres jesuítas que, assim como outros mineradores portugueses e brasileiros da época, contratavam índios para explorá-las em troca de objetos como facas, anzóis, machados, utensílios domésticos e outros materiais úteis às tribos.
"Essa história de que os índios eram apenas escravos não é verdadeira. Eles ganhavam para trabalhar", diz Reis, que destaca a participação paulista na produção do minério.
Direito de imagemCARLOS CORNEJO / ACERVO PESSOALImage captionA gravura mostra uma operação de extração de ouro em Itapecerica da Serra, perto da capital paulistana.
Entre 1600 e 1820, foram produzidas na província de São Paulo um total de 4.650 arrobas de ouro. Os números referem-se apenas ao minério registrado pela Coroa portuguesa para cobrança de impostos, o quinto.
É pouco quando comparada à produção de ouro em Minas Gerais durante o Ciclo do Ouro: 35.687 arrobas, entre 1700 e 1820. Mas é superior à produção total de Mato Grosso (3.187 arrobas, entre 1721 e 1820) e metade de Goiás (9.212 arrobas, entre 1720 e 1730).
Se os paulistas não ganham em quantidade, podem se orgulhar do pioneirismo. Os primeiros registros começaram logo após a fundação de São Vicente, em 1532. Em cartas enviadas à Coroa, os portugueses da Colônia e os jesuítas falavam sobre as "itaberabas" (pedras que brilham, em tupi) trazidas pelos índios. Hoje, Itaberaba é nome de uma importante avenida na zona norte de São Paulo.
A mineração se espalha
Em 1562, o fundador da vila de Santos, Brás Cubas, também citou a possível existência de ouro no vilarejo de Piratininga, a cerca de 30 léguas do litoral mato adentro. Os primeiros exploradores do ouro do Jaraguá teriam sido o português Afonso Sardinha, o Velho, e seu filho, Afonso Sardinha, o Moço. Eles começaram a extrair as jazidas nos arredores da atual cidade de São Paulo e na Serra da Mantiqueira por volta de 1580.
"É possível que a própria fundação de São Vicente esteja relacionada com indícios da existência de minas de ouro. Esses indícios teriam sido revelados pelos índios que desciam do planalto ao litoral", diz o pesquisador em geologia Carlos Cornejo, um dos autores do livro Minerais e Pedras Preciosas do Brasil, um calhamaço de mais de 700 páginas sobre mineração no Brasil desde os primórdios da colonização.
Ele lembra que a área do atual bairro na zona oeste e do Pico do Jaraguá era conhecida entre os europeus como "o Peru do Brasil", por causa das riquezas minerais encontradas pelos espanhóis no país andino.
Direito de imagemCARLOS CORNEJO / ACERVO PESSOALImage captionO mapa é de um livro editado em 1939, e mostra locais onde o ouro teria sido extraído em São Paulo
O ouro paulista também era alvo de cobiça dos piratas que atacavam a costa de Santos e São Vicente. "Por que motivo os corsários iriam se interessar em atacar o litoral paulista? Com certeza não era pela cana-de-açúcar", diz Cornejo. Não era mesmo. O corsário inglês Thomas Cavendish, que fez vários ataques a vilas do litoral paulista entre 1585 e 1590, levou muitas riquezas do Jaraguá para a Europa.
Diários da tripulação de Cavendish relatam que, entre os produtos saqueados em Santos e São Vicente, havia ouro extraído de um lugar chamado pelos índios de Mutinga, onde os portugueses tinham minas. Atualmente, uma das principais artérias viárias da região do Jaraguá é justamente a avenida Mutinga.
Confecção de moedas
A casa de fundição de São Paulo, instalada pela Coroa portuguesa em 1601 nas proximidades do atual Pátio do Colégio, no Centro de São Paulo, também abrigou a primeira casa da moeda do Brasil. Essa rudimentar casa da moeda antecedeu a de Salvador, fundada em 1694 e que se transformou na atual Casa da Moeda do Brasil. As moedas paulistas eram feitas com autorização do governo de Portugal para suprir a circulação de dinheiro na isolada vila de Piratininga.
"Desde o começo da colonização houve uma atividade mineradora intensa em São Paulo, de ouro e outros minérios", explica o jornalista e historiador Jorge Caldeira, autor de livros sobre História do Brasil e biografias de personagens como o Barão de Mauá e o jornalista Julio de Mesquita. Em seu livro O Banqueiro do Sertão, Caldeira conta a trajetória do padre Guilherme Pompeu de Almeida (1656-1713), um religioso que virou grande capitalista e fazia negócios com os mineradores e índios da época em que viveu.
Direito de imagemCARLOS CORNEJO / ACERVO PESSOALImage captionO pesquisador Carlos Cornejo
O biógrafo lembra que a família do padre Guilherme foi uma das maiores produtoras de ferro na região de Santana do Parnaíba e, desde aquele período, São Paulo já exibia riquezas e um vigoroso mercado interno e externo, em decorrência da mineração e do comércio.
"O capitão Guilherme Pompeu de Almeida, pai do padre Guilherme, era um dos maiores fornecedores de ferro para negócios com índios em São Paulo", explica Caldeira, descartando o mito de que a capitania de São Vicente, em especial a vila de São Paulo de Piratininga, era pobre e despovoada nos primeiros séculos.
"Nenhuma capitania no Brasil foi pobre. A economia (da Colônia) era muito maior que a dos Estados Unidos no mesmo período", completa o jornalista.
Opinião semelhante é do urbanista Goulart Reis. "Em 1700, as capitanias ao sul da Colônia possuíam quase a mesma quantidade de vilas, povoados e cidades das capitanias do norte, que englobavam Bahia e Pernambuco e eram as principais da época", diz Goulart Reis, autor de mais de 30 livros sobre história e urbanismo no Brasil.
"Essa proliferação de aglomerados urbanos se deve à mineração e ao comércio nesses locais", completa Reis, que destaca outros dados curiosos sobre a mineração no Brasil. Um deles é que a primeira pessoa a descobrir ouro na região de Ouro Preto foi um mulato de Curitiba - que também nasceu de povoados ligados à mineração no sul do país. O mulato, cujo nome se perdeu no tempo, acompanhava os bandeirantes paulistas em expedições pela região das minas, no começo do século 18. Ele descobriu ouro por acaso ao "bater a gamela" (minerar) em um córrego da região.
Mas há chance de encontrar ouro na Grande São Paulo? Sim, garantem os pesquisadores, pois as minas não foram totalmente exauridas. "Na época, o ouro era mal explorado e de maneira superficial e rudimentar. O subsolo paulista, com certeza, ainda é rico", diz o pesquisador Cornejo, lembrando que até na década de 50 ainda havia alguma atividade mineradora no Jaraguá e outras regiões da Grande São Paulo, como Itapecerica da Serra.
"Com certeza há ouro em terras paulistas", concorda Goulart Reis. Mas isso não deve despertar a cobiça dos eventuais exploradores que resolverem abrir buracos no próprio quintal. "Diante das complexas dificuldades de mineração na profundidade do solo, não haveria qualquer viabilidade econômica nesse tipo de atividade hoje em dia, mesmo em grande escala", completa o professor da FAU-USP. "Isso sem contar a questão ambiental e a densa urbanização, que tornariam a atividade de mineração muito difícil de ser executada e com pouco retorno financeiro", completa Cornejo.
A equipe do Globo Repórter chega em Monte Santo, a cidade das esmeraldas, no Tocantins. Um lugar pacato, já longe do Jalapão, e que começa a ganhar fama pelo que guarda debaixo de suas terras. No lugar brota esmeralda a poucos centímetros de profundidade. Mas não é só tão perto dos pés que pode existir a pedra preciosa. Ali estão as maiores jazidas de esmeralda do Tocantins.
No comando do garimpo em Monte Santo (TO) também está uma mulher, assim como a poderosa Sophia da novela. É a advogada Lina
Os garimpeiros de uma cooperativa estão cavando galerias subterrâneas, depois que conseguiram autorização. Eles acreditam que é possível encontrar pedras tão boas quanto às colombianas, que estão entre as melhores do mundo. No comando do garimpo também está uma mulher, a advogada Lina Ester Ribeiro. Outra poderosa das esmeraldas, a gente viu na TV nos últimos meses.
Nos anos 90, Monte Santo sofreu com garimpos clandestinos, que foram fechados. Só agora a área está sendo regularizada entre empresas e cooperativas. E nesta retomada, os garimpeiros estimam que existe esmeralda para ser retirada dali por várias gerações.
A Rússia aumentou sua produção de ouro bruto, semimanufaturado e também em pó em 1,5% entre os meses de Janeiro e Outubro, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os números foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Serviço de Estatíticas da Federação Russa (Rosstat).
De acordo com a agência estatal, a produção de ouro em outubro aumentou 10,7% em relação ao ano anterior, porém, diminuiu 4,5% em comparação com o nível de setembro.
A Rosstat não fornece dados absolutos sobre mineração e produção de metais e pedras preciosas.
De acordo com os dados publicados pelo Ministério das Finanças da Rússia no início deste ano, a produção de ouro entre os mesese de Janeiro e Outubro de 2017 foi oficialmente registrada em 261,18 toneladas.
Os diamantes coloridos podem tornar o cristal prático para reações químicas fotoativadas. [Imagem: Shuo Li]
Diamantes coloridos
Enquanto a maioria dos compradores de pedras preciosas pode resistir a um diamante com uma coloração amarela ou verde - um sinal de impureza - esses tons são valorizados em várias aplicações na indústria.
Os diamantes coloridos são úteis precisamente porque permitem que o cristal absorva mais luz. A luz, por sua vez, pode alimentar todos os tipos de transformações úteis, como reações químicas, para as quais o diamante é uma ferramenta preciosa. Mas capturar a luz em diamantes transparentes, especialmente em películas finas, os chamados nanodiamantes, é algo bem complicado.
Shuo Li e seus colegas da Universidade Wisconsin-Madison, nos EUA, conseguiram agora criar uma série de diamantes coloridos na forma de filmes finos, a mais adequada para o uso do material como catalisador.
A cor é dada por nanopartículas de prata inseridas entre as finas camadas que se formam conforme o diamante sintético vai sendo cultivado em laboratório. A cor final de cada cristal pode ser controlada variando o tamanho das nanopartículas de prata, o que até agora permitiu criar uma variedade de verdes, azuis, roxos e outras cores.
O método relativamente simples irá ajudar a explorar reações químicas catalisadas por diamante, reações que são muito mais difíceis em filmes transparentes do material.
Que tal fabricar combustível usando diamantes?
Catalisadores e sensores de diamante
A cor em um cristal como o diamante vem de "átomos dopantes", átomos de um elemento diferente do carbono que forma o cristal. A prata parecia ser era o candidato perfeito para essa dopagem porque seus elétrons apresentam uma ressonância dentro dos comprimentos de onda visíveis da luz - os elétrons são a fonte última de luz, emitindo fótons depois de energizados.
O segredo da cor dos diamantes está nas dimensões das nanopartículas de prata. [Imagem: Shuo Li]
Li forçou a prata a permanecer na forma de nanopartículas - sem se aglomerar - alterando a superfície do diamante. Depois de produzir uma fina camada de diamante, o pesquisador a saturou com átomos de hidrogênio, o que tornou o diamante relutante em interagir com qualquer outro material. A seguir, foi só adicionar a prata.
Como uma gota de água se acumulando em uma folha sedosa, a prata forma partículas em vez de se espalhar. Imagens em escala atômica revelam que gotículas de prata pontilham montanhas escarpadas do cristal de diamante. Uma segunda camada de diamante sela as partículas de prata, travando-as no lugar e definindo a cor do cristal.
Um tamanho de nanogota de prata cria um verde escuro; outro produz uma magenta brilhante e um terceiro chega à turquesa - tudo controlado variando o tamanho das nanopartículas e a espessura da camada de prata que é aplicada.
Os pesquisadores agora estão procurando tornar os padrões de prata e diamante mais regulares como um passo rumo à reprodutibilidade de cores consistentes. Essa consistência irá ajudar a explorar reações químicas que poderão se beneficiar do novo catalisador. As partículas de prata revestidas com diamante também podem ser usadas como sensores químicos.