domingo, 13 de janeiro de 2019

Análise de ações: Técnica x Fundamentalista

Análise de ações: Técnica x Fundamentalista


Opinião - 13/01/2019 - 
Fonte: B3
Por BTG Pactual Digital
Qualquer investidor no início da sua jornada na bolsa de valores já teve essa dúvida inicial: Como avaliar se um investimento é bom ou ruim? Ou seja, vou ganhar ou perder dinheiro negociando aquele ativo? Procurando a resposta, chegamos na segunda pergunta: Qual análise devo utilizar, olharei apenas para os gráficos (análise técnica) ou tentarei entender os fundamentos da empresa (análise fundamentalista), mergulhando naquele emaranhado de números que para mim não dizem nada? É, eu sei, é um pouco desanimador. Eu escolhi o que eu achava mais fácil de entender, pelo menos naquele momento, segui então o caminho da análise gráfica.
Com o tempo, fui notando que faltava alguma coisa, e não era teoria – naquele momento já havia lido pelo menos 2 dúzias de livros. Na verdade, eu queria entender a empresa, o negócio, o mercado, eu queria entender a fundo o que eu estava fazendo e em que eu estava investindo. Acho a análise técnica sensacional, sempre achei que existe um fator comportamental e de sentimento (behavioral) muito forte por trás dos mercados e que esse tipo de análise consegue captar muito bem esse tipo de movimento (para alguns mercados e ativos). Novamente, eu acho que realmente VALE A PENA saber como funciona o grafismo e como se aplica, aliás, só sabemos se não gostamos de alguma coisa após entender ou experimentarmos aquilo, mas para mim não era o bastante, eu precisava de um pouco mais.

Análise técnica (ou gráfica)

A análise técnica utiliza os gráficos como ferramenta principal e foca no curto/médio prazo para a tomada de decisão. Ela pode ser subdividida em dois tipos, se podemos assim dizer: o primeiro é baseado no empirismo e nos padrões que tendem a se repetir com o tempo, o segundo tipo é a análise estatística, que utiliza osciladores e indicadores para realizar o estudo. O grafismo é baseado em três princípios:
  • O mercado desconta tudo.
  • O preço se move em tendências.
  • A história tende a se repetir.
A grande vantagem da análise técnica sobre a análise fundamentalista é a possibilidade de utiliza-la em qualquer ativo que tenha um histórico de negociações. Por exemplo, o investidor pode utilizar esse tipo de técnica para avaliar moedas, commodities, empresa, fundos imobiliários, índices e etc.
O funcionamento da análise técnica se baseia na negação da hipótese dos mercados eficientes na sua forma fraca, pois com a sua comprovação os preços se moveriam de forma aleatória e não seriam impactados por eventos passados. A hipótese dos mercados eficientes foi formulada por Eugene Fama em 1970, e a sua teoria na sua forma forte impossibilita os agentes financeiros ter retornos superiores à média do mercado no longo prazo. No quadro abaixo podemos ver um resumo sobre a hipótese dos mercados eficientes, em inglês EMH.

Análise Fundamentalista

Na análise fundamentalista, diferentemente da técnica, o investidor utiliza os balanços da empresa ao invés dos gráficos, com a intenção de medir o valor intrínseco da empresa (valuation). Podemos dividir a análise fundamentalista em três tipos:

Modelo de fluxo de caixa descontado

Nesse modelo, o valor intrínseco da ação pode ser estimado trazendo a valor presente os fluxos de dividendos futuros distribuídos para os acionistas, que é o modelo baseado em dividendos, ou também pode-se descontar os fluxos de caixa futuros disponíveis aos acionistas após os investimentos necessários na empresa — esse modelo é baseado no fluxo de caixa para os acionistas.
Vantagens:
Baseado e fundamento em conceitos da teoria financeira
Aceito vastamente na comunidade de analistas financeiros
Desvantagens:
As variáveis devem ser estimadas, o que pode adicionar erros excessivos no modelo
Os valores de saída (ex: o valor da ação) é muito sensível em relação as estimativas

Modelo de múltiplos

No modelo de múltiplos também temos dois tipos básicos. No primeiro, estimamos o valor da empresa comparando-o com o seu lucro líquido, vendas ou fluxo de caixa. Essa medida é utilizada para comparar com os seus competidores e verificar se seu múltiplo está acima ou abaixo do valor de mercado. Um dos múltiplos mais utilizados é o P/E, que compara o valor da ação pelo seu lucro líquido.
O segundo modelo avalia o valor da companhia como um todo, esse valor inclui tanto as ações quanto as dívidas e exclui o valor em caixa e investimentos de curto prazo. Nessa conta é utilizado normalmente a receita ou o Lajida (EBITDA). Um múltiplo muito utilizado é o EV/EBITDA, que compara o valor da companhia com o seu lucro operacional. Vale lembrar que a análise por múltiplos é uma análise comparativa, não chegamos no valor intrínseco do papel, saberemos apenas se ele está acima ou abaixo do valor dos seus concorrentes ou do mercado.
Vantagens:
É um método comprovadamente eficaz para prever performance das ações
Usado por analistas de mercado com dados amplamente divulgados
Podem ser usados como series temporais
EV/EBITDA pode ser usado independente da estrutura de capital da empresa (o quanto ela tem de dinheiro de acionistas e de dívida) ou se o seu lucro líquido é negativo.
Desvantagens:
Múltiplos podem não ser comparáveis se a empresa tiver tamanho, produto e crescimento diferentes.
A ação pode parecer sobrevalorizada sob o método de múltiplos e subvalorizada sob o método de fluxo de caixa
Denominadores negativos podem impossibilitar a análise. Se estivermos analisando o EV/EBITDA de uma empresa e ela tiver o EBITDA negativo, o múltiplo não terá significado.

Modelo de avaliação dos ativos

O valor intrínseco das ações ordinárias nesse modelo é estimado em função dos ativos totais da empresa menos os passivos e as ações preferenciais. Normalmente, ao determinar o valor justo dos ativos e passivos da companhia devemos ajustar o valor contábil para o valor de mercado.
Vantagens:
Ajuda a determinar um valor mínimo para a empresa
Tem mais relevância quando a empresa é constituída em sua maioria por ativos tangíveis de curto prazo, valores claros de mercado, ou quando a companhia está sendo liquidada.
Desvantagens:
Valores de mercado para os ativos e passivos são difíceis de se obter
Valores de mercado são diferentes dos valores contábeis
O método não funciona bem para empresas com quantidade relevante de ativos intangíveis

Resumindo

A intenção desse texto é dar uma visão geral sobre os tipos de análise de investimentos. Nos próximos textos vamos entrar um pouco mais a fundo em cada um dos tipos e explicar como funciona e para que serve cada modelo de análise.

Fonte: MONEY  TIMES

Entrevista: As dicas do Alaska Black para investir em ações em 2019

Entrevista: As dicas do Alaska Black para investir em ações em 2019

Opinião - 13/01/2019 - 
Por Yubb
Você já ouviu falar no Alaska Black? É um dos fundos de ações que mais rendeu em 2018 e promete muitas coisas boas para 2019. Mas, ao investir no Alaska, onde fica alocado o dinheiro? Quer saber quais são as melhores ações 2019? Chegou o momento!
No mercado de ações, existem vários anos que são favoráveis e existem outros anos que são muito difíceis. Desde 2015, o Brasil está passando por uma fase de crescimento e o Alaska Black, por exemplo, investe nas mesmas ações e faz o mesmo tipo de alocação desde esse período.
A gestão do fundo não leva o lado político para os investimentos. Segundo eles, a economia manda na política e o ciclo econômico é muito mais importante do que acontecimentos políticos internos. Como, desde 2015, está acontecendo uma recuperação cíclica do país, o Alaska segue alocando o dinheiro em empresas como Magazine Luiza, Vale, Petrobras, Braskem e Suzano.
O Yubb esteve com Henrique Bredda, gestor do fundo Alaska Black, e ele deu todos os detalhes sobre a gestão do fundo e quais são as melhores ações 2019. Ficou curioso? Confira:

Fonte: MONEY  TIMES

Taking risks with opal: see if the gamble pays off.

GILBERTO GIL GARIMPO PROCESSOS DA LAPIDAÇAO

Quilate de ouro

Quilate para ouro e Quilate para diamante: NADA HA VER!





No que se refere a pedras preciosas, como o diamante, um quilate representa uma massa igual a duzentos miligramas. A unidade de massa foi adotada em 1907 na Quarta Conferência Geral de Pesos e Medidas. O quilate pode ser subdividido ainda em 100 pontos de 2 mg cada. Por isso, fala´se em diamantes de 50 pontos, 40 pontos, são menores de que 1 quilate
Aplicado ao ouro, entretanto, o quilate é uma medida de pureza do metal, e não de massa. É a razão entre a massa de ouro presente e a massa total da peça, multiplicada por 24, sendo cada unidade de quilate equivalente a 4,1666 % em pontos percentuais de ouro do total.
A pureza do ouro é expressa pelo número de partes de ouro que compõem a barra, pepita ou joia. O ouro de um objeto com 16 partes de ouro e 8 de outro metal é de 16 quilates. O ouro puro tem 24 quilates.
Exemplos:
·         Ouro 24 quilates = ouro puro - como é praticamente impossível o ouro ter uma pureza completa, o teor máximo é de 99,99% e assim chamado de ouro 9999. Impróprio para fabricação de joias por ser muito maleável.
·         Ouro 22 quilates = 22/24 = 91,6% de ouro, também chamado de ouro 916.
·         Ouro 20 quilates = 20/24 = 83,3% de ouro, também chamado de ouro 833.
·         Ouro 19.2 quilates = 19.2/24 = 80,0% de ouro, também chamado de ouro 800 ou Ouro Português.
·         Ouro 18 quilates = 18/24 = 75% de ouro, também chamado de ouro 750.
·         Ouro 16 quilates = 16/24 = 66,6% de ouro, também chamado de ouro 666.
·         Ouro 14 quilates = 14/24 = 58,3% de ouro, também chamado de ouro 583.
·         Ouro 12 quilates = 12/24 = 50% de ouro, também chamado de ouro 500.
·         Ouro 10 quilates = 10/24 = 41,6% de ouro, também chamado de ouro 416.
·         Ouro 1 quilate = 1/24 = 4,6% de ouro, também chamado de ouro 46.

Desta forma, o ouro 18 quilates tem 75% de ouro, e o restante são 
ligas metálicas adicionadas fundindo-se o ouro com esses metais num processo conhecido como quintagem, para garantir maior durabilidade e brilho à joia.
Os elementos dessas ligas geralmente adicionados ao ouro podem variar muito em função da cor, ou ponto de fusão desejados e em algumas joalherias, essa fórmula é mantida como segredo industrial. Os metais mais comuns utilizados nessas ligas são o cobre, a prata, o zinco, o níquel, o cádmio, resultando em um ouro com coloração amarela. Existe também o ouro branco, que é feito com ligas utilizando o paládio que tem efeito descoloridor, nesse caso o ouro branco no processo final de acabamento a joia é submetida a um banho de ródio.

Fonte: Jornal do Ouro