quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Grandes bancos e corretoras americanas criam bolsa de valores de baixo custo

Grandes bancos e corretoras americanas criam bolsa de valores de baixo custo

AçõesAgora 09.01.2019 

© Reuters.  Grandes bancos e corretoras americanas criam bolsa de valores de baixo custo © Reuters. Grandes bancos e corretoras americanas criam bolsa de valores de baixo custo
Arena do Pavini - Um grupo de nove grandes corretoras de valores de varejo, bancos, empresas de serviços financeiros e formadores de mercados globais anunciaram ontem à noite um acordo para lançar uma bolsa de valores de baixo custo para concorrer com as demais bolsas. Batizada de MEMX, ou Members Exchange (Bolsa dos Sócios), a nova bolsa será de propriedade exclusiva de seus membros fundadores e buscará oferecer benefícios aos seus clientes, em geral investidores institucionais e de varejo, trazendo maior concorrência no mercado americano. A nova bolsa reforça ainda a tendência de oferta cada vez maior de serviços grátis ou de baixo custo para atrair os investidores para os mercados nos EUA.
Hoje, há dezenas de bolsas de valores nos EUA, muitas regionais ou que oferecem serviços especiais. Mas o mercado é dominado pela Intercontinental Exchange (ICE), dona da Bolsa de Nova York (NYSE), da NYSE Euronext na Europa e das bolsas de futuros LIFFE, de Londres, ICE Futures US e ICE Futures Europe. Além da ICE, outros grandes grupos são a Nasdaq, a BATS Global Markets, da Chicago Board Options Exchange/CBOE Global Markets e o CME Group, dono da Bolsa de Mercadorias de Chicago e que era sócio da B3.
As ações da ICE e da Nasdaq caíram após o anúncio da nova bolsa.

Grupo inclui Bank of America, Charles Schwab e Fidelity

Os membros fundadores da MEMX são muitos dos maiores corretores de varejo dos EUA e bancos globais como Bank of America Merrill Lynch, Charles Schwab, Citadel Securities, E * Trade, Fidelity Investments, Morgan Stanley (NYSE:MS), TD Ameritrade, UBS e Virtu Financial. Eles vão permitir aos clientes usar a MEMX como alternativa mais barata e mais simples que a Bolsa de Nova York ou a Bolsa de Chicago.
Segundo nota, a MEMX irá apresentar um pedido junto à Securities and Exchange Commission (SEC) agora no início deste ano para uma autorização para operar na negociação nacional de valores mobiliários.
A MEMX diz que sua missão é aumentar a concorrência, melhorar a transparência operacional, reduzir ainda mais os custos fixos e simplificar a execução de ações nos EUA. Além disso, a MEMX representará os interesses da base de clientes de seus fundadores, composta de investidores institucionais e de varejo.

Ordens mais simples e menor custo

Sobre questões de estrutura de mercado, a MEMX diz que procurará oferecer um modelo de negociação simples com tipos básicos de ordens, a tecnologia mais recente e uma estrutura de taxas simples e de baixo custo. Hoje, as grandes bolsas oferecem vários tipos de ordens que podem ter prioridade sobre as outras, criando privilégios para determinados investidores.
A nova bolsa também não terá redutores de velocidade (speedbumps) para negócios de alta frequência, como os adotados recentemente pela NYSE American, uma subsidiária da Bolsa de Nova York e da ICE voltada para ações de empresas de menor porte. Os redutores de velocidade foram a bandeira de criação de outra bolsa de valores nos EUA, a IEX Group, em 2016, a partir de denúncias do livro “Flash Boys”, que contava como as negociações de alta frequência podiam manipular o mercado.

Maior concorrência

Os fundadores da MEMX representam os principais corretores de varejo, bancos globais e empresas de serviços financeiros, e formadores de mercado – um grupo diversificado que se organizou com o objetivo comum de melhorar os mercados para investidores institucionais e de varejo, diz Douglas Cifu, da Virtu Financial. “O lançamento do MEMX é um testemunho da demanda de mercado por concorrência, inovação e transparência.”

Por Arena do Pavini

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

BRONZE

bronze é uma liga metálica homogênea composta pela mistura de cobre e estanho, podendo conter porções de outros elementos, com objetivos específicos pra cada uso. Apresenta-se na forma de um metal quase dourado, é maleável e dúctil, possuir características bastante peculiares, seu nome tem origem persa “biring” e significa cobre. Quando exposto ao ar atmosférico por períodos prolongados é recoberto por uma camada castanha escura de óxidos dos metais envolvidos em sua composição.


É uma das ligas metálicas mais antigas da humanidade, segundo a história, a fabricação do bronze iniciou-se a mais de 3000 anos, e ficou conhecida como Idade do Bronze. Quando os ferreiros perceberam que a utilização do cobre tornou-se inviável em virtude da procura, estes por sua vez misturaram acidentalmente o estanho com o cobre na tentativa de aumentar o volume de material, e a mistura deu certo. Essa liga entre o cobre e o estanho produziu um metal que apresentava flexibilidade, e era mais macio podendo seus restos serem fundidos novamente e reaproveitados na produção de peças, que ao contrario do ferro e do cobre que uma vez fundidos apresentavam-se duros e mais difíceis de manusear.

As civilizações antigas utilizaram amplamente o bronze entre elas se pode destacar o Egito, Grécia e Babilônia, evidentemente muitos povos antigos utilizaram esse material, porém o seu surgimento está ligado a essas civilizações mais antigas.
O bronze porem mostrou ser mais vantajoso tendo em vista que além de ser um metal relativamente mole para ser trabalhado conferia beleza e resistência à peça fabricada, a partir deste momento então, inicia-se a produção de diversos tipos de objetos, como esculturas, armas, utensílios de cozinha, adornos e até jóias.

O bronze é uma liga metálica que possui inúmeros usos e os mais comuns são:
  • Industriais como a fabricação de parafusos, ferramentas, equipamentos para usinas, aparelhos elétricos, conexões hidráulicas, revestimento de motores, em engrenagens em função de sua resistência ao atrito e manter o engraxe, antigamente foi usado na fabricação de moedas.
  • Nas artes plásticas, como se tem visto no decorrer da história muitos artistas plásticos tem utilizado o bronze em suas criações, principalmente o povo do Egito antigo e os gregos, o bronze também utilizado na fabricação de sinos em virtude de sua ressonância, ou seja, emiti um som característico e agudo quando recebe toque ou pancada advindo de uma ferramenta;
  • Na fabricação de instrumentos musicais, objetos de decoração em lápides para túmulos e em estátuas.
Como dito anteriormente alguns tipos de bronze são formados pela mistura de outros metais, porém sempre o cobre será o metal base em sua composição. Os metais presentes na composição do bronze são:


Ligas do BronzeCaracterísticas e aplicações
Cu + Sn + ZnContem cerca de 2% de zinco e seu uso é na fabricação de parafusos, porcas e válvulas, após ser submetido a tratamento térmico adquirem resistência elevada. São soldáveis com eletrodos de bronze fosfatizado.
Cu + Sn + PbEssas ligas variam na composição de chumbopossuindo 7%, 8%, 12% e 15% recebe também o nome de bronze vermelho, possui características bastante peculiares como resistência mecânica, térmica e química sendo amplamente utilizada na fabricação de peças industriais artesanais entre outros usos que exijam as propriedades concernentes a liga.
Cu + Sn + AlContêm em média 6 %, 12% e 20% de alumínio sendo utilizadas na fabricação de equipamentos e válvulas que exigem alta dureza, resistência mecânica e química sendo utilizados para fabricação de peças resistentes ao atrito como canhões de irrigação agrícola, hélices, bombas d’água e equipamentos para aplicação de agrotóxicos.
Cu + Sn +  MnContém em média 15% de manganês apresenta alta resistência química sendo utilizado na fabricação de tubulações para esgoto, indústrias químicas e equipamentos utilizados no tratamento de água.
Cu + Sn + PContem cerca de 16% de fósforo em equipamentos que exijam lubrificação por tempo prolongados, apresenta propriedades superiores as do bronze com chumbo, é utilizado na fabricação de eletrodos para soldagem e reparo de peças de bronze.
A fabricação do bronze na maioria das vezes segue o processo artesanal tradicional, poucas são as fábricas que utilizam tecnologia em sua produção. Sua composição é basicamente cobre mais estanho.




Fonte: Brasil Mineral

Digging Rainbow Herkimer Diamond Quartz Crystals in New York

Investidor estrangeiro tira R$ 1,76 bi da bolsa na primeira semana do ano

Investidor estrangeiro tira R$ 1,76 bi da bolsa na primeira semana do ano

Investing.com Brasil - 08/01/2019 - 
(Crédito: Divulgação/Bovespa)
Por Investing.com – No terceiro pregão de 2019, os investidores estrangeiros reduziram a posição vendida no segmento Bovespa da B3, com compras de R$ 8,384 bilhões e vendas de R$ 7,929 bilhões, levando a resultado positivo na sessão de R$ 455,588 milhões. No entanto, no acumulado do mês, o resultado segue negativo em R$ 1,766 bilhão.
Entre os investidores institucionais, o resultado de janeiro segue positivo em R$ 2,558 bilhões apesar do resultado levemente negativo na sexta-feira passada (4). As aquisições foram de R$ 4,699 bilhões e as vendas de R$ 4,725 bilhões, o levou a saldo negativo no dia de R$ 25,442 milhões.
O terceiro segmento de maior peso da bolsa, dos investidores individuais, as compras de sexta-feira totalizaram R$ 3,085 bilhões e as vendas de R$ 3,256 bilhões, resultando em saídas na sessão de R$ 170,790 milhões. Nos três primeiros pregões do ano, o déficit é de R$ 379,491 milhões.
Entre os investimentos das empresas públicas e privadas, as entradas na sexta-feira foram de R$ 77,606 milhões e as saídas de R$ 327,028 milhões, resultado em saldo negativo no dia de R$ 249,422 milhões, ampliando a posição vendida de 2019 para R$ 370,284 milhões.
Já as instituições financeiras tiveram as compras (R$ 523,588 milhões) sendo superada pelas vendas (R$ 533,523 milhões) em R$ 9,935 milhões. Em janeiro, o resultado segue negativo em R$ 38,270 milhões.
Nos três primeiros dias de 2019, entre compras e vendas, a bolsa paulista movimentou R$ 108,706 bilhões, com média diária de R$ 36,235 milhões. Na sexta-feira, o movimento foi de R$ 33,541 bilhões.

Fonte: MONEY  TIMES

Verde Asset: preços de ações (especialmente nos EUA) estão baratos

Verde Asset: preços de ações (especialmente nos EUA) estão baratos

                   - 08/01/2019 - 
“Banho de sangue”. É com esta expressão que a carta de dezembro da Verde Asset, do aclamado gestor Luis Stuhlberger, relata o mês de dezembro, período marcado pela desvalorização generalizada nos ativos de risco do mundo. As explicações para tal banho de sangue, aponta a gestora, são variadas.
“Em linhas gerais, nossa visão é que o crescimento global vinha desacelerando, e isso se aprofundou. Junto disso, o custo do dinheiro em Dólares vinha subindo conforme o Federal Reserve apertava sua política. A combinação desses dois fatores nos últimos meses levou o mercado a extrapolar que uma recessão global está à espreita. Fatores técnicos de mercado (liquidez, posicionamento, janela do final do ano) exacerbaram os movimentos”, destaca o Verde.
Em relatório de gestão divulgado a clientes, a Verde Asset aponta para uma subvalorização do mercado acionário. “Nos parece que os preços de ações (especialmente nos Estados Unidos) estão baratos”, declara a carta.
Neste sentido, o fundo gerido por Luis Stuhlberger deverá aumentar a exposição na renda variável. “Após correções como a que vimos no último trimestre do ano, historicamente, tem excelente relação de retorno para o risco”, completa.
Outlook vs Prêmios de Risco
Segundo o Verde, o momento é de nível alto de incerteza. “Temos sinais claros de preocupação vindo do mercado de crédito, ainda existem dúvidas sobre o crescimento global e incertezas em relação à política monetária nos EUA. Podemos ainda incluir preocupações com a economia chinesa, guerra comercial e Brexit à lista de coisas a nos tirar o sono”, ressalta a avaliação.
Se o nível de risco parece ser alto, mas e o retorno?
“Aqui a resposta é inequívoca: nos últimos meses observamos um aumento relevante do prêmio de risco em alguns mercados. Olhando o mercado acionário por exemplo, o S&P teve uma queda em sua relação preço/lucro muito expressiva. Num momento como esse, formular uma tese de investimento com base em estimativas de lucro não nos parece o mais prudente, uma vez que o mercado está justamente questionando tais estimativas”, questiona a gestora.
Na avaliação do lucro corrente, o S&P negocia próximo a 15 vezes. “Ou seja, um múltiplo baixo mesmo assumindo zero de crescimento. Considerando ainda que os juros longos (10Y) caíram bastante, temos um equity risk premium que se elevou muito chegando a 4,2%”, pontua.
“A trajetória de curto prazo pode ser volátil e ainda incluir correções relevantes nos preços dos ativos, mas para um horizonte mais longo, é difícil negar que o retorno esperado dos ativos de risco parece atraente”, conclui.

Fonte: MONEY  TIMES