segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Semana Terá IPCA, Recordes e Nova Carteira do Ibovespa e Lua de Mel com Bolsonaro
Semana Terá IPCA, Recordes e Nova Carteira do Ibovespa e Lua de Mel com Bolsonaro
Por Angelo PaviniResumo do Mercado6 horas atrás (07.01.2019
O ano começou muito bem para o investidor em ações brasileiras, com o Índice Bovespa subindo 4,5% em três dias e atingindo o recorde nominal de 91.840 pontos, apesar da instabilidade nas bolsas internacionais com a disputa entre o presidente Donald Trump e o Congresso que travou a aprovação do orçamento dos EUA e paralisou diversas atividades do governo federal. O dólar comercial caiu, 4%, para R$ 3,72, influenciado também pela lua de mel dos investidores com o novo governo de Jair Bolsonaro, que começou com um discurso liberal e reformista forte, mas acabou tropeçando nos desencontros de anúncios de mudanças.
Powell acalma mercados após emprego forte nos EUA
Os dados de emprego nos EUA mais fortes que o esperado também causaram preocupação, mas foram minimizados pelo presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que afirmou na sexta-feira que o banco central americano não está vendo riscos inflacionários que o obriguem a elevar mais os juros. Ele reconheceu também os riscos de uma recessão nos EUA, como temem diversos analistas, mas diz que as estimativas do Fed para a economia americana são melhores que os do mercado, o que tranquilizou os investidores. A situação, porém, continua delicada, com o Fed correndo o risco de ter um cenário de inflação em alta em meio à desaceleração da economia. Apesar de tudo, o Índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou a semana em alta, de 0,49%.
China anuncia incentivos para combater desaquecimento
Mas os sinais de desaquecimento global prosseguem, não só nos Estados Unidos, como na Europa e na Ásia, como mostraram os números dos índices de gerentes de compras (PMI) de vários países, especialmente o chinês. Como resposta, o governo chinês começou o ano divulgando novos incentivos para a economia na forma de linhas para financiamento de infraestrutura, especificamente em ferrovias, e crédito para empresas, além da redução do compulsório. Enquanto os chineses tentam “pedalar” o crescimento, na Europa, a França volta a enfrentar protestos contra o governo.
Reino Unido volta a discutir Brexit esta semana
E o Reino Unido se aproxima da data de separação oficial da União Europeia sem que o acordo para amenizar o impacto do Brexit tenha sido aprovado pelo Parlamento. Uma retomada das discussões no Parlamento britânico da proposta de acordo de saída está prevista para esta quarta-feira, dia 9. Um revés pode provocar a queda do governo da primeira-ministra Theresa May.
Desaceleração mundial terá impacto sobre emergentes
Esses indicadores de desaquecimento têm a vantagem para os países emergentes de manter os bancos centrais da Europa, Ásia e EUA em compasso de espera no processo de elevar seus juros para níveis normais, lembra o economista-chefe da corretora ModalMais, Álvaro Bandeira. Já o Bradesco (SA:BBDC4) diz que o vetor final ainda é incerto: uma desaceleração intensa do crescimento mundial tende a reduzir os preços de commodities e afetar negativamente suas moedas. Já o arrefecimento mais suave diminui a intensidade do aperto de juros nos países desenvolvidos, redirecionando fluxos que podem beneficiar esses países.
Trump joga mais pesado na reta final do mandato
Em meio a tanta incerteza, é difícil entender a insistência de Trump com o muro diante do risco de uma onda de desaquecimento mundial. A explicação é tentar manter a popularidade junto ao público mais conservador, cumprindo a promessa de campanha, diante do crescimento da oposição democrata no Congresso, que pode complicar a vida do presidente nos próximos dois anos de mandato. Além da economia desaquecendo, Trump deverá enfrentar o crescimento das denúncias contra sua campanha sobre o envolvimento russo na eleição, que em último caso podem levar a um processo de impeachment.
Lua de mel com novo governo
No Brasil, a lua de mel com o novo governo prossegue dando fôlego para a bolsa e derrubando o dólar. E a instabilidade deve continuar eleva, diz Álvaro Bandeira, lembrando que muitas notícias devem sair até o fim de janeiro, véspera da posse dos novos parlamentares que devem dar sustentação às propostas de reforma do superministro da Economia, Paulo Guedes. E há o cenário externo que vai continuar dando seus sustos, também com os EUA retomando as negociações comerciais com a China.
Toalha na cama e falta de sintonia
Mas o ambiente positivo pode se inverter rapidamente caso continuem os desencontros entre o discurso do presidente e de seu superministro, como ocorreu na semana passada, quando Bolsonaro anunciou um aumento de IOF que depois foi negado pelo chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni. A batida de cabeças pode ser atribuída à própria falta de organização do novo governo, o que poderá ser resolvido com maior conversa do presidente, como em todo início de casamento, como o marido que deixa a toalha molhada na cama.
Mas pode também ser um sinal de divisão de visões dos grupos que formam o governo Bolsonaro, o que poderá criar problemas mais sérios nas difíceis disputas que o Executivo terá para aprovar as reformas da Previdência e fiscal no Congresso nos próximos meses. Um sinal de falta sintonia no governo pode ser muito ruim para as negociações com os parlamentares.
Novas divulgações e ordem unida
Por isso, nesta semana, a expectativa é com as prováveis novas divulgações do governo que revertam essa visão de falta de sintonia. A expectativa é que saiam nesta semana mais informações sobre o projeto de reforma da Previdência, a principal preocupação do mercado, e outras questões igualmente importantes da área econômica e segurança. Também a equipe econômica pode acelerar medidas infraconstitucionais para dar rumo rápido para a economia, já que o governo precisa mostrar resultados com certa urgência, avalia Bandeira.
IPCA deve trazer inflação perto de zero em dezembro
Na agenda econômica local, o principal indicador será o IPCA de dezembro, usado nas metas de inflação do Banco Central (BC), que sai na sexta-feira. O índice do IBGE deverá ficar praticamente estável, com alta de 0,07%, espera o Bradesco, encerrando o ano passado com alta de 3,67%, novamente abaixo do centro da meta e com dinâmica favorável, com núcleos subindo ao redor de 3% nos últimos 6 meses.
Outro indicador importante de inflação, o IGP-DI da Fundação Getulio Vargas (FGV), sai na terça-feira, e deve vir com deflação de -0,68%, segundo o Bradesco. Para o Banco Fator, o IGP-DI de dezembro deve ter deflação de 0,79% e fechar o ano com alta de 6,73%.
Indicador da indústria deve cair
Na terça-feira, o IBGE disponibilizará o resultado da Pesquisa Mensal da Industria (PIM) de novembro. O Banco Fator espera que a produção industrial apresente um recuo de 0,1% no mês e alta de 1,3% em relação ao mesmo mês de 2017. Já o Bradesco lembra que a recuperação da indústria tem sido mais moderada do que aquela observada no comércio, o que pode limitar a velocidade de retomada do Produto Interno Bruto (PIB). “Projetamos queda da indústria de 0,3% em novembro, em linha com expansão do PIB de 0,1% no 4º trimestre”, diz o banco.
Ata do Fomc e inflação nos EUA
Os destaques na agenda internacional serão a divulgação do índice de preços dos Estados Unidos (CPI) de dezembro na sexta-feira, a ata da reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Fed e a nova discussão do Brexit pelo Parlamento britânico, ambos na quarta-feira.
Para o Bradesco, as atenções dos mercados estarão voltadas para o detalhamento da decisão que aumentou a taxa de juros nos EUA em dezembro e a visão do Fed sobre os possíveis efeitos da piora registrada em alguns ativos financeiros sobre a atividade nos EUA. Dada a desaceleração recente em alguns indicadores, os dados de crédito e da balança comercial na China também merecem destaque.
Nova carteira do Ibovespa
Começará a valer nesta segunda-feira a nova carteira do Índice Bovespa. Na terceira prévia, divulgada na quinta-feira, sairiam do índice Copel PNB (SA:CPLE6) e Fibria ON (SA:FIBR3) e entraria Petrobras Distribuidora (SA:BRDT3). O indice ficaria assim com um papel a mais, 66 em relação à carteira vigente até sexta-feira. A nova carteira valerá de janeiro a abril de 2019.
Os cinco ativos que apresentaram o maior peso na composição do índice na terceira prévia foram: Itauunibanco PN (10,908%), Vale ON (SA:VALE3) (10,646%), Bradesco PN (8,632%), Petrobras PN (SA:PETR4) (7,801%) e Petrobras ON (SA:PETR3) (4,904%). Para efeitos de comparação, os ativos que apresentaram o maior peso na composição da carteira anterior do índice válida de 03 de setembro de 2018 a 04 de janeiro de 2019 eram: Vale ON (12,886%), Itauunibanco PN (10,442%), Bradesco PN (7,180%), Petrobras PN (6,444%) e AMBEV (SA:ABEV3) S/A ON (6,421%).
Fonte:
BTG mantém aposta positiva em bancos com preferência para Bradesco e Itaú
BTG mantém aposta positiva em bancos com preferência para Bradesco e Itaú
Ações46 minutos atrás (07.01.2019 14:16)
BTG mantém aposta positiva em bancos com preferência para Bradesco e Itaú
Investing.com - Em relatório enviado a clientes nesta segunda-feira, o BTG Pactual (SA:BPAC11) reforçou a visão positiva para os grandes bancos brasileiros neste ano. Na visão dos analistas, área de crédito deve começar a gerar novamente, com a aceleração da concessão dos empréstimos, que é considerada muito relevante em razão da sua venda cruzada com seguros e outros serviços. Bradesco (SA:BBDC4) e Itaú seguem sendo as apostas, com o primeiro em melhor posição.
“Os bancos estarão definitivamente operando a todo vapor", afirmaram Eduardo Roman e Thiago Kapulskis em relatório distribuído a clientes, no qual afirmam ver espaço para alta nos retornos (ROE).
No documento, eles avaliam que Bradesco está melhor posicionado para se beneficiar da recuperação cíclica por vir no segmento de crédito, refletindo, entre outraos fatores, sua maior exposição a Brasil que o rival Itaú Unibanco (SA:ITUB4) e alavancagem operacional da fusão com o HSBC.
O BTG mantém a recomendação de compra para o Bradesco, com preço-alvo em R$ 48,00, e para o Itaú Unibanco, com preço-alvo em R$ 42,00. Já Banco do Brasil (SA:BBAS3) e Santander (SA:SANB11) têm recomendação 'neutra', com preços-alvo de R$ 52 e R$ 47.
Na parte da tarde, as ações do Bradesco têm alta de 0,94% a R$ 40,83, com Banco do Brasil somando 0,43% a R$ 49,01, Itaú 0,14% a R$ 37,03 e Santander 0,95% a R$ 47,65.
Fonte: Reuters.
Mesmo sem ser “barganha”, ações da CVC estão entre top picks do BTG
Mesmo sem ser “barganha”, ações da CVC estão entre top picks do BTG
- 07/01/2019 -

O BTG Pactual divulgou em relatório a seus clientes que as ações da CVC Brasil (CVCB3) são uma de suas top picks para 2019, tendo em vista o crescimento das reservas no quarto trimestre de 2018, conforme release operacional divulgado pela companhia na última sexta-feira (4).
De acordo com a equipe de análise, a despeito da volatilidade atual no mercado de câmbio e na continuidade de indicadores econômicos fracos no Brasil, o desempenho operacional da CVC apresentou desempenho acima da média de seus concorrentes.
“Sim, o valuation não é uma barganha, especialmente no curto prazo, mas a ação permanece como uma de nossas top picks em 2019”, declara o BTG, em referência ao múltiplo P/L (Preço sobre Lucro) de 23 vezes da ação em relação aos ganhos previstos para 2019.
Por último, os analistas destacam as sinergias nas aquisições recentes da CVC, o que deve gerar melhora nas margens durante os próximos anos.
Fonte: MONEY TIMES
Caixa irá vender empresas na Bolsa
Caixa irá vender empresas na Bolsa
Agência Brasil - 07/01/2019 - 13:12
O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Paulo Guimarães, anunciou hoje (7) que a instituição deverá vender na Bolsa participações em áreas como seguros e loterias, reforçar o financiamento imobiliário via mercado de capitais e investir em microcrédito a juros mais baixos. Guimarães tomou posse nesta manhã no Palácio do Planalto, em cerimônia da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Ele disse que seguirá a determinação do governo de “não errar” e que buscará reduzir um passivo de R$ 40 bilhões da Caixa registrado sob a rubrica de “instrumentos híbridos de capital e dívida”. Segundo Guimarães, isso se dará com a “venda de participações em empresas controladas, seguros, cartões, asset (gestão de ativos) e loterias, que já começam agora, pelo menos duas neste ano”.
Guimarães destacou que o banco público buscará reforçar sua atuação no mercado de crédito imobiliário por meio de operações de securitização – venda de títulos no mercado financeiro – da ordem de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões.
“É fundamental discutir a parte imobiliária. Hoje temos problemas de funding. Via mercado de capitais, vamos vender de R$ 50 bilhões a R$ 100 bilhões para exatamente poder a Caixa continuar ofertando esse crédito”, disse.
O novo presidente da Caixa acrescentou que pretende expandir a oferta de microcrédito a taxas mais baixas do que as hoje praticadas pelo mercado. “Não me conformo em ver pessoas tomando dinheiro a 15%, 20% ao mês”, afirmou. “O Brasil pode ser uma referência em microcrédito.”
Guimarães disse que deverá fazer uma revisão nas políticas de patrocínio e comunicação da Caixa, conforme orientação do governo, e que viajará pessoalmente aos estados para ouvir clientes e visitar comunidades carentes onde o banco atua.
Ele informou que um dos primeiros estados a ser visitado será o Amazonas, onde estuda ampliar o acesso à Caixa ampliando o número de barcos do banco que atuam em comunidades isoladas.
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