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Feldspato (do alemão feld, campo; e spat, uma rocha que não contém minério) é o nome de uma importante família de minerais, do grupo dos tectossilicatos, constituintes de rochas que formam cerca de 60% da crosta terrestre. Cristalizam nos sistemas triclínico ou monoclínico.
Eles cristalizam do magma tanto em rochas intrusivas quanto extrusivas; os feldspatos ocorrem como minerais compactos, como filões, em pegmatitas e se desenvolvem em muitos tipos de rochas metamórficas. Também podem ser encontrados em alguns tipos de rochas sedimentares.O perfeito entendimento das relações entre os feldspatos apenas é atingido com a caracterização química e estrutural, aspectos dependentes da temperatura e pressão de cristalização e da história termal e deformacional subsequente. Ele pode ser de alta temperatura quando preserva a estrutura de geração a alta temperatura e de baixa temperatura quando as estruturas de alta temperatura sofrerem modificação lenta e total para formas de baixa temperatura, ou quando cristalizar em ambiente de baixa temperatura (cristalização plutônica). Os feldspatos podem ocorrer também em estados estruturais correspondentes a temperaturas intermediárias.
O titânio é um metal de transição que está localizado na família que leva seu nome. De símbolo Ti, seu nome deriva da mitologia grega, mais precisamente dos Titãs filhos de Urano e Gaia. Foi descoberto em 1791 por William Justin Gregor a partir do mineral Ilmenita (FeTiO3) ou do Rutilo (TiO2) e é muito utilizado até hoje em diversas áreas.
Ilmenita, mineral que possui titânio em sua composição. Foto: Bramthestocker / Shutterstock.com
Seu número atômico é 22, seu número de massa é 47,87 e sua distribuição eletrônica encontra-se abaixo:
[Ar] 3d² 4s²
Abaixo estão apresentadas algumas características deste elemento:
É um metal extremamente leve e também por isso é utilizado em próteses e implantes;
Possui alta resistência mecânica (é forte);
É bastante resistente a corrosão devido a uma película de óxido que se forma ao seu redor;
Possui coloração branca metálica;
Possui baixa condutividade térmica e alta condutividade elétrica;
É dúctil;
Seu ponto de fusão é relativamente alto fazendo com que possa ser utilizado em materiais refratários;
É sólido na temperatura ambiente.
Peças feitas de titânio. Foto: Christian Lagerek / Shutterstock.com
Este é o nono elemento mais abundante na crosta terrestre e suas aplicações são várias, sendo algumas delas: na fabricação de peças para motores, na fabricação de foguetes e produtos aeroespaciais em geral, na produção de catalisadores para reações de polimerização (compostos organometálicos), na produção de ligas com outros metais, na fabricação de contêineres para lixo nuclear, na produção de tintas e papeis (dióxido de titânio), no revestimento de eletrodos e em aparelhos náuticos.
Há seis tipos de processos para desenvolver o titânio metálico e são eles: Kroll, Hunter, redução eletrolítica, redução com plasma, redução gasosa e redução metalotérmica. Dentre todos estes o Kroll é o mais utilizado e é feito com um minério contendo titânio adicionado ao coque de petróleo e a composto clorado em altas temperaturas até obter o produto, tetracloreto de titânio (TiCl4). Na natureza são encontrados 5 isótopos estáveis: o Ti-46, o Ti-47, o Ti-48, o Ti-49 e o Ti-50, sendo o Ti-48 o que se apresenta com mais frequência.
B3: Pessoas físicas estão, enfim, de olho na Bolsa
Os investidores pessoas físicas podem, enfim, estar voltando os olhos para os investimentos em renda variável. Os dados recentes de 2018 da Anbima revelam que a renda fixa continua a migrar para ações e fundo hedge, enquanto as contas de poupança deste segmento ainda representam 20% do total.
Conforme destaca o Bradesco BBI em um relatório publicado nesta terça-feira (12), um maior volume de recursos teve uma migração para os mercados acionários e fluxos mais fortes para os produtos de previdência.
Fonte: Anbima
Os dados da Anbima revelam que, no segmento varejo tradicional, a poupança ainda é a principal fonte de investimento, representando 65% da carteira. Os fundos de investimento apresentaram a maior variação de estoque de 10%, a maior no ano.
“Apesar de estimarmos que os fluxos de investidores estrangeiros devam ser o principal direcionador do desempenho da B3 nos próximos trimestres, as contas de pessoas físicas já mostram um comportamento benigno em relação ao patrimônio líquido”, aponta o analista Rafael Frade.
Ele mantém a recomendação de compra para as ações B3SA3, com preço-alvo de R$ 33.
A B3 registrou neste início de ano recorde de cadastros de investidores pessoas físicas em ações, com 858 mil cadastrados. No começo do ano passado, esse número estava perto de 700 mil e, em dezembro, em 813 mil.
Quando chega a Nova Previdência? Senta que lá vem história…
Gustavo Kahil - 13/02/2019 -
Vitor Oliveira
A equipe de análise da XP Investimentos tentou avaliar, em uma análise publicada nesta quarta-feira (13), um cronograma para o processo de votação da reforma da Previdência no Congresso. A resposta, além de muito incerta, é incômoda. O processo deve, provavelmente, levar todo o ano de 2019.
“Entraves na articulação política e busca de protagonismo dos parlamentares devem levar para o final do primeiro semestre a aprovação na Câmara da proposta da Previdência do governo Jair Bolsonaro”, apontam os analistas da corretora.
O documento ressalta que, no mundo ideal, “a Câmara votaria a reforma que lá está, o Senado faria as alterações orientado pela dupla Paulo Guedes e Rogério Marinho, aprovaria a reforma e enviaria para a Câmara, que confirmaria as alterações do Senado. E fim. Mas, definitivamente, não estamos no mundo ideal”, indica.
Elaboração: XP
Um passo a passo
1 – Fevereiro: O texto
A definição sobre o texto final da reforma da Previdência, que já está nas mãos de Jair Bolsonaro, é o primeiro ponto a ser definido. “Instalar as Comissões Permanentes da Câmara também é uma exigência, considerando que o novo texto terá de passar na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) primeiro”, pontua a corretora.
2 – Março: Comissão especial
Após a CCJ, a pauta inicia a tramitação na Comissão Especial. “Escolha do novo Relator e do Presidente da Comissão, audiências públicas, debates, emendas, apresentação do relatório, vo tos em separado, vistas coletivas e votação final do texto e depois dos destaques – momento em que o governo tem de colocar maioria constitucional em todas as votações nominais – podem levar dois meses”, indica a XP.
Esta conta daria no final de abril, em um cenário rápido, metade de maio (com atraso), ou fim de maio (cenário ruim).
3 – Maio/Junho: Votação no Plenário da Câmara
A primeira votação pode acontecer em maio, mas não será novidade isto só acontecer em junho. “Desde que seja na primeira quinzena, já que na segunda o Congresso Nacional se esvazia para as festas juninas, eventos culturais muito fortes na metade norte do Brasil”, pontua a corretora. Os analistas acreditam que, de hoje até maio/junho é perfeitamente possível o governo construir a maioria dos 308 votos de que necessita para a aprovação.
4– 15 de julho: Lentidão
A Câmara, com atraso, pode levar mesmo o primeiro semestre inteiro para avançar com a pauta, até o dia 15 de julho. “Este é um calendário que pode assustar o mercado, mas que nos corredores do Congresso não tem sido visto com surpresa, senão com normalidade, pelos parlamentares com quem mantivemos contatos nas últimas semanas”, diz a XP.
5 – Agosto: A vez do Senado
De acordo com o relatório, caso não haja atuação muito forte do governo para encurtar os prazos na Câmara, o Senado só trataria da reforma na volta dos trabalhos após o recesso, em 1º de agosto. “Por lá se espera que a reforma leve algo em torno de 90 dias, como disse o presidente Davi Alcolumbre”, pontua a avaliação.
6 – Calendário furado
Apesar das estimativas, a XP lembra do calendário de Temer, que tinha uma que tinha articulação política muito mais arrumada que a gestão Bolsonaro, e que teve o calendário furado sucessivas vezes. “Para se ter uma ideia, o primeiro cronograma previa a votação do primeiro turno em dezembro de 2017. Ainda no fim de maio não se tinha votado a matéria, e o governo tentava construir um placar”, lembra.
7 – O ano inteiro
A análise ressalta que as reformas Constitucionais são feitas para serem de difícil aprovação. “A da previdência, pela origem do tema, vem com dificuldade para além do normal. É factível imaginar que cada Casa tome um semestre deste ano para analisar a proposta”, conclui.