domingo, 14 de abril de 2019
Gabriel Casonato: Fed não é desculpa para não investir em ações
Gabriel Casonato: Fed não é desculpa para não investir em ações
Opinião - 13/04/2019 - 19:05


Por Gabriel Casonato, Editor da Agora Brasil
Vão crescendo as apostas de que novos aumentos de juros nos EUA ficarão mesmo para o ano que vem. Em ata divulgada na última quarta-feira (10), a maioria dos integrantes do Fed não previu mudanças na taxa em 2019.
O documento reforçou o tom mais dovish que já vinha sendo observado nas reuniões anteriores. O mercado, obviamente, gostou. Com o “agravante” de dados de inflação abaixo do esperado, os investidores reagiram bem e garantiram um bom desempenho às ações americanas.
Bom também para o nosso real, na medida em que a abordagem mais amena do Fed acaba sendo um fator de pressão para o dólar. Neste sentido, o governo brasileiro tem a faca e o queijo na mão.
Caso consiga evoluir de forma rápida e satisfatória a agenda econômica, a tendência é que os estrangeiros mandem cada vez mais dinheiro para cá.
Isso naturalmente fará com que o dólar fique mais barato frente à nossa moeda, beneficiando aqueles que pretendem começar a investir em Wall Street. A essa altura, espero que você já esteja convencido da importância de se ter uma parcela do patrimônio aplicada em moeda forte, fora do Brasil.
E digo isso não apenas do ponto de vista de proteção, mas também de rentabilidade.
Oportunidades para multiplicar o seu dinheiro não faltam, e nossa missão é garimpa-las para você. Odeio ser aquele cara que joga o balde água fria. Mas, se por um lado a postura mais paciente do Fed é uma boa notícia mais imediata para os mercados…
Pelo outro pode ser encarada como uma resposta aos efeitos colaterais da desaceleração econômica global, que agravam os riscos à atividade americana.
Que fique claro que isso não significa ausência de oportunidades – aliás, são nas crises que elas mais aparecem.
Principalmente para quem ainda não efetuou o câmbio, dado que a tendência para os próximos meses é que o dólar se enfraqueça ante o real.
E mesmo que as condições da economia americana se deteriorem de forma significativa, o que não acredito que vá acontecer, existirão maneiras de se ganhar dinheiro por aqui. Por sinal, elas nunca deixarão de existir, especialmente quando falamos de investimento em ações.
Nenhuma outra classe de ativos permite que você adapte a estratégia e a mude de rumo quase que imediatamente, se necessário.
As condições para a empresa da qual você possui ações pioraram? É só abrir o home broker e colocar uma ordem para vender os papéis.
Mas você acredita que é apenas uma turbulência passageira e segue confiante com as ações no longo prazo? Aproveite a queda e compre mais.
E se os EUA estiverem de fato a caminho de uma recessão? Aí você tem que vender tudo e partir para a segurança da renda fixa ou do ouro, certo? Errado!
Neste caso, mantenha uma parcela do patrimônio em ações anticíclicas, priorizando empresas mais defensivas e boas pagadoras de dividendos.
Portanto, assim como o Fed, é possível operar variando a estratégia de acordo com a evolução das condições econômicas. O exercício de paciência é fundamental para quem participa do mercado.
Mas como sempre tenho falado aqui, no momento, ainda permaneço otimista com as ações americanas de um modo geral.
Fonte: MONEY TIMES
Petrobras: A paridade de preços do diesel não funciona no Brasil (e a culpa não é do Bolsonaro)
Petrobras: A paridade de preços do diesel não funciona no Brasil (e a culpa não é do Bolsonaro)
Gustavo Kahil - 14/04/2019 -

Hoje é 14 de abril de 2019, um pouco menos de um ano após eu escrever aqui, neste mesmo espaço, sobre a crise causada pela greve dos caminhoneiros e acerca da decisão da Petrobras (PETR3; PETR4) desistir, pela primeira vez, de seguir à risca a política chamada PPI – Paridade de Preços Internacionais.
E, observando o que se passou de lá para cá, nada mudou. Ok, você pode dizer que temos um novo governo que parecia “mais alinhado ao mercado”. Mas isso não tem absolutamente nada a ver sobre os reais motivos que impedem esta ideia de acompanhar os preços internacionais aqui no Brasil.
Para quem dormiu no ponto nos últimos dias, a estatal anunciou um reajuste do diesel de 5,7% na quinta-feira (11), mas voltou atrás um dia depois por um temor de nova parada generalizada nas estradas. As ações despencaram aproximadamente 8%.
Volto a afirmar: esta política de preços é muito justa! Mas por que ela funciona em todos os países não aqui? Qual é a diferença?
Como em tudo – é preciso olhar os detalhes – que nem são tão pequenos assim no nosso caso. O Brasil, vale lembrar, por ser uma economia muito isolada do mundo sempre vai possuir alguma especificidade, que não é igual ao resto do mundo. O PPI funciona, mas aparentemente foi feito de forma descuidada (e continua assim):
A volatilidade do real é muito grande
O PPI funciona em outros países pois poucas moedas tem a mesma volatilidade do Real. Não é comum em grandes economias, mesmo subdesenvolvidas, terem variações de por exemplo -20% na moeda de uma forma tão frequente como no Brasil. Um dos motivos é o próprio isolamento da economia brasileira, mas isso é outra discussão.
Abaixo, você pode ver a variação implícita em moedas internacionais em um prazo de 52 semanas (1 ano). A volatilidade do real só é menor, basicamente, do que àquela vista pela Lira Turca, um país em extremo estresse financeiro.

Quando o PPI foi definido (2º semestre 2016), passávamos por uma volatilidade dos preços do petróleo (em dólar) e um real razoavelmente estável e até valorizando. Durante 2017 o real ficou extraordinariamente estável, e em níveis valorizados historicamente. Era só uma questão de tempo até o aumento da moeda.
Ou estavam contando com a sorte ou realmente ficaram temporariamente míopes em relação à variação da moeda. O fato é que um aumento de 20% na moeda, combinado com +10% ou 20% no petróleo traria efeitos combinados excessivos. Era só uma questão de tempo.
Agora a equação estourou mais uma vez. Só que a batata quente agora está nas mãos de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. A solução, contudo, também está nas mãos dos dois. A reforma da Previdência. com a consequente melhora das contas públicas, e uma maior abertura da economia seriam dois ótimos estabilizadores cambiais de longo prazo.
A logística alternativa ainda não se desenvolveu
O mercado de combustíveis no Brasil há muito tempo já é liberado, inclusive para importação. Entretanto a Petrobras ainda é quase monopolista. Até antes do PPI a estatal conseguia controlar os preços, mesmo em um ambiente competitivo, “sufocando” os competidores. E fazendo dumping nas regiões onde competição e importação aparecesse. O resultado foi desestímulo à competição e consequentemente atrofia da logística de competição à Petrobras.
Qual empresário investiria em um porto de importação de combustível e dutos / bases de distribuição se a Petrobras pode controlar os preços? Inclusive agora o subsídio à Petrobrás mais uma vez está desestimulando a competição. Quem contratou um navio de diesel dias atrás para trazer para o Brasil vai precisar devolver ou mudar a rota da carga. Ao chegar aqui o diesel à preços internacionais, terá que competir com o diesel subsidiado da Petrobrás. Será mais um empresário frustrado e desincentivo à competição para a Petro.
O PPI é puro, sem nenhum ajuste
Os países que aplicam o PPI reconhecem os riscos, e aplicam a política com pequenos ajustes. Mesmo que outros preços da economia também sigam naturalmente o PPI pelos seus importadores, em qualquer economia, o combustível é sempre mais sensível. Os consumidores acompanham seus preços na vírgula, compram semanalmente e o consideram como um indicador fundamental do seu bem-estar.
Nada foi feito para evitar esses riscos. Mesmo em países com PPI similares ao Brasil, os reguladores (seja equivalente à ANP ou CADE), tomaram medidas preventivas em relação ao possível aumento súbito de preços. Exemplos são, utilização dos estoques reguladores, hedge de moedas, publicação e publicidade de preços de todos os elos da cadeia para estimular competição e limitação / previsibilidade da frequência do aumento de preços. Lembrando que a limitação é necessária para o aumento pois essa é sempre feita de forma imediata – e a redução, sempre bem mais lenta (rocket feather effect).
A minha maior aposta é de que veremos no ano que vem, em um artigo muito parecido, mas com pequenos ajustes.
Fonte: MONEY TIMES
Opalas negras
Opalas negras
Opalas
Com as suas diversas variedades, as opalas têm maravilhado os Homens desde a Antiguidade. Esta pedra, com exemplares de uma beleza ímpar, é tida como a gema nacional da Austrália.
A opala ocorre em diversas variedades, entre as quais distingue-se a opala nobre, a opala comum, a opala de fogo e a opala de madeira. Todas são usadas em joalharia.
Tal como o quartzo, a opala é uma substância composta por sílica (SiO2) e também por água (até 10%). É uma substância amorfa, não possui uma estrutura cristalina e deste modo não pode ser denominada de mineral, no sentido estrito do termo, mas sim de mineralóide. Apresenta-se em veios, glóbulos e em crostas de várias cores. Tem uma dureza ligiramente inferior à do quartzo.
As opalas são muitas vezes impregnadas com óleo para disfarçar a presença de microfracturas que se desenvolvem espontaneamente, muito provavelmente devido à perda de moléculas de água quando expostas ao ar. Também se usam resinas e silicone. Estes tratamentos não são permanentes.
A opala comum quando surge com cores bonitas é, geralmente, talhada em cabochão(1) para fazer parte de aneis e colares. As cores passam pelo verde, amarelo, rosa, vermelho e azul.
A variedade mais importante é a que exibe um “jogo de cores”: a dita OPALA NOBRE. Pode ser descrita como preta ou branca consoante a sua cor: a preta inclui o cinzento, o azul escuro e o verde; a branca inclui os tons claros. A variedade mais valiosa é a opala nobre “preta” devido ao facto de ser a que mostra da melhor maneira (com mais contraste), a multiplicidade de cores. Algumas variedades brancas e porosas são tratadas de modo a torná-las “negras”. Para isso são imersas em soluções saturadas de açucar e posteriormente tratadas com ácido sulfúrico concentrado para retirar a água. O efeito traduz-se na retenção dos átomos de carbono do açúcar nos interstícios da pedra.
O “JOGO DE CORES” ou iridescência(2) é causado pela difracção da luz incidente que é devida ao tipo de estrutura que as opalas apresentam.
Até 1964 esta estrutura não era conhecida e consequentemente a síntese de opalas não era possível. Foi graças ao micoscópio electrónico, que se descobriu que os apreciados efeitos ópticos eram produzidos pelo arranjo tri-dimensional de esférulas de sílica de igual tamanho (ultramicroscópicas) espaçadas regularmente, que funcionam como uma rede de difracção.
A difracção da luz provoca a sua decomposição em cores do espectro de luz visível. São essas cores que se podem observar quando a pedra é olhada de diversos ângulos e que a tornam tão desejada.
O tamanho das esférulas de sílica varia consoante os diversos tipos de opala. Desta forma, consoante o maior ou menor tamanho das esférulas de sílica também o “jogo de cores” produzido tem mais ou menos cores: as opalas constituídas por esférulas maiores permitem a passagem, através dos espaços entre elas, de todos os componentes da luz branca; as opalas constituídas por esférulas menores bloqueiam os comprimentos de onda maiores (responsáveis pelos vermelhos e laranjas). Assim as primeiras produzem uma irisação com muitas cores (do vermelho ao violeta do espectro de luz visível) e as segundas produzem uma irisação com menos cores.
Depois de conhecida a estrutura das opalas, foi possível iniciar experiências para a sua síntese. Em 1974, as primeiras opalas sintéticas foram comercializadas por Pierre Gilson.
A opala é depositada em cavidades e fissuras nas rochas, a partir da precipitação química de águas ricas em silício ou pode ter origem na acumulação de restos de esqueletos de organismos marinhos animais (radiolários e espículas de certas esponjas) e vegetais (diatomáceas). Também ocorre em fósseis substituíndo as estruturas originais (opala de madeira).
A opala de madeira, xilopala ou xilóide, forma-se quando no processo de fossilização há a substituição da celulose, principal constituinte da madeira, por opala. Na floresta Petrificada de Holbrook, no Arizona, EUA, encontram-se magníficos troncos de araucária petrificados com 65m de comprimento e 3m de largura. Este local é actualmente um Parque Nacional.
A opala de fogo, também muito apreciada, apresenta-se transparente com uma bonita cor castanho-mel avermelhado. Por vezes esta variedade exibe também iridescência, tornando-se mais valiosa. Esta variedade provém essencialmente do México.
A melhor maneira da opala exibir o efeito do “jogo de cores” é quando é talhada em cabochão. As opalas de fogo são muitas vezes facetadas e no caso de poderem exibir alguma iridescência são frequente talhadas com a “mesa” (a faceta maior da coroa), ligeiramente curva.
Opalescência é um termo que se refere ao efeito translúcido e leitoso que algumas opalas apresentam; no entanto este termo é, muitas vezes, erradamente utilizado para definir o efeito óptico da multiplicidade de cores observadas nas variedades de opala nobre.
O nome opala deriva de upala, que em sânscrito significa pedra ou pedra preciosa. Esta pedra é conhecida e apreciada desde a Antiguidade. Os Romanos consideravam-na a gema mais bela depois da Esmeralda. Contava-se que “(…) no sec. I a.c., o senador Nonnio preferiu partir para o exílio a ter de ceder uma opala preciosa a Marco António.” In colecção Minerais e Pedras Preciosas, 1993.
Foi associada ao poder e a várias capacidades medicinais, mas mais tarde adquiriu fama de trazer azar. Esta fama perdurou durante muito tempo e só nos finais do sec. XIX, com a descoberta das enormes jazidas na Austrália, é que começou outra vez a ser procurada como pedra de adorno. A rainha Victória, que gostava muito desta gema, contribuiu muito para a sua divulgação.
As jazidas mais antigas localizam-se na ex-Checoslováquia. Actualmente cerca de 96% da produção de opalas nobre provem da Austrália. Há também jazidas no México, no Brasil, nos EUA (Oregon, Nevada e Idaho) e na Ucrânia.
As bonitas opalas australianas foram descobertas em 1869 em Listowel Downs (em Western Queensland), mas é só em 1889 que a indústria das opalas se estabelece, quando Tullie Wollaston as comercializa com sucesso. Ocorrem numa vasta região denominada de “cintura de opala de Queensland”, com 800 Km, entre New South Wales e a fronteira Queensland / Kynuna; são zonas muito áridas aonde as condições de vida são difíceis.
Actualmente os exemplares de opala nobre preta provêm de Lightning Ridge, New South Wales, mas no passado entre as décadas de 30 e 60 magníficas opalas pretas provinham da mina Mighty Hayricks.
Situada entre Adelaide e Darwin, Cober Pedy é a mina de opala mais larga do mundo e foi descoberta em 1915 por um rapaz de 14 anos de idade durante uma expedição à procura de água. Cober Pedy é responsável por cerca de 80% da produção australiana.
(1) Cabochão é um estilo de talhe: a pedra apresenta um topo côncavo de forma, geralmente, arredondada e uma base mais ou menos plana.
(2) Iridescência – reflecção das cores do arco-íris.
Fonte: CPRM
Nubank tem atuação em 100% dos municípios brasileiros
Nubank tem atuação em 100% dos municípios brasileiros
Diana Cheng - 13/04/2019 - 17:44

O Nubank atingiu na última quinta-feira (11) mais uma marca histórica e agora está com alcance em todos os municípios brasileiros.
“Desde o início, nossos serviços foram criados para serem acessíveis, simples e transparentes”, explica Cristina Junqueira, cofundadora do banco. “Ao marcar nossa presença em cada um dos municípios do Brasil, estamos fazendo a inclusão financeira de pessoas em locais onde muitas vezes não há outra opção”.
A empresa possui mais de seis milhões de usuários cadastrados. Destes, 73% são brasileiros com menos de 36 anos. A concentração atinge principalmente a região Sudeste, que abriga 47% dos clientes do Nubank.
“Dois terços da nossa base de clientes hoje já possui uma NuConta, que é um produto totalmente inclusivo”, complementa a empresária. “Nossa prioridade para este ano é torná-la cada vez mais completa, com os serviços que as pessoas realmente precisam”.
Fonte: MONEY TIMES
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