domingo, 14 de abril de 2019

Petrobras: A paridade de preços do diesel não funciona no Brasil (e a culpa não é do Bolsonaro)

Petrobras: A paridade de preços do diesel não funciona no Brasil (e a culpa não é do Bolsonaro)





Gustavo Kahil - 14/04/2019 - 
O PPI funciona, mas aparentemente foi feito de forma descuidada (e continua assim)
Hoje é 14 de abril de 2019, um pouco menos de um ano após eu escrever aqui, neste mesmo espaço, sobre a crise causada pela greve dos caminhoneiros e acerca da decisão da Petrobras (PETR3; PETR4) desistir, pela primeira vez, de seguir à risca a política chamada PPI – Paridade de Preços Internacionais.
E, observando o que se passou de lá para cá, nada mudou. Ok, você pode dizer que temos um novo governo que parecia “mais alinhado ao mercado”. Mas isso não tem absolutamente nada a ver sobre os reais motivos que impedem esta ideia de acompanhar os preços internacionais aqui no Brasil.
Para quem dormiu no ponto nos últimos dias, a estatal anunciou um reajuste do diesel de 5,7% na quinta-feira (11), mas voltou atrás um dia depois por um temor de nova parada generalizada nas estradas. As ações despencaram aproximadamente 8%.
Volto a afirmar: esta política de preços é muito justa! Mas por que ela funciona em todos os países não aqui? Qual é a diferença?
Como em tudo – é preciso olhar os detalhes – que nem são tão pequenos assim no nosso caso. O Brasil, vale lembrar, por ser uma economia muito isolada do mundo sempre vai possuir alguma especificidade, que não é igual ao resto do mundo. O PPI funciona, mas aparentemente foi feito de forma descuidada (e continua assim):

A volatilidade do real é muito grande

O PPI funciona em outros países pois poucas moedas tem a mesma volatilidade do Real. Não é comum em grandes economias, mesmo subdesenvolvidas, terem variações de por exemplo -20% na moeda de uma forma tão frequente como no Brasil. Um dos motivos é o próprio isolamento da economia brasileira, mas isso é outra discussão.
Abaixo, você pode ver a variação implícita em moedas internacionais em um prazo de 52 semanas (1 ano). A volatilidade do real só é menor, basicamente, do que àquela vista pela Lira Turca, um país em extremo estresse financeiro.
Quando o PPI foi definido (2º semestre 2016), passávamos por uma volatilidade dos preços do petróleo (em dólar) e um real razoavelmente estável e até valorizando. Durante 2017 o real ficou extraordinariamente estável, e em níveis valorizados historicamente. Era só uma questão de tempo até o aumento da moeda.
Ou estavam contando com a sorte ou realmente ficaram temporariamente míopes em relação à variação da moeda. O fato é que um aumento de 20% na moeda, combinado com +10% ou 20% no petróleo traria efeitos combinados excessivos. Era só uma questão de tempo.
Agora a equação estourou mais uma vez. Só que a batata quente agora está nas mãos de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. A solução, contudo, também está nas mãos dos dois. A reforma da Previdência. com a consequente melhora das contas públicas, e uma maior abertura da economia seriam dois ótimos estabilizadores cambiais de longo prazo.

A logística alternativa ainda não se desenvolveu

O mercado de combustíveis no Brasil há muito tempo já é liberado, inclusive para importação. Entretanto a Petrobras ainda é quase monopolista. Até antes do PPI a estatal conseguia controlar os preços, mesmo em um ambiente competitivo, “sufocando” os competidores. E fazendo dumping nas regiões onde competição e importação aparecesse. O resultado foi desestímulo à competição e consequentemente atrofia da logística de competição à Petrobras.
Qual empresário investiria em um porto de importação de combustível e dutos / bases de distribuição se a Petrobras pode controlar os preços? Inclusive agora o subsídio à Petrobrás mais uma vez está desestimulando a competição. Quem contratou um navio de diesel dias atrás para trazer para o Brasil vai precisar devolver ou mudar a rota da carga. Ao chegar aqui o diesel à preços internacionais, terá que competir com o diesel subsidiado da Petrobrás. Será mais um empresário frustrado e desincentivo à competição para a Petro.

O PPI é puro, sem nenhum ajuste

Os países que aplicam o PPI reconhecem os riscos, e aplicam a política com pequenos ajustes. Mesmo que outros preços da economia também sigam naturalmente o PPI pelos seus importadores, em qualquer economia, o combustível é sempre mais sensível. Os consumidores acompanham seus preços na vírgula, compram semanalmente e o consideram como um indicador fundamental do seu bem-estar.
Nada foi feito para evitar esses riscos. Mesmo em países com PPI similares ao Brasil, os reguladores (seja equivalente à ANP ou CADE), tomaram medidas preventivas em relação ao possível aumento súbito de preços. Exemplos são, utilização dos estoques reguladores, hedge de moedas, publicação e publicidade de preços de todos os elos da cadeia para estimular competição e limitação / previsibilidade da frequência do aumento de preços. Lembrando que a limitação é necessária para o aumento pois essa é sempre feita de forma imediata – e a redução, sempre bem mais lenta (rocket feather effect).
A minha maior aposta é de que veremos no ano que vem, em um artigo muito parecido, mas com pequenos ajustes.

Fonte: MONEY  TIMES

Opalas negras

Opalas negras

Opalas

Com as suas diversas variedades, as opalas têm maravilhado os Homens desde a Antiguidade. Esta pedra, com exemplares de uma beleza ímpar, é tida como a gema nacional da Austrália.
A opala ocorre em diversas variedades, entre as quais distingue-se a opala nobre, a opala comum, a opala de fogo e a opala de madeira. Todas são usadas em joalharia.
Tal como o quartzo, a opala é uma substância composta por sílica (SiO2) e também por água (até 10%). É uma substância amorfa, não possui uma estrutura cristalina e deste modo não pode ser denominada de mineral, no sentido estrito do termo, mas sim de mineralóide. Apresenta-se em veios, glóbulos e em crostas de várias cores. Tem uma dureza ligiramente inferior à do quartzo.
As opalas são muitas vezes impregnadas com óleo para disfarçar a presença de microfracturas que se desenvolvem espontaneamente, muito provavelmente devido à perda de moléculas de água quando expostas ao ar. Também se usam resinas e silicone. Estes tratamentos não são permanentes.
A opala comum quando surge com cores bonitas é, geralmente, talhada em cabochão(1) para fazer parte de aneis e colares. As cores passam pelo verde, amarelo, rosa, vermelho e azul.
A variedade mais importante é a que exibe um “jogo de cores”: a dita OPALA NOBRE. Pode ser descrita como preta ou branca consoante a sua cor: a preta inclui o cinzento, o azul escuro e o verde; a branca inclui os tons claros. A variedade mais valiosa é a opala nobre “preta” devido ao facto de ser a que mostra da melhor maneira (com mais contraste), a multiplicidade de cores. Algumas variedades brancas e porosas são tratadas de modo a torná-las “negras”. Para isso são imersas em soluções saturadas de açucar e posteriormente tratadas com ácido sulfúrico concentrado para retirar a água. O efeito traduz-se na retenção dos átomos de carbono do açúcar nos interstícios da pedra.
O “JOGO DE CORES” ou iridescência(2) é causado pela difracção da luz incidente que é devida ao tipo de estrutura que as opalas apresentam.
Até 1964 esta estrutura não era conhecida e consequentemente a síntese de opalas não era possível. Foi graças ao micoscópio electrónico, que se descobriu que os apreciados efeitos ópticos eram produzidos pelo arranjo tri-dimensional de esférulas de sílica de igual tamanho (ultramicroscópicas) espaçadas regularmente, que funcionam como uma rede de difracção.

A difracção da luz provoca a sua decomposição em cores do espectro de luz visível. São essas cores que se podem observar quando a pedra é olhada de diversos ângulos e que a tornam tão desejada.
O tamanho das esférulas de sílica varia consoante os diversos tipos de opala. Desta forma, consoante o maior ou menor tamanho das esférulas de sílica também o “jogo de cores” produzido tem mais ou menos cores: as opalas constituídas por esférulas maiores permitem a passagem, através dos espaços entre elas, de todos os componentes da luz branca; as opalas constituídas por esférulas menores bloqueiam os comprimentos de onda maiores (responsáveis pelos vermelhos e laranjas). Assim as primeiras produzem uma irisação com muitas cores (do vermelho ao violeta do espectro de luz visível) e as segundas produzem uma irisação com menos cores.
Depois de conhecida a estrutura das opalas, foi possível iniciar experiências para a sua síntese. Em 1974, as primeiras opalas sintéticas foram comercializadas por Pierre Gilson.
A opala é depositada em cavidades e fissuras nas rochas, a partir da precipitação química de águas ricas em silício ou pode ter origem na acumulação de restos de esqueletos de organismos marinhos animais (radiolários e espículas de certas esponjas) e vegetais (diatomáceas). Também ocorre em fósseis substituíndo as estruturas originais (opala de madeira).
A opala de madeira, xilopala ou xilóide, forma-se quando no processo de fossilização há a substituição da celulose, principal constituinte da madeira, por opala. Na floresta Petrificada de Holbrook, no Arizona, EUA, encontram-se magníficos troncos de araucária petrificados com 65m de comprimento e 3m de largura. Este local é actualmente um Parque Nacional.
A opala de fogo, também muito apreciada, apresenta-se transparente com uma bonita cor castanho-mel avermelhado. Por vezes esta variedade exibe também iridescência, tornando-se mais valiosa. Esta variedade provém essencialmente do México.
A melhor maneira da opala exibir o efeito do “jogo de cores” é quando é talhada em cabochão. As opalas de fogo são muitas vezes facetadas e no caso de poderem exibir alguma iridescência são frequente talhadas com a “mesa” (a faceta maior da coroa), ligeiramente curva.
Opalescência é um termo que se refere ao efeito translúcido e leitoso que algumas opalas apresentam; no entanto este termo é, muitas vezes, erradamente utilizado para definir o efeito óptico da multiplicidade de cores observadas nas variedades de opala nobre.
O nome opala deriva de upala, que em sânscrito significa pedra ou pedra preciosa. Esta pedra é conhecida e apreciada desde a Antiguidade. Os Romanos consideravam-na a gema mais bela depois da Esmeralda. Contava-se que “(…) no sec. I a.c., o senador Nonnio preferiu partir para o exílio a ter de ceder uma opala preciosa a Marco António.” In colecção Minerais e Pedras Preciosas, 1993.
Foi associada ao poder e a várias capacidades medicinais, mas mais tarde adquiriu fama de trazer azar. Esta fama perdurou durante muito tempo e só nos finais do sec. XIX, com a descoberta das enormes jazidas na Austrália, é que começou outra vez a ser procurada como pedra de adorno. A rainha Victória, que gostava muito desta gema, contribuiu muito para a sua divulgação.
As jazidas mais antigas localizam-se na ex-Checoslováquia. Actualmente cerca de 96% da produção de opalas nobre provem da Austrália. Há também jazidas no México, no Brasil, nos EUA (Oregon, Nevada e Idaho) e na Ucrânia.
As bonitas opalas australianas foram descobertas em 1869 em Listowel Downs (em Western Queensland), mas é só em 1889 que a indústria das opalas se estabelece, quando Tullie Wollaston as comercializa com sucesso. Ocorrem numa vasta região denominada de “cintura de opala de Queensland”, com 800 Km, entre New South Wales e a fronteira Queensland / Kynuna; são zonas muito áridas aonde as condições de vida são difíceis.
Actualmente os exemplares de opala nobre preta provêm de Lightning Ridge, New South Wales, mas no passado entre as décadas de 30 e 60 magníficas opalas pretas provinham da mina Mighty Hayricks.
Situada entre Adelaide e Darwin, Cober Pedy é a mina de opala mais larga do mundo e foi descoberta em 1915 por um rapaz de 14 anos de idade durante uma expedição à procura de água. Cober Pedy é responsável por cerca de 80% da produção australiana.
(1) Cabochão é um estilo de talhe: a pedra apresenta um topo côncavo de forma, geralmente, arredondada e uma base mais ou menos plana.
(2) Iridescência – reflecção das cores do arco-íris.


Fonte: CPRM

Nubank tem atuação em 100% dos municípios brasileiros

Nubank tem atuação em 100% dos municípios brasileiros





Diana Cheng - 13/04/2019 - 17:44
Empresa já conta com mais de seis milhões de usuários cadastrados
O Nubank atingiu na última quinta-feira (11) mais uma marca histórica e agora está com alcance em todos os municípios brasileiros.
“Desde o início, nossos serviços foram criados para serem acessíveis, simples e transparentes”, explica Cristina Junqueira, cofundadora do banco. “Ao marcar nossa presença em cada um dos municípios do Brasil, estamos fazendo a inclusão financeira de pessoas em locais onde muitas vezes não há outra opção”.
A empresa possui mais de seis milhões de usuários cadastrados. Destes, 73% são brasileiros com menos de 36 anos. A concentração atinge principalmente a região Sudeste, que abriga 47% dos clientes do Nubank.
“Dois terços da nossa base de clientes hoje já possui uma NuConta, que é um produto totalmente inclusivo”, complementa a empresária. “Nossa prioridade para este ano é torná-la cada vez mais completa, com os serviços que as pessoas realmente precisam”.
Fonte: MONEY  TIMES

Ação da PF pode travar compra de projeto da Renova pela AES Tietê

Ação da PF pode travar compra de projeto da Renova pela AES Tietê





Equipe Money Times - 14/04/2019 - 15:00
A operação da Polícia Federal (PF) que investiga desvio de dinheiro em um projeto de energia eólica adquirido pela Renova (RNEW3) pode dificultar a operação do complexo Alto Sertão III para a AES Tietê (TIET4), informa neste domingo (14) reportagem publicada na Coluna do Broadcast do jornal O Estado de S. Paulo.
A avaliação é de que o envolvimento da Renova em supostos ilícitos e os riscos de outras irregularidades podem levar a geradora a desistir do negócio, estimado de R$ 1,5 bilhão – embora a usina não tenha relação com a investigação.
Procurada pela reportagem, a AES Tietê informou ao Estadão que realizou avaliação (due diligence) para aquisição de Alto Sertão III e não foram identificados elementos que ligassem o projeto à operação da PF.
Neste sentido, até o momento, a transação se mantém inalterada, embora sua conclusão esteja sujeita ao cumprimento de condições suspensivas já combinadas.
Fonte: MONEY  TIMES

Humanoide perde a vez entre robôs do Google

THE NEW YORK TIMES - Discretamente, o Google está reformulando seu ambicioso e conturbado programa de robótica. Lançado em 2013, o projeto incluía duas equipes especializadas em máquinas que pareciam e se moviam como seres humanos. Porém, pouco sobrou desse projeto. A proposta agora é de usar robôs mais simples, que possam aprender por si mesmos certas habilida
A nova iniciativa vem sendo chamada de Robotics at Google e é chefiada por Vincent Vanhouck, destacado cientista do Google. O francês Vanhoucke foi figura chave no desenvolvimento do Google Brain, o laboratório de inteligência artificial da empresa.
O New York Times foi o primeiro jornal a conhecer parte da tecnologia na qual a companhia vem trabalhando. Embora as máquinas não sejam tão visualmente atraentes quanto os robôs humanoides, os pesquisadores do Google acreditam que a tecnologia sutilmente mais avançada no interior delas têm mais potencial no mundo real. Os robôs aprendem sozinhos habilidades como organizar um conjunto de objetos não familiares ou locomover-se no meio de obstáculos inesperados.
Muitos acreditam que o aprendizado de máquinas – e não novos aparelhos extravagantes – será a chave para o desenvolvimento da robótica voltada para manufatura, automação de depósitos de materiais, transporte e outras atividades. 
Bola na lata. Numa tarde no novo laboratório, um braço robótico pairava sobre uma lata cheia de bolas de pingue-pongue, cubos de madeira, bananas de plástico e outros objetos escolhidos ao acaso. Em meio a essa confusão, o braço robótico pegou com dois dedos uma banana de plástico e, com um suave movimento de punho, jogou-a numa lata menor que estava a vários centímetros de distância. Foi um feito admirável. Na primeira vez que viu os objetos, o braço não sabia como pegar uma única peça. Porém, equipado com uma câmera que “olhava” dentro da lata, o sistema do Google aprendeu durante 14 horas de tentativa e erro. 
Laboratório do Google na Califórnia, onde a empresa desenvolve seus projetos usando inteligência artificial
O braço mais tarde aprendeu a jogar itens nas latas certas, com 85% de acerto. Quando os pesquisadores tentaram executar a mesma tarefa, a média foi de 80%. Parece uma tarefa muito simples, mas criar um código de computador para dizer a uma máquina como fazer isso é algo extremamente difícil. “Trata-se de aprender coisas mais complicadas do que se poderia imaginar”, diz Shuran Song, um dos pesquisadores do projeto. 
Em outro canto do laboratório, pesquisadores treinam mãos robóticas na manipulação de objetos – empurrar, puxar e girar sutilmente. Visualmente, as mãos de três dedos não têm nada de complexo. O software que as ajuda a aprender é o segredo e os pesquisadores esperam que as mãos aprendam a usar outras ferramentas.
O Google está adotando abordagens semelhantes em todo o hardware de sua robótica. O braço que joga objetos numa lata não é uma máquina elaborada desenhada por seus engenheiros. Fabricado pela Universal Robots, ele é comumente usado em manufatura e outras atividades. O Google está treinando-o para fazer coisas que, de outro modo, ele não faria. “O aprendizado está nos ajudando a superar o desafio de construir robôs de baixo custo”, diz Vikash Kumar, supervisor do projeto no Google. 
Numa terceira parte do laboratório, pesquisadores estão treinando um robô móvel vendido por uma startup do Vale do Silício, a Fetch. Essa máquina rodante está aprendendo a navegar em espaços não familiares, o que pode ser útil em lugares como fábricas. O Google guarda segredo sobre como pretende empregar as tecnologias nas quais está trabalhando, mas, como acontece com outras formas de automação, a pergunta óbvia que surge é se elas vão exterminar empregos. / TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ 

Fonte: O Estado de S.Paulo