sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Tenha um pedaço do maior diamante do século

Tenha um pedaço do maior diamante do século

Tenha um pedaço do maior diamante do século
O Lesedi la Rona, o maior diamante bruto desenterrado em mais de um século (e o segundo maior da história) está ganhando novos contornos nas mãos da joalheria Graff Diamonds, que adquiriu a pedra por US$ 53 milhões em 2017. Depois de um ano de análise, corte e polimento, o diamante bruto se transformou em 60 gemas, que variam em tamanho de menos de um quilate até mais de 100 quilates. O diamante possui a mítica “Cor D”, que designa o mais alto grau de clareza, e é certificado pelo Gemological Institute of America (Instituto Gemológico da América), que comprava sua autenticidade e origem. As gemas – anéis, brincos e pingentes – vêm com uma inscrições a laser da Graff com o nome do diamante.
O diamante de 1.109 quilates tem as mesmas dimensões de uma bola de tênis (66,4 x 55 x 42 mm). Seu tamanho só foi superado pelo Cullinan (3,106 quilates), extraído na África do Sul em 1905. A Graff Diamons ainda não revelou o valor das peças, mas dinheiro não é problema para quem quer ter um pedaço da história.
Fonte:  Revista Dinheiro)

Dez gemas raras que você precisa conhecer

Existem muitas pedras preciosas empregadas na joalheria, tão usadas quanto os diamantes e também pouco encontradas na natureza. Segundo a gemóloga do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais – IBGM, Gracia Baião, elas são verdadeiros tesouros “consideradas raras não apenas por sua escassez, beleza, cor, resistência, efeitos óticos entre outras propriedades avaliadas. Aqui, listamos apenas dez pedras deslumbrantes que você não teria imaginado que são tão incomuns e preciosas.
1. Tanzanita
Intensas tonalidades azul-violeta da tanzanita podem rivalizar com safiras finas por uma fração do preço – e é uma pedra muito mais rara! Essa gema é encontrada apenas em uma pequena área da Tanzânia. Após sua descoberta em 1967, rapidamente ganhou popularidade, devido em parte aos esforços de marketing da Tiffany & Co. Esta pedra aparece em tons de azul, violeta ou variando de amarelo-esverdeado a marrom, dependendo do ângulo de visão. É na lapidação que os cortadores de gemas trabalham para ressaltar a matiz azul ou violeta. Embora quase toda a tanzanita seja submetida a tratamento térmico para produzir seus atrativos tons azuis, esse processo produz uma cor estável que torna essa pedra tão desejável.
2. Rubi da Birmânia
Todos os rubis são raros, mas os de Myanmar (antiga Birmânia) definem o padrão de qualidade e cor. Eles também são excepcionalmente escassos. Embora os rubis da Tailândia contenham teor de ferro relativamente alto, o que pode resultar em vermelhos excessivamente escuros com tons acastanhados ou purpúreos, as condições geológicas em Myanmar geralmente produzem rubis com muito poucos traços desse minério. Como resultado, essas gemas alcançam vermelhos mais vivos com fluorescência muito mais forte do que suas contrapartes tailandesas. Ainda assim, um rubi tailandês de alta qualidade rivalizará com o melhor de Myanmar. Com cores finas apelidadas de “sangue de pombo”, essas gemas vermelhas são sempre procuradas.
3. Jadeíta
Conhecida pelo brilhante verde do jade imperial, a jade pode apresentar várias cores, incluindo lavanda, amarelo, laranja-vermelho, azul, preto e incolor. Altamente valorizada nas culturas chinesa, maia e maori, esta pedra é folclórica. Seu valor depende da sua translucidez e textura. Determinar seu valor envolve mais subjetividade do que a maioria das pedras preciosas. A arte da peça desempenha um papel muito importante. Há um ditado chinês: “O ouro tem valor; jade é inestimável”.
4. Alexandrita
Descoberto em 1830 nos Montes Urais da Rússia, a alexandrita tem notáveis habilidades para mudar de cor. Devido a vestígios de cromo na estrutura cristalina, esta pedra aparece de cor verde-esmeralda a azul-pavão durante o dia, mas vermelho-rubi a roxa sob luz incandescente. Na época da Rússia Imperial as cores vermelha e verde estavam em alta. Assim, não é de admirar que a aristocracia russa cobiçasse esta pedra. Nomeada após o Czar Alexander, esta variedade de crisoberilo ainda é uma pedra rara. Embora a descoberta de alexandrita no Brasil e em alguns outros locais tenha ampliado a disponibilidade dessa gema, ela permanece entre as pedras mais raras.
5. Turmalina Paraíba
Os matizes azul-esverdeados da turmalina paraíba surpreenderam o mundo da gema nos anos 80. Sua descoberta no estado brasileiro da Paraíba estimulou uma onda de garimpeiros e mineiros na área. O preço por quilate da gema aumentou rapidamente e continua a crescer. No entanto, o Brasil não é a única fonte dessas pedras de néon. Condições geológicas semelhantes produziram estas gemas contendo cobre em Moçambique e na Nigéria. Ainda assim, esta variedade de permanece entre as gemas mais raras.
6. Ammolita
Em 1981, a Confederação Mundial de Joalheria (CIBJO) declarou a ammolita uma nova gema orgânica. Ocorrendo em depósitos limitados nas Montanhas Rochosas da América do Norte, encontra-la em perfeito estado é muito difícil, o que a torna muito rara. Ammolita é feita de conchas de aragonita de moluscos marinhos com mais de 65 milhões de anos, que exibem cores brilhantes e iridescente. Qualquer cor do arco-íris, ou até mesmo o arco-íris inteiro pode aparecer em um único espécime. O valor dessas gemas únicas aumenta para cores raras, iridescência e jogo de cor mais intensos e quanto a pedra pode ser girada com a cor ainda visível.
7. Safira de Caxemira
Os tons azuis aveludados e saturados caracterizam as safiras de Caxemira. Essas gemas contêm inclusões muito finas de rutilo que criam essa aparência suave. As minas que outrora as produziam no alto do Himalaia secaram nos anos 1930. Como resultado, o preço dessas pedras extremamente escassas aumenta cada vez mais. Enquanto poucos terão o privilégio de possuir uma dessas jóias, os museus têm muitas peças expostas.
8. Pérola Natural
Pérolas são onipresentes, mas sem a indústria de pérolas cultivadas, elas seriam quase inexistentes. As pérolas naturais são extremamente raras e cada vez mais escassas. Elas são raramente redondas e muitas vezes descoradas. Assim, enquanto o padrão para correspondência de jóias de pérolas redondas é muito alto em pérolas cultivadas, fios de pérolas naturais terão mais imperfeições.
9. Berilo Vermelho
Do grupo da esmeralda, água-marinha e morganita a variedade vermelha de berilo contém manganês, que confere um tom vermelho vivo. Uma vez chamada bixbite, o berilo vermelho é uma das gemas mais raras e desejadas. Ela aparece apenas nas montanhas de Wah Wah, em Utah, e a maioria dos espécimes é mantida por coletores minerais e nunca é facetada.
10. Benitoite
Esta pedra é muito rara, bem como o seu “fogo” ou dispersão. Combinada com a sua cor azul safira, não é de admirar que esta é uma gema altamente procurada. O benitoite ocorre apenas no Condado de San Benito, Califórnia (e, portanto, uma escolha natural para a gema do estado da Califórnia). Benitoítes lapidadas têm preços equivalentes aos das safiras de boa qualidade, apesar de serem mais raras.

Fonte: IBGM

ESMERALDA BRUTA E LAPIDADA DA MINA DA CARNAÍBA- BAHIA

       ESMERALDA BRUTA E LAPIDADA DA MINA DA CARNAÍBA- BAHIA

Portos seguros tradicionais estão de volta à moda nos mercados

Portos seguros tradicionais estão de volta à moda nos mercados

O aperto do Federal Reserve está enfraquecendo a liquidez e reacendendo a volatilidade nos mercados

(Bloomberg) — O mais notável sobre o desempenho recente do iene pode não ser sua alta de quase 4% em relação ao dólar na quinta-feira, mas o fato de a moeda ter registrado seu melhor mês em cerca de dois anos.
Esse mesmo dado também se aplica ao ouro, que em dezembro registrou o maior salto desde janeiro de 2017. Ambos os ativos continuam a subir neste ano. Enquanto isso, títulos dos países do G-7 tiveram seu melhor dezembro em uma década, de acordo com um índice do Bank of America Merrill Lynch.
Simplificando, os portos seguros tradicionais estão de volta.
A mesma miríade de fatores que atormentam os investidores em 2019 também os está mandando para a segurança. Embora a guerra comercial esteja aparecendo nos dados do mundo real, ela também está surgindo nos lucros das empresas, conforme evidenciado pela redução de estimativas da Apple Inc. na quarta-feira.

Ao mesmo tempo, o aperto do Federal Reserve está enfraquecendo a liquidez e reacendendo a volatilidade nos mercados. Riscos idiossincráticos como o Brexite a disputa orçamentária da Itália com a União Européia estão apenas agravando o clima de risco – e acrescentando combustível à estratégia de refúgio.
“Há tantas preocupações para os investidores no momento – desaceleração econômica global, China, shutdown dos EUA, Brexit, risco político”, disse por e-mail Charles St-Arnaud, estrategista de investimentos da Lombard Odier Asset Management, em Londres. “Além disso, o desempenho tem sido fraco e a volatilidade aumentou para a maioria das classes de ativos. Por isso, é compreensível que alguns investidores estejam mais seguros para esperar por alguma clareza. ”

Alta repentina?

A redução da projeção de receita da Apple, que culpou a demanda mais fraca da China, foi citada por alguns como um fator para o forte salto do iene durante a manhã na Ásia. “A fraqueza das ações asiáticas resultou em compra acentuada de ienes em meio à pouca liquidez”, disse por e-mail Georgette Boele, estrategista de moeda e metais preciosos do ABN Amro Bank NV, de Amsterdã. Os portos seguros estão de volta à moda “no momento, com incerteza sobre as ações e a paralisação do governo dos EUA”, disse ela.

Rumo ao ouro

O sentimento em relação ao ouro também se intensificou em meados de outubro, quando os administradores de fundos abandonaram sua posição vendida líquida contra o metal à medida que as perspectivas para o dólar se deterioravam.
Desde então, os investidores acumularam fundos negociados em bolsa, apoiados em ouro, que acumularam 126 toneladas de metal no valor de US$ 5,2 bilhões em 60 sessões – o maior aumento em mais de 18 meses.
Uma redução das expectativas de aumento dos juros também contribuiu para a demanda, já que o ouro tipicamente cai durante os períodos de aperto monetário.
“O ouro está em alta devido a múltiplos ventos contrários” para a economia mundial, disse Ole Hansen, chefe da estratégia de commodities do Saxo Bank por e-mail. “Ações, dólar e os rendimentos dos títulos estão em baixa, enquanto o risco de novas altas de juros nos EUA quase foi removido.”

Treasuries

Os yields dos Treasuries caíram quase 70 pontos base desde o início de novembro, já que os temores de desaceleração do crescimento americano são agravados pelas preocupações comerciais e pela paralisação parcial do governo em meio aos planos do presidente Donald Trump sobre um muro na fronteira com o México.
   
Fonte: EXAME/ Bloomberg

Metais Preciosos

Metais Preciosos



São chamados de metais preciosos (ou metais nobres) o ouro, a prata e os metais do grupo da platina. Estes compreendem platina, paládio, ródio, rutênio, irídio e ósmio. O ouro e a prata são os mais importantes e os mais conhecidos. Mas a platina é bem mais valiosa. Na indústria joalheira, usa-se ouro, prata, platina, paládio e ródio, este último geralmente como revestimento de outros metais (banho de ródio). Os metais preciosos são todos raros na crosta terrestre, embora possam estar muito disseminados, como é o caso do ouro. Possuem alta densidade, são maleáveis (podem ser reduzidos a folhas) e dúcteis (podem ser reduzidos a fios).


O Ouro


Elemento Químico
O ouro é o elemento químico de número atômico 79 e massa atômica 196,97. É um metal do Grupo 1B da tabela periódica, como a prata e o cobre.


Mineral
O ouro raramente se combina com outros elementos, sendo, por isso, encontrado na natureza geralmente no estado nativo. Cristaliza na forma de cubos e octaedros, mas é muito mais 
Pepita de ouro
Pepita de ouro
comum encontrá-lo na forma de escamas, massas irregulares (pepitas) ou fios irregulares. É opaco e tem cor amarela típica, mas, quando pulverizado, pode ser vermelho, preto ou púrpura. Seu brilho é metálico, a dureza baixa (2,5 a 3,0) e a densidade muito alta (19,30).
A baixa dureza permite que ele seja facilmente riscado com um canivete ou mesmo com um pedaço de vidro. Devido à alta maleabilidade, quando martelado amassa em vez de quebrar. Se mordido, fica com marcas dos dentes. O brilho não é muito intenso, ao contrário do que muitos pensam.
A pirita é um sulfeto de ferro que, por sua semelhança com o ouro, é chamada popularmente de "ouro dos trouxas" ou "ouro dos tolos". Ela é, na verdade, até bem diferente do ouro. É bem mais leve que ele, não é maleável e seu brilho costuma ser bem mais forte. E, ao contrário do ouro, é comum aparecer na forma de belos cristais.
O ouro ocorre em aluviões e em veios de quartzo associados a rochas intrusivas ácidas. É encontrado também como teluretos e ligas naturais, pois geralmente contém algo de prata. Forma série isomórfica com a prata, ou seja, a mistura ouro-prata pode ocorrer em todas as proporções.
Está muito disseminado na crosta terrestre, geralmente associado ao quartzo ou à pirita. Estima-se haver quase nove milhões de toneladas de ouro dissolvido na água do mar. Um dos poucos elementos com o qual o ouro se combina é o telúrio, formando teluretos. Assim, esse metal é encontrado em minerais como krennerita, calaverita e silvanita. A liga com prata chama-se eletro.


Metal
O ouro é o mais maleável e o mais dúctil dos metais. Com 1 g desse metal, podem-se obter até 2.000 m de fio ou lâminas de 0,96 m² e apenas 0,0001 mm de espessura. É bom condutor de calor e eletricidade e não é afetado nem pelo ar, nem pela maioria dos reagentes químicos. Há quem o considere o mais belo dos elementos químicos. Seu ponto de fusão é 1.063 °C.


Fontes de Obtenção
Os principais minerais fornecedores de ouro são ouro nativo, krennerita, calaverita, eletro, silvanita e pirita. Ele é obtido também na metalurgia de vários metais. Estudos indicam que o metabolismo da bactéria ralstonia metallidurans leva à formação de pepitas de ouro.


Usos
Acervo do Metropolitan Museum of Arts (Nova Iorque). Foto: P.M.Branco
Acervo do Metropolitan Museum of Arts (Nova Iorque). Foto: P.M.Branco
O ouro é usado principalmente em moedas; em segundo lugar, em joias e decoração. É útil também em odontologia (hoje muito pouco usado), instrumentos científicos, fotografia e indústria eletrônica. Para confecção de joias, usam-se ligas com 75% de ouro (o chamado ouro 18 quilates) ou, às vezes, com apenas 58,33% (ouro 14 quilates). É empregado também em fotografia, na forma de ácido cloro-áurico (HAuCl4), e na indústria química, em ligas com cobre, prata, níquel e outros metais. A foto ao lado mostra sandálias e dedeiras de ouro da antiga civilização egípcia. As sandálias foram escurecidas para se assemelharem ao couro.
Quem tem uma joia e não sabe ao certo se ela é feita com ouro, deve fazer o teste usando água-régia, uma mistura de ácido nítrico com um volume três ou quatro vezes maior de ácido clorídrico, ambos concentrados. As agências de penhores da Caixa Econômica Federal fazem esse teste, que indica se a joia é feita com ouro e se se trata de ouro 18 quilates ou outro tipo de liga (ouro puro não se usa em joias).


Principais Produtores
É produzido principalmente na África do Sul (11 % da produção mundial em 2006), seguindo-se EUA, Austrália, China e Peru. Entre 1700 e 1850, o Brasil foi o maior produtor de ouro do mundo, com um total de 16 toneladas no período de 1750-1754, originada predominantemente das aluviões da região do Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais. A importância do Brasil continuou crescente até a primeira metade do século XIX, quando perdeu a liderança diante das grandes descobertas de ouro aluvionar da Califórnia, nos Estados Unidos.
Entre 1965 e 1996, nossa produção alcançou 877 toneladas, representando cerca de 4% da produção mundial. O ouro brasileiro é extraído principalmente em Minas Gerais e no Pará. Em 2003, a produção foi de 40,4 t e em 2004, de 47,6 t de ouro. Segundo o Mapa de Reservas de Ouro do Brasil, elaborado em 1998 pelo Serviço Geológico do Brasil, as reservas em ouro brasileiras são estimadas em 2.283 toneladas.


Preço
O preço do ouro varia constantemente, já que é muito usado como investimento. Em 29 de junho de 2007, a onça-troy (31,103 gramas) valia US$ 647, metade do preço da platina (US$ 1.273), mas quase o dobro do preço do paládio (US$ 365).


Curiosidade
Estima-se que todo o ouro do planeta daria para fazer um cubo de 15 m de aresta. Em 1999, joalheiros de Dubai fizeram a maior corrente de ouro do mundo: 4.382 m. Usaram ouro 22 quilates e gastaram cerca de US$ 2 milhões. A peça foi vendida em praça pública, em pedaços.


A Prata


Elemento Químico
A prata é o elemento de número atômico 47 e massa atômica 107,87. É um metal do grupo 1B, como o ouro e o cobre.


Mineral
A prata cristaliza no sistema cúbico (como o ouro) e seus cristais podem ser cubos, dodecaedros ou octaedros. Entretanto, eles são raros e o mineral é geralmente acicular, fibroso, dendrítico ou irregular. 
Prata de hábito filiforme. Fonte: Korbel, P. & Novák, M. Enciclopédia de Minerais.
Prata de hábito filiforme. Fonte: Korbel, P. & Novák, M. Enciclopédia de Minerais.
Tem cor cinza (prateada), inclusive quando em pó. Não tem clivagem. Sua dureza é baixa (2,5 a 3,0); e a densidade, alta (10,50), mas muito inferior à do ouro. Ocorre em filões. Possui intenso brilho metálico, o qual enfraquece se o ar contiver enxofre, o que geralmente ocorre nas cidades.


Metal 
A prata é um metal muito dúctil e maleável. Permite obter lâminas com 0,003 mm de espessura e fios de 100 m pesando apenas 38 mg. Duas peças de prata podem ser soldadas a marteladas, desde que aquecidas a 600ºC. Seu ponto de fusão é 960 °C. É o metal que melhor conduz o calor e a eletricidade. Tem propriedades semelhantes às do Cu e do Au.


Fontes de Obtenção
A prata forma 129 minerais, sendo extraída de muitos deles, como pirargirita, argentita, acantita, cerargirita, galena argentífera, stromeyerita, tetraedrita, pearceíta, proustita, stephanita, tennantita, polibasita, silvanita e prata nativa. Pode ser obtida também como subproduto na metalurgia do zinco, do ouro, do níquel e do cobre. Ela está muitíssimo menos disseminada que o ouro na natureza.


Usos
Usa-se prata em: moedas, espelhos, talheres, joalheria, odontologia (como amálgama), soldas, explosivos (fulminato), chuvas artificiais (iodeto), óptica (cloreto), fotografia (nitrato), germicida, objetos ornamentais e ligas com cobre. Para joias e objetos ornamentais, usam-se ligas com 10% de cobre (prata 90 ou prata 900) ou, mais frequentemente, com 95% de prata (prata 950).


Principais Produtores
O maior produtor de prata é o México, com 2.748 t (dados de 2002), seguindo-se Peru, China e Austrália, todos com mais de 2.000 t. O Brasil produziu em 2002 apenas 10 t, em Minas Gerais e sobretudo no Paraná, como subproduto do chumbo.


Curiosidade
A maior pepita de prata conhecida foi encontrada em Sonora (México) e tinha 1.026 kg.


A Platina
Cristal de platina (Fonte: Korbel, P. & Novák, M. Enciclopédia de Minerais - O Mineral
Cristal de platina (Fonte: Korbel, P. & Novák, M. Enciclopédia de Minerais - O Mineral
Elemento Químico
A platina é o elemento químico de número atômico 78 e massa atômica 195,09. Pertence ao grupo 8B da tabela periódica, junto com o níquel e o paládio.


Mineral
A platina é um mineral do sistema cúbico, geralmente encontrada em grãos irregulares, raramente em octaedros ou cubos. Tem cor cinza-aço, traço cinza brilhante, brilho metálico, sem clivagem. É, às vezes, magnética. Tem dureza 4,0 a 4,5 e densidade 21,40 (altíssima).


Metal
A platina é um metal maleável, dúctil, resistente à corrosão pelo ar, solúvel em água-régia. Absorve hidrogênio como o paládio. Provoca explosão do hidrogênio ou do oxigênio. Seu ponto de fusão é 1.773,5 °C.


Fontes de Obtenção
Pode ser extraída de vários minerais: sperrylita, platini­rídio, polixênio, cooperita e ferroplatina. A platina nativa ocorre na natureza geralmente misturada com ferro, irídio, paládio e níquel. Ocorre em aluviões e em rochas básicas, como dunitos, piroxenitos e gabros.


Usos
É empregada em joalheria (com 35% de paládio e 5% de outros metais), instrumental para laboratório, odontologia, eletricidade, ogivas de mísseis, catalisadores, pirômetros, liga com cobalto, fornos elétricos de alta temperatura, fotografia e em vários outros produtos industriais.


Principais Produtores
A platina é produzida principalmente pela África do Sul (134 t em 2002), seguindo-se Rússia (35 t), Canadá (7 t) e Estados Unidos (4,39 t).


Preço
Em 29 de junho de 2007, a onça-troy de platina valia US$ 1.273, quase o dobro do preço do ouro (US$ 647).


Curiosidade
Em 1985, foi exposto em Tóquio (Japão) um vestido feito à mão com fios de platina, pesando 12 kg e avaliado em um milhão de dólares.

O Paládio


Elemento Químico
O paládio tem número atômico 46 e massa atômica 106,4. Pertence ao mesmo grupo da platina (8B).


Mineral
É um mineral do sistema cúbico, de cor cinza-aço, que ocorre na forma de grãos (pepitas), às vezes com estrutura fibrorradiada. É séctil, de brilho metálico. Tem dureza 4,5 a 5,0 e densidade 11,40.


Metal
O paládio é inoxidável, dúctil e muito maleável, podendo ser reduzido a folhas de 0,0001 mm de espessura. Seu ponto de fusão é 1.500 °C. Tem notável capacidade de absorção de hidrogênio (até 900 vezes seu próprio volume), formando possivelmente PdH2.


Fontes de Obtenção
O paládio é extraído dos minerais de platina.


Usos
É usado como catalisador, em instrumentos odontológicos (prótese e ortodontia) e cirúrgicos e em relojoaria e joalheria (neste caso como substituto da platina). Forma ligas com ouro (ouro marrom, ouro branco-médio, ouro branco-suave).


Principais Produtores
Em 2002, o maior produtor de paládio foi a Rússia (84 t), seguindo-se África do Sul, Estados Unidos e Canadá.


Preço
Em 29 de junho de 2007, a onça-troy de paládio valia US$ 365, pouco mais da metade do valor do ouro (US$ 647).Hoje em dia, Janeiro de 2019 o ouro custa US$1,280.


Curiosidade
O nome do paládio deriva de Pallas, planetoide descoberto em 1802, um ano antes de se descobrir o elemento. O mineral paládio foi descoberto pela primeira vez em Morro do Pilar, Minas Gerais.


Fonte: CPRM