terça-feira, 18 de junho de 2019

Bovespa fecha em alta nesta terça e ultrapassa os 99 mil pontos

O principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, fechou em alta nesta terça-feira (18) e e superou os 99 mil pontos, alinhado ao viés positivo em praças acionárias no exterior. O índice subiu 1,82%, a 99.404 pontos. É o maior patamar de fechamento da bolsa desde 19 de março (99.588 pontos).
No dia anterior, o Ibovespa fechou em baixa de 0,43%, aos 97.623 pontos.

Dólar

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (18). A moeda norte-americana caiu 0,97%, vendida a R$ 3,8601.
Nesta terça-feira, o BC fez a rolagem do lote integral de US$ 2 bilhões ofertado em dois leilões de linha de moeda estrangeira com compromisso de recompra. Na quarta-feira, realizará outros dois leilões com a mesma finalidade, ofertando um total de US$ 2 bilhões novamente.
O BC vendeu nesta terça-feira todos os 5,05 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados em rolagem do vencimento julho.

Fonte: ADVFN

Você conhece um gossan?

Você conhece um gossan?





por Pedro Jacobi
Definição
Gossan, segundo a definição original é o produto do intemperismo sobre sulfetos maciços de minérios econômicos.
Um sulfeto maciço, por sua vez tem que ter mais de 50% do peso em sulfetos... Esta é a definição inicial, que está sendo abandonada.
Hoje, a visão dos Geólogos de Exploração sobre os gossans evoluiu: gossans são produtos de intemperismo de rochas sulfetadas não necessariamente maciças e não necessariamente derivados de sulfetos economicamente interessantes.
Gossans são, também, chamados de chapéus de ferro (Francês).
Em alguns casos são chamados de gossans os ironstones derivados do intemperismo sobre carbonatos ricos em ferro como a siderita.
Eu prefiro a definição com caráter econômico, que tem tudo a ver com a exploração mineral. Desta forma evitaremos a bastardização do termo gossan.

Gossan
Mineralogia do Gossan
Os principais minerais de um gossan são os óxidos de ferro como a goethita, hematita lepidocrosita e, por vezes, a jarosita.
Outros hidróxidos de ferro comuns são geralmente agrupados como limonitas.
Estes óxidos conferem à rocha a sua característica ferruginosa com cores fortes, ocre vermelho-amareladas.
Um bom geólogo de exploração ao ver um gossan pode, pelas suas cores, determinar, imediatamente, se ele tem um maior interesse econômico.
Ouro em gossan de pirita
Localização dos gossans
A rocha encontra-se na superfície podendo ou não estar imediatamente acima dos sulfetos originais.
Esta situação é imensamente favorável à descoberta de sulfetos.
No entanto alguns gossans podem ser transportados. Neste caso os óxidos migraram, dissolvidos em ácidos e se precipitaram longe dos sulfetos de orígem.
Nestes casos a assinatura geoquímica do gossan é mascarada e pode levar ao geólogo acreditar que se trate de mais um ironstone sem interesse econômico.

Geoquímica
Em geral um gossan é poroso e pulverulento.
 Seus minerais são formados pela decomposição dos sulfetos o que gera a formação de ácido sulfúrico. O ácido acelera sobremaneira a decomposição dos minerais, lixiviando parcial ou totalmente os elementos solúveis.
A lixiviação pode ser tão intensa que os elementos solúveis como zinco ou até mesmo o cobre podem não mais estar presentes no gossan.
Portanto a simples avaliação química de um gossan deve levar em conta, também, aqueles elementos traços menos móveis que talvez estejam ainda presentes e que possam caracterizar a rocha como interessante.
O gossan acima é de pirita aurífera e o que se vê, no final do processo de formação são os boxworks de pirita e o ouro, imóvel neste ambiente.
Esses estudos de fingerprinting são fundamentais quando o assunto é gossan.
Texturas
Durante o processo de decomposição é comum que a textura original dos sulfetos se mantenha de uma forma reliquial: as chamadas boxwork textures.
Texturas boxworks são entendidas por um pequeno e seleto grupo de geólogos.
Elas indicam, em um grande número de casos, qual foi o sulfeto original.
Em muitos gossans os boxworks só podem ser vistos ao microscópio petrográfico.

Foi essa correlação entre textura boxwork e o sulfeto original que gerou trabalhos clássicos sobre gossans, como o do pioneiro Ronald Blanchard ou o do geólogo Ross Andrew, possivelmente inexistentes nas bibliotecas das escolas de geologia.
A determinação dos sulfetos a partir das texturas é uma arte que está sendo perdida nos nossos dias e tende a desaparecer com a chegada dos equipamentos de raio x portáteis.
No entanto todo o geólogo de exploração que se preze tem que conhecer, razoavelmente, as principais texturas boxworks de gossans derivados de calcopirita, pirita, galena, esfalerita, carbonatos de ferro, pirrotita e outros.
Sem esse conhecimento você poderá estar "chutando fora" uma descoberta importantíssima.

Descobertas minerais através da identificação de gossans
Foi através da descoberta de gossans na superfície que foram descobertas a maioria das jazidas de níquel sulfetado tipo Kambalda na Austrália na década de 60 e 70.
Nesta época, a capacidade do Geólogo de distinguir entre gossans derivados de sulfetos de Cu-Ni dos derivados de sulfetos estéreis como a pirita e pirrotita foi o diferencial entre os bem sucedidos e os losers.
GossanFoi nesta época que se desenvolveu a microscopia de gossans pois, como dissemos anteriormente, muitos gossans tiveram seus elementos econômicos lixiviados quase que totalmente restando somente o estudo de boxworks para a identificação dos sulfetos originais.

A determinação e estudo de gossans e de boxwork textures levou à descoberta de inúmeros porphyry coppers como muitos dos gigantescos depósitos de Cu-Au-Mo dos Estados Unidos, Andes e mesmo na Ásia.

No Brasil é clássico o gossan de Igarapé Bahia, que foi lavrado por anos a céu aberto como um minério de ouro apenas...até a descoberta de calcopirita (Depósito Alemão) associada a magnetita, em profundidades maiores que 100m.
Se os Geólogos da Vale, desta época, entendessem de gossans, a descoberta do Alemão não seria feita por geofísica com décadas de atraso como foi o caso.

Mesmo descobertas como o depósito de Cobre de alto teor Mountain City em Nevada, 1919, foi uma decorrência de um estudo feito por um prospector de 68 anos chamado Hunt em um gossan tido como estéril.
O gossan, que não tinha traços de cobre, jazia poucos metros acima de um rico manto de calcocita...
Hunt não sabia o que era um gossan mas acreditava que a rocha era um leached cap ou um produto de lixiviação de sulfetos.
Ele tinha o feeling, coisa que todo o Geólogo de Exploração deve ter.
Exemplos como estes devem bastar para que você se convença da importância dos gossans na pesquisa mineral.

gossan opalino

A foto do gossan silicoso acima é um excelente exemplo.
Eu coletei essa amostra exatamente sobre um sulfeto maciço de Cu-Ni no Limpopo Belt em Botswana (Mina de Selebi Phikwee) minutos antes do gossan ser lavrado.
O gossan estava 5 metros acima do sulfeto fresco...Neste caso o gossan é constituído quase que exclusivamente por sílica (calcedônia) de baixa densidade (devido aos poros microscópicos).
Trata-se de uma rocha intensamente lixiviada pelo ácido sulfúrico da decomposição dos sulfetos. Até o ferro foi remobilizado desta amostra. A cor amarelada da amostra se mesclava com cores avermelhadas no afloramento.
Somente ao microscópio que aparecem os boxworks de calcopirita e de pirrotita e pentlandita.
Selebi-Phikwe em produção desde 1966 deverá ser fechada e o gossan opalino será história.

Com certeza esse foi o último opaline gossan de Selebi-Phikwe.
O mais interessante é que as análises que eu fiz no Brasil mostraram cobre abaixo de 100ppm e níquel em torno de 150ppm.
Em outras palavras qualquer um que coletar uma amostra em ambiente ultramáfico que analise 70 ppm de Cu e 150ppm de Ni não vai soltar foguetes. Vai possivelmente desconsiderar a amostra e partir para outra. Ele poderá estar perdendo uma oportunidade extraordinária por desconhecer o que um gossan.

Se você ainda não está convencido da importância dos gossans entre no Google e pesquise duas palavras: gossan discovery. O Google vai listar milhares de papers sobre descobertas minerais feitas a partir de um afloramento de gossan.

Quem sabe a próxima descoberta será sua...

Fique atento e estude: Você é o que você sabe!!


Fonte: O Portal do Geógolo

Siderurgia: Preferimos ações da Gerdau a Usiminas e CSN, diz Bradesco BBI

Siderurgia: Preferimos ações da Gerdau a Usiminas e CSN, diz Bradesco BBI



Valter Outeiro da Silveira - 18/06/2019 - 
Bradesco BBI lista recomendações para ações de siderurgia (Imagem: Usiminas)
Bradesco BBI publicou relatório nesta terça-feira (18) sobre o setor siderúrgico, no qual avalia as perspectivas para as ações de Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) em relação aos dados divulgados pelo INDA (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço).
Os analistas Thiago Loflego e José Cataldo destacam a projeção do instituto de que haverá queda de 15% nas vendas e compras de distribuidores de aços planos em junho.
“Embora as vendas de aços planos tenham mantido sua tendência positiva de crescimento na comparação anual, os números de maio foram distorcidos pelo impacto da greve dos caminhoneiros em 2018”, avalia a instituição financeira.

Demanda doméstica preocupa

Neste sentido, os analistas enxergam “fraqueza na demanda doméstica de aços planos”, com continuidade da diminuição dos estoques no canal de distribuição. “Mantemos nossa visão mais cautelosa sobre os nomes de aço nacional”, pondera o Bradesco BBI.
Em meio ao panorama de desaceleração, o banco lista recomendação neutra para as ações de Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) e posta recomendação de compra para os papeis da Gerdau (GGBR4), com preços-alvo de R$ 11,00; R$ 17,00 e R$ 22,00 – respectivamente.

Fonte: MONEY  TIMES

XP Investimentos se aproxima da Nasdaq para IPO em 2020, diz Estadão

XP Investimentos se aproxima da Nasdaq para IPO em 2020, diz Estadão



Investing.com Brasil - 18/06/2019 - 
A intenção da corretora de fazer um IPO teve seus primeiros passos em 2017, quando chegou a fazer registro de abertura da capital na B3 (Imagem: Facebook XP Investimentos)
Os planos da XP Investimentos de realizar a abertura de capital se mostra mais próxima da Nasdaq. A edição desta terça-feira da Coluna do Broad, dos Estados Unidos, usa o lançamento da Leadr, a nova rede social de investimentos do grupo, como exemplo dessa proximidade, uma vez que a plataforma foi parabenizada pela bolsa americana em seu telão na Times Square (NYSE:SQ), em Nova York.
A intenção da corretora de fazer um IPO teve seus primeiros passos em 2017, quando chegou a fazer registro de abertura da capital na B3. No entanto, no meio do processo de venda de parte da empresa para Itaú Unibanco (ITUB4), os planos não tiveram sequência.
A publicação destaca que a decisão de optar agora pela Nasdaq seria com o objetivo de aproveitar os múltiplos robustos observados nas aberturas de capital de empresas do setor de tecnologia em Nova York. Apesar de ainda não ter definido se vai ou não fazer a operação, a operação deve acontecer somente no próximo ano.
No início do ano, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, em entrevista à Bloomberg, mostrou disposição para lutar que a XP realize seu IPO na bolsa brasileira. A oferta pública de ações seria uma solução para os investidores de private equity. Entre eles, a General Atlantic e a Dynamo Administração de Recursos.
Um dos motivos que leva a XP a considerar a abertura na Nasdaq é o sucesso encontrado por outras empresas brasileiras que seguiram o mesmo caminho. Somente em 2018 foram a PagSeguro (NYSE:PAGS) Digital, a StoneCo, e a Arco Platform levantaram mais de US$ 5,34 bilhões na Bolsa de Nova York.
Além disso, no Brasil existem benefícios fiscais para empresas brasileiras domiciliadas no exterior. “Isso é algo que precisa de atenção”, disse Finkelsztain, que salientou como existem regras que impedem que essas firmas sejam negociadas na bolsa local.
Em fevereiro, o jornalista Lauro Jardim informou que o IPO da XP deve sair somente em 2020, com um valor que já foi avaliado em R$ 50 bilhões.

Fonte:  Investing.com

"Stablecoins" ganham as atenções com anúncio de criptomoeda do Facebook

"Stablecoins" ganham as atenções com anúncio de criptomoeda do Facebook



Cripto1 hora atrás (18.06.2019 15:30)

© Reuters. .© Reuters. .
Por Tom Wilson
LONDRES (Reuters) - O bitcoin está perdendo sua coroa?
A criptomoeda original representa mais da metade do mercado global de 285 bilhões de dólares do comércio de moedas. Mas esse domínio está sob ameaça, com uma série de moedas digitais alternativas, os "altcoins", surgindo enquanto desenvolvedores correm para criar criptomoedas capazes de entrar no comércio e nas finanças tradicionais.
O Facebook revelou nesta terça-feira planos para lançar uma criptomoeda chamada libra, no mais recente movimento em seu esforço para expandir para além das redes sociais e passar para o comércio eletrônico e pagamentos globais.
Como uma variedade de altcoins conhecidos como "stablecoins", a libra será apoiada por uma reserva de ativos reais, incluindo depósitos bancários e títulos do governo de curto prazo. Isso deve torná-la mais estável que outras criptomoedas.
QUAL É A GRANDE IDEIA?
Stablecoins são projetados para superar as oscilações selvagens de preços que tornaram o bitcoin e outras criptomoedas impraticáveis, tanto quanto como uma reserva de valor.
Em teoria, os stablecoins deveriam ser mais úteis para pagar bens e serviços ou transferir dinheiro internacionalmente. A maioria é apoiada individualmente pelos ativos tradicionais, como o dólar dos EUA, enquanto outros são garantidos por cestas de moedas criptografadas. Alguns usam algoritmos para manter valores estáveis.
Os defensores dizem que os stablecoins podem ajudar as criptomoedas a ganhar apelo do mercado convencional.
É difícil precisar como as criptomoedas são usadas, dado seu quase anonimato. Mas pesquisadores dizem que os stablecoins, como o bitcoin, raramente são usados para pagamentos, mesmo que sua falta de volatilidade os torne mais úteis.
Outros operadores de criptomoedas e casas de câmbio disseram que os investidores usam stablecoins para se proteger contra picos no preço do bitcoin e como meio de negociar criptomoedas sem usar dólares.
Volumes negociados combinados nas principais bolsas de cinco dos maiores stablecoins, incluindo Tether e USD Coin, aumentaram nos últimos meses. De acordo com dados da empresa de pesquisas norte-americana, Coin Metrics, os volumes subiram para 74 bilhões de dólares em maio, um aumento de mais de quatro vezes em relação a dezembro.
"Se eles sentirem que o bitcoin vai subir ou descer, preferem sacar para um stablecoin - isso permite que eles negociem mais rápido e voltem ao mercado", disse Thomas Puech, da Enigma Securities, bolsa de criptomoeda sediada em Londres.

Fonte: Reuters