quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Estudo da Vale cita indenização por morte em R$ 9,8 milhões

Estudo da Vale cita indenização por morte em R$ 9,8 milhões

Agência Brasil - 13/02/2019 - 23:15
Um dos documentos internos da mineradora Vale obtidos pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e anexados a uma ação civil pública cita um cálculo que fixa a indenização por morte em R$ 9,8 milhões.
Intitulado Estabelecimento do contexto e identificação dos eventos de risco em barramentos, o documento foi produzido em 2015 e inclui um estudo de ruptura hipotética de uma barragem no qual são apresentadas fórmulas matemáticas para estimar danos econômicos.
No item 7.1, o estudo registra que a “indenização por perdas de vidas humanas é o tema com maior divergência de opiniões, elevado grau de incerteza e questões éticas associadas”.
O documento apresenta três abordagens distintas, sendo uma delas a curva de tolerabilidade de riscos proposta pelo engenheiro norte-americano Robert Whitman. Nesta metodologia, elaborada em 1981, o valor da vida foi calculado em US$ 1 milhão.
De acordo com o documento da Vale, o montante atualizado para agosto de 2015 seria de US$ 2,56 milhões. “Esse valor deve ser convertido de dólar americano para reais conforme a cotação da moeda norte-americana na data de realização do cálculo do custo da indenização”, acrescenta o documento. Na cotação atual, a indenização por morte seria de aproximadamente R$ 9,6 milhões.

Cenários

A metodologia de Whitman é a única das três apresentadas no estudo da Vale que não vem acompanhada de críticas. Com base nela, é proposta uma equação para estimar os prejuízos com as perdas de vidas humanas em uma eventual ruptura.
Questionada pela Agência Brasil se pretende aplicar a fórmula para indenizar os parentes das vítimas da tragédia de Brumadinho (MG), a mineradora respondeu que “os estudos de risco e demais documentos elaborados por técnicos consideram, necessariamente, cenários hipotéticos para danos e perdas”.
Outra abordagem citada é chamada de “valor de uma vida estatística”. O estudo cita que ela proporciona grande grau de incerteza em relação aos resultados. “Os valores podem variar dependendo do país de realização da pesquisa, aspectos culturais, classe social e até mesmo religião”, registra.
Além disso, é mencionado o “valor de indenização determinado pela Justiça”. Para analisar essa abordagem, uma tabela elenca decisões judiciais envolvendo rompimentos de barragens ocorridas no Brasil em 2001, 2004 e 2009.
As indenizações variaram de R$ 15 mil a R$ 152 mil. “Observa-se que, considerando a política e valores da Vale, nas quais a vida humana está em primeiro lugar, cabe destacar que os valores que vem sendo arbitrados são bastante reduzidos”, diz o estudo.

Prejuízos

Há fórmulas distintas para estimar não apenas as indenizações pelas mortes, mas também os prejuízos com os impactos em edificações, veículos, infraestrutura pública e à própria barragem, entre outros. Da mesma forma, há metodologias variadas para calcular os gastos com serviços de saúde e medidas emergenciais, além das perdas das empresas afetadas.
“O cálculo do lucro cessante das indústrias pode ser realizado com base na proporção entre domicílios atingidos por domicílios totais para cada município, no PIB industrial e no período de tempo em que a ruptura da barragem irá afetar as atividades industriais”, diz o estudo. O documento traz ainda fórmulas para estimar os prejuízos com os danos internos na própria mineradora.
O período em que as atividades minerárias ficarão suspensas também é levado em conta. “A premissa de paralisação total durante o período de um ano pode ser muito conservadora. Entretanto, nos danos diretos externos não foram computados os custos associados aos impactos às instalações das indústrias, máquinas, equipamentos, produtos em estoque, etc”, diz o documento.
“Destaca-se que a estimativa destes danos é de difícil quantificação em virtude da inexistência de base de dados confiável que permita a valoração dos mesmos. Sendo assim, sugere-se a utilização do tempo de paralisação de um ano, de modo a tentar englobar também os danos diretos às indústrias”, acrescenta o texto.

Ação

A ação do MPMG ao qual este estudo foi anexado foi movida em 31 de janeiro, seis dias após a tragédia de Brumadinho, para cobrar medidas que possibilitem evitar novas tragédias.
O processo segue tramitando, mas a Justiça Estadual determinou, no dia 4 de fevereiro, a paralisação das atividades de oito barragens da Vale.

 Um outro documento interno da mineradora anexado à ação comprova, segundo o MPMG, que a Vale tinha conhecimento de riscos na barragem que se rompeu em Brumadinho. A estrutura estava classificada em outubro do ano passado em “zona de atenção”. Além dela, outras nove barragens estavam na mesma situação.
O mesmo documento projeta que mais de 100 pessoas perderiam a vida em Brumadinho, caso a barragem da Mina Córrego do Feijão se rompesse sem prévio aviso de alertas sonoros, como ocorreu no dia 25 de janeiro. Até o momento, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais já confirmou 166 mortes e 155 pessoas estão desaparecidas.

Metodologia interna

Em nota, a Vale afirma que nenhum relatório, laudo ou estudo conhecido continha qualquer menção a risco de colapso iminente na Mina do Feijão. “Pelo contrário, a barragem possuía todos os certificados de estabilidade e segurança, atestados por especialistas nacionais e internacionais”, diz o texto.
De acordo com a mineradora, o documento que traz a classificação referente à “zona de atenção” é um estudo realizado com base em metodologia interna, na qual os geotécnicos da própria Vale reavaliam as estruturas já certificadas por auditorias externas como seguras e estáveis. “Essa metodologia utiliza um padrão mais rígido que a legislação nacional e internacional vigente e, por isso, tem por objetivo prospectar medidas adicionais de prevenção”, diz a empresa.
Em entrevista coletiva realizada ontem (13), Lucio Cavalli, diretor de planejamento e desenvolvimento de ferrosos e carvão da Vale, disse que “zona de atenção” não significa risco iminente. “Significa que devemos cumprir as recomendações feitas”. Cavalli afirmou que as recomendações apontadas pelos técnicos eram para continuar o processo de descaracterização e fazer o rebaixamento do lençol freático que já estava em curso.


Fonte:  Agência Brasil

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Lojas Americanas, Drogasil e Magalu figuram entre as principais varejistas do mundo

Lojas Americanas, Drogasil e Magalu figuram entre as principais varejistas do mundo




Diana Cheng - 13/02/2019 - 
(Divulgação)
Três empresas brasileiras figuram entre as 250 principais varejistas do mundo, segundo o estudo “Os Poderosos do Varejo Global 2019”, divulgado pela Deloitte. Lojas Americanas (LAME4), Raia Drogasil (RADL3) e Magazine Luiza (MGLU3) ocupam, respectivamente, as posições 178, 223 e 249 da lista, alcançando forte crescimento no ano fiscal de 2017 – período de análise do levantamento.
“Dado o fato de a economia estar ainda em processo de recuperação, após uma das piores recessões dos últimos tempos, ter não só uma, como três empresas brasileiras ao lado de grandes nomes de um ranking mundial, é um fator relevante para as perspectivas do setor varejo e o futuro econômico do país”, afirma Reynaldo Saad.
As 250 empresas listadas conseguiram gerar receitas agregadas de US$ 4,53 trilhões, 5,7% a mais em relação ao ano anterior. Walmart e Amazon, companhias multinacionais norte-americanas, estão entre as cinco primeiras colocadas, tendo contribuído significativamente para o resultado do setor varejista.
Cenário interno
O estudo também analisou a situação do Brasil. Segundo a pesquisa, o país está em uma encruzilhada, já que a economia tem se recuperado lentamente e existem muitas incertezas em relação às grandes mudanças propostas pelo novo governo. A expectativa, portanto, está concentrada na direção que o governo irá determinar ao futuro do varejo.
A Deloitte também chegou a fazer outro levantamento em dezembro de 2018. Batizada de “Varejo em Transformação”, a pesquisa focou na posição das varejistas brasileiras frente à retomada da economia no país.
Das 126 empresas participantes, 66% sentiram necessidade de readaptar os planos de negócios devido a um contexto socioeconômico mais complexo. Os empresários que conseguiram identificar as mudanças a tempo apresentaram melhores resultados.

Fonte: MONEY   TIMES

SAFIRA AZUL ESTRELADA- AVALIADA EM 20 MILHÕES DE DÓLARES

   
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Conheça 8 importantes minerais minérios


Conheça 8 importantes minerais minérios







Sabe-se que metais não são encontrados na natureza na forma que os utilizamos, sendo eles obtidos, geralmente, a partir da extração e beneficiamento de minerais. O mineral-minério nada mais é que a parte do depósito de minério (material natural do qual pode ser extraído um ou mais minerais, de valor econômico aproveitável) que é economicamente aproveitável. 
É importante ressaltar que os sulfetos formam uma importante classe de minerais que incluem a maioria dos minerais minérios. Entretanto no texto de hoje, contemplamos apenas aqueles pertencentes à classe dos óxidos. Depois de explicarmos o básico sobre as propriedades dos minerais em como identificar mineraisapresentamos alguns dos importantes minerais-minérios dessa classe. 

Mineraisminérios de ferro


Utilizados em uma enorme escala de aplicações, como transportes, construções, máquinas industriais e eletrodomésticos, o ferro é um dos sustentadores da civilização moderna. Os principais minérios de ferro são hematita, magnetita e goethita, comumente encontrados em depósitos encontrados em formações ferríferas bandadas (BIF’s)

1. Hematita



hematita
Hematita

A hematita (Fe2O3) é um mineral do classe dos óxidos, pertencente ao grupo de nome homônimo, apresentando estrutura hexagonal. Principal constituinte do minério de ferro, a hematita possui brilho metálico, coloração vermelha a marrom-avermelhada ou preta. Diferencia-se pelo seu traço vermelho característico.
Cerca de 60% da produção nacional provém de Minas Gerais (quadrilátero ferrífero), sendo a hematita amplamente distribuída em rochas ígneas, sedimentares e metamórficas e forma o minério de ferro mais abundante.

2. Magnetita



magnetite
Magnetita de hábito octaédrico

A magnetita (Fe3O2) também faz parte do classe dos óxidos, enquadrando no grupo do espinélio, apresentando estrutura cristalina isométrica. Apresenta brilho metálico e é caracterizado principalmente por seu forte magnetismo, sua cor preta e por sua dureza (6). Comumente aparece na forma de octaedros.
É um mineral comum encontrado disseminado como um acessório na maioria das rochas ígneas. Com frequência está associado a corpos altamente titaníferos e geralmente associam-se com rochas metamórficas.

3. Goethita



goethita
Goethita apresentando seu hábito botrioide típico.


A Goethita (αFeO(OH) enquadra-se na classe dos hidróxidos, apresentando estrutura cristalina ortorrômbica. Aparecendo comumente sob a forma de um agregado cristalino fibroso, esse mineral pode ocorrer em vários tons de castanho, laranja, amarelo e vermelho, ainda que mantenha traço característico castanhoamarelado. É opaco e tem brilho adamantino.
É um dos minerais mais comuns sendo tipicamente formado sob condições oxidantes como produto de intemperismo de minerais com ferro.

Minerais-minério de alumínio


Embora não seja uma espécie mineral, a bauxita é o principal minério de alumínio (terceiro elemento mais abundante na natureza) sendo constituída por um agregado de minerais óxidos de alumínio, a mistura de diásporo, gibbsita e boehmita.

4. Bauxita

bauxitaÀ esquerda, bauxita, e à direita, alumínio primário (Mineração Rio do Norte).
A bauxita é composta por uma mistura de óxidos hidratados de alumínio em várias proporções, aparecendo comumente como grãos concrecionais arredondados, sendo também maciça, terrosa e semelhante a material argiloso.
A formação da bauxita resulta da decomposição de rochas alcalinas, provocada pela infiltração da água das chuvas nas rochas ao longo de milhões de anos. A coloração avermelhada desse minério é determinada pela presença de óxidos de ferro. Para que seja economicamente aproveitável, a bauxita deve apresentar no mínimo 30% de óxido de alumínio.

Minerais-minério de manganês


Minerais de minério de manganês comuns são a pirolusita, a manganita e a romanechita (também conhecido como psilomelano). As maiores reservas de minério de manganês estão no campo manganífero Kalahari, na África do Sul, possuindo 81% das reservas mundiais conhecidas em terra.

5. Pirolusita



Pirolusita
Pirolusita

A pirolusita (MnO2) enquadra-se na classe dos óxidos, de sistema cristalino tetragonal, e raramente tem cristais bem desenvolvidos. Geralmente aparece fibrorradiado ou colunar. É caracterizada e diferenciada dos outro minerais de manganês pelo seu risco preto e por sua baixa dureza.

6. Manganita



Manganita
Manganita

A manganita (MnO(OH)) enquadra-se na classe dos hidróxidos, com sistema cristalino monoclínico. Apresenta geralmente cristais prismáticos, frequentemente colunares a grosseiramente fibroso. É reconhecido principalmente por sua cor preta e cristais prismáticos. Sua dureza (4) e traço marrom a distinguem da pirolusita.

7. Romanechita



Romanechita
Romanechita

A romanechita também é um hidróxido, do sistema cristalino monoclínico e de hábito botrioidal. Diferencia-se dos outros óxidos de manganês por sua dureza mais elevada e forma botrioide, e da limonita por seu traço preto.

Mineral-minério de Cromo



Olivina peridotito. Composta sobretudo por olivina, o peridotito é a fonte mais importante de minérios de cromo.
Olivina peridotito. Composta sobretudo por olivina, o peridotito é a fonte mais importante de minérios de cromo.

O único mineral minério de minério do cromo é a cromita. Ela ocorre em rochas ultrabásicas como os peridotitos. As duas maiores regiões produtoras de cromita localizam-se na África do Sul e no Zimbábue.

8. Cromita


Cromita - Fonte: https://rochasmineraisgemasfosseis.blogspot.com
Cromita – Fonte: https://rochasmineraisgemasfosseis.blogspot.com

A cromita (FeCr2O4) é um óxido de sistema cristalino isométrico, sendo caracterizada por ser insolúvel, traço castanho a preto, forma octaédrica e magnetismo baixo a ausente.
Também é usada como material refratário, pigmentos em tintas, na fabricação de cromatos, na preparação de sais de cromo, como camada isolante quimicamente neutra entre tijolos de magnesita e de sílica refratária, e na fabricação de tijolos refratários com magnesita (cromo-magnesita), para fornos de aço.

Fonte: Portal do Geologo