quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
William Alves: A odisseia dos 100 mil pontos
William Alves: A odisseia dos 100 mil pontos
Investing.com Brasil -

William Castro Alves, Estrategista-chefe da Avenue Securities
Apesar do título, não vou usar a grande obra de Homero para falar do mercado essa semana. Na verdade não sou tão “literado” assim. Cresci vendo show da Xuxa e pra mim odisseia é Caverna do Dragão, kkk.
Pois é nessa odisseia encontramos uma pedra.
No meio do caminho tinha uma VALE. Tinha uma VALE no meio do caminho.
VALE3 representa 8,59% do índice. Desde Brumadinho acumulou queda de 23,1%. Com isso seu impacto no IBOV foi de -1,98%. Fora isso o incidente VALE ajuda a deixar o investidor receoso e obviamente isso retroalimentou a realização recente. Um dia antes do incidente o IBOV estava em 97677. Hoje nos 95343. Se adicionamos os 1,98% de volta estaríamos nos 97 mil a 3% do famigerado 100k!
Mas você que me acompanha sabe que eu comentei a respeito, na tentativa de alertar o investidor.
Retrospectiva das minhas tônicas.
No dia 14/01 comentei que tinha receio de receber um “pombo sem asa”. Aquele soco que vem e ninguém sabe de onde.
No dia 21/01 falei que uma realização seria possível e até plausível, dado que a nossa bolsa tinha subido muito na expectativa de mudanças que não haviam se materializado.
Semana passada dia 04/02, falei da “esquiva” necessária aos investidores. Falei que a curva de juros de 10 anos brasileira precificava um Brasil Dinamarca e que o dólar estava barato.
Por que estou falando isso? Porque penso que a leitura foi correta! Bolsa realizou, dólar subiu e os juros abriram. Da uma olhada.



Ok legal Will, mas o que interessa é daqui para frente!
Sim, e como sempre faço aqui na Tônica tento passar uma visão prospectiva do mercado.
Sinceramente penso que pode ir até um pouco mais. Puro feeling/achismo que não vale de nada, mas enfim. Penso que sim o dólar pode subir mais, os juros abrirem mais e a bolsa seguir num mood menos favorável.
Veja bem, semana passada escrevi 3 ventos que poderiam sofrer e ajudar a nossa bolsa. Sigo acreditando ser possível, mas caso eles não “soprem” a realidade se mostra mais desafiadora e é isso que vem sendo colocado nos preços.
Que realidade? Vou resumir em 4 pontos em ordem de importância na minha opinião.
1. EUA
A desaceleração americana é um fator que parece cada vez mais concreto e de extrema importância para os mercados. Abaixo um gráfico da Pantheon Economics que mostra isso:

E penso que isso só poderá ser alterado com uma definição favorável a respeito da Tax War entre EUA e China. Sem isso, fica difícil ver alguma melhora. Não estou dizendo que vai ter uma grande crise nos EUA ou a tal recessão que muitos acreditam..mas a simples desaceleração do maior motor da economia não é uma coisa boa.
2. Brasil
Em termos econômicos me parece claro que mais e mais o mercado vai caindo na real que o crescimento esperado para o Brasil fica na casa dos 2% mesmo. Os dados de produção industrial e exportações de carros pela Anfavea não foram nada bons.


Os níveis de confiança ainda não foram atingidos, mas certamente no campo macro as news não têm sido muito boas.
E aí, junto o retorno do Congresso e Senado, com um monte de gente falando coisas mais diversas sobre a reforma da previdência. E isso não ajuda em nada. Alimenta incerteza que faz pesar no mercado.
3. China
A briga com EUA tem levado muitos analistas não só a estimar um crescimento menor para China, mas em aumentar as dúvidas ante os dados divulgados e dados reais. O Barclays (LON:BARC) calcula um índice alternativo de crescimento chinês. Segundo ele a China já estaria rodando num crescimento de 5% e não 6% como as estatísticas oficiais sugerem.

E é visível a retaliação que eles aplicaram nos produtos americanos. Isso não tem como acabar bem!

4. Europa
O velho continente é, muitas vezes, relegado a segundo plano, mas não podemos esquecer que existem 4 economias ali entre as 10 maiores do mundo – Alemanha, Reino Unido, França e Itália.
Os dados da industria alemã decepcionaram com contração de mais de 3%.

E Espanha, ou S-Pain como alguns gostam de chamar.

E a Itália já está em recessão.

Da França não dá para esperar muito em meio a toda confusão que o país se encontra.

E os ingleses seguem perdidos em meio a uma coisa chamada Brexit, que mesmo após 2 anos de muita negociação e estudo, ninguém consegue entender.

Tudo isso pra dizer que da Europa não deve vir nada de bom esse ano. Se não “estourar” nenhuma bomba econômica por lá já está de bom tamanho!
Pra acabar.
Depois de tudo que escrevi você pode estar se perguntando: se o cenário é ruim vende tudo e aplica em renda fixa?
Calma!
Vocês sabem que sou otimista e quem acompanha minha carteira sabe que tenho parcela relevante alocado em ações. Estou aqui apenas narrando fatos da realidade que me circunda. Aquilo que tenho visto e que tem sido colocado nos preços.
É apenas mais um capítulo dessa minissérie. No caso o capítulo de curto prazo
Pra acabar num tom otimista, penso que esse newsflow negativo já está aí. Já veio acontecendo. Olha o gráfico.

Então até penso que pode seguir fazendo preço mais umas semanas (um chute meu mesmo). Mas como já comentei no post Dejavu 2016, existe uma semelhança interessante com o início de 2016. Indo além, independentemente das semelhanças, penso que para quem foca no médio/longo prazo, o cenário segue sendo positivo e por isso sigo comprado.
Fonte: nvesting.com Brasil -
Cartier relança coleção histórica

A Cartier divulgou a releitura de uma coleção que fez sucesso em 1975. Após 40 anos, as joias feitas para a atriz mexicana Maria Félix, volta às vitrines em uma versão de apenas quatro peças – anel, pulseira, brinco e colar. Segundo a lenda, a atriz apareceu na loja da grife com um filhote de crocodilo em um aquário para que os joalheiros pudessem reproduzir a criatura com fidelidade. Os artesãos cumpriram a tarefa e entregaram uma joia que se encaixava no pescoço pelo entrelaço de dois répteis feitos em ouro e cravejados com mais de mil diamantes e esmeraldas. A peça original faz parte da coleção histórica da Cartier. Para refazer a joia, a grife contratou o mesmo escultor da época. O novo colar, no entanto, tem apenas um crocodilo, esculpido em ouro e cravejado de diamantes e cabochões, que morde as esmeraldas. O preço é sob
consulta.
consulta.
Fonte: Veja
Nova mina de Turmalina Paraíba renderia 1 bilhão de dólares a investigados na operação 'sete chaves'
Nova mina de Turmalina Paraíba renderia 1 bilhão de dólares a investigados na operação 'sete chaves
Os diálogos interceptados durante a Operação Sete Chaves revelam a descoberta de nova reserva de turmalinas Paraíba, negócio “muito bom”, segundo os investigados. Eles comentam que lucrarão cerca de “um bilhão de dólares” com o negócio e que estarão “bem de vida até a sexta geração da família de todos eles”.
Diálogo interceptado, em abril de 2014, revela a visita de especialistas do Gems Institute of America à mina em São José da Batalha. No trecho, um dos investigados comenta que na semana anterior havia extraído pedras de qualidade e que a visita dos americanos foi encomendada por Sebastião Lourenço e Azizi, com o objetivo de analisar a qualidade da extração das turmalinas paraíba.
Entre os dias 31 de março de 2014 e 17 de abril do mesmo ano, uma expedição do GIA visitou minas brasileiras nos estados de Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Paraíba. A expedição tinha o objetivo de “reunir informações e documentar o estado atual das minas de pedras coloridas, particularmente esmeralda e turmalina”.
Turmalina paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta
Embora haja turmalinas em outras regiões do Brasil e do mundo, apenas as gemas do distrito de São José da Batalha (PB) conseguem alcançar teores de cobre acima de 2% A turmalina paraíba é uma das pedras preciosas mais caras do planeta. Em razão de suas características particulares, de seu azul incandescente, a gema paraibana exerce fascínio em todo o mundo, sendo utilizada nas joias confeccionadas por grifes nacionais (Amsterdan Sauer e H Stern) e internacionais (Dior e Tiffany & Co UK).
Estima-se que um quilate (0,2 grama) da pedra custa em média U$ 30 mil e pode chegar a custar até U$ 100 mil, dependendo das características da gema. A maior dessas pedras já encontrada, a Ethereal Carolina Divine Paraíba, tem 191,87 quilates e é de propriedade do filantropo canadense Vicente Boucher. A pedra foi avaliada em até U$ 125 milhões.
As turmalinas são um minério comum encontrado em várias localidades. Entretanto, a autêntica turmalina paraíba possui traços de cobre, manganês e ouro em percentuais únicos, o que proporciona um efeito de fluorescência que não se encontra em nenhuma outra gema. Embora haja turmalinas em outras regiões do Brasil e do mundo, apenas as turmalinas do distrito de São José da Batalha (PB), conseguem alcançar teores de cobre acima de 2%. No Rio Grande do Norte e África, onde se exploram também turmalinas, os teores de cobre não chegam a 0.80%.
A pedra foi batizada de turmalina paraíba por ter sido encontrada pela primeira vez em São José da Batalha, distrito do Município de Salgadinho, na região do Cariri, interior da Paraíba, a 244 km da capital. Segundo relatos da imprensa, a primeira turmalina paraíba foi descoberta em 1982 por Heitor Dimas Barbosa, dono da Mina da Batalha. Na época da descoberta, Heitor Barbosa foi citado em revistas estrangeiras como o homem que descobriu a raríssima turmalina paraíba. A qualidade excepcional da pedra foi comprovada pelo Gemological Institut of America (GIA) nos Estados Unidos.
Fonte: Portal do Geologo
DIAMANTES: PORQUE SÃO AS PEDRAS MAIS VALIOSAS DO MUNDO?
É a pedra mais dura que existe na natureza, cujo nome vem do grego ‘adamas’, que significa indestrutível. A sua beleza e raridade faz com que seja a pedra mais desejada do mundo. Mas, afinal, o que determina o valor de um diamante? Fomos saber um pouco mais no Museu do Diamante, em Amesterdão, na Holanda.
Raros, belos e indestrutíveis. Acredita-se que os diamantes foram formados há milhões de anos no manto terrestre e que ascenderam à superfície por meio de erupções vulcânicas, ou formaram-se por meio do impacto de meteoros na Terra, que provocaram temperatura elevadíssimas necessárias para formação de um diamante.
Os diamantes são compostos de um único elemento químico, o carbono, cuja combinação de átomos faz desta a pedra mais dura da natureza. Apenas um diamante pode riscar outro diamante.
Segundo o Museu do Diamante, localizado em Amesterdão, na Holanda, estas pedras começaram a suscitar o desejo do homem por volta do século IV a.C. Acredita-se que foram encontrados diamantes, pela primeira vez, na Índia, onde começaram a ser negociados. E terá sido Alexandre, o Grande a traze-los para a Europa em 327 a.C. E foi assim que, a partir da Macedónia (antiga Grécia), estas pedras deslumbrantes começaram a conquistar as elites do mundo.
No entanto, antes que o diamante obtenha a sua qualidade deslumbrante, esta pedra tem de passar por um processo de refinamento extenuante. A jornada do diamante começa nas camadas mais profundas das rochas, saindo de lá expulso pela natureza ou escavado pelo homem. «Depois de ser removido da sua ‘cama’, ele passa por inúmeros processos meticulosos e mais suaves, como cortar e polir antes de ser exibido na joalheria. Assim, depois de todos os toques finais, a pedra, uma vez áspera e irregular, torna-se numa gema mágica que mostra brilho e delicadeza», explica o Museu na apresentação da história desta joia.
Hoje em dia, já está convencionado internacionalmente o valor de um diamante. Para se chegar ao seu preço, é necessário ter em atenção a métrica dos ‘4-C’. Ou seja, quilate (carat weight), cor, claridade e corte. O peso da pedra é medido em quilates, sendo que um quilate são 100 pontos ou 0,2 gramas. Pode ver na galeria de fotos acima a proporção entre os quilates e uma mão, para ter noção da sua dimensão.
Quanto à cor, existem tantas tonalidades quantas as há na natureza. Mas é o branco, ou sem cor, que atrai todas as atenções, pois é o que melhor reflete a luz. A cor de uma pedra está segmentada em sete gradações. A River é a mais brilhante e apresenta-se como um branco excecional. Segue-se a Top Wesselton (branco raro), Wesselton (branco), Top Crystal (ligeiramente branco), Crystal (branco matizado), Top Cape (ligeiramente amarelado) e Cape (amarelado).
Depois, há que ter em atenção também a gradação da claridade e aqui há também sete níveis. Os níveis indicam o grau de imperfeição da pedra. Quanto menos imperfeições tiver, mais belo e valioso será. O mais perfeito é o Flawless (sem falhas, limpo à lupa), depois vem o V.V.S.I. (contém inclusões muito, muito pequenas), segue-se o V.S.I. (tem inclusões muito pequenas), o S.I. (com inclusões pequenas), o Piqué1 (tem algumas inclusões), o Piqué 2 (inclusões distintas) e Piqué 3 (tem inclusões grosseiras).
Por fim, o corte marca o tipo e qualidade do diamante. Existem vários formatos de cortes convencionados. O mais popular é o Brilliant, pois as suas múltiplas facetas fazem sobressair toda a clareza da pedra. Mas nem todos podem ser cortados neste formato. «Para atingir a máxima reflexão de luz o diamante tem de ter as medidas ideias. Nem pode ser demasiado plano, nem demasiado grosso para o corte», explica o Museu do Diamante. Outros cortes são: Pear, Heart, Emerald, Oval, Princess, Marquese, entre outros.
No final, só da conjugação destas variáveis se apurará o valor de um diamante.
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