segunda-feira, 22 de abril de 2019

Corindo – Mineral Coríndon- ( RUBI E SAFIRA)

Corindo – Mineral Coríndon- ( RUBI E SAFIRA)




Corindo – Mineral Coríndon, Coríndon ou Corundum
corindo é o mineral mais duro na natureza depois do diamante. Por este motivo só pode ser riscado e trabalhado por ele. A palavra corindo surgiu nos meios científicos europeus no fim do século XVIII, quando foram trazidos da China cristais de um mineral que nesse país era pulverizado e usado como abrasivo. Era idêntico ao comercializado pelos mercadores de Bombaim com o nome de kurund ou corundum.

foto de cristal corindo
As análises demonstraram que a sua composição era a mesma da telesia (em grego “perfeito”), nome que o célebre vulcanólogo francês René Just Haüy havia atribuído ao rubi e à safira, ambos usados como gemas. Foi o próprio René quem identificou o corindo como telesia e optou pelo novo nome indiano, para evitar confusões com as denominações europeias tradicionais.
O mineral corindo é composto por 53% de alumínio puro, pode conter pequenas quantidades de cromio, ferro e titânio, impurezas que lhe dão os diferentes coloridos. O corindo comum é pouco brilhante e não transparente, de cor cinzenta, por vezes róseo, amarelo ou verde. Das gemas, as variedades mais conhecidas são o rubi de cor vermelha e as safiras, azul carregado (safira propriamente dita), incolor (leucossafi ra), amarela (topázio oriental), verde (esmeralda oriental), roxa (ametista oriental) ou rósea.
Existe ainda uma variedade que é corindo maciço, granular, cinzento a negro, que juntamente com magnetite, hematite e espinela formam uma rocha denominada esmeril. Mohs classifi cou-o no grau 9 da sua escala de dureza. Tal como o diamante que é o único mineral com dureza 10, o corindo é a única substância natural de dureza 9. Génese. O corindo é um mineral típico das rochas metamórficas, isto é, das que se formam a partir de rochas preexistentes quando submetidas a altas pressões e temperaturas.
Também pode ser encontrado em rochas formadas pela consolidação de magmas profundos pobres em sílica. Ocorrência. As gemas ocorrem na Birmânia, Sri LankaTailândia, Índia, Bornéu, Madagáscar, Tanzânia, Estados Unidos, Alemanha e República Checa. Depósitos de esmeril ocorrem no Cabo Emeri na ilha de Naxos na Grécia, na região de Aiden na Turquia e nos Urais Centrais. Utilização. A mais lucrativa é como gema em joalharia, a esta se destinando as variedades mais coloridas, sobretudo o rubi e a safira, o que desde finais do século XIX tem levado ao fabrico de corindos sintéticos.
O esmeril é utilizado como abrasivo em pastas de polimento e em instrumentos de perfuração e corte. Mais recentemente, safiras e rubis sintéticos são usados como revestimento de vidros (altamente resistentes à abrasão), na indústria dos lasers, como substratos de microcircuitos (protegendo-os de radiações perturbadoras) e como pontas de mísseis (dada a sua transparência à radiação que os conduz ao alvo, aliada à sua dureza, muito útil em teatros de guerra onde tempestades de areia poderiam “cegar” os mísseis).
A safira apresenta-se na natureza, tal como já foi referido, em todas as tonalidades com destaque para o azul ténue e o azul intenso. Nas pedras perfeitamente transparentes a cor mais apreciada é a intermédia entre os dois extremos. Frequentemente confundida durante a Idade Média com o lápis-lazuli, o seu nome vem do grego sappheiros, “pedra azul” ou do hebreu sappir, “a coisa mais bela”. Os Romanos chamavam-lhe hyacinthus, por a sua cor se parecer com a do esplêndido jacinto azul como Plínio explica no livro XXXVII da sua História Natural.

Colar de Safira em exposição na coleção Smithsonian
Como todas as gemas azuis ou incolores, é incluída entre as “pedras de ar”, que os Antigos consideravam directamente ligadas ao céu. Era o símbolo da justiça divina, da esperança, da coragem, da confi ança e da alegria. Do ponto de vista químico, a safi ra é um óxido de alumínio com pequenas quantidades de ferro e titânio em substituição do alumínio. Cristaliza no sistema trigonal, no estado puro apresenta-se sob a forma de cristais bipiramidais alongados, com estrias transversais.

Safira Brooch Logan, no Museu Nacional de História Natural, em Washington DC
Apresenta um brilho notável e a sua densidade é de 4. A safira apresenta uma capacidade de absorção de luz que varia consoante a direcção de onde esta se propaga, chama-se pleocroísmo. Por isso a cor que vemos é uma mescla de azul intenso e azul-esverdeado. Apresenta com frequência uma coloração localizada, com faixas claras e escuras que formam entre si um angulo de 120 graus, o efeito geral pode ser uma figura hexagonal completa, visível a olho nu.

safira rosa
Entre as inclusões típicas, visíveis à lupa merecem citação as de rútilo (óxido de titânio), que surgem na forma de cristais aciculares orientados entre si a 60º, cristais de pirite, biotite, espinela e zircão por vezes emitindo os halos característicos, que se devem à radioactividade emitida por vestígios de urânio e tório neles presentes.

padparadscha facetada
Génese
As safiras têm geralmente origem em rochas metamórficas. O tipo de jazida mais comum é o sedimentar, formado por cascalhos e areias aluviais. No seu estado bruto tem o aspecto de um seixo opaco em forma de barril. As jazidas mais conhecidas são as do Sri Lanka, extraordinárias e ainda hoje muito produtivas, justamente consideradas um “cofre” natural. Outras jazidas importantes são as da Birmânia (Myammar), na região gemífera de Mogok (as safi ras de Mogok são muito apreciadas comercialmente), na zona tailandesa de
Chantaburi e as do Cambodja, região de Pailin.

Safira do Madagascar
Hoje é quase impossível encontrá-las ali, mas as safi ras de Caxemira são magníficas, de um belíssimo azul-lírio. A região australiana de Queensland fornece uma grande quantidade de safi ras de um azul-esverdeado intenso, outras zonas onde recentemente foram encontradas safi ras em quantidades apreciáveis são o estado norte-americano de Montana e a ilha de Madagáscar.
Lapidação
A safira pode ser talhada de diversas formas, em geral usa-se uma lapidação mista, uma coroa de tipo brilhante com um pavilhão em degraus. No caso de pedras opacas ou translúcidas prefere-se o talhe em cabochão, imprescindível no caso das safiras estrela mostrando seis raios. Mais raramente, a safira é usada em trabalhos de gravação, utilizando-se técnicas já conhecidas de Egípcios e Romanos.

safira sintética
Imitações
Hoje em dia, a imitação mais comum é, sem dúvida, a safira sintética, obtida por fusão à chama, muito difundida no mercado desde o início do século XX. É importante referir que as imitações constituídas por quartzos incolores tratados com corantes de proveniência brasileira e de safiras, cujo óptimo aspecto se deve à sofisticação dos tratamentos por termodifusão e não ao lento trabalho da Natureza.
Gemas célebres
Não é difícil encontrar nos museus de todo o mundo safiras com cores e dimensões excepcionais, como a Star of India de 536 quilates, guardada no Museu de História Natural de Nova Iorque, a Star of Asia de 330 quilates ou a Star of Artaban de 316 quilates.
O nome Rubi vem do latim ruber, ou rubeus que signifi ca vermelho. A palavra surgiu no final da Idade Média. A cor, ligeiramente diferente segundo os diversos pontos de observação, varia entre o vermelho violáceo e o vermelho amarelado. Alguns rubis apresentam inclusões em forma de agulha de rútilo que em determinadas ocasiões produzem reflexos luminosos em forma de estrela de seis pontas.

cristal de rubi natural
Este fenómeno chamado asterismo, é evidente se a pedra for lapidada em superfície curva, ou cabochão. Se as inclusões forem paralelas o reflexo produzido é de um único raio, fenómeno que é conhecido pelo nome de olho de gato. Se as inclusões aparecerem desordenadamente, origina-se um reflexo interno nacarado denominado seda.

Bracelete - Pulseira de rubis e diamantes
Génese
A maioria dos rubis aparece em mármores, rochas metamórficas formadas a temperaturas e pressões muito altas. No entanto, esta pedra não é extraída directamente da rocha mãe em que se forma, mas sim de depósitos de cascalhos e areões aluviais, “placers” resultantes da erosão da rocha mãe. Os principais produtores de rubis são na Ásia: Birmânia, Sri Lanka, Tailândia e Cambodja. No Sri Lanka, os placers gemíferos de maior rendimento situam-se na região de Ratnapura, na Birmânia, as principais jazidas encontram-se no vale do Irawaddi, ao norte de Rangun; na Tailândia, na região de Chantaburi. Em África no norte da Tanzânia, também se encontram rubis opacos, mas bem coloridos e de grandes dimensões.

Rubis no Museu Nacional de História Natural, Washington DC, E.U.A.
Lapidação
Geralmente, os rubis transparentes são lapidados em facetas, ao passo que para os translúcidos se prefere a superfície curva, ou cabochão. Os rubis de grandes dimensões, como os da Tanzânia são adequados para talhe em esmeralda e em brilhante. Imitações. Como todas as pedras preciosas, também os rubis são alvo de muitas imitações e falsificações. A gema natural que mais se parece com ele é a espinela-nobre, de um vermelho mais claro e menos intenso. As falsificações mais frequentes são as de vidro colorido e as de quartzo colorido.
Os rubis sintéticos, que são fabricados há mais de um século são as melhores imitações das pedras naturais. Muitos “anéis da avó” conservados com veneração ostentam frequentemente rubis sintéticos.
Gemas célebres
Os rubis transparentes são sempre de pequenas dimensões, uma pedra de dez quilates já é excepcional. Por isso são considerados extraordinários rubis como o Eduard de 167 quilates, exposto no Museu Britânico de Historia Natural, em Londres, o Estrela de Reeves, com 138,7 quilates, exposto na Smithsonian Institution em Washington e o Long Star, de 100 quilates, exposto no Museu de História Natural de Nova Iorque. Em Teerão conservam-se numerosos rubis com mais de 40 quilates que fazem parte juntamente com milhares de outras pedras preciosas, do fabuloso tesouro do Irão.



Fonte: Geologo.com

Engie está tentando comprar a Emcor nos EUA, diz agência

Engie está tentando comprar a Emcor nos EUA, diz agência



Ações

© Reuters.  Engie está tentando comprar a Emcor nos EUA, diz agência© Reuters. Engie está tentando comprar a Emcor nos EUA, diz agência
(Reuters) - A empresa francesa de energia Engie (SA:EGIE3) está considerando comprar a Emcor, à medida que busca se expandir nos Estados Unidos, disse a Bloomberg neste sábado, citando pessoas familiarizadas com o assunto.
A Engie está trabalhando com consultores para buscar um acordo pela empresa de serviços de construção e instalações elétricas e elétricas dos EUA, de acordo com a reportagem. Nenhuma decisão final foi tomada e a companhia francesa pode decidir contra a oferta, disse a Bloomberg.
No início deste mês, um consórcio liderado pela Engie venceu a disputa pelo braço de gasodutos da Petrobras (SA:PETR4), a TAG, com uma oferta de 8,6 bilhões de dólares, em uma tentativa de aumentar a presença da empresa no Brasil. Nem Engie nem Emcor responderam imediatamente a pedidos da Reuters por comentários.
(Reportagem da Sabahatjahan Contractor)

Fonte: Reuters

Não há sinal de recessão global nos próximos 12 meses, diz CEO da BlackRock

Não há sinal de recessão global nos próximos 12 meses, diz CEO da BlackRock



  Ações

© Reuters. .© Reuters. .
BERLIM (Reuters) - Não há sinais de que a economia global deva entrar em recessão nos próximos 12 meses, disse neste sábado o presidente-executivo da gestora de ativos BlackRock, Larry Fink.
Em entrevista ao diário alemão Handelsblatt, Fink alertou, contudo, que a economia global está nas etapas finais de um longo ciclo de crescimento, sugerindo assim que uma desaceleração é cada dia mais provável.
"Não vejo sinais de uma recessão global nos próximos 12 meses", disse Fink, que lidera a maior gestora de ativos do mundo. "Os bancos centrais afrouxaram suas políticas econômicas por causa do fraco quarto trimestre de 2018. Passaremos por uma fase agora em que tudo não será tão bom, tampouco ruim."
O Fundo Monetário Internacional (FMI) cortou neste mês sua previsão de crescimento econômico para 2019 e ela pode piorar ainda mais devido a disputas comerciais vigentes e o risco de o Reino Unido deixar a União Europeia sem um acordo.
(Reportagem de Joseph Nasr)

Fonte: Reuters

domingo, 21 de abril de 2019

É Possível Investir Sem Correr Risco?

É Possível Investir Sem Correr Risco?





Por Luiz Moreno Ações 21.04.2019 

Supõe-se que os indivíduos tomem decisões racionais, em tese, eles escolhem somente com base na probabilidade e na conveniência de resultados distintos.
No entanto, o comportamento observado contradiz isso. As pessoas às vezes mudam de preferência quando surgem alternativas comuns. As pessoas são influenciadas por alternativas irrelevantes e decisões irracionais.
Quando tem de tomar uma decisão cujo resultado é incerto as pessoas não calculam ganhos e perdas com probabilidade matemática, principalmente no mercado financeiro. Elas são influenciadas por ganhar ou perder e pelo modo como a questão se apresenta.
Imagine que você tem a opção de receber após um investimento R$ 1.000 garantidos. Ou 50% de chance de receber R$ 2500. Qual opção você optaria? Provavelmente os R$ 1.000 garantidos, pois é a opção segura, mesmo diante da expectativa incerta da segunda opção ser de R$ 1.250.
Se esse mesmo investimento lhe desse as seguintes opções: Perder inteiramente os R$ 1.000. 50% de chance de não perder. E 50% de chance de perder os R$ 2500. Você optaria pela mais arriscada? Sua propensão ao risco mudaria, diante da mesma situação apresentada de forma diferente?
Os primeiros estudos desses comportamentos foram feitos em 1979 por Amos Tversky e Daniel Kahneman. Eles descobriram que as pessoas agem racionalmente em interesse próprio, porém são influenciadas pelo modo como a decisão é apresentada. As pessoas são aversas ao risco, mas desejam assumir riscos somente para evitar perdas.
Se presumimos que os mercados financeiros são eficientes e que os preços raramente diferem muito de um valor médio e que as probabilidades das variações futuras de preço podem ser calculadas. Isso não significa que um preço futuro pode ser avaliado com precisão e usado para evitar o risco? Sim? Não? Talvez?
Vamos comparar com o seguinte exemplo de ações Brasileiras e seus desempenhos:
Digamos que você optou por investir em:
BRFS3 Desempenho em 1 ano: +8,83%. Você garante seu lucro imediato ou corre o risco de manter o investimento com 50% de chance de receber o dobro? Desempenho em 3 anos -42,48%.
Seguinte exemplo:
USIM5 Desempenho em 1 ano: -18,81%. Neste exemplo você teria 100% de chance de perder todo o investimento ou 50% de chance de não perder.
Diante do resultado negativo no primeiro ano, você ainda apostaria nos 50% de chance de não perder? Desempenho em 3 anos: +246,92%
Viu como tudo depende da forma como lhe é apresentado! Qual seria sua escolha?
As pessoas não são 100% racionais. São avessas ao risco diante do ganho e propensas ao risco diante da perda.


Fonte: Luiz Moreno

Veja o que esperar para os mercados nesta semana

Veja o que esperar para os mercados nesta semana





Arena do Pavini - 21/04/2019 - 
Mercado está de olho no avanço da votação da reforma da Previdência
Por Arena do Pavini
A próxima semana terá como destaques nos mercados financeiros a expectativa com a votação da proposta de reforma da Previdênciana Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A votação do parecer deveria ter ocorrido na semana passada, mas foi barrada pelo Centrão, que além de passar na frente o projeto que torna automática a liberação dos valores das emendas dos parlamentares no chamado orçamento impositivo, ainda exigiu mudanças no texto da Previdência agora, antes de o projeto ir para a comissão especial que vai analisar cada ponto.
Sob pressão dos partidos do Centrão, o governo convocou o secretário da Previdência, Rogerio Marinho, para intervir na articulação política. Com isso, a votação na CCJ foi adiada para o dia 23 e diversos pontos estariam em negociação para ficar de fora da reforma já na primeira comissão, embora nenhum tenha impacto fiscal, segundo a XP Investimentos.

O que o Centrão quer mudar

Entre os pontos que podem mudar agora está a eliminação da exigência futura de que apenas o presidente possa propor alterações em 11 pontos da Previdência, como idade mínima e tempo de contribuição. Também não seria mais facilitada a mudança na idade de aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Seria mantida a multa de 40% do FGTS na demissão sem justa causa de aposentados, bem como a regra atual que transfere o julgamento de questões previdenciárias para a Justiça estadual nos locais onde não houver Justiça Federal. Os deputados querem ainda eliminar o parágrafo que veda decisões judiciais e novas leis que ampliem benefícios da seguridade sem fonte de custeio.

Líder resume: base do governo não existe

O governo conseguiu manter a proposta de restringir o abono salarial pelo menos até que o mérito do projeto seja analisado pela comissão especial. Mas o mercado estará atento e novas derrotas e adiamentos terão impacto negativo na bolsa e farão o dólar subir. No fim de semana, o líder do governo na Câmara, deputador Major Vitor Hugo, resumiu bem a atual situação afirmando que falta ao governo uma base. “Ela simplesmente não existe”, disse, tentando justificar os “contratempos” que a articulação política do governo tem enfrentado.

Onyx e a trava de Bolsonaro na Petrobras

O mercado estará atento ainda à discussão em torno da greve dos caminhoneiros. Pegou mal a declaração do ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, feita em reunião com lideranças dos caminhoneiros, afirmando que o presidente Jair Bolsonaro “já deu uma trava na Petrobras”, referindo-se à suspensão temporária do reajuste do diesel depois da intervenção do presidente e que provocou forte desgaste da empresa e da equipe econômica. Após todo o esforço do ministro da Economia, Paulo Guedes, em garantir que não haverá intervenção na empresa, a fala do ministro volta a complicar o ambiente. Há também o receio de que o governo não consiga evitar uma nova paralisação dos caminhoneiros. Espera-se alguma medida para tentar evitar o impacto do aumento do diesel, sem prejudicar a Petrobras.

Ibovespa subiu 1,83% na semana; estrangeiro sai

O Índice Bovespa fechou aos 94.578 pontos na sexta-feira, em alta de 1,39%, acumulando +1,83% na semana, recuperando as perdas provocadas pela intervenção de Bolsonaro na Petrobras e pelo adiamento da reforma a Previdência. Mesmo assim, o índice ainda cai -0,88% no mês, subindo 7,61% no ano e +10,26% em 12 meses. Neste mês, os investidores estrangeiros já tiraram R$ 3,043 bilhões do mercado de ações brasileiro, tornando o saldo no ano negativo em R$ 1,791 bilhão.
O dólar comercial encerrou a semana cotado a R$ 3,9300 para venda, com queda de 0,13% no dia e acumulando alta de 1,08% na semana, +0,36% no mês, +1,42% no ano e +16,27% em 12 meses.

Prévia da inflação oficial deve acelerar

Na área econômica, o destaque da semana que vem será o IPCA-15 de abril, que fecha 15 dias antes e serve de prévia para o IPCA do mês, usado pelo Banco Central (BC) em seu regime de metas. O número sai na quinta-feira. O Banco Fator espera uma aceleração da inflação este mês em relação a abril, para 0,63%, acumulando 4,62% em 12 meses, mas prevê que o avanço dos preços dos alimentos perca força. O Banco Safra estima alta mensal de 0,66% e, em 12 meses, de 4,65%.

Setor externo e crédito

O Fator destaca também na semana as notas do Banco Central à impressa referentes ao setor externo na quinta-feira, com o resultado do balanço de pagamentos, e as operações de crédito de março. O Safra estima um superávit de contas correntes de US$ 100 milhões e um saldo de investimento estrangeiro direto de US$ 7,8 bilhões.
Na sexta-feira, o BC divulga os dados de crédito do mês de março, que trarão novos dados sobre a atividade econômica no primeiro trimestre do lado dos tomadores de empréstimos para consumo nas pessoas físicas e investimento e capital de giro nas empresas.

Arrecadação e emprego

A Arrecadação Federal também será divulgada na próxima semana pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), mas ainda sem dada definida. O Fator espera um saldo de R$ 117,23 bilhões em março, que, se concretizado, significaria alta de 11% em relação a março de 2018. Com isso, a arrecadação acumulada em 12 meses, em termos reais, voltaria ao nível de fevereiro de 2015. Já o Banco Safra estima arrecadação de R$ 110,6 bilhões.
Também sem data definida, sai na semana que vem o saldo de empregos formais divulgado pelo Ministério da Economia no Caged de março. Com a economia patinando neste início de ano por conta das confusões criadas pelo governo e da ampliação da incerteza com a capacidade de Bolsonaro aprovar uma boa reforma da Previdência, o resultado do Caged não deve vir muito positivo.

PIB dos EUA, atividade na Europa e juros no Japão

No calendário internacional, o destaque da próxima semana será a divulgação da primeira prévia do PIB do primeiro trimestre dos Estados Unidos, na sexta-feira. Antes, na quarta-feira, o Banco Central Europeu (BCE) divulga seu Boletim Econômico da zona do euro, e o Banco do Japão (BoJ) faz sua reunião para discutir os juros básicos, hoje negativos, em -0,10% ao ano.

Argentina retoma o tango com o populismo

Mais perto, é preciso ficar de olho na Argentina, onde o presidente Mauricio Macri entrou em campo para a campanha das eleições de outubro, para a qual pesquisas apontam vantagem de Cristina Kirschner, congelando preços de produtos da cesta básica, tarifas administradas, preços de remédios, “enfim, um pacotão populista”, resume o Banco Fator. A inflação em 54% e o desemprego elevado são os maiores cabos eleitorais da oposição, destaca o banco. A economia argentina dá sinais de estar indo ainda pior do que se reavaliou há dois meses.
Fonte:   Arena do Pavini