sábado, 18 de maio de 2019

Juíza eleva multa à Vale para R$300 mi; empresa diz que apresentou estudo sobre barragem

Juíza eleva multa à Vale para R$300 mi; empresa diz que apresentou estudo sobre barragem





Ações41 minutos atrás (18.05.2019 13:51)

© Reuters.  Juíza eleva multa à Vale para R$300 mi; empresa diz que apresentou estudo sobre barragem© Reuters. Juíza eleva multa à Vale para R$300 mi; empresa diz que apresentou estudo sobre barragem
SÃO PAULO (Reuters) - A juíza Fernanda Machado, de Barão de Cocais (MG), decidiu elevar o teto de uma multa aplicada à Vale (SA:VALE3) para 300 milhões de reais, atendendo a pedido do Ministério Público, que disse que a mineradora não apresentou o estudo dos impactos relacionados ao eventual rompimento das estruturas da barragem Sul Superior, na mesma cidade.
A decisão, tomada na sexta-feira, ocorreu após notícias de movimentação do talude da cava norte da mina de Gongo Soco. O deslizamento poderia ter como consequência o rompimento da barragem nas proximidades, alertou o Ministério Público, citando um documento da Vale nesta semana.
"O que se tem, agora, não é somente o risco de rompimento da barragem de alteamento a montante Sul Superior da mina de Gongo Soco. Atualmente, há risco de desabamento do escoramento da cava norte, localizado acima da barragem, o que ocasionaria, obviamente, o lançamento de mais materiais, água e rejeitos sobre a barragem Sul Superior", disse a juíza na decisão.
A multa imposta anteriormente pela Justiça era de 100 milhões de reais, segundo o Ministério Público.
Na véspera, a juíza ainda determinou que a Vale apresentasse, em 72 horas, estudo atualizado de ruptura ("dam break"), considerando a zona de impacto como um todo.
Procurada neste sábado, a Vale afirmou que apresentou, no prazo fixado pela determinação judicial, "o relatório mais atualizado de 'dam break' da barragem Sul Superior, explicando naquela oportunidade a adequação dos critérios técnicos".
A empresa, maior produtora de minério de ferro do mundo, disse ainda que "não foi intimada de qualquer decisão quanto a eventual descumprimento da decisão liminar".
Durante a semana, a Vale disse que identificou movimentação no talude, mas ressaltou que não havia elementos técnicos até aquele momento para se afirmar que o eventual escorregamento poderia ter como consequência o rompimento da barragem Sul Superior.
Mesmo assim, a Vale disse que reforçou "o nível de alerta e prontidão para o caso extremo de rompimento".
Um alerta de desnível na barragem Sul Superior já havia levado a retirada dos moradores da região poucos dias após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), em 25 de janeiro, tragédia que provocou uma grande revisão de segurança nas estruturas de mineração em Minas Gerais.
A barragem Sul Superior, a 1,5 km da área do talude, está em nível 3, o mais crítico para risco de rompimento, desde 22 de março. A estrutura tem volume de 6 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM).
A mineradora disse anteriormente que a cava e a barragem são monitoradas 24 horas por dia.
Conforme a Vale, produção de minério de ferro em Gongo Soco foi paralisada em abril de 2016.
A barragem Sul Superior é uma das dez barragens a montante inativas remanescentes da Vale, e faz parte do plano de aceleração de descomissionamento anunciado no final de janeiro.
(Por Roberto Samora, com reportagem adicional de Marta Nogueira)


Fonte: Reuters

Nova barragem da Vale irá se romper: “Isso é um fato”, diz Agência

Nova barragem da Vale irá se romper: “Isso é um fato”, diz Agência





Agência Brasil - 17/05/2019 - 22:01
A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou hoje (17) as atividades do complexo minerário Gongo Soco, no município de Barão de Cocais (MG). A medida foi tomada devido a possibilidade de rompimento do talude da barragem Sul Superior da Vale. A barragem é do mesmo tipo da que se rompeu em Brumadinho em 25 de janeiro.
De acordo com a ANM, a partir de agora, até o talude da cava da mina romper, só poderão ser realizadas as operações seguras para recuperar a estabilidade das estruturas. “O talude da cava vai se romper com a gravidade, isso é um fato. O que estamos fazendo agora é minimizando os riscos, evitando que pessoas transitem dentro da cava ou que sejam atingidas”, diz o diretor da ANM, Eduardo Leão.
A ANM também notificou a Vale e determinou que a empresa tome uma série de providências emergenciais, entre elas estão a suspensão imediata do tráfego do trem de passageiros no trecho do viaduto localizado à jusante da cava, monitoramento por vídeo em tempo real das barragens e também a apresentação de estudo de comportamento da possível onda gerada pelo rompimento do talude norte.
Desde 2016, a cava e todas as obras já estavam paralisadas. Segundo a ANM, o risco de rompimento é do talude da cava e não a barragem, que fica a 1,5 km de distância da cava. A Agência disse que a preocupação é que a vibração gerada pelo rompimento do talude influencie na segurança da barragem Sul Superior.
“Caso a vibração do impacto não chegue à barragem, a estrutura se manterá na condição atual, mas existe a possibilidade da ruptura ficar restrita ao interior da cava e não extravasar o material dentro dela (água e sedimentos)”, informou a Agência Nacional de Mineração.
Caso haja rompimento da barragem, a ANM avalia que a onda de inundação chegaria em Barão de Cocais em cerca uma hora. A zona de auto salvamento – área onde não é possível realizar resgate imediato pela Defesa Civil –  já foi evacuada desde fevereiro.

Recomendações

Com a iminente ruptura do talude da cava, o Ministério Público de Minas Gerais recomendou ontem (16) que a Vale comunique, por meio de carros de som, jornais e rádios, informações claras, completas e verídicas sobre a atual condição estrutural da Barragem Sul Superior. Também orientou o fornecimento de apoio logístico, psicológico, médico para moradores de Barão de Cocais e das vizinhas Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo.
A mineradora também recebeu notificação da ANM para adoção de providências emergenciais. Entre elas, foi interditado parcialmente o tráfego do trem de passageiros da linha férrea Vitória/Minas. O trecho entre Belo Horizonte e Barão de Cocais foi desativado e a mineradora está disponibilizando sem custos adicionais um ônibus alternativo para esta parte da viagem.
A Vale informa que a Mina de Gongo Soco está sendo monitorada 24 horas por dia de forma remota, com o uso de radar e estação robótica capazes de detectar movimentações milimétricas da estrutura, além de sobrevoos com drone. “O vídeo-monitoramento é feito em tempo real pela sala de controle”, acrescenta a mineradora.

Evacuação

A barragem Sul Superior é uma das mais de 30 estruturas da Vale que foram interditadas após a tragédia de Brumadinho (MG), ocorrida em 25 de janeiro. Em diversos casos, a interdição foi acompanhada da evacuação das zonas de autossalvamento, isto é, aquelas áreas que seriam alagadas em menos de 30 minutos ou que estão situadas a uma distância de menos de 10 quilômetros. Atualmente, mais de mil pessoas estão fora de suas casas em todo o estado.
Barão de Cocais é o município com o maior número de casas evacuadas. A evacuação teve início no dia 8 de fevereiro quando a barragem Sul Superior atingiu o nível 2 e as famílias foram levadas para quartos de pousadas e hotéis custeados pela Vale. Em 22 de março, a barragem Sul Superior se tornou a primeira a atingir o nível 3, que é considerado o alerta máximo e significa risco iminente de rompimento. Desde a tragédia de Brumadinho, quatro barragens da Vale em Minas Gerais alcançaram esse alerta máximo.
De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, 443 moradores da zona de autossalvamento deixaram suas residências. No dia 25 de março, um treinamento envolveu mais de 3,6 mil pessoas que vivem em áreas secundárias que seriam atingidas. Um novo simulado será realizado neste sábado (18).


Fonte: MONEY  TIMES

Mourão viaja a China para promover cooperação bilateral via IED

Mourão viaja a China para promover cooperação bilateral via IED





Valter Outeiro da Silveira - 18/05/2019 - 
Países possuem laços históricos via Macau e proliferação da língua portuguesa (Pixabay)
O vice-presidente do Brasil Hamilton Mourão chega a Pequim no próximo domingo (19) com o intuito de promover a cooperação bilateral entre os países emergentes e buscar novos investimentos e mercados para produtos nacionais. A China é o maior parceiro comercial do Brasil: somente em 2018, o superávit comercial foi de US$ 30 bilhões, com alta de 35% das exportações em relação a 2017.
Mourão iniciará sua agenda em Xangai na próxima segunda-feira (20), realizando reunião com o presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do Brics (apelido criado pelo analista Jim O’Neill do Goldman Sachs para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O grupo das cinco economias emergentes se reunirá em território brasileiro em novembro próximo, na capital Brasília.
Na quinta-feira (23), Mourão chefiará ao lado de Wang Qishan, vice-premiê do país asiático, o quinto encontro da comissão de cooperação bilateral Cosban (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação).
A pauta deverá conter as relações em torno de Macau na interligação da Greater Bay Area e investimentos em infraestrutura e logística da China no Brasil, com foco em ferrovias para escoamento da produção de soja e de minério de ferro (dois principais produtos da balança comercial com os chineses), além da criação de terminas portuários.

Rota da Seda em foco

No último dia de visita a China, Mourão será recebido pelo presidente Xi Jinping e entregará pessoalmente uma carta do presidente do Brasil Jair Bolsonaro.
“Vamos procurar passar uma mensagem política do presidente Bolsonaro ao governo chinês e ao mesmo tempo comunicar o nosso posicionamento em relação à iniciativa Belt and Road”, afirmou Mourão em entrevista esta semana à TV Brasil, diante da perspectiva de iniciação da Nova Rota da Seda pela China.
(Com informações da AFP)
Fonte: MONEY  TIMES

Guedes prevê enxurrada de “notícias boas” após reforma da Previdência

Guedes prevê enxurrada de “notícias boas” após reforma da Previdência







Agência Brasil - 17/05/2019 - 21:06
Guedes, que subiu ao palco do evento com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elogiou a participação do Congresso na condução da reforma da Previdência (Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)
O ministro da Economia, Paulo Guedes, previu que haverá uma “enxurrada de notícias boas” no segundo semestre, após a aprovação da reforma da Previdência. Ele também classificou de barulho as notícias sobre o mau resultado do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, garantindo que as expectativas vão se reverter rapidamente após a aprovação da reforma. Guedes participou hoje (17) do 91º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic) e, entre outros acenos para o setor, disse que o governo fará um choque da energia barata, entre 30 a 60 dias, para ajudar a economia.
“O choque da energia barata, se cortar o gás pela metade do preço, permite a reindustrialização do Brasil. Hoje o gás é queimado, quando se retira o petróleo. Só a Vale está dizendo que vai investir US$ 20 bilhões nos próximos 10 anos, para fazer os gasodutos. Tem muita coisa positiva vindo por aí. Nós estamos tentando manter o foco. A bola está na marca do pênalti. Chutou a bola para dentro, vai começar uma enxurrada de notícias boas, que nós estamos preparando para o segundo semestre”, disse o ministro, que foi aplaudido pelo público do encontro, formado principalmente por representantes da indústria da construção.
Guedes, que subiu ao palco do evento com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), elogiou a participação do Congresso na condução da reforma da Previdência, considerada por ele como “a mãe das reformas”.
“Nós estamos muito confiantes na liderança dele [Rodrigo Maia] na Câmara dos Deputados, no apoio político que estamos recebendo lá. Rodrigo tem sido muito construtivo como presidente da Câmara. O [senador e presidente do Senado] Davi Alcolumbre [DEM-AP] também nos tem dado todo apoio. Se fizermos uma reforma de R$ 1 trilhão, nós temos potência fiscal para lançarmos um sistema de capitalização logo depois. E este sistema de capitalização bota o Brasil para crescer. A reforma da Previdência clareia os horizontes para investimentos privados, internos e externos. Na hora em que aprovar, os recursos começam a vir”, disse Guedes.

Um outro país

Guedes afirmou que a reforma será aprovada nos próximos meses e no segundo semestre já será possível perceber um “outro país”. Para o ministro, os resultados de crescimento do PIB abaixo do esperado na economia não são preocupantes, pois apenas indicam que houve um excesso de otimismo do mercado.
“O Brasil vai retomar o crescimento. Esta revisão [do crescimento do PIB] que está sendo feita para baixo agora não está me preocupando. Mercado financeiro é meio excitado mesmo. Isso é coisa menor. É som de batalha. É tiro para cá, tiro para lá, mas o que interessa é a marcha principal do evento. Os Poderes estão alinhados, o Congresso e o Executivo falando a mesma língua, do ponto de vista econômico. Aqui é uma barulheira na superfície, mas no mais profundo é um processo saudável, construtivo. É a dinâmica de uma sociedade aberta. Estou super confiante no Brasil”, disse o ministro.


Fonte: Agência Brasil 

O que está por trás da atual disparada do Bitcoin? É um movimento sustentável?

O que está por trás da atual disparada do Bitcoin? É um movimento sustentável?







Investing.com Brasil - 17/05/2019 - 
Tanzeel Akhtar/Investing.com
Parece que finalmente o Bitcoin, criptomoeda com maior capitalização de mercado, ganhou vida novamente, depois de entrar em um ciclo de baixa que vem desde 2017 e não deu trégua durante todo o ano passado. Negociado abaixo de US$ 4.000 por token há apenas algumas semanas, o Bitcoin disparou e agora está acima de US$ 8.000 no momento desta publicação. E está puxando consigo outras critpos também, como EthereumXRP, Bitcoin CashEOS e Litecoin.
Os investidores que conhecem essa classe de ativos digitais altamente volátil sabem que esse último pico pode ter vida curta. Acho que vale a pena dar um passo atrás e analisar o que desencadeou esse movimento.

Guerra comercial entre EUA e China está impulsionando os preços?

Algumas especulações sugerem que a escalada da disputa comercial entre China e EUA está fazendo com que os investidores recorram ao BTC. A aversão ao risco das ações gerada por esse obstáculo global pode ter desencadeado a retomada dos ativos digitais, e o forte declínio das ações de anteontem pode ter intensificado o momentum do Bitcoin.
Lars Seier Christensen, ex-CEO do Saxo Bank e fundador da Concordium, já lucrou com suas negociações de BTC. Segundo ele:
“Parece haver uma correlação entre o aumento das tensões comerciais com a China e os preços mais altos do Bitcoin. Aparentemente, alguns investidores chineses recorrem ao Bitcoin em momentos de preocupação com as relações comerciais sino-americanas.”
Ele também aponta que a parcela do total de investidores na capitalização do criptomercado é de 60%, próxima daquela vista nas máximas de 2017. Mas, no longo prazo, Christensen continua cético com esse movimento do Bitcoin.
“Essa [disparada] parece indicar que se trata mais de um movimento instintivo para o Bitcoin do que um rali mais amplo nas criptomoedas. Tenho minhas dúvidas quanto à durabilidade desse movimento. Minha expectativa é que se forme outro topo no BTC em breve, mas está claro que o inverno das criptomoedas está saindo do clima gélido profundo, o que é uma boa notícia para toda a indústria.”
Mas, ao contrário de muitos analistas, Christensen não acredita que a criptomoeda seja o que muitos consideram como “Ouro 2.0”. Ao desconsiderar esse status, Christensen acredita que não há muitos fundamentos por trás dessa subida do Bitcoin, a não ser a vantagem dos que entraram no movimento inicial, que raramente dura para sempre.

Touros e ursos estão de volta

Alex Mashinsky, CEO da Celsius Network, tem uma visão diferente. Ele acredita que toda essa atividade recente tem a ver com o retorno da disputa entre touros e ursos. Ele cita como prova o confronto ocorrido em 1 de abril, quando mais de US$ 500 milhões em posições de venda a descoberto foram dizimados em poucas horas.
“Desde então, muitos que não aceitaram a perda reabriram posições de venda a descoberto nas máximas recém-formadas a US$ 7.400, acreditando que se trata do último estertor até o ativo virar pó.”
O que vimos nas últimas semanas, segundo Mashinsky, foi uma “disparada global”, indicando que houve a entrada muito capital novo ao redor do mundo por causa do medo de ficar de fora.
Outros atribuem essa recente alta ao fato de que grandes players estão abrindo posição na classe de ativos. Alex Frenkel, VP de produto na Kin, afirma que o investimento contínuo em criptoativos por parte de grandes investidores de capital de risco, como Andreessen-Horowitz, além dos investimentos de grandes empresas de tecnologia, como a IBM (NYSE:IBM) e o Facebook (NASDAQ:FB), estão por trás da recente alta.
“Essa tendência positiva faz todo o sentido com base no que já foi dito. Acreditamos que, no futuro, teremos muita consolidação no setor e muitos tokens vão desaparecer, mas, quando toda a poeira baixar, os poucos grandes continuarão grandes.”

Baleias querem entrar no jogo?

Ex-banqueiro do Goldman Sachs e fundador da Wimmer Financial LLP, de Londres, Per Wimmer alertou recentemente no site kitco.com:
“O criptomercado é dominado principalmente por dez baleias ou grandes investidores privados. Eles são muito grandes no mercado e ocupam muito espaço, portanto, se você considerar os 10 ou 50 maiores, verá que a maior parte do volume já está coberta. Está sendo muito fácil manipular o mercado até agora.”
O termo “baleias” é usado para descrever detentores de grandes posições em criptomoedas. No entanto, Wimmer discorda dos rumores disseminados de que grandes players institucionais estejam entrando no setor e impulsionando os tokens mais populares. Ele aponta que o aumento dos crimes nas criptos e os hacksrealizados em corretoras afastam esses investidores institucionais.
Qualquer um ou até mesmo todos os catalisadores acima podem estar por trás do atual comportamento dos preços. Seja qual for a causa, vale a pena lembrar que o Bitcoin e as outras moedas digitais têm um histórico de grande oscilação em qualquer direção.

Fonte: Investing.com