segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Sonda chinesa faz primeiro pouso no lado distante da Lua

Sonda chinesa faz primeiro pouso no lado distante da Lua

Sonda chinesa pousa no lado distante da Lua pela primeira vez
Esta é uma das primeiras imagens feitas pela sonda chinesa do chamado "lado escuro" da Lua - que não é sempre escuro. [Imagem: EPA/CNSA]
Lado oculto da Lua
A sonda chinesa Chang'e-4 pousou na Bacia do Polo Sul-Aitken, como é conhecida uma enorme cratera que fica no lado oculto da Lua, às 10h26 do horário de Pequim - pouco depois da meia-noite em Brasília.
É o primeiro pouso de uma nave no lado não visível do nosso satélite.
A sonda carrega instrumentos para analisar a geologia dessa região nunca explorada, além de um rover, que deverá estender o alcance das análises.
Como está fora do campo visual da Terra, as fotos e informações estão sendo enviadas por meio de um outro satélite chinês que orbita a Lua.
Além da importância histórica do pouso, o sucesso da missão é um marco no ambicioso programa espacial chinês - esta é a primeira vez que o país consegue um feito nunca realizado pelas potências espaciais tradicionais.
Lado escuro da Lua?
O termo "lado escuro" da Lua é inadequado e nada tem a ver com "falta de luz" - os dois lados da Lua experimentam o dia e a noite. A expressão se refere ao lado da Lua que não pode ser visto da Terra.
Por causa de um fenômeno chamado "rotação sincronizada" nós só conseguimos ver uma face da Lua. Isso quer dizer que o tempo de rotação da Lua é igual ao seu período orbital. Ou seja, o tempo em que a Lua gira em torno de seu próprio eixo é igual ao tempo que ela leva para girar ao redor da Terra. Essa sincronia entre rotação e translação faz com que só possamos observar um lado da Lua.
O outro lado tem uma crosta mais grossa, com mais crateras e com menos "mares" - planícies basálticas escuras formadas pelo impacto de meteoritos na superfície lunar.
Sonda chinesa faz primeiro pouso no lado distante da Lua
O lado da Lua sempre virado para a Terra (esquerdo) e o lado que nunca vemos daqui (direita) são marcadamente diferentes. [Imagem: NASA]
Chang'e-4
A Chang'e-4 foi lançada do Centro de Lançamentos de Satélites de Xichang no dia 7 de dezembro. A sonda chegou à órbita lunar no dia 12 de dezembro.
Com o pouso, o foco serão a exploração de um lugar chamado Von Kármán, uma cratera localizada na Bacia do Polo Sul-Aitken. Acredita-se que a cratera, com mais de 2,5 mil km de diâmetro e 13 km de profundidade, tenha sido formada por um impacto gigante.
Outro objetivo será estudar o regolito desse outro lado da lua - rochas quebradas e poeira que ficam na superfície lunar - com vistas a entender a formação da Lua.
Sonda chinesa pousa no lado distante da Lua pela primeira vez
Ilustração artística da Chang'e-4 e do seu rover. [Imagem: CNSA]
Experimentos
A Chang'e-4 está carregando duas câmeras, um experimento sobre radiação chamado LND (Lunar Lander Neutrons and Dosimetry), construído pela Universidade de Kiel, na Alemanha, e um espetrômetro (Low Frequency Spectrometer) que vai fazer observações de erupções solares.
Cientistas acreditam que o "lado escuro" pode ser um lugar excelente para praticar astronomia porque está protegido de ruídos da Terra. O espectrômetro vai testar essa ideia.
A sonda carrega ainda uma "biosfera", contêiner com 3 kg com sementes de batatas e Arabidopsis (planta da mesma família da mostarda e da couve) - além de ovos de bicho-da-seda para experimentos biológicos.

O experimento dessa mini biosfera lunar foi criado por 28 universidades chinesas. Se os ovos eclodirem, as larvas poderão produzir dióxido de carbono, enquanto as plantas germinadas liberarão oxigênio através da fotossíntese. Espera-se que, juntos, as plantas e os bichos-da-seda possam estabelecer uma sinergia simples dentro do recipiente.

Fonte: BBC

domingo, 6 de janeiro de 2019

Ouro: o mais nobre dos metais

Considerado o mais nobre dos metais, o ouro tem origem no latim Aurum e sua propriedade química Au lhe confere um significado místico, associado à imortalidade. Sua raridade e perenidade estimulam a cobiça, mas uma série de outras características desperta o imaginário coletivo e deve estar na ponta da língua dos profissionais que atuam no varejo.
Você sabia que o ouro…
  • é um metal amarelo encontrado há mais de 6.000 anos?
  • está presente em todos os continentes, em pequenas proporções? Estima-se que pouco mais de 100 mil toneladas de ouro foram extraídas até hoje. Isso significa que todo o ouro disponível no mundo, se fundido em uma peça única, poderia ocupar um cubo com 19 metros de lado.
  • tem duas formas de ser retirado da natureza? A extração primária é feita nos depósitos de rochas minerais e a secundária (também chamada de jazidas de aluvião) acontece nas margens ou foz dos rios.
  • é ouro e não importa a mina, como ou quando foi extraído? Uma joia confeccionada hoje pode ter ouro minerado há séculos.
  • é imutável, ou seja, pode ser fundido com outros metais e refinado novamente que não perder suas características?
  • não reage com a água, com o ar ou com a maioria das substâncias corrosivas, mantendo-se inalterado à passagem do tempo?
  • é sensível ao cloro e ao bromo?
  • é um metal extremamente dúctil, maleável e flexível, podendo ser reduzido a finos fios sem se romper? Com um grama é possível fazer um fio de quase dois quilômetros.
  • tem cotação internacional definida em Londres diariamente e seu valor é reconhecido mundialmente? É uma moeda universal que não perde seu valor material. Quando dividido mantém seu valor proporcional, o que não acontece com as pedras preciosas.
  • pode ser chamado por dois nomes, que são sinônimos: ouro 1.000 (terminologia europeia) ou ouro 24 quilates (terminologia norte-americana, simbolizada pela letra ‘K’)?
  • é muito macio para ser usado nas joias, requerendo ser endurecido com uma liga metálica? No Brasil, em geral, as joias de ouro são 750 ou 18K, ou seja, são compostas por 75% de ouro e 25% de liga com outros metais?
  • tem dureza 2,5 a 3 na Escala de Mohs, ou seja, tem pouca resistência ao risco?
  • ao ser fundido com outros metais pode ter sua cor alterada, resultando, por exemplo, nas joias de ouro branco (ouro puro + prata e cobre) ou de ouro rosa (ouro puro + muito cobre e pouca prata)?
  • em temperatura ambiente apresenta-se no estado sólido?

Fonte: IBRAM

GRANDE BERILO AZUL BRUTO LIMPO- ÁGUA-MARINHA RARA

 
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Investidores dos EUA Podem Recorrer aos Mercados Emergentes para Melhores Retornos

Investidores dos EUA Podem Recorrer aos Mercados Emergentes para Melhores Retornos

Por Investing.com BrasilResumo do Mercado

Depois de Wall Street sofrer suas piores perdas anuais em uma década, os investidores que buscam melhores retornos podem finalmente voltar suas atenções aos mercados emergentes, que continuam muito baratos em comparação com as ações norte-americanas.
"Acreditamos que os mercados emergentes estão sobrevendidos”, declarou James Ashley, diretor de estratégia de mercados internacionais do Goldman Sachs Asset Management, em uma reunião realizada em Cingapura. “Podemos considerar isso como uma boa oportunidade de entrada”.
Os mercados emergentes oferecem aos investidores um clássico cenário de “alto risco/alto retorno”. As nações emergentes, que incluem países como Rússia, Índia, Taiwan e Brasil, representam 40% da produção econômica mundial, mas apenas 12% do valor do mercado global, e à medida que as nações em desenvolvimento fazem a transição de uma economia baseada em agricultura e commodities para a indústria e a tecnologia, a expectativa é que a oportunidade cresça ainda mais.
Mas o nível de risco deve ser levado em consideração. O Índice de Mercados Emergentes da MSCI registrou perdas de mais de 16% em 2018 de maneira geral, e os mercados acionários da TurquiaChina e África do Sultambém tiveram seus piores desempenhos anuais em uma década. Em um cenário mais otimista, as ações da Rússia, que tiveram seu último pregão na sexta-feira passada, terminaram o ano com valorização de 12%.
EEM vs SPY 2018 Performance
EEM vs SPY 2018 Performance
O desempenho relativo das ações norte-americanas em comparação com o resto do mundo ainda está no seu nível mais alto desde 1970, de acordo com o Financial Times. Analisando apenas os mercados emergentes, o índice do ETF iShares MSCI Emerging Markets (NYSE:EEM) e do ETF SPDR S&P 500 (NYSE:SPY) está em 0,16, ou seja, perto de níveis vistos pela última vez em 2004.
A Research Affiliates, que presta consultoria a investidores institucionais com ativos avaliados em mais de US$ 160 bilhões, afirma que essa disparidade de valuationentre EUA e mercados emergentes não encontra justificativa nos fundamentos. De acordo com os últimos dados do fim de novembro, o CAPE (sigla em inglês para índice de preço/lucro ajustado ciclicamente) dos mercados emergentes era de 14,9. O CAPE da Rússia estava em seu menor patamar, a 6,5, enquanto o da Turquia estava em 8,1; o da China, em 14,8; e o do Brasil, em 14,9. Já o CAPE da Índia está muito maior, em 21,5.
O índice CAPE tem demonstrado prever ganhos futuros. Se o índice estiver baixo, ou seja, se o preço estiver baixo em relação ao lucro, o ganho futuro tende a ser alto.
A mediana é 16, declara Chris Brightman, diretor de informação da Research Affiliates. O mercado de ações dos EUA, enquanto isso, está sendo negociado a 29,7, ou seja, ao nível mais caro já registrado pelo mercado. Segundo Brightman:
“Os únicos momentos da história em que vimos o mercado de ações dos EUA com um índice CAPE acima de 30 foi em 1929 e no final da década de 1990, e nenhum desses episódios terminou bem para os investidores de ações.”

Compradores devem ter cautela com cenário adverso em 2019

Entretanto, os riscos dos mercados emergentes são variados e podem ter como base um conjunto de catalisadores.
“Tudo o que você lê e observa é verdadeiro”, de acordo com Brightman.
“Estamos vivendo uma deplorável guerra comercial com a China. O ambiente político no Brasil está uma bagunça total. A Rússia é um país malicioso, que interfere em nossas eleições e acaba de iniciar uma guerra de fato com a Ucrânia novamente. A Índia enfrenta problemas consideráveis com seu governo nacionalista e populista. A África do Sul está mergulhada em corrupção. É melhor nem tratar dos problemas na Turquia.
Tudo isso é verdade. E é por isso que os preços estão baratos, e os preços baratos são justamente aqueles que oferecem a possibilidade de altos ganhos futuros.”
Há razões para se preocupar com a Turquia e a Argentina. Mas as ações turcas representam menos de 1% dos papéis dos países emergentes, de acordo com a Research Affiliates. Por outro lado, China, Coreia do Sul, Taiwan, Índia e Rússia possuem uma baixa relação de dívida externa/PIB, além de vastas reservas cambiais. "Em seu conjunto, esses grandes mercados com baixo risco de crise correspondem a cerca de 60% do Índice MSCI de Mercados Emergentes", segundo a companhia.
Mas nem todos os gestores financeiros estão convencidos.
Gabriela Santos, estrategista de mercado global do JPMorgan Asset Management, afirma que a perspectiva para as ações dos países emergentes em 2019 é difícil de avaliar, pois diversas variáveis, como a elevação da taxa de juros pelo Fed, as contínuas tensões comerciais e a desaceleração da China dificultam a visibilidade. Mesmo assim, apesar das incertezas, agora é um bom momento para os investidores que não têm exposição a mercados emergentes adotarem uma abordagem de vários anos, afirma Santos.
“Para determinados investidores, principalmente nos EUA, que estão um pouco hesitantes em investir em mercados emergentes, enxergamos uma oportunidade de compra, porque vimos os valuations ficarem abaixo de 15%.”

Consumidores da China e da Índia podem impulsionar o crescimento no longo prazo

Laura Geritz, CEO da Rondure Global Advisors, adota um tom ainda mais cauteloso com os mercados de maneira geral. “Os mercados emergentes já tiveram alguma correção, mas eu já os vi mais baratos”, afirmou.
“Os mercados norte-americanos, principalmente as ações com baixa capitalização, conforme o Russell 2000 Growth, me parecem caros, supervalorizados. A minha análise é que, olhando de baixo para cima, os mercados dos EUA estão muito caros. Eles vão corrigir, e é difícil ver um recuo nos EUA sem que o resto do mundo o acompanhe.”
Mesmo assim, Laura vê oportunidades na China e afirma que sua empresa aproveitou algumas barganhas no país nos últimos meses.
“Adoramos a Yum China (NYSE:YUMC) aqui. É uma empresa que tem caixa no balanço patrimonial, portanto, mesmo que haja uma desaceleração dos negócios, ela tem muita reserva financeira para nos recompensar com dividendos e recompras de ações, mas ainda temos liquidez para selecionar alguns nomes se surgir uma oportunidade.”
Alguns dos seus setores favoritos e de alta qualidade, no entanto, como produtos básicos de consumo na Índia, continuam caros, em sua visão. “São negócios de altíssima qualidade. Estamos fazendo nossas apostas."
O que torna os grandes países emergentes, como China e Índia, tão atraentes é que seu crescimento econômico está fundamentalmente ligado à ascensão da classe média, nas palavras de Gabriela Santos, do JPMorgan. “Neste momento, apenas 12% da população indiana pertence à classe média.” Entretanto,
“A expectativa é que, na próxima década, 80% dessa população se torne classe média. Imagine as centenas de milhões de pessoas que serão capazes de comprar produtos considerados normais nos mercados desenvolvidos, como produtos de beleza, acessórios de cozinha, eletrônicos. Essas pessoas vão ingressar no setor financeiro, vão abrir contas bancárias. Quando compramos os mercados emergentes, queremos aproveitar um cenário de vários anos.
Embora grandes economias, como China e Índia, apresentem trajetórias sólidas, mercados menores são mais arriscados, de acordo com Geritz. “Mercados emergentes menores e de fronteira não despertam nenhum interesse neste momento. Pode ser uma oportunidade para divergentes. Ainda me preocupo com o ciclo da taxa de juros no mundo e seu impacto nas ações.”
Geritz, no entanto, não é totalmente avessa aos mercados emergentes. Os múltiplos nos EUA parecem estar tão altos quanto na bolha de 1999 e, em alguns casos, estão até piores, segundo ela. “Eu teria cautela em todas as partes".



Descoberta de lítio pode mudar a realidade de uma das regiões mais pobres de MG

Reunindo 5,1% da população e 1,9% do PIB estadual, a região do Vale do Jequitinhonha apresenta o mais baixo PIB per capita das dez regiões de Minas Gerais – R$ 5,2 mil. O Vale também é responsável por 1,5% dos empregos formais e por apenas 0,3% das exportações totais da economia mineira. No entanto, essa realidade pode mudar radicalmente após a descoberta de novas reservas do valioso lítio, com potencial de exploração. Conhecido como ‘petróleo branco’, o metal é indispensável para o funcionamento de baterias de carros elétricos e outros dispositivos de alta tecnologia, incluindo smartphones.
A descoberta, feita em março pela CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), tem movimentado a região. Em dezembro, uma reunião convocada pelo Ministério Público Estadual começou a discutir a instalação de um polo de exploração, beneficiamento e exportação de minério de lítio entre os municípios de Araçuaí  e Itinga. O projeto, orçado em US$ 500 milhões, já está sendo fiscalizado pelo órgão.
“Queremos aglutinar os esforços de todos os atores envolvidos para a melhoria da economia local do Vale do Jequitinhonha. Através das prefeituras, da Associação de Desenvolvimento do Vale, da comunidade local, queremos todos unidos nesse processo de discussão para que essa oportunidade seja benéfica para todos”, salientou o promotor de Justiça Leonardo Duque Barbabela, que orientou o debate. Ele também destacou a necessidade de uma mobilização da sociedade regional para agilizar as ações do poder público no processo de produção do polo.
Investimento na região
Os trabalhos para avaliar se  o mineral realmente está disponível em grandes quantidades na região ainda estão sendo realizados. Mas, segundo o engenheiro da Sigma Mineração Itamar Resende, o grupo já está otimista. “O Vale tem o benefício de ser uma grande reserva de lítio no Brasil e uma das maiores do mundo. Agora, nós temos uma reserva aqui que pode ter a 2º melhor qualidade do mundo. Para Araçuaí é uma oportunidade única”, destaca.
Segundo Resende, somente na primeira fase, a Sigma pretende investir R$ 230 milhões, o que pode gerar cerca de 200 empregos diretos.
Com pretensões de começar a extração do lítio já em 2019, o grupo acredita que as reservas do precioso mineral serão destaque mundial. “Especificamente no lítio, podemos ser um grande e importante fornecedor a nível mundial. É riqueza única no Brasil, e que pode ser explorada em breve”, destaca.
Mercado crescente
A demanda por equipamentos eletrônicos e carros elétricos tem esquentado o mercado do lítio ao redor do mundo. Um relatório de 2016 da consultoria americana Allied Market Research estima que o mercado mundial de baterias de lítio poderia valer US$ 46 bilhões em 2022.
Na América do Sul, o Chile é o principal líder na produção de lítio, seguido pela Argentina. No Vale do Jequitinhonha, o lítio é explorado pela CBl (Companhia Brasileira de Lítio), instalada entre os municípios de Araçuaí e Itinga, onde novas minas também podem ser abertas.
LitioMetro Jor