sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

DEZ COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE PEDRAS PRECIOSAS

DEZ COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE PEDRAS PRECIOSAS



1. Brilhante não é uma pedra preciosa
              Embora muita gente fale em anel de brilhante, essa palavra não é nome de uma pedra preciosa e sim de um estilo de lapidação. Como esse tipo de lapidação é o que melhor ressalta a beleza do diamante, ele é o mais usado para essa gema e, com isso, muitos fazem a confusão entre diamante e brilhante.
              Há diamantes que não são lapidados na forma de brilhante, assim como há gemas que não são diamante e recebem lapidação brilhante.
              Portanto, se a pedra do seu anel, brincos ou outra joia for um diamante, diga que você tem um anel ou brinco de diamante, não de brilhante. 
Abaixo, figura mostrando como é um brilhante visto de perfil (abaixo) e de cima.


3. Rubi e safira são um mesmo mineral
              O rubi e a safira são variedades de um mesmo mineral chamado coríndon. Rubi é o coríndon de cor vermelha; safira é o coríndon com qualquer outra cor.
A safira azul-escuro a púrpura é a mais valiosa, mas existem outras, com cores como   rosa, dourada e até incolor (leucossafira).
3. Esmeralda e água-marinha também são um mesmo mineral
              A esmeralda e a água-marinha também são variedades de um mesmo mineral, neste caso o berilo. Mas, aqui as diferenças vão além da cor: a esmeralda (verde) é bem mais valiosa que a água-marinha (azul-claro a esverdeada). Além disso, embora seja fácil obter uma água-marinha bem límpida, sem defeitos (os gemólogos chamam os defeitos de inclusões), a esmeralda invariavelmente é cheia de fissuras onde podem se alojar outras substâncias. Apenas em pedras muito pequenas se deve esperar uma grande pureza.
             
4. A cor é o que mais valoriza uma gema lapidada
              Do valor de uma gema lapidada, 50% devem-se à cor. Ela é a propriedade que mais importa na avaliação de uma pedra preciosa. Em segundo lugar vem a pureza (30%) e depois a qualidade da lapidação (20%).
              Mesmo no caso de diamantes incolores (como é a imensa maioria deles) a cor é fundamental porque aquilo que para um leigo parece incolor, pode estar longe de sê-lo. Os avaliadores de diamante conseguem definir cinco categorias de cor do aparentemente incolor ao absolutamente incolor.
5. O significado de quilate
              Quando se fala de gemas, a palavra quilate nada tem a ver com qualidade. Ela é uma unidade de peso, que equivalente a 200 miligramas. Assim, uma pedra preciosa de 5 quilates pesa um grama.
              A confusão é fácil de entender porque quando se fala em ouro, aí, sim, quilate tem a ver com a composição. As ligas de ouro podem ter 58,33% deste metal (ouro 14 K), 75% de ouro (ouro 18 K, ou ouro 750) ou 100% de ouro (ouro 24 K, ou ouro 1.000, que é o ouro puro). 
              Ouro 18 K é o mais usado em joias; ouro 24 K é o que se comercializa em barras e lingotes. 
6. O significado de dureza
              Muita gente pensa que substância dura é aquela difícil de quebrar. Isso não está errado, mas quando se trata de pedras preciosas ou qualquer outro mineral, dureza é a resistência que a pedra oferece quando se tenta riscá-la, não quebrá-la. 
              Um exemplo clássico é o diamante, que é a substância mais dura que se conhecer. Ele só pode ser riscado por outro diamante, mas é muito fácil de ser quebrado.
              O oposto ocorre com o jade, que não tem dureza muito alta (6,5 a 7,0 numa escala de 1 a 10), mas é muito difícil de quebrar.
7. Não existe pedra semipreciosa
              Embora ainda seja comum no Brasil se ouvir falar em pedra semipreciosa, esqueça esse nome. As pedras usadas para adorno pessoal são pedras preciosas, não importa se são caras ou baratas.
Não há e nunca houve uma distinção clara entre quais seriam as pedras preciosas e quais as semipreciosas. Esqueça então essa pretensa diferença. Se seu anel é de ametista, topázio, turmalina, citrino, sodalita, rodocrosita, lápis-lazúli ou água-marinha, por exemplo, não tenha receio de dizer que ele é feito com pedra preciosa.
8. Gema sintética é diferente de gema artificial
              Tanto a gema sintética quanto a artificial são produzidas em laboratório. Elas não são, portanto, naturais. Mas, há uma diferença entre as duas. A sintética é uma pedra preciosa que existe também na natureza, enquanto a artificial não existe ou ainda não foi encontrada. Esmeralda, espinélio, rubi, ametista entre outras são gemas que podem ser sintéticas; mas a zircônia cúbica é uma gema artificial.
              Como existe zircônia que é natural mas não é cúbica, o correto é dizer sempre zircônia cúbica (pode-se usar a abreviatura inglesa CZ) e não apenas zircônia.
9.  O Brasil tem a maior diversidade de gemas do planeta
        O Brasil é uma das nove províncias gemológicas do mundo, ou seja uma das regiões excepcionalmente rica em gemas. A província brasileira destaca-se não apenas pela grande produção, mas principalmente pela enorme diversidade. Há mais de cem gemas já encontradas no Brasil.
              Isso explica por que gemas como ametista, citrino, ágata, quartzo rosa entre outras são baratas aqui.
10. O cristal de rocha
              Cristal de rocha é uma denominação infeliz mas consagrada que designa o quartzo incolor. Ele é assim chamado também em outros idiomas, como francês, italiano e inglês.
A denominação é imprópria porque todos os minerais formam cristais e rocha é uma associação de minerais em proporções definidas. Portanto, cristal de rocha é algo como fruta de árvore, expressão ambígua que não define nada.
Use, se quiser, o nome cristal de rocha, mas, dê preferência a quartzo incolor. E jamais use apenas a palavra cristal para se referir a essa gema.
Fonte: BRANCO, Pércio de Moraes.

CITRINO BRUTO BI-TERMINADO, MUITO RARO.

       
                 CITRINO BRUTO BI-TERMINADO, MUITO RARO.

Ibovespa é a melhor Bolsa de Valores do mundo em 2019, aponta revista Forbes

Ibovespa é a melhor Bolsa de Valores do mundo em 2019, aponta revista Forbes

Investing.com Brasil - 
Por Investing.com – O Ibovespa é a Bolsa de Valores com melhor desempenho no mundo neste início de ano segundo a revista Forbes. A publicação americana, conhecida por publicar a lista das pessoas mais ricas do mundo, aponta o início do governo do presidente Jair Bolsonaro como fator principal para a performance da bolsa brasileira, contrariando perspectivas negativas em relação ao manejo da economia pelo então pré-candidato no passado.
Em artigo escrito pelo colunista Kenneth Rapoza, a revista aponta que o Ibovespa está no caminho de ter a maior valorização mundial no primeiro trimestre de 2019 e até do primeiro semestre. Até o momento, o Ibovespa tem uma valorização acumulada de 4,23%, contra 2,91% do S&P 500 e 2,25% do Dow Jones.
Rapoza também reitera o otimismo com a economia brasileira com a posse de Bolsonaro, qualificando os 60% de aprovação popular como um fator de legitimidade para a realização de reformas e ajustes econômicos, diferenciando-se do seu antecessor, Michel Temer, que também tinha uma agenda liberal na economia e conseguiu aprovar algumas reformas no Congresso, mas detinha baixos índices de popularidade.
Baseado em um estudo da Fitch, agência de classificação de risco, Rapoza traz dois alertas que podem ofuscar esse bom momento da Bolsa brasileira. O primeiro é a dificuldade do governo Bolsonaro em concretizar as expectativas sobre seu governo com a aprovação das reformas. Outra preocupação é em relação à desaceleração da economia chinesa, que significaria menor vendas de soja e minério de ferro para o gigante asiático.
Por fim, a Fitch projeta um crescimento do PIB de 2,4% neste ano, contra estimativa de um fraco avanço de 1,3% em 2018.

Fonte: MONEY  TIMES/ Investing.com 

O metal zinco

O elemento zinco, já conhecido por civilizações milenares como a Grega e a Romana, fora oficialmente redescoberto no século XVIII. O nome zinco possivelmente foi originado a partir do termo em alemão, zinc. O termo zinc, por sua vez, pode ter sido derivado de uma corruptela do termo persa sing, que significa pedra. Independentemente da origem do nome, sabe-se que o metal é conhecido há pelo menos dois mil anos, sendo as primeiras grandes civilizações ocidentais a identificá-lo como um metal diferente dos demais disponíveis à época. Na Índia foram encontradas plantas industriais rudimentares, onde se processavam os minérios de zinco em larga escala por mais de quatrocentos anos.


Fora na China que a produção de zinco atingiu o seu ápice, pois os chnieses desenvolveram o processo de produção e refino em larga escala deste metal. Documentos do século XVIII atestam que um navio da Companhia das Índias afundou na costa da atual Suécia, com um carregamento de zinco chinês, de alta pureza, como fora atestado posteriormente.
A comunidade científica europeia, até meados do século XVIII, não havia determinado a identidade química do elemento zinco. Embora existam algumas controvérsias históricas, foi outorgada à Andreas Marggraf a “descoberta” do zinco, através da reação de redução de um de seus minérios com carvão vegetal.

Obtenção


O metal zinco pode ser extraído de diversos minerais, sendo a calamina (silicato que contém zinco), a blenda (sulfato de zinco – ZnS) e a smithsonita (carbonato de zinco – ZnCO3) alguns dos minérios de interesse. As maiores reservas de zinco encontram-se na China, Austrália e Peru e encontram-se em produção.
A obtenção de zinco metálico a partir do sulfeto de zinco é iniciada pela ustulação do minério, que consiste em aquecer o minério em atmosfera rica em ar de modo a produzir o óxido de zinco, conforme a equação a seguir:
2ZnS(s)+3O2(g)2ZnO(s)+2SO2(g)
Este óxido de zinco será então reduzido com carvão, formando zinco metálico e monóxido de carbono, conforme a equação a seguir:
ZnO(s)+C(s)Zn(s)+CO(g)
Embora a rota piro – metalúrgica seja utilizada em larga escala, pode-se obter zinco através da eletrólise de seus sais, sendo este um processo mais caro que o citado anteriormente.

Aplicações

O elemento zinco é um micronutriente de importância crucial aos seres vivos, uma vez que o mesmo está presente no sítio ativo de mais de quinze enzimas. Estando presente nos alimentos, a quantidade deste micronutriente está em constante reposição em nosso organismo.
O zinco metálico é utilizado como metal de sacrifício, objetivando que o mesmo sofra corrosão no lugar do metal que é interessante proteger, como o ferro e a liga de aço, importantes metais do setor da construção civil. Suas ligas metálicas desempenham muito bem, como é o caso do latão, destinado majoritariamente à produção automobilística.
Seu óxido é importante no setor industrial de pigmentos e tintas, e em diversos outros setores produtivos (farmacêutico, cosmético, têxtil), sendo um importante componente de pilhas e baterias. A maquiagem branca de diversos artistas circenses é composta de óxido de zinco em emulsão cremosa, indicando os diversos usos deste material. O setor industrial da galvanização utiliza sais de zinco na proteção de metais menos nobres, utilizando-se de conceitos da eletrólise para tal.
O zinco apresenta valência Zn2+, sendo considerado um metal de caráter anfótero.



Fonte: CPRM

Exploração mineral: por que investir em zinco?

Exploração mineral: por que investir em zinco?






Você sabia que o zinco teve uma das melhores performances entre os metais básicos nos últimos anos?

A curva de preços deste metal é crescente, praticamente sem inflexão, o que torna o zinco um dos mais interessantes metais do momento.

O que está por trás dessas altas contínuas?

Faz tempo que os exploradores minerais deixaram de prospectar os sulfetos de zinco. Na realidade o último boom de exploração ocorreu na década de 70 quando quase todas as empresas, a maioria majors, faziam grandes campanhas de sedimentos de corrente e de levantamentos aerogeofísicos.

Foi a última corrida aos metais básicos, rapidamente substituída pela do ouro, diamantes e do minério de ferro.

Os esforços de quase 50 anos atrás resultaram em inúmeras grandes descobertas minerais e, em apenas uma década, a oferta de zinco cresceu, os preços estabilizaram e o mundo voltou a normalidade.

Hoje estamos vendo a ponta do iceberg de uma nova realidade.

Muitas minas, algumas gigantescas como Century e Lisheen, foram fechadas. A exaustão de dezenas de jazimentos se somam aos cortes em custos de produções marginais o que terminou por colocar o zinco, de novo, entre as commodities muito valorizadas.

Hoje o preço do metal atinge US$2.765/t, quase 100% maior do que no início de 2016 (veja o gráfico).

O crescimento mundial aliado a uma produção menor e novos fechamentos de minas, faz do zinco uma aposta segura para os próximos anos.
Este metal, cuja produção anual está prevista para 13,2 milhões de toneladas em 2017, terá um desempenho superior ao cobre e ao chumbo.

É hora de tirar o martelo do armário e começar as campanhas de prospecção!


PS=O zinco atingiu US$ 3.308.75 por tonelada AGORA EM JANEIRO DE 2019.



Fonte:O Portal do Geólogo - a brazilian geologist specialized in mineral exploration