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Preços do ouro ligeiramente maior em meio a incertezas nos EUA e no Reino Unido
Investing.com Brasil - 16/01/2019 - 15:49
Por Investing.com – Os preços do ouro subiram na quarta-feira, sendo negociado um pouco abaixo da máxima dos últimos sete meses, uma vez que o sentimento nos mercados financeiros permaneceu frágil devido às crescentes preocupações com a instabilidade política no Reino Unido e nos EUA.
Na divisão Comex da Bolsa Mercantil de Nova York, os contratos futuros de ouro avançavam US$ 1,85, ou cerca de 0,1%, para US$ 1.290,25 por onça-troy às 11h40 O metal precioso atingiu uma alta de US$ 1.300,40 em 4 de janeiro , a maior desde junho do ano passado.
Enquanto isso, o ouro spot era cotado a US$ 1.290,45 por onça, um aumento de US$ 1,05, ou quase 0,1%.
O governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, enfrenta uma moção de censura após a derrota da separação Brexit pelo parlamento, que deixou a saída da Grã-Bretanha da União Europeia em desordem faltando apenas dez semanas para vencer o prazo.
Depois que o parlamento votou 432-202 contra seu acordo, a pior derrota da moderna história britânica, o líder do Partido Trabalhista Jeremy Corbyn, da oposição, prontamente convocou moção de censura ao governo de May, às 17h00.
Em outras notícias políticas, a paralisação parcial do governo americano se estende pelo seu 26º dia, tornando-se o mais longo já registrado, já que um impasse entre o presidente Donald Trump e os democratas no Congresso sobre o dinheiro do muro do presidente na fronteira com o México não mostra sinais de ser resolvido em breve.
O ouro é frequentemente considerado um porto seguro contra a agitação política.
Ainda na divisão Comex, os contratos futuros da prata tinham perdas de 4,2 centavos, ou cerca de 0,3%, sendo cotada a US$ 15,57 por onça-troy.
A platina subiu cerca de 0,3% para US$ 802,15, enquanto o paládio subiu 1,2% para US$ 1.292,40.
Enquanto isso, os contratos de cobre com vencimento em março eram negociados em alta de 1,3%, para US$ 2,670 por libra-peso.
UBS projeta Ibovespa em 115 mil pontos e exposição acima da média no Brasil
16/01/2019 -
Expansão econômica, com um real forte e política monetária mais contraída. Esta é a tríade que, somada, fundamenta o otimismo do UBS com o mercado acionário brasileiro. Em relatório a seus clientes, o banco suíço listou recomendação overweight (alocação acima da média do mercado) para as ações no Brasil.
A equipe de análise projeta, em estimativa mais conservadora, que o Ibovespa atingirá 103.000 pontos no final de 2019. Já no cenário otimista, o principal índice da bolsa brasileira poderá chegar aos 115.000 pontos. De acordo com o UBS, 2019 deverá ser outro ano pivô para todas as classes de ativos no Brasil, diante da expectativa de reformas estruturais e disciplina fiscal.
Reiterando o otimismo, as projeções de crescimento no lucro das empresas em 2019 é acima do consenso do mercado em 8 de 11 setores, conforme destacado pelos analistas do UBS. O ROE (Return on Equity) estimado é de 16% – 330 pontos-base acima da média dos mercados emergentes, diferença mais alta desde 2009.
“Os lucros das empresas brasileiras deverão permanecer fortes pelo quarto ano consecutivo, ainda em recuperação após quatro anos de declínio no intervalo de 2011 a 2015”, destaca a instituição, em referência a expectativa de alta de 21% no crescimento dos lucros do MSCI Brazil.
Dentre os setores, o UBS acredita que 70% do crescimento nos lucros será oriundo do seguinte trio: setor financeiro (28% de expansão prevista), de materiais (24%) e de energia (18%). Além do otimismo com estes setores, os analistas destacam a expectativa de revisões no setor de commodities e nos lucros de setores cíclicos.
Por fim, os analistas destacam que, em termos de valuations, existem muitos setores na bolsa que aparentemente são negociados acima da média histórica, porém, “na nossa visão, a redução no custo de capital justifica o valuation acima da média”.
Direito de imagemNCA / DIVULGAÇÃOImage captionUm diamante de 8,9 quilates adorna o anel
Um anel de diamantes avaliado em mais de 1 milhão de libras (cerca de R$ 4,7 milhões) foi apreendido pela Agência Criminal Nacional britânica no rastro da investigação sobre uma mulher que gastou o equivalente a R$ 76,2 milhões na loja de luxo Harrods.
O anel foi encontrado em uma joalheria de luxo por policiais que investigam a origem da imensa riqueza de Zamira Hajiyeva.
Zamira é a primeira pessoa no Reino Unido a ser submetida a uma investigação de riqueza inexplicada (Unexplained Wealth Order, em inglês). Trata-se de uma medida judicial cujo objetivo é rastrear dinheiro obtido eventualmente por meio de corrupção e guardado no Reino Unido por servidores e mandatários de governos estrangeiros - ou seus familiares.
Hajiyeva, que nega qualquer irregularidade, é casada com Jahangir Hejiyev, um banqueiro do Azerbaijão. Ele foi condenado e preso por capitanear uma fraude massiva contra um banco estatal em seu país.
Image captionZamira Hajiyeva: fortuna sob investigação
Caso Hajiyeva não consiga apontar uma origem legítima para sua imensa fortuna no Reino Unido, a Agência deve confiscar a casa dela em Knightsbridge - um distrito de Londres, onde também fica a loja da Harrods - e seu campo de golfe em Berkshire.
Anel precisava de reparos
À Justiça, os investigadores disseram em audiência que o anel de diamantes foi apreendido na última sexta-feira, depois de ser localizado numa loja da joalheria Cartier. Os investigadores pediram para que o bem fique retido pelos próximos seis meses, aguardando o desfecho das apurações.
O anel é descrito como contendo um diamante de 8,9 quilates.
Foi comprado pelo marido de Hajiyeva por 1,19 milhão de libras (ou R$ 5,6 milhões). Em julho passado, a filha do casal, Leyla Mahmudova, levou a peça para receber reparos na joalheria Cartier.
Hajiyeva - que agora luta na Justiça não só para manter sua casa, mas também para evitar ser extraditada para o Azerbaijão - não enviou advogados para a audiência a respeito do anel. O bem acabou retido.
"Há evidências claras ligando o sr. Hejiyev ao anel, e ele foi condenado por fraude massiva. Para mim, é o suficiente para acreditar que este bem possa, depois de terminado o processo, ser revertido em indenização ou reparação", disse o juiz do caso, Michael Snow.
A decisão judicial significa que o anel ficará retido pela Agência Anticrime até que fique clara qual é a origem do dinheiro e dos bens de Hajiyeva.
Em novembro passado, a Agência já tinha apreendido o equivalente a R$ 1,9 milhão em joias, que tinham sido levadas a leilão pela filha de Hajiyeva. Estes itens - 49 peças - ficarão em poder dos investigadores pelo menos até maio.