quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Kimberlitos, Lamproítos e os Diamantes

KIMBERLITO COM DIAMANTE

Kimberlitos, Lamproítos e os Diamantes






Os kimberlitos são a mais importante fonte de diamantes, a origem do nome deu-se em função da descoberta de kimberlitos diamantíferos na região de Kimberley na África do Sul em 1866. 
Classifica-se grosseiramente, em função das características do kimberlito de Kimberley o kimberlito como sendo “yellow ground” e “blue ground”. 
Yellow ground é relativo ao kimberlito intemperizado que se encontra na superfície. Blue ground é relativo ao kimberlito não intemperizado, encontrado em profundidades variáveis.
O kimberlito ocorre principalmente nas zonas de crátons, porções da crosta terrestre estáveis desde o período Pré-Cambriano. 
O kimberlito é uma rocha magmática plutônica de grande interesse econômico por sua associação com diamantes. Os diamantes são formados no manto e transportados pelo magma kimberlítico partindo de seu local de formação a cerca de 150km de profundidade.
O kimberlito trata-se de um peridotito composto por olivina com quantidades variáveis de flogopita, ortopiroxênio, clinopiroxênio, carbonatos e cromita.
Todos os peritotitos possuem mais de 40% de sua composição de olivina. No caso do kimberlito, a olivina componente é comumente serpentinizada.
O kimberlito é encontrado em chaminés kimberlíticas, que são resquícios de chaminés vulcânicas. As chaminés kimberlíticas apresentam-se geralmente com pouco soerguimento da área ao redor e com crateras muito largas. É comum que estas crateras se apresentem como maares. É consensual a proposição de que os kimberlitos são formados de um magma rico em voláteis.
O modelo de classificação dos kimberlitos mais aceito hoje em dia foi proposto por Clement e Skinner em 1985 e classifica os kimberlitos segundo três grandes grupos relativos ao seu local de formação na chaminé kimberlítica: Crater Facies Kimberlites, Diatreme Facies Kimberlites e Hyperabyssal Facies Kimberlites, que numa adaptação livre podem ser denominados simplesmente por “Kimberlitos de Crateras”, Kimberlitos de Diatremas” e “Kimberlitos Abissais”. 
Os Kimberlitos de Crateras são formados na porção superior da chaminé kimberlítica em profundidades muito rasas. Os Kimberlitos de Diatremas são formados nas diatremas, que é a região cônica da chaminé kimberlítica. Os Kimberlitos Abissais são formados na região abaixo das diatremas, no fundo do cone e nos entornos do dique de alimentação da chaminé.
KIMBERLITO DE CRATERAS
A morfologia de superfície de kimberlitos intemperizados é caracterizada por uma cratera de até dois quilômetros de diâmetro cujo piso pode estar a centenas de metros abaixo da superfície. A cratera é geralmente mais profunda no meio. No entorno da cratera há um anel de tufa relativamente pequeno (em geral com menos de 30 metros) quando comparado com o diâmetro da cratera. Duas categorias principais de rochas são encontradas em kimberlitos de crateras: piroclásticas, depositadas por forças eruptivas e epiclásticas, retrabalhadas por água.
Rochas Piroclásticas: Encontradas preservadas em anéis de tufa no entorno da cratera ou dentro da cratera. Os anéis possuem pequena relação altura por diâmetro da cratera e são preservados em muito poucos kimberlitos. Os únicos locais com anéis de tufa bem preservados no mundo são Igwisi Hills na Tanzânia e Kasami em Mali. Os depósitos são normalmente acamados, vesiculares e carbonizados.
Rochas Epiclásticas: Estes sedimentos representam retrabalho fluvial no material piroclástico do anel de tufa no lago formado no topo da diatrema. Apresentam-se dispersas quanto mais afastadas do centro e das paredes rochosas.
Considerando a raridade de kimberlitos de crateras é difícil desenvolver um modelo para determinar com certeza que todos os kimberlitos serão conformados segundo as características observadas acima.
 KIMBERLITO DE DIATREMAS
Diatremas kimberlíticas possuem de 1 a 2 quilômetros de profundidade e geralmente apresentam-se como corpos cônicos que são circulares ou elípticos na superfície e afinam com a profundidade. O contato com a rocha hospedeira é dado usualmente entre 80 e 85 graus. A zona é caracterizada por material kimberlítico vulcanoclástico fragmentado e xenólitos agregados de vários níveis da crosta terrestre durante a subida do kimberlito à superfície.
KIMBERLITO ABISSAL
Estas rochas são formadas pela cristalização de magma kimberlítico quente e rico e voláteis. Geralmente não possuem fragmentação e parecem ígneos.
São notáveis as segregações de calcita-serpentina e as segregações globulares de kimberlito em uma matriz rica em carbonato.
MODELOS DE CLASSIFICAÇÃO DE KIMBERLITOS
Vários modelos de classificação foram desenvolvidos para os kimberlitos e as grandes variações de textura e mineralogia apresentadas por estas rochas implicam em dificuldades para classificá-los. O modelo mais conhecido e geralmente bem aceito foi proposto por Clement e Skinner (1985). 
Esta classificação é largamente utilizada, no entanto é importante notar aqui as implicações genéticas neste modelo. O termo “tufisítico” significa presumir que o kimberlito foi formado através de processo de fluidização, porém ainda existem controvérsias com relação à formação dos kimberlitos.
MODELOS DE FORMAÇÃO DO KIMBERLITO
Desde a descoberta de diamantes em kimberlito muitas teorias surgiram a respeito do processo de formação desta rocha. Mitchell (1986) apresenta em detalhes as diferentes teorias. Destas, serão apresentadas as três mais conhecidas e discutidas.
TEORIA DO VULCANISMO EXPLOSIVO
Esta teoria envolve o apontamento de magma kimberlítico em baixas profundidades e o subseqüente acúmulo de voláteis. Quando a pressão confinada é suficiente para romper a rocha superior segue-se uma erupção. Acreditava-se que epicentro da erupção encontrava-se no contato da fácie abissal com a diatrema.
Através da extensiva atividade mineradora desenvolvida nas regiões kimberlíticas tornou-se claro que esta teoria não é sustentável. Não foi encontrada nenhuma câmara intermediária nas profundidades sugeridas. Além disso o ângulo de mergulho da grande maioria é muito alto (80-85 graus) para ter sido formado em tais profundidades, ou seja, a relação entre o raio na superfície e a profundidade é muito pequena. Fácies de transição entre diatremas e fácies abissais têm cerca de 2km de profundidade, enquanto crateras têm geralmente cerca de 1km de largura, perfazendo assim uma taxa de 1:2. Estudos do ponto original das explosões revelaram que a taxa deveria estar perto de 1:1

TEORIA MAGMÁTICA (FLUIDIZAÇÃO)
Segundo Kopylova, a proposição original desta teoria foi feita por Dawson (1962,
1971). Subseqüentemente foi desenvolvida por Clement (1982) e vem sendo estudada atualmente por Field e Scott Smith (1999).
Em termos gerais a teoria aponta que o magma kimberlítico sobe à superfície em diferentes pulsos, formando o que é denominado de “embryonic pipes” (chaminés embrionárias; Mitchell, 1986). O resultado é uma rede complexa de chaminés embrionárias sobrepostas de fácies abissais de kimberlito. A superfície não é rompida e os voláteis não escapam. Um algum ponto as chaminés embrionárias alcançam uma profundidade rasa o suficiente (cerca de 500 metros) na qual a pressão dos voláteis é capaz de vencer o peso da rocha que o recobre e os voláteis escapam. Com a fuga dos voláteis um breve período de fluidização ocorre. Isto envolve o movimento ascendente dos voláteis, que é suficientemente rápido para “fluidizar” o kimberlito e a rocha hospedeira fragmentada de modo que as partículas são carregadas em um meio sólido-líquido-gasoso. Fragmentos da rocha encaixante que se encontrem neste sistema fluidizado podem afundar dependendo de sua densidade. A fronte fluidizada move-se descendentemente a partir da profundidade inicial. Acredita-se que a fluidização seja muito breve pois os fragmentos normalmente são angulares.

TEORIA HIDROVULCÂNICA (FREATOMAGMÁTICA)
O principal propositor desta teoria é Lorenz (1999), que desenvolveu o modelo hidrovulcânico por 3 décadas.
Magmas kimberlíticos ascendem à superfície por fissuras estreitas (~1m). Pode ocorrer de o magma kimberlítico encontrar-se em falhas estruturais, que agem como foco de água, ou a “brechação” resultante da exsolução (desmescla) dos voláteis pela ascensão do kimberlito pode atuar como foco para água. Em qualquer um dos casos o ambiente próximo à superfície é rico em água e a interação do magma quente com a água fria produz uma explosão freatomagmática.
A explosão tem curta duração. A rocha brechada satura-se novamente com a água superficial. Outro pulso de magma kimberlítico segue a mesma fraqueza estrutural da rocha até a superfície e novamente entra em contato com a água produzindo outra explosão. Pulsos subseqüentes reagem com a água da mesma maneira enquanto a fronte de contato move-se para baixo até alcançar a profundidade média da transição entre a fácie abismal e a diatrema.

Críticas a esta teoria apontam os seguintes problemas:
I) A teoria não explica porque toda erupção ocorre em contato com água, certamente algumas erupções teriam ocorrido em regiões pobres em água. I) A complexa rede de chaminés encontradas na área de transição da fácie abismal e da diatrema não é explicada. I) A falta de características que apontem para a subsidência através da chaminé. IV) A ausência de soerguimento associado com as chaminés kimberlíticas.
A teoria hidrovulcânica tem seus méritos e é aceita como o processo de formação dos kimberlitos encontrados em Saskatchewan pelos propositores da teoria da fluidização (Field e Scott Smith, 1999). No entanto não explica as características observadas na maior parte das outras chaminés kimberlíticas. A formação de “maares” são associadas a explosões hidrovulcânicas e possuem estrutura interna diferente dos kimberlitos, sendo as principais características a estrutura interna com subsidência em forma de disco, a descontinuidade que forma um anel no entorno da cratera e o soerguimento da rocha encaixante associado à explosão.
CONCLUSÃO
A importância do kimberlito para toda a sociedade fica clara quando se analisa o impacto que a descoberta de kimberlito mineralizado causa sobre a economia das províncias minerais. A descoberta de uma única chaminé kimberlítica mineralizada na Austrália a colocou como maior produtora mundial de diamantes e existe possibilidade que no Brasil descoberta semelhante possa modificar todo o mercado mundial de diamantes.
Apesar de toda a sua importância o kimberlito é uma rocha ainda pouco conhecida e por isso mesmo alvo de opiniões divergentes principalmente com relação a sua formação.
É consenso que as chaminés kimberlíticas não possuem relação com riftes e que a água desempenha um papel importante nas características da rocha, porém todos os modelos de formação atuais, embora aceitos em termos gerais, possuem falhas e exatamente por isso é impossível apontar um modelo como o “mais correto”. Sabe-se no entanto que lineamentos de chaminés kimberlíticas indicam com boa precisão a posição dos crátons em diversas eras geológicas e este tipo de conhecimento possibilita um melhor entendimento da formação da Terra e possue aplicações práticas na prospecção de minerais.



Fonte: Geologo.com

Como achar um filão de ouro em poucos dias Parte preliminar

Como achar um filão de ouro em poucos dias Parte preliminar





Todo ouro aluvionar tem uma fonte original, Não há ouro sem mãe.
O ouro aluvionar é espalhado em grandes superfícies e depositado de forma horizontal;
Essas 2 características fazem deste tipo de ouro uma forma relativamente fácil de encontrar-lo.
Adicionado a forma do garimpeiro de pesquisar, testando o cascalho das grotas, de uma forma sistemática, pois cada garimpeiro fazendo o seu esforço individual, o esforço concentrado de todos os pesquisadores acabara formando uma cobertura sistemática; aí esta encontrado a forma de detectar praticamente todo o ouro aluvionar existente.

Mas quando tratar-mos do caso dos colúvios ou derrames e paleoaluvióes, ainda temos uma ocorrência horizontal, mas desta vez menos espalhada que do os aluviões
Tudo isto forma o ouro secundário, fácil, mas de volume limitado, pois ele é tão somente o que a erosão arrancou dos primários para espalhar
Mas de onde vem esse ouro secundário e como é que ele saiu dos primários?
O Ouro primário é o que esta inserido na rocha ou na rocha alterada na superfície, ou lagrese
Ele não esta sempre em forma de filões, que é a forma mais conhecida:
Ele esta sob diversas formas:
- disseminado no granito na pirita onde essa pirita quando altera cria uma cor vermelha no barro;
- Em gossans: são as pedras vermelhas tipo laterita mas muito mais pesadas, quando esse ouro disseminado apresenta concentrações de pirita; o gossan é formado pela alteração da pirita formando chapéus de ferro; geralmente há o gossan e há os veios de quartzo juntos
- Em veios de quartzo verticais com ou sem pirita, formando os conhecidos filões, mas estes só tem larguras de alguns cm a no máximo poucos metros de espessura
- Em stockworks de quartzo com veios de todas as direções chamados de casqueiros e próximos a uma shear ou zona de cizalhamento;
- Em veios horizontais de cada lado de uma shear, chamados de sheated veins
- Em corpos de vulcânicas com vênulas de quartzo ou de sulfetos

Cuidado: quando o filão é rico, ele é pouco espesso, é como se houvesse um equilíbrio; largo, o ouro fica espalhado, estreito, ele fica concentrado;
Isto se aplica na forma micro como na macro:
Quando há muito ouro num aluvião grande destes tipo do Rosa de Maio, Marupa, há menos chances de ter filões ricos, porque se os filões são ricos, eles são pequenos e se são pequenos, eles não terão fornecidos material suficiente para abastecer um aluvião tão grande. Esses grandes aluviões abasteceram-se com primários grandes, portanto pobres, disseminados;



Fonte: Jornal do ouro

A extração rudimentar do diamante no Brasil

A extração rudimentar do diamante no Brasil






Mas esse tipo de garimpagem só pode ser realizado em zonas onde ha notícias de diamantes



Fonte: Jornal do Ouro

Diamante azul de 29,6 quilates é encontrado na África do Sul

Diamante azul de 29,6 quilates é encontrado na África do Sul


Enviado por Fernando Lemos
LONDRES, 21 Jan (Reuters) - Um diamante azul de 29,6 quilates, um dos mais raros e mais cobiçados do mundo com um preço de possivelmente dezenas de milhões de dólares foi descoberto em uma mina sul-africana pela Petra Diamonds.
A mineradora afirmou que o "excepcional" diamante do tamanho de uma bolota pequena o suficiente para caber na palma da mão foi descoberto na mina Cullinan, perto de Pretória.
A mina, propriedade da empresa desde 2008, foi o local onde em 1905 foi descoberto o Diamante Cullinan, descrito como o maior diamante bruto já recuperado, de 3.106 quilates.
Também foram encontrados outros diamantes notáveis na mina. Incluindo um diamante azul Cullinan de 25,5 quilates, achado em 2013 e vendido por 16,9 milhões de dólares, e um diamante achado em 2008, conhecido como a Estrela de Josephine, vendido por 9,49 milhões de dólares.
O diretor Johan Dippenaar disse à Reuters que a última descoberta do diamante azul pode ultrapassar descobertas recentes.
"Com alguma margem... essa é provavelmente a pedra mais significante que nós, em termos de pedras azuis, descobrimos", afirmou.
"As pedras no último ano estão vendendo bem, acima dos 2 milhões de dólares por quilate. Isso não é citação minha, são atualizações de mercado", disse, antes do primeiro comunicado do primeiro semestre da empresa.
A Petra Diamonds deve divulgar dados sobre produção e vendas para os seis meses até 31 de dezembro na quinta-feira, mas eles não levarão em conta a descoberta de janeiro.
O analista Cailey Barker da corretora Numis avalia que o diamante pode custar entre 15 milhões e 20 milhões de dólares em um leilão.

(Reportagem de Costas Pitas)


Fonte: Jornal do Ouro

Otimismo em exploração de minério, sim, ufanismo nunca!

Otimismo em exploração de minério, sim, ufanismo nunca!


Texto de Pedro Victor Zalán (enviado por Fernando Lemos)
Isto tem a ver tanto para ouro, cobre, ferro como para petróleo
Mapa de localização das bacias sedimentares brasileiras, seus tipos genéticos e suas idades (de Zalán, 2004, in Evolução da Obra de Fernando Flávio Marques de Almeida, Beca Produções Culturais Ltda., São Paulo, p. 595-612).
O anúncio feito pelo Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que a 11ª rodada da ANP de licitação de blocos exploratórios de petróleo e gás estava finalmente confirmada para Maio de 2013 me encheu tanto de alegria e alívio que resolvi dar uma forcinha para o processo. Decidi escrever um artigo sobre a potencialidade petrolífera das áreas sedimentares brasileiras fora da chamada “picanha azul”, polígono famoso com área de 149.000 km2 que delimita o tão decantado pré-sal nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. Tentarei passar a mensagem de que o potencial brasileiro para hidrocarbonetos vai além do sistema petrolífero chamado de pré-sal destas bacias. É possível que em nenhuma outra bacia encontremos sistemas petrolíferos tão ricos quanto este, mas, com uma alta probabilidade, encontraremos ao longo das próximas décadas sistemas petrolíferos diversos significativamente ricos em óleo e gás. O público-alvo deste texto serão os tomadores de decisões de companhias que atuam direta e indiretamente no setor petróleo, os políticos que preparam leis e influenciam o destino de verbas nesta área, os profissionais que atuam no mercado financeiro, responsáveis pelo aconselhamento de investidores e fundos de investimentos, e os profissionais de imprensa de um modo geral, responsáveis pela correta redação e transmissão de notícias do setor. Aos meus colegas geólogos e geofísicos das companhias petrolíferas, os exploracionistas, eu não tenho nada a ensinar ou acrescentar. Tudo que aqui relatarei é do mais amplo e notório conhecimento destes profissionais especializados em descobrir o petróleo nas entranhas das bacias sedimentares. Mas, para aqueles que não detêm este conhecimento específico, espero que este apanhado de conceitos e ideias, fruto de 34 anos de vida profissional em uma das cinco maiores e mais importantes companhias de petróleo do mundo, a Petrobras, seja útil e que contribua para uma homogeneização de conhecimentos de toda a sociedade brasileira.
Este artigo terá duas características. Ele será otimista e apresentará um linguajar técnico. Otimista? Ah, não.... Lá vem outra pessoa da área de petróleo prometer que serão descobertos dezenas de bilhões de barris de óleo, centenas de trilhões de pés cúbicos de gás e que em alguns poucos anos a produção resultante destas descobertas será da ordem de milhões de barris de óleo por dia......Não! Eu falei otimista, não falei vanglorioso ou ufanista. Todo exploracionista é um otimista nato. Aliás, tem que ser, senão ele jamais prosperará nesta profissão. O otimismo a que me refiro é que nós geólogos sempre tiramos partido do que não conhecemos sobre a geologia de uma bacia. É exatamente neste desconhecimento, nestas lacunas do saber, que podem estar as futuras grandes descobertas. E o desconhecimento que temos sobre algumas de nossas bacias sedimentares é imenso. O otimismo a que me refiro é a  persistência de sempre se aprender com os fracassos (poços secos) e com este aprendizado insistir em novas ideias de como e onde o petróleo pode estar escondido em sub superfície. 

Fonte: Jornal do Ouro