quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Pedras Preciosas, Metais Nobres e Pedras Ornamentais

Pedras Preciosas, Metais Nobres e Pedras Ornamentais




Entre os minerais que se destacam por sua beleza, há muitos que, por serem frágeis ou de dureza muito baixa, não podem ser aproveitados para fabricação de joias ou objetos decorativos. Eles são muito bonitos, dispensam lapidação ou qualquer tipo de beneficiamento, mas não servem para figurar numa joia.
Em compensação, minerais como esses são a grande paixão dos colecionadores, inclusive porque, por não terem outro uso que não seja como peça de coleção, geralmente são desprezados nas minas, garimpos e pedreiras. Os delicados cristais de calcita da foto abaixo são um exemplo. O que fazer com tais preciosidades senão admirá-las em sua pureza, em sua plenitude de suas formas e cores naturais? O mesmo pode ser dito dos milimétricos cristais de quartzo incolor sobre calcedônia cinza ou dos finíssimos cristais de alunogênio das fotos abaixo.
Mas há substâncias que se destacam pela beleza e, ao mesmo tempo, por um significativo valor econômico. São as gemas, os metais nobres e as pedras ornamentais. E é sobre eles que falaremos daqui em diante. As substâncias minerais valiosas por sua beleza são aproveitadas com três finalidades: adorno pessoal, na forma de joias; decoração de interiores, como esculturas, vasos, cinzeiros, pias, pesos de papel e muitos outros objetos; e acabamentos arquitetônicos, como pisos, revestimentos de paredes, escadarias, pedestais, colunas etc.
As usadas para adorno pessoal compreendem os metais nobres e as gemas. Na decoração de interiores, usam-se minerais decorativos. Para acabamentos arquitetônicos, usam-se principalmente as rochas ornamentais. Dentre elas, há clara preferência pelo granito e pelo mármore, mas usam-se também ardósia, basalto e quartzito, por exemplo. Esses materiais todos recebem a denominação comum de substâncias gemológicas e seu estudo e aproveitamento fazem parte da ciência chamada gemologia. Podemos dizer que substância gemológica é uma substância geralmente natural e inorgânica usada para adorno pessoal ou com fins decorativos.
 Silica
Silica
Alunogênio
Alunogênio
 Calcita
Calcita





Classificação das Substâncias Gemológicas
Substância
Uso
Exemplos Típicos
Gemas
Gemas Naturais
Minerais
Adorno
Pessoal
Esmeralda, diamante, tumalinas, granadas, rubi, safira, ametista etc.
Orgânicas
Coral, âmbar, pérola etc.
Pérolas Cultivadas
Pérolas cultivadas
diversas.
Gemas Sintéticas
Esmeralda sintética, rubi sintético etc.
Gemas Artificiais
Zircônia cúbica, YAG, GGG etc.
Gemas Reconstituídas
Turquesa reconstituída.
Gemas Tratadas
Topázio irradiado, citrino obtido por tratamento de ametista etc.
Gemas Realçadas
Esmeralda tratada com óleos.
Gemas Revestidas
Esmeralda revestida.
Gemas Compostas
Gema + gema,
gema + vidro etc.
Metais Nobres
Ouro
Ouro.
Prata
Prata.
Grupo da Platina
Platina,
paládio e ródio.
Pedras Ornamentais
Minerais
Decorativos
Decoração
de Interiores
Ágata, sodalita, quartzo rosa etc.
Rochas Ornamentais
Acabamentos Arquitetônicos
Mármores, granitos, ardósias etc.
Fonte: Branco (2008).


Como se pode ver, as gemas são a categoria com tipos mais variados, reflexo da diversificada origem dessas substâncias. Gema é uma substância geralmente natural e inorgânica que, por sua raridade, beleza e durabilidade, é usada para adorno pessoal.
Gemas naturais são, como o nome diz, aquelas encontradas na natureza. Delas, as gemas minerais são de longe as mais numerosas, as mais valiosas e, por isso, as mais importantes. Esse grupo inclui praticamente todas as pedras preciosas mais conhecidas e que vêm sendo usadas pela humanidade há vários milhares de anos, como diamante, esmeralda, rubi, turmalina, safira, granada, topázio, ametista etc.
Gemas orgânicas compreendem um grupo menor, mas também com alguns representantes bem conhecidos. São aquelas produzidas por seres vivos, como pérola, coral, âmbar, marfim, azeviche, jarina etc. Não sendo de origem mineral, não podem ser chamadas de pedras preciosas. Isso mostra que gema e pedra preciosa não são exatamente a mesma coisa, ainda que a imensa maioria das gemas sejam pedras preciosas.
Pérolas cultivadas não entram na categoria das gemas orgânicas porque, embora sejam produzidas exatamente pelo mesmo processo que as pérolas naturais, ele foi nelas provocado artificialmente.
Gema sintética é aquela produzida em laboratório e que tem uma correspondente natural. Ex.: esmeralda sintética, espinélio sintético, safira sintética etc. São gemas muito semelhantes às gemas naturais correspondentes e só podem delas ser distinguidas com equipamento apropriado.
 Granito ornamental
Granito ornamental
Gema artificial é aquela também produzida em laboratório, mas que não tem uma correspondente natural conhecida. É, portanto, uma gema “inventada”. Ex.: zircônia cúbica, yag, fabulita.
Gema reconstituída é a gema produzida em laboratório por meio da aglomeração ou fusão parcial de fragmentos de uma gema natural. Quando a gema natural é muito friável, o que impede que seja lapidada, ela é triturada e misturada a uma cola. A mistura é então prensada e, com isso, adquire consistência para ser trabalhada. Ex.: turquesa reconstituída, âmbar reconstituído, lápis-lazúli reconstituído.
Gema tratada é aquela em que a cor ou outra propriedade foi modificada para lhe dar mais valor. O citrino obtido por tratamento térmico de ametista e a ágata tingida são exemplos de gema tratada.
Gema realçada é aquela que teve uma de suas propriedades, geralmente a cor, melhorada artificialmente. A ágata naturalmente avermelhada ou alaranjada pode ser aquecida para que sua cor fique mais forte. Ela poderia, portanto, ser incluída na categoria das gemas tratadas, mas modernamente prefere-se fazer essa distinção.
Gema revestida é aquela sobre cuja superfície se fez depositar uma fina camada, colorida ou não, da mesma substância ou de outro material. Pode ser obtida, por exemplo, fazendo depositar sobre um berilo incolor já lapidado uma fina camada de berilo verde, ou seja, de esmeralda.
Gema composta é a que se obtém unindo com cimento ou outro método artificial duas ou mais partes de gemas naturais, sintéticas ou artificiais. Pode ser gema natural com gema artificial, gema com vidro, vidro com duas gemas diferentes etc.
Metais nobres (ou metais preciosos) são um grupo de metais raros que inclui o ouro, a prata e os metais do grupo da platina (platina, paládio, ródio, irídio, ósmio e rutênio). Em gemologia, os metais do grupo da platina usados são a platina, o paládio e, em menor quantidade, o ródio.
 Pedra caxambu
Pedra caxambu
Minerais decorativos são muitos. Entre os mais usados podem ser citados quartzo rosa, sodalita, ágata e cristal de rocha. Menos frequentemente, empregam-se na confecção de objetos decorativos também algumas rochas, como granito, mármore, pedra-sabão, serpentinito e lápis-lazúli.
Rochas ornamentais compreendem vários tipos de petrográficas, dos quais são bem mais importantes o granito e o mármore.
Convém esclarecer que aquilo que no comércio e na indústria se chama de granito ornamental compreende, na verdade, várias rochas formadas principalmente por silicatos, como sienito, pulaskito, diorito, charnockito, essexito etc. O termo mármore inclui também, no mercado de rochas ornamentais, dolomito e calcário.
O basalto, muito usado em pisos e paredes no sul do Brasil, é na verdade uma rocha um pouco mais rica em quartzo, o riodacito. Algumas rochas ornamentais dispensam polimento. Exemplo disso é o quartzito conhecido comercialmente como pedra caxambu ou são tomé, muito usado em torno de piscinas porque não fica quente demais, mesmo no verão forte. As ardósias, por sua vez, por terem baixa dureza, não podem ser polidas.


Fonte: CPRM

OURO- ETFs crescem 3% em 2018

OURO

ETFs crescem 3% em 2018

As participações em ETFs e produtos similares com base em ouro global atingiram 2.440 toneladas em 2018, um aumento de 69 toneladas e que equivale a US$ 3,4 bilhões de entradas. O crescimento foi impulsionado pela expansão dos fundos europeus e alta dos ingressos globais durante dezembro. Esta é a primeira vez, desde 2012, que o valor do total das ações de ETFs com ouro terminou o ano acima dos US$ 100 bilhões.
 
Os fundos baseados na Europa registraram aumento de 10% ao longo do ano (96,8 t, US $ 4,5 bilhões). Pelo segundo ano consecutivo, a Alemanha liderou as entradas de países, adicionando US$ 2,6 bilhões. Os fundos com base no Reino Unido baseados seguiram com ingressos de US$ 1,7 bilhão, em grande parte devido à incerteza em torno do Brexit. Já os fundos norte-americanos - que tendem a ser mais impulsionados pelos preços e pelo momento – lideraram as saídas, impulsionadas pelo fraco desempenho do ouro durante o 3º trimestre. Esses fluxos foram revertidos no 4º trimestre para compensar a maior parte das perdas anteriores. 
 
Muitos fundos asiáticos e de outros países tiveram saídas alavancadas pela obtenção de lucros. As moedas emergentes mais fracas caíram entre 10% e 20% e impulsionaram os retornos locais de ouro. O preço do ouro terminou relativamente estável no ano (-1,1%), recuperando 9% de baixa de agosto e se consolidando no último trimestre de 2018. O ouro com hedge de longo prazo encerrou 2018 com alta de mais de 5%, mais uma vez impulsionado pelo dólar. 
 
Os mercados acionários globais permaneceram voláteis, impulsionados por conflitos comerciais, preocupações geopolíticas, incerteza quanto à política monetária, preocupações com crédito e altas cotações no mercado de ações. A maioria dos índices fora dos EUA caiu bem acima de 10%. Lideradas pelo petróleo, as commodities globais foram menores em 15%. No geral, os volumes de negociação de ouro cresceram 2% a / a, impulsionados pelo crescimento nos mercados futuros de ouro globais. Os volumes de negociação dos mercados de ouro foram em média entre US$ 100 bilhões e US$ 125 bilhões por dia em 2018.

Fonte: Brasil Mineral

BTG vê MRV com preferida do setor e recomenda compra com preço-alvo de R$ 16

BTG vê MRV com preferida do setor e recomenda compra com preço-alvo de R$ 16

Investing.com – O BTG Pactual divulgou nesta quarta-feira relatório sobre a MRV Engenharia (BOV:MRVE3), apostando que 2019 será um ano melhor para a companhia, baseado no otimismo com a continuidade do programa Minha Casa Minha Vida, possibilidade do grande landbank ser convertido em mais lançamentos, demanda reprimida por moradias de baixa renda, além da boa administração.
Apesar das estimativas abaixo do consenso, o BTG vê um bom crescimento de EPS (+ 18%, CAGR 2018-2020E) e múltiplos atrativos (7x P / E 2019E e 9% de rendimento de fluxo de caixa), reafirmando a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 16,00, o que representa alta de 23%.
Para a equipe do BTG, MRV oferece uma grande recompensa de risco, sendo a escolha preferida no setor imobiliário. Eles incluemo um cenário muito conservador nas previsões (por exemplo, não assumem que a MRV atingirá 50.000 unidades/ano ou que terá uma grande operação no nicho de renda média, como a empresa está esperando).
O BTG destaca que nos últimos 12 meses, as ações da MRV tiveram ganhos de 11%, ficando bem abaixo de seus pares, com a Tenda somando 78% e a Direcional 57%. Na visão dos analistas, apesar de um ano positivo, com alta de 12% no lucro líquido por ação, gerando FCF positivo e distribuindo cerca de 5% em dividendos, os investidores mantém o pessimismo, já que a empresa parece estar perdendo sua orientação de lançamentos. Para eles, apesar da falta das projeções não ser uma coisa positiva, o banco trabalha com seus próprios dados.
Fonte: ADVFN/: INVESTING.COM BRASIL

Cemig salta mais de 2% com Zema anunciado envio de projeto de privatização

Cemig salta mais de 2% com Zema anunciado envio de projeto de privatização

Investing.com – No início da sessão desta quinta-feira na bolsa paulista, as ações da Cemig (BOV:CMIG4) operam com valorização de 2,28% a R$ 13,90, reagindo positivamente a entrevista do governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que informou que vai enviar à Assembleia Legislativa mineira um projeto para privatização da estatal.
Zema explicou que a venda de estatais, inclusive a elétrica mineira, é uma “exigência” do Tesouro Nacional para a renegociação da dívida do Estado com a União. O governador disse ainda que deve enviar novos projetos para Assembleia nesse esforço de melhorar as contas públicas estaduais.
Entre as medidas, de acordo com Zema, a privatização de estatais é uma das prioridades.
“O Tesouro Nacional, dentro dessa questão da renegociação da dívida com Minas Gerais, exige que empresas do Estado sejam privatizadas”, disse. “Na Lei, não está claro o grau de exigência, mas é objetivo nosso que o Estado foque naquilo que traz retorno para a população, que é saúde, segurança e educação”.
Zema herdou um rombo de R$ 11,4 bilhões no orçamento estadual de 2019. A equipe de transição projetou prejuízo de quase R$ 100 bilhões para os próximos quatro anos, caso medidas de ajuste não sejam tomadas.
Fonte  ADVFN

Resumo do Ibovespa - 10/01/2019 - MyCAP