domingo, 10 de fevereiro de 2019

Escala de Mohs

A Escala de Mohs quantifica a dureza dos minerais, isto é, a resistência que um determinado mineral oferece ao risco, ou seja, à retirada de partículas da sua superfície. O diamante risca o vidro, portanto, é mais duro que o vidro. Esta escala foi criada em 1812 pelo mineralogista alemão Friedrich Mohs com 10 minerais de diferentes durezas existentes na crosta terrestre. Atribuiu valores de 1 a 10. O valor de dureza 1 foi dado ao material menos duro da escala, que é o talco, e o valor 10 dado ao diamante que é a substância mais dura conhecida na natureza. Esta escala não corresponde à dureza absoluta de um material. Por exemplo, o diamante tem dureza absoluta 1.500 vezes superior à do talco. Entre 1 e 9, a dureza aumenta de modo mais ou menos uniforme, mas de 9 para 10 há uma diferenças muito acentuada, pois o diamante é muito mais duro que o coríndon (ou seja, que o rubi e a safira).1

DurezaMineralFórmula química
1Talco (pode ser arranhado facilmente com a unha)Mg3Si4O10(OH)2
2Gipsita (ou gesso) (pode ser arranhado com unha com um pouco mais de dificuldade)CaSO4·2H2O
3Calcita (pode ser arranhado com uma moeda de cobre)CaCO3
4Fluorita (pode ser arranhada com uma faca de cozinha)CaF2
5Apatita (pode ser arranhada dificilmente com uma faca de cozinha)Ca5(PO4)3(OH-,Cl-,F-)
6Feldspato / ortoclásio (pode ser arranhado com uma liga de aço)KAlSi3O8
7Quartzo (capaz de arranhar o vidro. Ex.: ametista)SiO2
8Topázio (capaz de arranhar o quartzo)Al2SiO4(OH-,F-)2
9Corindon (capaz de arranhar o topázio. Exs.: safira e rubi)Al2O3
10Diamante (mineral mais duro que existe, pode arranhar qualquer outro e é arranhado apenas por outro diamante)C





Fonte: DNPM

Mina de Mirny, Yakutia, na Rússia

Mina de Mirny, Yakutia, na Rússia

Mina Mir foi uma mina de extração de diamante a céu aberto localizada em Mirny, Sibéria, Rússia. Tem 525 metros de profundidade e 1200 m de diâmetro, sendo o segundo maior buraco escavado no mundo após a Mina do Cânion de Bingham.
A Mina Mir foi a primeira e mais ampla mina de diamantes da União Soviética. Operou durante 44 anos, encerrando suas atividades em junho de 2001. Com o colapso da União Soviética, passou a ser administrada pela companhia Sakha, cujos relatórios oficiais detalhavam lucros anuais de mais de 600 milhões de dólares.O espaço aéreo sobre a mina é interdito ao sobrevoo por helicópteros devido à ocorrência de incidentes nos quais aeronaves deste tipo foram sugadas pelo fluxo de ar descendente.
Foi descoberta em 13 de junho de 1955 pelos geólogos soviéticos Yuri Khabardin, Ekaterina Elagina e Viktor Avdeenk durante a maciça expedição de Amakinsky na República Autônoma Socialista Soviética de Iacútia. Eles encontraram traços da rocha vulcânica kimberlito, que normalmente está associada à incidência de diamantes.



Fonte: CPRM

sábado, 9 de fevereiro de 2019

MAIOR ESMERALDA LAPIDADA DO MUNDO

       
           MAIOR ESMERALDA LAPIDADA DO MUNDO

Rio e Bahia se unem para produzir joias e bijuterias com esmeraldas

Rio e Bahia se unem para produzir joias e bijuterias com esmeraldas





Em alta na joalheria, em breve as esmeraldas estarão mais acessíveis, inclusive em bijuterias. Projeto da Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Rio de Janeiro (Ajorio) com a Firjan levou um grupo de empresários para conhecer as minas de Campo Formoso, no norte da Bahia, a fim de fomentar negócios aproximando as duas pontas da cadeia produtiva do setor: fabricantes de joias e produtores de pedras preciosas. Da missão nasceu a parceria entre as instituições e a Prefeitura do município para promover workshops com designers cariocas sobre criação e desenvolvimento de produto, a fim de agregar valor às esmeraldas de qualidade inferior. Hoje, apenas 5% da produção, que chega a aproximadamente 3 mil quilos por mês, correspondem às esmeraldas extras, usadas na alta joalheria.
A ideia é formar mão de obra para o artesanato, movimentando o comércio e desenvolvendo o turismo na região. Por outro lado, serão financiados cursos de lapidação no Laboratório de Joias do Senai, no Rio de Janeiro, para jovens de lá, a fim de aprimorar a produção de pedras lapidadas que serão vendidas para as joalherias nos grandes centros, carentes de matéria-prima de qualidade. 
Segundo a presidente da Ajorio, Carla Pinheiro, o Brasil sempre foi um importante lapidador na cadeia inteira, mas a atividade foi enfraquecendo nos últimos tempos. “Fomos a Campo Formoso para conhecer de perto a realidade da produção de pedras e identificar as necessidades, porque temos muita coisa para melhorar” afirmou. Para Carla, se bem fomentada, a mineração pode transformar até mesmo o PIB nacional, como acontece na Índia e na Tailândia. “As pedras preciosas podem e devem deixar renda, emprego e riqueza no nosso país. E hoje não é o que acontece. O que vemos são iniciativas individualizadas, feitas por quem luta no dia-a-dia, mas que não conta com apoio que deveria ter do poder público”, avaliou.
Esta foi a quinta viagem empresarial organizada pela Ajorio e Firjan a um dos polos produtivos de pedras preciosas no Brasil, que já passou por Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Piauí. O objetivo é levar o empresário diretamente na fonte da matéria-prima.
Para a especialista em Joias da Firjan, Eliana Andrello, a troca de experiências é importante para os dois lados. “Nós temos hoje, no Rio, uma experetise na fabricação, com tecnologia avançada e indústrias bem equipadas, mas dependemos da matéria-prima que vem de outros estados, porque não temos a mineração, nem a lapidação mais. Na Bahia, eles têm as gemas, mas falta a industrialização da joia. Identificamos aí uma janela de oportunidade na educação, o que será feito em parceria para promover a qualificação destes profissionais”, relatou.
Produção
O Brasil é hoje um dos maiores produtores de esmeraldas do mundo, ao lado da Colômbia, Zâmbia e Afeganistão. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), em 2017 as exportações das pedras lapidadas foram de US$ 23,8 milhões. Os maiores polos produtores estão em Itabira (MG), em Campos Verdes (GO) e na Serra da Carnaíba (BA), no município de Pindobaçu, vizinho a Campo Formoso.
Lá, a extração é realizada por mineradores organizados na Cooperativa Mineral da Bahia (CMB), que agrega os garimpos da Carnaíba e Socotó, hoje, com 28 minas em produção, e cerca de 300 associados. A uma distância de 34 quilômetros um do outro, ambos estão sobre o mesmo lençol de esmeraldas. A estimativa, segundo geólogos, é de que existam pedras a até 500 metros de profundidade, sendo que nem 7% foram explorados ainda. Por mês, são retirados cerca de 3 mil quilos da pedra bruta, e o faturamento gira em torno de US$ 3 milhões.
Nascido em Campo Formoso, o empresário José Nilson Rodrigues intermediou a visita da caravana carioca para o município. Neto de garimpeiros que deram início à mina da Carnaíba, em 1963, ele defende que a atividade continue nas mãos dos mineradores, mas alega que faltam investimentos. “Precisamos da presença dos bancos de investimento em Campo Formoso para o garimpeiro ter condições de produzir mais. Na África, na Colômbia, o governo participa diretamente, por isso eles tem grandes produções. Aqui, nós temos a produção que a condição de cada um permite. O que precisamos é de investimento, porque capacidade nós temos”, afirmou.
A esmeralda é o termômetro da economia local. Segundo a prefeita de Campo Formoso, Rose Menezes, quando as minas estão produzindo, o movimento do comércio de toda a região fica aquecido. Grande parte da comercialização de esmeraldas é realizada na feira local com pedras negociadas a céu aberto. O sistema financeiro funciona à base de vales e trocas de objetos. Na praça também estão os grandes escritórios de compradores estrangeiros. 
A missão incluiu a visita a duas minas localizadas no garimpo da Carnaíba, uma delas a 230 metros de profundidade. O designer Eduardo Vaks, da joalheria Lafry, desceu na mina para conhecer o trabalho e ficou impressionado com o tamanho do empreendimento. “Depois de descer a mina a gente percebe a dificuldade que existe neste ramo de trabalho, para se conseguir um volume de esmeralda. O mercado não tem ideia da dificuldade que existe. O investimento é muito alto, os proprietários trabalham de quatro a cinco anos para ter algum retorno. É um trabalho em que precisa se acreditar e investir muito dinheiro”, comentou.
Segundo a diretora-executiva da Ajorio, Angela Andrade, a parceria entre Rio e Campo Formoso será benéfica para os dois lados. “O que eles têm nós queremos muito, e o que nós temos, que é criação, fabricação e mercado, a cidade está precisando bastante também”, disse. Para Angela, já está na hora da região começar a agregar valor às pedras, produzindo joias e bijuterias de qualidade para o mercado turístico. “Sentimos um potencial imenso de crescimento. Daqui a cinco anos, o comércio de Campo Formoso estará mudado, e vamos ter uma boa produção também para o Rio de Janeiro”, afirmou.
Para os empresários, a missão proporcionou bons contatos comerciais com os produtores locais e a perspectiva de lançamento de novas coleções. Eles também se prontificaram a participar da parceria, colaborando com o design em produtos que vão popularizar a esmeralda.

Fonte: EXAME

Mistérios da Ciência: Super Diamantes [Dublado] Documentário National Ge...