sábado, 9 de fevereiro de 2019

PIRROTITE

PIRROTITE








Pirrotite on Siderite - (Imagem Coleção Particular - https://br.pinterest.com/SilvioSteinhaus/)

A pirrotita, também conhecida como pirrotite, é um sulfeto de ferro típico, que apresenta uma composição variável de ferro em sua fórmula: Fe(1-x)S (com x variando 0 a 0,2). Contém até 5% de níquel e, às vezes, cobalto, podendo ser usada para obter estes dois metais. É também chamada de pirita magnética, por causa de sua cor, similar à da pirita, e seu magnetismo, quase sempre presente.





Fonte: CPRM

Para que serve o Molibdênio no corpo

O molibdênio é um mineral importante no metabolismo das proteínas. Esse micronutriente pode ser encontrado na água não filtrada, no leite, fava, ervilha, queijo, vegetais de folhas verde, feijão, pão e cereais, e é muito importante para o bom funcionamento do corpo humano porque sem ele, sulfitos e toxinas se acumulam aumentando o risco de doenças, inclusive o câncer. 

Onde encontrar 

O molibdênio encontra-se no solo e passa para as plantas, assim ao consumir as plantas estamos consumindo indiretamente este mineral. O mesmo acontece ao consumir a carne de animais que se alimentam de plantas, como o boi e a vaca, principalmente partes como o fígado e os rins.
Assim, a carência de molibdênio é muito rara porque as nossas necessidades desse mineral são facilmente supridas através da alimentação regular. Mas pode ocorrer em casos de subnutrição prolongada, e os sintomas incluem aumento da frequência cardíaca, dificuldade respiratória, náusea, vômito, desorientação e, até mesmo o coma. Por outro lado o excesso de molibdênio pode promover um aumento da concentração de ácido úrico no sangue e dores articulares.
Para que serve o Molibdênio no corpo

Para que serve o molibdênio 

O molibdênio é responsável pelo metabolismo saudável. Ele ajuda na proteção das células sendo útil para eliminar as toxinas do organismo, o que contribui para combater o envelhecimento precoce e a prevenir doenças inflamatórias, metabólicas, e também o câncer, especialmente os tumores cancerígenos no sangue. 
Isso acontece porque o molibdênio ativa enzimas que têm papel antioxidante no sangue funcionam reagindo com os radicais livres, que aderem às células saudáveis, levando à diminuição da função celular e à destruição da própria célula. Assim, com a ajuda de antioxidantes os radicais livres se tornam neutros e não prejudicam as células saudáveis. 

Recomendação de molibdênio 

A dose diária recomendada de molibdênio é de 45 microgramas de molibdênio para um adulto saudável, e durante a gravidez é recomendado 50 microgramas. Doses superiores a 2000 microgramas de molibdênio pode ser tóxico, causando sintomas semelhantes aos da gota, danos aos órgãos, disfunções neurológicas, deficiências de outros minerais, ou mesmo convulsões. Numa alimentação habitual é possível atingir a dose diária recomendada, e a dose excessiva 



Fonte: Tua saúde

O que existia antes do Big Bang?

O que existia antes do Big Bang?

O que existia antes do Big Bang?
NASA/WMAP[Imagem: Mapa da radiação cósmica de fundo]
"Já não é mais completamente maluco perguntar o que aconteceu antes do Big Bang." A afirmação é de Marc Kamionkowski, coordenador de um grupo de astrofísicos de uma das principais universidades dos Estados Unidos, a Caltech.
O que existia antes do Big Bang?
Até agora acreditava-se que a violenta expansão que deu origem ao nosso universo foi forte o suficiente para eliminar qualquer traço do que existia antes. Mas uma nova interpretação de registros dos primeiros instantes após o Big Bang pode lançar alguma luz sobre o que existia antes e o que fez com que espaço e tempo inflassem, aumentando continuamente as distâncias físicas entre quaisquer pontos participantes desse movimento inflacionário.
A nova teoria procura explicar as "anomalias" verificadas nos dados, que mostram variações no que deveria ser uma distribuição perfeitamente uniforme da radiação e da matéria no Universo.
Inflação cósmica
A teoria atual baseia-se em um fenômeno chamado inflação cósmica, que propõe que o espaço expandiu-se exponencialmente no instante seguinte ao Big Bang. O problema é que isso resultaria em um universo perfeitamente uniforme. E todas as observações indicam que há variações gigantescas entre as diversas regiões do Universo.
Radiação cósmica de fundo
Além disso, os cientistas detectaram uma anomalia nos dados da Radiação Cósmica de Fundo (CMB, na sigla em inglês), uma radiação na faixa das microondas que inundou o Universo 400.000 anos depois do Big Bang.
A CMB é uma espécie de brilho do Big Bang, que decaiu para microondas à medida que o Universo se expandia ao longo dos 13,7 bilhões de anos que se seguiram desde o seu surgimento. Se nossos olhos conseguissem enxergar essa faixa das radiofreqüências, nós veríamos um céu inteiramente brilhante.
Anomalia com certificado
Dados da sonda espacial WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe), da NASA, mostram que a amplitude nas flutuações da CMB, que seria consistente com o modelo da inflação espacial, na verdade não é a mesma em todas as direções.
"É uma anomalia adequadamente certificada," explica Kamionkowski. "Mas como a inflação cósmica parece lidar bem com tudo o mais, parece prematuro descartar a teoria." Com isso, os pesquisadores inseriram a assimetria verificada nos dados no cerne da própria teoria da inflação cósmica.
Inflaton e curvaton
Até agora haviam sido propostos dois novos tipos de campos de energia como sendo os motores da inflação do Universo. O primeiro, chamado de inflaton, não passou nos testes da nova teoria. Mas a coisa funcionou com o segundo campo, chamado curvaton, que havia sido proposto anteriormente para explicar as flutuações observadas na CMB.
Variações no campo curvaton afetam apenas como a temperatura varia de um lugar para outro no Universo, mas mantém seu valor médio, mantendo a consistência do modelo da inflação cósmica. O novo modelo prevê que há uma maior quantidade de pontos frios do que de pontos quentes no CMB.
A nova teoria poderá ser testada já em 2009, utilizando a sonda espacial Planck, uma missão internacional coordenada pela Agência Espacial Européia, que deverá ser lançada em Abril do próximo ano.
Levantando o véu do Big Bang
A "perturbação" que os físicos introduziram no valor do curvaton ofereceu um ganho adicional: ela oferece o primeiro vislumbre sobre o que existia antes do Big Bang.
Isso porque a perturbação pode ser a resultante de um efeito herdado da época antes do início da inflação cósmica.

"Em termos observacionais, tudo isto está escondido por um véu," afirma Kamionkowski. "Se nosso modelo se sustentar, nós teremos a primeira chance de olhar além desse véu."



Fonte:  Site Inovação Tecnológica

Torre do clima na Amazônia

Plantão


Torre Alta da Amazônia revela relações da floresta com clima global
Com 325 metros de altura, torre construída em parceria Brasil-Alemanha é ponto de partida para a captura e análise de dados que aumentam a compreensão sobre a importância da Amazônia no mundo.[Imagem: Agência FAPESP]
Torre do clima
Para fazer ciência na Amazônia, além de enfrentar longos desafios logísticos, também é preciso subir degraus. Muitos deles. Quase 1,5 mil e, se possível, de uma só vez. O esforço vale a pena, pois tem levado a descobertas sobre o impacto tanto das mudanças climáticas na Amazônia quanto da floresta no clima de todo o planeta.
A escadaria está na Torre Alta da Amazônia (ATTO, na sigla em inglês), com 325 metros de altura. A copa das árvores chega geralmente até 40 metros de altura, ou um oitavo da torre ATTO. A torre fica a 150 km de Manaus (AM), na Estação Científica do Uatumã. É lá que cientistas instalam equipamentos capazes de captar informações sobre os fluxos de troca entre a floresta e a atmosfera.
São análises de concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, do balanço de radiação e de fluxos de ozônio e aerossóis - partículas líquidas ou sólidas em suspensão no ar -, entre outros indicadores importantes para que se forme um panorama da importância da floresta amazônica.
A Amazônia desempenha um papel importante nos ciclos biogeoquímicos globais de gases de efeito estufa.
"A floresta controla o balanço de energia, o fluxo de calor latente e sensível, o vapor d'água e os núcleos de condensação de nuvem que vão intensificar o seu ciclo hidrológico. E isso só é possível se houver uma extensão muito grande de floresta contígua. Quando ela é fragmentada, deixa de ter essa propriedade," explica o professor Paulo Artaxo, da USP.
Amazônia e clima global
A análise de dados coletados na torre ATTO e em outros locais da Amazônia permitiu ao projeto GoAmazon (Green Ocean Amazon Experiment) fazer descobertas importantes sobre a dinâmica da floresta amazônica e sua relação com as mudanças climáticas. A partir de dados obtidos na torre, pesquisadores descobriram que o processo de aquecimento global pode ser ainda mais intenso do que o previsto originalmente caso não se consiga frear o desmatamento.
O grupo de pesquisadores reproduziu matematicamente as condições atmosféricas atuais do planeta, incluindo concentrações de aerossóis, compostos orgânicos voláteis antropogênicos e biogênicos, ozônio, CO2, metano e também os demais fatores que influenciam na temperatura global. De acordo com o estudo, essa maior intensidade de aquecimento está relacionada principalmente às mudanças nas emissões de BVOCs (compostos orgânicos voláteis biogênicos) pelas florestas tropicais.
Outro estudo reforçou a importância da Amazônia na regulação química da atmosfera. Pesquisadores do GoAmazon descobriram que a floresta amazônica emite três vezes mais isopreno do que o estimado anteriormente. A substância é um dos principais precursores do gás ozônio.
Um terceiro trabalho mostrou que na floresta tropical as partículas ultrafinas de poluição emitidas pelas cidades - e que costumam ser desprezadas para o impacto da poluição urbana - afetam substancialmente a formação das nuvens de tempestade na Amazônia. Os resultados obtidos ajudam na compreensão de como a poluição urbana afeta os processos relacionados à formação de tempestades na Amazônia.
"É um quebra-cabeça e nós tentamos justamente identificar novas peças para contar a história completa", disse Luciana Varanda, professora da Unifesp e integrante do GoAmazon.
Torre ATTO
Em funcionamento desde 2015, a construção da torre custou - 8,4 milhões, financiados metade pelo governo alemão e pelo Instituto Max Planck e a outra metade pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) do Brasil, com recursos da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep). Agências de fomento estaduais, como a Fapesp (São Paulo), a Fapeam (Amazonas) e a Funpar (Paraná), financiam projetos de pesquisa na torre.

Na reserva existem ainda outras duas torres mais baixinhas, com 80 metros cada, usadas para o estudo de gases e aerossóis. Nelas é possível ter uma perspectiva mais próxima do dossel e não sobre a floresta, como ocorre com a torre ATTO.

Fonte: Agência Fapesp

Madeira metálica

Materiais Avançados

Madeira metálica é forte como titânio e flutua na água
Amostra da madeira metálica, forte, leve e flexível, e detalhe de sua estrutura microscópica. [Imagem: University of Pennsylvania]
Madeira metálica
Sim, já existe uma madeira mais dura que o aço e o titânio, mas James Pikul, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, queria inverter a equação.
Assim, ao invés de fabricar uma madeira que se parece com metal, ele fabricou um metal que se parece com madeira.
O resultado é igualmente promissor em termos de versatilidade e de aplicações práticas: uma folha de níquel com poros em nanoescala que tornam o material tão forte quanto o titânio, mas de quatro a cinco vezes mais leve.
Embora seja largamente usado na indústria aeroespacial e em materiais esportivos, as propriedades do titânio dependem da maneira como os átomos do metal são empilhados. Na prática, defeitos aleatórios que surgem no processo de fabricação significam que o metal atinge apenas uma fração da força que poderia teoricamente ter - o titânio é tão forte quanto o aço, mas cerca de duas vezes mais leve.
Trabalhando na escala dos átomos individuais, portanto, é possível construir novos materiais com proporções de força-peso ainda melhores. Um bloco de titânio no qual cada átomo estivesse perfeitamente alinhado com seus vizinhos seria dez vezes mais forte do que o que pode ser produzido atualmente.
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Metal celular
Foi nisso que Pikul se inspirou, projetando estruturas porosas em nanoescala. O espaço vazio dos poros e o processo de automontagem com que são feitos tornam o metal poroso semelhante a um material natural - a madeira - e ganhe muito em força e leveza.
"A razão pela qual chamamos [este material] de madeira metálica não é apenas sua densidade, que é mais ou menos a mesma da madeira, mas sua natureza celular," detalha Pikul. "Os materiais celulares são porosos; se você olhar para os grânulos da madeira, você verá partes que são grossas e densas e feitas para sustentar a estrutura, e partes que são porosas e feitas para suportar funções biológicas, como o transporte entre as células."
A madeira metálica tem essa mesma estrutura, com áreas grossas e densas, com barras metálicas resistentes, e áreas porosas com lacunas de ar. As barras de suporte têm apenas 10 nanômetros de largura, o que equivale a cerca de 100 átomos de níquel, algo que não se pode ainda obter com impressoras 3D, por exemplo, que tipicamente imprimem com resolução na faixa das centenas de nanômetros.
Outra grande vantagem é que a madeira metálica se compara ao titânio, mas é feita de níquel, um metal bem mais barato.
  • Madeira superdura supera o aço e iguala titânio
Madeira metálica é forte como titânio e flutua na água
A técnica de fabricação usa uma estrutura sacrificial de esferas de plástico, removidas no final com um solvente. [Imagem: University of Pennsylvania]
Fabricação da madeira metálica
O método desenvolvido por Pikul começa com minúsculas esferas de plástico, com algumas centenas de nanômetros de diâmetro, suspensas em água. Quando a água é lentamente evaporada, as esferas se assentam e ficam empilhadas como laranjas em uma caixa, fornecendo uma estrutura ordenada e cristalina.
Usando galvanoplastia, a mesma técnica que adiciona uma fina camada de cromo a peças de carros, as esferas de plástico recebem uma infiltração com níquel. Uma vez que o níquel se assenta entre os poros, as esferas de plástico são dissolvidas com um solvente, deixando uma rede aberta de suportes metálicos.
Como aproximadamente 70% do material resultante é espaço vazio, a densidade dessa madeira metálica feita de níquel é extremamente baixa em relação à sua resistência - com uma densidade igual à da água, um bloco de madeira metálica flutua da mesma forma que um bloco de madeira vegetal.

A equipe agora pretende escalonar sua técnica para a produção em larga escala, fornecendo uma alternativa mais barata, mais leve e mais forte do que o titânio metálico.


Fonte:  Site Inovação Tecnológica