domingo, 6 de janeiro de 2019

Investidores dos EUA Podem Recorrer aos Mercados Emergentes para Melhores Retornos

Investidores dos EUA Podem Recorrer aos Mercados Emergentes para Melhores Retornos

Por Investing.com BrasilResumo do Mercado

Depois de Wall Street sofrer suas piores perdas anuais em uma década, os investidores que buscam melhores retornos podem finalmente voltar suas atenções aos mercados emergentes, que continuam muito baratos em comparação com as ações norte-americanas.
"Acreditamos que os mercados emergentes estão sobrevendidos”, declarou James Ashley, diretor de estratégia de mercados internacionais do Goldman Sachs Asset Management, em uma reunião realizada em Cingapura. “Podemos considerar isso como uma boa oportunidade de entrada”.
Os mercados emergentes oferecem aos investidores um clássico cenário de “alto risco/alto retorno”. As nações emergentes, que incluem países como Rússia, Índia, Taiwan e Brasil, representam 40% da produção econômica mundial, mas apenas 12% do valor do mercado global, e à medida que as nações em desenvolvimento fazem a transição de uma economia baseada em agricultura e commodities para a indústria e a tecnologia, a expectativa é que a oportunidade cresça ainda mais.
Mas o nível de risco deve ser levado em consideração. O Índice de Mercados Emergentes da MSCI registrou perdas de mais de 16% em 2018 de maneira geral, e os mercados acionários da TurquiaChina e África do Sultambém tiveram seus piores desempenhos anuais em uma década. Em um cenário mais otimista, as ações da Rússia, que tiveram seu último pregão na sexta-feira passada, terminaram o ano com valorização de 12%.
EEM vs SPY 2018 Performance
EEM vs SPY 2018 Performance
O desempenho relativo das ações norte-americanas em comparação com o resto do mundo ainda está no seu nível mais alto desde 1970, de acordo com o Financial Times. Analisando apenas os mercados emergentes, o índice do ETF iShares MSCI Emerging Markets (NYSE:EEM) e do ETF SPDR S&P 500 (NYSE:SPY) está em 0,16, ou seja, perto de níveis vistos pela última vez em 2004.
A Research Affiliates, que presta consultoria a investidores institucionais com ativos avaliados em mais de US$ 160 bilhões, afirma que essa disparidade de valuationentre EUA e mercados emergentes não encontra justificativa nos fundamentos. De acordo com os últimos dados do fim de novembro, o CAPE (sigla em inglês para índice de preço/lucro ajustado ciclicamente) dos mercados emergentes era de 14,9. O CAPE da Rússia estava em seu menor patamar, a 6,5, enquanto o da Turquia estava em 8,1; o da China, em 14,8; e o do Brasil, em 14,9. Já o CAPE da Índia está muito maior, em 21,5.
O índice CAPE tem demonstrado prever ganhos futuros. Se o índice estiver baixo, ou seja, se o preço estiver baixo em relação ao lucro, o ganho futuro tende a ser alto.
A mediana é 16, declara Chris Brightman, diretor de informação da Research Affiliates. O mercado de ações dos EUA, enquanto isso, está sendo negociado a 29,7, ou seja, ao nível mais caro já registrado pelo mercado. Segundo Brightman:
“Os únicos momentos da história em que vimos o mercado de ações dos EUA com um índice CAPE acima de 30 foi em 1929 e no final da década de 1990, e nenhum desses episódios terminou bem para os investidores de ações.”

Compradores devem ter cautela com cenário adverso em 2019

Entretanto, os riscos dos mercados emergentes são variados e podem ter como base um conjunto de catalisadores.
“Tudo o que você lê e observa é verdadeiro”, de acordo com Brightman.
“Estamos vivendo uma deplorável guerra comercial com a China. O ambiente político no Brasil está uma bagunça total. A Rússia é um país malicioso, que interfere em nossas eleições e acaba de iniciar uma guerra de fato com a Ucrânia novamente. A Índia enfrenta problemas consideráveis com seu governo nacionalista e populista. A África do Sul está mergulhada em corrupção. É melhor nem tratar dos problemas na Turquia.
Tudo isso é verdade. E é por isso que os preços estão baratos, e os preços baratos são justamente aqueles que oferecem a possibilidade de altos ganhos futuros.”
Há razões para se preocupar com a Turquia e a Argentina. Mas as ações turcas representam menos de 1% dos papéis dos países emergentes, de acordo com a Research Affiliates. Por outro lado, China, Coreia do Sul, Taiwan, Índia e Rússia possuem uma baixa relação de dívida externa/PIB, além de vastas reservas cambiais. "Em seu conjunto, esses grandes mercados com baixo risco de crise correspondem a cerca de 60% do Índice MSCI de Mercados Emergentes", segundo a companhia.
Mas nem todos os gestores financeiros estão convencidos.
Gabriela Santos, estrategista de mercado global do JPMorgan Asset Management, afirma que a perspectiva para as ações dos países emergentes em 2019 é difícil de avaliar, pois diversas variáveis, como a elevação da taxa de juros pelo Fed, as contínuas tensões comerciais e a desaceleração da China dificultam a visibilidade. Mesmo assim, apesar das incertezas, agora é um bom momento para os investidores que não têm exposição a mercados emergentes adotarem uma abordagem de vários anos, afirma Santos.
“Para determinados investidores, principalmente nos EUA, que estão um pouco hesitantes em investir em mercados emergentes, enxergamos uma oportunidade de compra, porque vimos os valuations ficarem abaixo de 15%.”

Consumidores da China e da Índia podem impulsionar o crescimento no longo prazo

Laura Geritz, CEO da Rondure Global Advisors, adota um tom ainda mais cauteloso com os mercados de maneira geral. “Os mercados emergentes já tiveram alguma correção, mas eu já os vi mais baratos”, afirmou.
“Os mercados norte-americanos, principalmente as ações com baixa capitalização, conforme o Russell 2000 Growth, me parecem caros, supervalorizados. A minha análise é que, olhando de baixo para cima, os mercados dos EUA estão muito caros. Eles vão corrigir, e é difícil ver um recuo nos EUA sem que o resto do mundo o acompanhe.”
Mesmo assim, Laura vê oportunidades na China e afirma que sua empresa aproveitou algumas barganhas no país nos últimos meses.
“Adoramos a Yum China (NYSE:YUMC) aqui. É uma empresa que tem caixa no balanço patrimonial, portanto, mesmo que haja uma desaceleração dos negócios, ela tem muita reserva financeira para nos recompensar com dividendos e recompras de ações, mas ainda temos liquidez para selecionar alguns nomes se surgir uma oportunidade.”
Alguns dos seus setores favoritos e de alta qualidade, no entanto, como produtos básicos de consumo na Índia, continuam caros, em sua visão. “São negócios de altíssima qualidade. Estamos fazendo nossas apostas."
O que torna os grandes países emergentes, como China e Índia, tão atraentes é que seu crescimento econômico está fundamentalmente ligado à ascensão da classe média, nas palavras de Gabriela Santos, do JPMorgan. “Neste momento, apenas 12% da população indiana pertence à classe média.” Entretanto,
“A expectativa é que, na próxima década, 80% dessa população se torne classe média. Imagine as centenas de milhões de pessoas que serão capazes de comprar produtos considerados normais nos mercados desenvolvidos, como produtos de beleza, acessórios de cozinha, eletrônicos. Essas pessoas vão ingressar no setor financeiro, vão abrir contas bancárias. Quando compramos os mercados emergentes, queremos aproveitar um cenário de vários anos.
Embora grandes economias, como China e Índia, apresentem trajetórias sólidas, mercados menores são mais arriscados, de acordo com Geritz. “Mercados emergentes menores e de fronteira não despertam nenhum interesse neste momento. Pode ser uma oportunidade para divergentes. Ainda me preocupo com o ciclo da taxa de juros no mundo e seu impacto nas ações.”
Geritz, no entanto, não é totalmente avessa aos mercados emergentes. Os múltiplos nos EUA parecem estar tão altos quanto na bolha de 1999 e, em alguns casos, estão até piores, segundo ela. “Eu teria cautela em todas as partes".



Descoberta de lítio pode mudar a realidade de uma das regiões mais pobres de MG

Reunindo 5,1% da população e 1,9% do PIB estadual, a região do Vale do Jequitinhonha apresenta o mais baixo PIB per capita das dez regiões de Minas Gerais – R$ 5,2 mil. O Vale também é responsável por 1,5% dos empregos formais e por apenas 0,3% das exportações totais da economia mineira. No entanto, essa realidade pode mudar radicalmente após a descoberta de novas reservas do valioso lítio, com potencial de exploração. Conhecido como ‘petróleo branco’, o metal é indispensável para o funcionamento de baterias de carros elétricos e outros dispositivos de alta tecnologia, incluindo smartphones.
A descoberta, feita em março pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), tem movimentado a região. Em dezembro, uma reunião convocada pelo Ministério Público Estadual começou a discutir a instalação de um polo de exploração, beneficiamento e exportação de minério de lítio entre os municípios de Araçuaí  e Itinga. O projeto, orçado em US$ 500 milhões, já está sendo fiscalizado pelo órgão.
“Queremos aglutinar os esforços de todos os atores envolvidos para a melhoria da economia local do Vale do Jequitinhonha. Através das prefeituras, da Associação de Desenvolvimento do Vale, da comunidade local, queremos todos unidos nesse processo de discussão para que essa oportunidade seja benéfica para todos”, salientou o promotor de Justiça Leonardo Duque Barbabela, que orientou o debate. Ele também destacou a necessidade de uma mobilização da sociedade regional para agilizar as ações do poder público no processo de produção do polo.
Investimento na região
Os trabalhos para avaliar se  o mineral realmente está disponível em grandes quantidades na região ainda estão sendo realizados. Mas, segundo o engenheiro da Sigma Mineração Itamar Resende, o grupo já está otimista. “O Vale tem o benefício de ser uma grande reserva de lítio no Brasil e uma das maiores do mundo. Agora, nós temos uma reserva aqui que pode ter a 2º melhor qualidade do mundo. Para Araçuaí é uma oportunidade única”, destaca.
Segundo Resende, somente na primeira fase, a Sigma pretende investir R$ 230 milhões, o que pode gerar cerca de 200 empregos diretos.
Com pretensões de começar a extração do lítio já em 2019, o grupo acredita que as reservas do precioso mineral serão destaque mundial. “Especificamente no lítio, podemos ser um grande e importante fornecedor a nível mundial. É riqueza única no Brasil, e que pode ser explorada em breve”, destaca.
Mercado crescente
A demanda por equipamentos eletrônicos e carros elétricos tem esquentado o mercado do lítio ao redor do mundo. Um relatório de 2016 da consultoria americana Allied Market Research estima que o mercado mundial de baterias de lítio poderia valer US$ 46 bilhões em 2022.
Na América do Sul, o Chile é o principal líder na produção de lítio, seguido pela Argentina. No Vale do Jequitinhonha, o lítio é explorado pela CBl (Companhia Brasileira de Lítio), instalada entre os municípios de Araçuaí e Itinga, onde novas minas também podem ser abertas.
LitioMetro Jor

Conheça a Top Pick de 21 analistas para janeiro

Conheça a Top Pick de 21 analistas para janeiro

         
 - 06/01/2019 - 21:08

Petrobras
A Petrobras (PETR4) foi mais uma vez a escolhida como a predileta do mercado financeiro brasileiro. O levantamento do Money Times com 21 bancos e corretoras, o maior do Brasil, mostra que 16 indicam a estatal de petróleo para janeiro. É o dobro do segundo lugar, que poderá se conhecido com a publicação da Carteira Money Times – O Consenso do Mercado nesta segunda-feira (7).
A empresa foi um dos principais destaques desta semana no Ibovespa. Os papéis se valorizaram em 8,99% nas preferenciais, impulsionados externamente pela aumento de 6,7% no preço do petróleo Brent e pela expectativa formada pela administração do seu novo CEO, Roberto Castello Branco. Em sua posse, o executivo indicou que a estatal dará prioridade à Exploração e Produção de petróleo, acelerando a produção e receptivo a parcerias.
“Em nossa leitura, às expectativas locais em relação a privatização de algumas partes da companhia, como por exemplo a BR Distribuidora, bem como a eminente votação da cessão onerosa no governo de Jair Bolsonaro justificam essa maior resiliência”, aponta a equipe da corretora Necton. “Logo, havendo uma parcial recuperação dos preços do petróleo, e a continuidade da independência e avanços na gestão da empresa, vemos com bons olhos o potencial retorno”.
Para a Ativa Investimentos, após longo período passando por influências políticas, a Petrobras vem conseguindo, cada vez mais, refletir seu operacional, que depende de duas principais variáveis: dólar e Brent. “A alavancagem segue em trajetória de redução, se aproximando cada vez dos seus principais pares internacionais”, destaca a corretora. “Seguimos otimistas com a Petro, acreditando no patamar saudável do câmbio e petróleo, e da evolução do resultado operacional da companhia, reduzindo cada vez mais seu custo de extração, com maior participação do pré-sal na extração”, pontua.
A equipe do Bradesco BBI ressalta ainda que as ações estão com um preço abaixo dos seus pares globais e fica ainda mais quando se considera o aumento de produção em 2020.


Fonte: MONEY  TIMES



Rodolfo Amstalden: Método POP para calcular o preço-alvo de uma ação

Rodolfo Amstalden: Método POP para calcular o preço-alvo de uma ação

Opinião - 06/01/2019 - 19:55
Por Rodolfo Amstalden, da Empiricus Research
Disclosure necessário: esta é uma newsletter ao gosto dos leitores mais técnicos, embora perfeitamente digerida também pelos acionistas de primeira viagem.
Ela fala sobre o Fluxo de Caixa Descontado, que é o método mais popular – diariamente usado pelos financistas da Faria Lima – para calcular o “preço-alvo” de uma ação.
Na frase “a ação que hoje negocia a R$ X na verdade vale R$ Y “, X é o preço de mercado e Y é o preço-alvo. Em tese, se X = 50 e Y = 100, você poderia obter um retorno de +100% com essa ação, dobrando seu capital investido.
Por si só, essa frase em destaque pressupõe uma certa (ou errada) arrogância vinda de quem a pronuncia, tomando por premissa que o preço de mercado não é o preço “de verdade”.
Quem usa a frase está insinuando, implicitamente: eu sei algo que o mercado (uma multidão de compradores e vendedores) não sabe.
Ok, vamos lá então.
A forma tradicional de calcular o preço-alvo de uma ação exige estimar os fluxos de caixa de uma empresa durante um período futuro significativo; digamos, pelos próximos dez anos.
Em seguida, o financista escolhe uma taxa de desconto que incorpora os riscos e custos de oportunidade desses fluxos de caixa futuros.
Como não bastam dez anos (pois a empresa tem vida hipoteticamente eterna), adiciona-se ao cálculo um valor terminal amparado na taxa de desconto e em uma taxa de crescimento perpétuo.
A rigor, o fluxo de caixa projetado para o décimo primeiro ano é multiplicado por um fator que equivale a 1 dividido pela diferença entre o custo de capital e a taxa de crescimento perpétuo.
Ex: se o custo de capital é de 10% e o crescimento perpétuo é imaginado como 5%, o fator equivale a 1/(0,10 – 0,05) = 1/(0,05) = 20x.
Por fim, todos os fluxos de caixa, e também o valor terminal, devem ser trazidos a valor presente conforme a taxa de desconto.
Não vou perder tempo criticando as variadas lacunas metodológicas. Hoje quero apenas destacar uma única fragilidade do Fluxo de Caixa Descontado, que é já suficiente para cuspirmos nesse modelo pelo resto da vida.
O resultado final da conta (o tal do preço-alvo) varia absurdamente mediante mudanças mínimas nos parâmetros inicialmente utilizados, conferindo ao modelo um comportamento quase caótico.
Se trabalhamos com um crescimento perpétuo de 4% e com um custo de capital de 8%, o valor terminal terá um fator multiplicativo de 25x = 1(0,08 – 0,04).
Agora, vamos supor que erramos a estimativa dessas variáveis em apenas um ponto percentual, para cima ou para baixo.
Com crescimento perpétuo de 3% (-1 pp) e custo de capital de 9% (+1pp), obtemos um fator multiplicativo de 16x = 1/(0,09 – 0,03).
Já com crescimento perpétuo de 5% (+1pp) e custo de capital de 7% (-1pp), obtemos outro fator multiplicativo de 50x = 1/(0,07 – 0,05).
O valor terminal, isoladamente, responde pela maior parte do resultado final.
E errando apenas 1 ponto percentual, para cima ou para baixo, esse valor terminal pode ser multiplicado por 16x ou por 50x.
Kkkkkkkkk.
Trata-se de um intervalo no qual o máximo equivale a mais de três vezes o mínimo!
Dá para confiar? Você confiaria seu dinheiro em um modelo desse tipo?
Nem fodendo.
Fluxos de Caixa Descontados são uma grande besteira, um exercício arrogante de futurologia disfarçado de exatidão matemática.

Fonte: MONEY  TIMES

GRANDE PEPITA DE OURO RETIRADA NA SERRA PELADA, ANOS 80.

     

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