quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Ibovespa cai 0,34% em dia volátil; giro atinge R$47 bi com exercício de futuros

Ibovespa cai 0,34% em dia volátil; giro atinge R$47 bi com exercício de futuros





Ações2 horas atrás (13.02.2019 18:53)

© Reuters. .© Reuters. .
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou a volátil sessão desta quarta-feira em queda, puxado pelo fraco desempenho das ações de bancos, movimento que se sobrepôs à influência positiva de Petrobras e Vale. O vencimento de exercício dos contratos de opções sobre índice e de futuros ditou volatilidade e catapultou o giro financeiro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa (BVSP) caiu 0,34 por cento, a 95.842,40 pontos. O volume financeiro da sessão somou 47,2 bilhões de reais.
Investidores seguiram acompanhando as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, com sinalizações dos envolvidos abrindo espaço para apostas de avanço, incluindo a possibilidade de prorrogar o prazo para um acordo. Em Wall Street, os três principais índices tinham valorização.
Da cena doméstica, notícias sobre a reforma da Previdência permaneceram no radar, com a saída do presidente Jair Bolsonaro do hospital alimentado expectativas de avanço no andamento do tema, considerado crucial para melhorar o quadro fiscal do país.
Na visão do gestor Igor Lima, sócio na Galt Capital, a falta de uma definição na bolsa decorre da expectativa de retorno do presidente e de que forma ele poderá auxiliar nas articulações sobre a reforma da Previdência.
"É fato que nas últimas semanas o mercado passou por um choque de realidade com relação às expectativas de uma rápida tramitação da reforma", avaliou, ponderando, contudo, que os resultados corporativos têm sido neutros ou levemente positivos.
"Dessa forma, para um novo rali, é preciso evoluções mais concretas nas articulações sobre a reforma da Previdência. Ainda não está claro qual é o tamanho e a fidelidade da base desse novo governo", acrescentou.
DESTAQUES
- VALE (SA:VALE3) subiu 2,69 por cento, tendo de pano de fundo acordo da mineradora com a prefeitura de Vitória (ES) para retomar operações em porto, além de declarações do secretário de desburocratização e desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, de que o atual governo deverá "reprivatizar" a empresa, que tem entre seus controladores fundos de pensão patrocinados pelo governo.
PETROBRAS PN (SA:PETR4) avançou 1,28 por cento, acompanhando a alta dos preços do petróleo no exterior, com o contrato Brent (LCOc1) fechando em alta.
- BANCO DO BRASIL (SA:BBAS3) caiu 2,27 por cento, entre as maiores quedas, antes da divulgação do resultado do quarto trimestre prevista para antes da abertura do mercado na quinta-feira. No setor, ITAÚ UNIBANCO PN (SA:ITUB4) caiu 2,28 por cento, BRADESCO PN (SA:BBDC4) cedeu 1,55 por cento e SANTANDER BRASIL UNIT (SA:SANB11) perdeu 1,81 por cento.
- BRF (SA:BRFS3) perdeu 3,2 por cento, após anunciar recall de cerca de 464 toneladas de carne de frango in natura destinadas aos mercados doméstico e internacional por suspeita de contaminação pela bactéria salmonella. A medida atinge Japão, China, Kuweit, Gana, Barein, Gâmbia, Omã, Angola e Cuba.
- LOJAS RENNER (SA:LREN3) cedeu 3,2 por cento, em dia negativo do setor de varejo. LOJAS AMERICANAS PN (SA:LAME4) caindo 2,06 por cento e MAGAZINE LUIZA (SA:MGLU3) recuou 2,1 por cento. O IBGE divulgou mais cedo que as vendas no varejo brasileiro caíram 2,2 por cento em dezembro ante novembro, enquanto, na base anual, subiram 0,6 por cento.


Fonte: Reuters

Bolsa tem crescimento de 65,5% no volume médio financeiro em janeiro

Bolsa tem crescimento de 65,5% no volume médio financeiro em janeiro





Investing.com Brasil - 13/02/2019 - 
Por Investing.com – Durante o mês de janeiro, o segmento Bovespa da B3 registrou crescimento de 65,5% no volume financeiro médio, na comparação com o mesmo período do ano passado, movimentando R$ 16,857 bilhões na média diária. Já na comparação com dezembro, o avanço foi de 15,5%. O segmento contempla o mercado à vista de ações e derivativos sobre ações
O resultado vem no primeiro mês do governo do presidente Jair Bolsonaro, que trouxe um cenário de otimismo para os mercados, principalmente após as eleições. No período, o Ibovespa acumulou ganhos de 10,82% e atingindo a máxima de 98.588,63 no último dia do mês.
Em relatório divulgado, a B3 informa que a as empresas com ações na bolsa tiveram uma capitalização média de R$ 3,792 trilhões no período, o que representa alta de 14,3% na comparação com janeiro de 2017 e 7,3% em relação a dezembro.
No caso do segmento BM&F, que envolve os derivativos financeiros e de mercadorias, o avanço anual foi de 14,6%, para um total de 3,969 milhões de contratos. Em relação a dezembro, o crescimento foi de 17,7%. Já a receita média por papel foi de R$ 1,496, 8,3% acima de janeiro de 2018 e 13,9% de queda ante dezembro.
Destaque também para o crescimento do total de investidores ativos na bolsa, que atingiu o patamar de 880,361 mil pessoas em janeiro de 2019, o que representa uma alta anual de 37,1% e expansão mensal de 5,4%.


Fonte: Investing.com

Vale tem ganhos com cena externa e noticiário local positivo

Vale tem ganhos com cena externa e noticiário local positivo



Investing.com Brasil - 13/02/2019 - 
Por Investing.com – Em um cenário marcado por maior otimismo nos mercados internacionais, com avanço nas negociações entre China e Estados Unidos, e com o noticiário local animando os investidores quanto a reforma da Previdência, as ações da Vale (VALE3) operam com ganhos de 1,92% a R$ 45,15.
Nesta quarta-feira, a companhia informou que assinou com a prefeitura de Vitória (ES) um termo de desinterdição do complexo portuário de Tubarão, liberando os sistemas de tratamento de efluentes interditados último dia 7.
Com o acordo, há o consequente retorno de imediato das operações no pátio de insumos, nas plantas de pelotização 1,2,3 e 4, bem como dos serviços portuários de carvão, destacou a mineradora.
“O acordo estabelece que a Vale antecipará investimentos em ações de melhorias nos sistemas de tratamento de efluentes líquidos e de controle da qualidade do ar do porto, contribuindo assim para o aprimoramento da gestão atmosférica do município de Vitória”, disse a empresa.
Além disso, a XP Investimentos divulgou nota reiterando a recomendação de compra para o ativo, entendendo que a mensagem da mineradora afirmando que a barragem que estourou em Brumadinho (MG) é favorável, uma vez que diminui os riscos de litígios futuros


Fonte: MONEY  TIMES

Análise Especial - Petrobras PN (PETR4)

Vale quebra o silêncio e agrada o mercado; assista vídeo da coletiva de imprensa

Vale quebra o silêncio e agrada o mercado; assista vídeo da coletiva de imprensa





Gustavo Kahil - 12/02/2019 - 18:12
As ações da Vale (VALE3) dispararam mais de 5% nesta terça-feira (12) em reação à coletiva de imprensa realizada pela mineradora com a presença do Diretor Executivo de Finanças e Relações com Investidores, Luciano Siani Pires, e o Diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos e Carvão, Lucio Cavalli.
Confira a íntegra:
Diretores da mineradora Vale contestaram hoje (12) que o rompimento da barragem da Mina do Feijão, no dia 25 de janeiro em Brumadinho (MG), tenha ocorrido por causa do aumento dos níveis de água no reservatório, erro de leitura dos instrumentos, problema com as nascentes existentes nas proximidades ou ocorrência de tremores de terra. Além disso, segundo os diretores, laudos não apontavam risco de rompimento.
“Essa narrativa de que a barragem era insegura e de que houve aumento dos níveis de água não se sustenta. Especulações estão sendo feitas a partir de fragmentos de informação que, se mal interpretados, podem levar a conclusões equivocadas”, diz Luciano Siani, diretor de Finanças e Relações com investidores da Vale, em entrevista à imprensa no Rio de Janeiro. De acordo com ele, a barragem não recebia rejeitos desde 2016.
A Polícia Federal investiga se houve acúmulo de água na barragem, o que poderia gerar o fenômeno da liquefação, quando os rejeitos se tornam menos sólidos e mais líquidos, e falhas no sistema de drenagem.
Segundo Lucio Cavalli, diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos e Carvão, a água das nascentes foi canalizada para fora das barragens e as auditorias comprovam que ao longo do tempo caiu o nível da água na barragem.
Os dois executivos também apresentaram documentos da Vale, entre eles um parecer técnico solicitado à consultoria IBPTech e emitido no último sábado (9). O documento revela que houve um problema de configuração na automatização de 46 piezômetros, dispositivo para monitoramento do volume de água. Esta seria a razão da troca de e-mails entre funcionários da Vale, cujo teor foi divulgado por veículos de imprensa nos últimos dias.
“As leituras estão incoerentes. Favor verificar o que aconteceu. Ainda estamos sem leituras para prosseguir com o monitoramento desta barragem à montante. Priorizar isso! Se não encontrarem a falha me liga no celular”, diz um dos e-mails. De acordo com Cavalli, assim que o problema de configuração foi resolvido, as medições se mostraram dentro da normalidade. “Houve indicação de diferenças de níveis absurdas. Se fossem verdadeiras as leituras, haveria água jorrando na barragem ou água abaixo do nível da barragem”, disse.
Outro episódio relatado pelo diretor diz respeito à instalação de drenos horizontais profundos, em junho de 2018. Após a constatação de um problema em uma das perfurações, a ação teria sido imediatamente paralisada e a normalidade da estrutura verificada após 24 horas.

Laudos

Foram apresentados também trechos do último laudo de estabilidade da barragem apresentado em 25 de setembro de 2018 pela empresa Tüv Süd. O documento assegura que a estrutura possuía fator de segurança acima do mínimo preconizado pela norma NBR 13028/2017. De acordo com os diretores, a Tüv Süd fez recomendações corriqueiras. Das 17, oito já teriam sido atendidas e nove estariam em andamento.
Luciano Siani afirmou ainda que, apesar da licença ambiental obtida pela Vale em dezembro de 2018 para descaracterizar a barragem, nenhum obra havia sido iniciada. “Ainda estávamos cumprindo as condicionantes necessárias para se iniciar o projeto”. O diretor disse ainda que o pedido de descaracterização foi apresentado pela empresa em 2015. Segundo ele, a mineradora está empenhada a ajudar nas investigações e todos os dados e documentos já foram compartilhados com as autoridades.

Sismos

Os diretores descartaram a possibilidade de que o rompimento tenha sido influenciado por sismos. Segundo Cavalli, ainda é preciso melhor investigação, mas dados preliminares da Vale apontam não ter ocorrido tremores de terra na região no momento da ruptura, sejam naturais ou provocados.

Fonte: MONEY  TIMES