terça-feira, 25 de junho de 2019

Oi: Ação está com uma janela de oportunidade, alerta Bradesco

Oi: Ação está com uma janela de oportunidade, alerta Bradesco



Gustavo Kahil - 25/06/2019 - 21:22
A venda da Unitel pela Oi também deve desbloquear valor, explica o Bradesco (Imagem: Danilo Kahil/ Money Times)
A equipe de análise da Bradesco Corretora reforçou, em um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (25), que está otimista com as ações das empresas de telecomunicações, principalmente em relação à Tim (TIMP3) e Oi (OIBR4). Parte deste otimismo, explicam os analistas Fred Mendes e Flávia Meireles, é explicado pelo aumento de preços do segmento móvel.
Sobre a Tim, a empresa é vista com um “valuation atrativo”, além de possuir uma expectativa de taxa de crescimento anual até 2021 de 6,3%. O percentual é bem superior à média global de 2,7%.
“Com relação a Oi, o projeto de lei da reforma de telecomunicações (PLC79) deve ser o principal direcionador e vemos uma janela de oportunidade nas próximas semanas”, apontam.
Por fim, a venda da Unitel pela Oi também deve desbloquear valor.
A Vivo (VIVT3), por sua vez, tem a fibra como oportunidade de médio/longo prazo, “apesar de vermos os pontos positivos como já precificados”.

Fonte: MONEY  TIMES

DEZ COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE PEDRAS PRECIOSAS

DEZ COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE PEDRAS PRECIOSAS





1. Brilhante não é uma pedra preciosa
              Embora muita gente fale em anel de brilhante, essa palavra não é nome de uma pedra preciosa e sim de um estilo de lapidação. Como esse tipo de lapidação é o que melhor ressalta a beleza do diamante, ele é o mais usado para essa gema e, com isso, muitos fazem a confusão entre diamante e brilhante.
              Há diamantes que não são lapidados na forma de brilhante, assim como há gemas que não são diamante e recebem lapidação brilhante.
              Portanto, se a pedra do seu anel, brincos ou outra joia for um diamante, diga que você tem um anel ou brinco de diamante, não de brilhante. 
Abaixo, figura mostrando como é um brilhante visto de perfil (abaixo) e de cima.


3. Rubi e safira são um mesmo mineral
              O rubi e a safira são variedades de um mesmo mineral chamado coríndon. Rubi é o coríndon de cor vermelha; safira é o coríndon com qualquer outra cor.
A safira azul-escuro a púrpura é a mais valiosa, mas existem outras, com cores como   rosa, dourada e até incolor (leucossafira).
3. Esmeralda e água-marinha também são um mesmo mineral
              A esmeralda e a água-marinha também são variedades de um mesmo mineral, neste caso o berilo. Mas, aqui as diferenças vão além da cor: a esmeralda (verde) é bem mais valiosa que a água-marinha (azul-claro a esverdeada). Além disso, embora seja fácil obter uma água-marinha bem límpida, sem defeitos (os gemólogos chamam os defeitos de inclusões), a esmeralda invariavelmente é cheia de fissuras onde podem se alojar outras substâncias. Apenas em pedras muito pequenas se deve esperar uma grande pureza.
             
4. A cor é o que mais valoriza uma gema lapidada
              Do valor de uma gema lapidada, 50% devem-se à cor. Ela é a propriedade que mais importa na avaliação de uma pedra preciosa. Em segundo lugar vem a pureza (30%) e depois a qualidade da lapidação (20%).
              Mesmo no caso de diamantes incolores (como é a imensa maioria deles) a cor é fundamental porque aquilo que para um leigo parece incolor, pode estar longe de sê-lo. Os avaliadores de diamante conseguem definir cinco categorias de cor do aparentemente incolor ao absolutamente incolor.
5. O significado de quilate
              Quando se fala de gemas, a palavra quilate nada tem a ver com qualidade. Ela é uma unidade de peso, que equivalente a 200 miligramas. Assim, uma pedra preciosa de 5 quilates pesa um grama.
              A confusão é fácil de entender porque quando se fala em ouro, aí, sim, quilate tem a ver com a composição. As ligas de ouro podem ter 58,33% deste metal (ouro 14 K), 75% de ouro (ouro 18 K, ou ouro 750) ou 100% de ouro (ouro 24 K, ou ouro 1.000, que é o ouro puro). 
              Ouro 18 K é o mais usado em joias; ouro 24 K é o que se comercializa em barras e lingotes. 
6. O significado de dureza
              Muita gente pensa que substância dura é aquela difícil de quebrar. Isso não está errado, mas quando se trata de pedras preciosas ou qualquer outro mineral, dureza é a resistência que a pedra oferece quando se tenta riscá-la, não quebrá-la. 
              Um exemplo clássico é o diamante, que é a substância mais dura que se conhecer. Ele só pode ser riscado por outro diamante, mas é muito fácil de ser quebrado.
              O oposto ocorre com o jade, que não tem dureza muito alta (6,5 a 7,0 numa escala de 1 a 10), mas é muito difícil de quebrar.
7. Não existe pedra semipreciosa
              Embora ainda seja comum no Brasil se ouvir falar em pedra semipreciosa, esqueça esse nome. As pedras usadas para adorno pessoal são pedras preciosas, não importa se são caras ou baratas.
Não há e nunca houve uma distinção clara entre quais seriam as pedras preciosas e quais as semipreciosas. Esqueça então essa pretensa diferença. Se seu anel é de ametista, topázio, turmalina, citrino, sodalita, rodocrosita, lápis-lazúli ou água-marinha, por exemplo, não tenha receio de dizer que ele é feito com pedra preciosa.
8. Gema sintética é diferente de gema artificial
              Tanto a gema sintética quanto a artificial são produzidas em laboratório. Elas não são, portanto, naturais. Mas, há uma diferença entre as duas. A sintética é uma pedra preciosa que existe também na natureza, enquanto a artificial não existe ou ainda não foi encontrada. Esmeralda, espinélio, rubi, ametista entre outras são gemas que podem ser sintéticas; mas a zircônia cúbica é uma gema artificial.
              Como existe zircônia que é natural mas não é cúbica, o correto é dizer sempre zircônia cúbica (pode-se usar a abreviatura inglesa CZ) e não apenas zircônia.
9.  O Brasil tem a maior diversidade de gemas do planeta
        O Brasil é uma das nove províncias gemológicas do mundo, ou seja uma das regiões excepcionalmente rica em gemas. A província brasileira destaca-se não apenas pela grande produção, mas principalmente pela enorme diversidade. Há mais de cem gemas já encontradas no Brasil.
              Isso explica por que gemas como ametista, citrino, ágata, quartzo rosa entre outras são baratas aqui.
10. O cristal de rocha
              Cristal de rocha é uma denominação infeliz mas consagrada que designa o quartzo incolor. Ele é assim chamado também em outros idiomas, como francês, italiano e inglês.
A denominação é imprópria porque todos os minerais formam cristais e rocha é uma associação de minerais em proporções definidas. Portanto, cristal de rocha é algo como fruta de árvore, expressão ambígua que não define nada.
Use, se quiser, o nome cristal de rocha, mas, dê preferência a quartzo incolor. E jamais use apenas a palavra cristal para se referir a essa gema.
Fonte: BRANCO, Pércio de Moraes.

Turmalina

Turmalina

A turmalina é uma pedra bem conhecida no mundo das gemas e minerais. Tem várias variedades diferentes; e o grupo da turmalina é um grupo altamente complexo de minerais de silicato com o mesmo sistema cristalino e atributos semelhantes, mas com variações na composição química. Turmalinas vêm em uma ampla gama de cores e algumas variedades são muito populares como pedras preciosas.
Turmalina de Elbaite
Turmalina de Elbaite Turmalina de Elbaite 
rosa do Afeganistão. 14cm de comprimento. 
Foto de Rob Lavinsky, iRocks.com - licenciada sob CC-BY-SA-3.0
Existem catorze tipos ou categorias de Turmalina: 
Buergerite (bronze, marrom com manchas douradas, preto. Raro) 
Chromdravite (Muito raro. Verde colorido pelo conteúdo de cromo e vanádio) 
Dravite (marrom, preto. Rico em magnésio e sódio.) 
Elbaite A variedade de gema. Contém lítio e pode ocorrer em várias cores. Grande número de sub-variedades e cores: Achroite(transparente, raro, embora não tão valorizado quanto as variedades coloridas), Elbaite cromática, Elbaíta Cupriana, Indicolita
(azul, valiosa), Rubelita (rosa, vermelha), Siberita, Tsilaisita, Verdelita ( verde) 
Liddicoatite de 
feritite de 
foitite (rosa, verde, verde-marrom, amarelo-marrom)
Magnesiofoitite 
Olenite 
Povondraite 
Rossmanite 
Schorl (turmalina preta, o tipo mais comum. Apresenta pleocroísmo.) 
Uvite 
Vanadiumdravite [1] [2]
Nos tempos modernos, algumas turmalinas são irradiadas para melhorar sua cor. Isto é quase impossível de detectar e não prejudica o valor da pedra - no entanto, pedras com maior clareza são consideradas muito mais valiosas do que pedras naturalmente claras. [1]
Uma das qualidades famosas das turmalinas é a possibilidade de mais de uma cor na mesma pedra. Isso é bastante comum em turmalinas: Uma das variedades de renome é a melancia Tourmaline , que, como o nome sugere, tem bandas de rosa-vermelho, claro e verde. Às vezes, também, diferentes variedades de turmalinas podem ocorrer na mesma pedra - como as turmalinas Elbaite-Schorl, que são azul claro em uma extremidade e pretas na outra.
Outra variedade famosa é a turmalina Para'ba , encontrada pela primeira vez no estado de Para'ba, Brasil em 1989. Estes são considerados por alguns como uma das turmalinas de melhor qualidade já encontradas. Traços de cobre no mineral dão a eles uma cor azul esverdeada "néon" muito brilhante. Estas turmalinas foram agora encontradas em estados vizinhos, e gemas semelhantes (embora não tão vívidas) também foram encontradas em Moçambique e na Nigéria. [3] As melhores turmalinas Para'ba podem ser vendidas por dezenas de milhares de dólares por quilate. [4]
A turmalina é conhecida desde os tempos antigos. Em torno de 1800 foi escrito "tormalin" ou "turmalina" - e também foi apelidado de "Ashstone", uma vez que poderia assumir uma qualidade elétrica estática que fez as cinzas grudarem nele.
O seguinte é uma citação extensa de "The Tourmaline" por Augustus Choate Hamlin (1873). Observe a seção sobre turmalinas brasileiras - a descrição faz pensar se a variedade Para'ba pode ter sido encontrada no século XIX:
"Turmalinas geralmente ocorrem em prismas de três lados lindamente cristalizados, terminados por três planos principais, que às vezes são colocados em uma extremidade de um dos lados do prisma e, por outro, nas bordas. Sua forma primitiva de cristalização é o rombóide obtuso, tendo o eixo paralelo ao eixo do prisma As bordas desses prismas são frequentemente truncadas, e então os cristais formam prismas de nove ou doze lados, mas às vezes ocorre maciço e compacto, ou em paralelo, Cristais divergentes, irradiantes e destacados, sua fratura é decididamente conchoidal, exibindo internamente um brilho vítreo, sua gravidade específica varia de 3 a 3,3, e seu poder de refração é de 1,66, sendo superior ao topázio em brilho. bastante igual ao do esmeraldaA turmalina tem uma variedade tão grande de nomes e sinonímias quanto a safira ; e em ambos os minerais surgem da grande diversidade de cores exibidas por eles. A variedade vermelha é conhecida entre os mineralogistas como rubelite, siberita ou daourita; o azul como o indicolito; o branco como achroite ; e o preto como afrodite ou schorl. Mas, nos dias de hoje, todos eles estão agrupados sob um único nome.
As principais localidades para os espécimes transparentes e mais finos da turmalina estão na Sibéria, no Brasil, no Ceilão e no estado do Maine, nos Estados Unidos. Na Sibéria eles são encontrados em massas de feldspato e quartzo em granito grosso. Existem várias localidades neste grande país - algumas perto de Ekaterinsburg e Sarapulsk, e outras em Nertschink, no leste da Sibéria, e perto dos confins do norte da China. As turmalinas encontradas nesses locais exibem uma grande variedade de cores: entre elas, pedras do verdadeiro tom rubi (a tonalidade do sangue do pombo) e vários tons de roxo e verde. O arranjo de cores observado em alguns dos cristais é bastante notável e difere do observado nos espécimes de outras partes do mundo. Algumas destas pedras exibem internamente uma cor azul ou castanha, rodeadas no exterior com um vermelho-carmim brilhante, ou de um tom ceroso amarelo-cerrado. Outros podem ser vermelhos internamente, envoltos com um verde pistache. Às vezes os cristais são de dimensões enormes e construído de material sólido ou de uma multiplicidade de cristais aciculares; ou podem ocorrer em formas longas e semelhantes a agulhas.
Uma grande variedade de cores é exibida nesses cristais. Eles podem ser rosa no topo e verde claro na base; ou carmesim, com minério de ferro preto. Eles também podem ser de um amarelo resinoso, revestido com carmim de matiz intenso; ou de um verde escuro, mudando para um tom azul-índigo. As melhores turmalinas de tonalidade vermelha conhecidas são provenientes de algumas dessas localidades. Algumas dessas pedras lembram a safira vermelha conhecida como rubi orientaltão perfeitamente na cor, que é impossível distingui-los apenas pelo olho. São extremamente raros e são tão ansiosamente procurados pelo diletante ao mesmo preço enorme do verdadeiro rubi. Não nos surpreenderemos se o magnífico rubi na coroa russa da imperatriz Anne Ivanovna se revelar uma turmalina; e não cairá em nossa estimativa de seu valor se for uma siberita. Ela veio de Pekin, que não está muito distante das minas de Nertschink. Da mesma natureza pode ser a gema vermelha de monstro que pendura como um pingente ao colar de jade que pertenceu ao imperador chinês, e que foi capturado pelos franceses no saque de Pekin. Esta variedade da turmalina é muito apta a ser falha, ou preenchida com imperfeições, e especialmente com fios ocos e penas e fibras, que raramente são vistas nas variedades verde, amarela ou azul. É certamente curioso que essa variedade seja muito mais suscetível a imperfeições do que qualquer uma das outras, não excetuando até o roxo.
Variedades roxas, azuis e verdes vêm do Brasil; mas, com relação à formação em que ocorrem, podemos aprender pouco. Julgamos, a partir da famosa disputa no século XVII entre os jesuítas sobre uma mina em Esperitu, que ela é extraída tanto no Brasil quanto na Sibéria. Os cristais trazidos para nós daquele país geralmente não mostram sinais de terem sido rolados na deriva; pois as estrias de seus lados são perfeitas. A ausência e a perda de cúpulas perfeitamente facetadas não comprovam a violência externa, mas uma submissão à ação dos elementos, como observado em outras localidades. Eles ocorrem em vários tons de verde, desde o tom claro até o mais escuro verde-garrafa. Às vezes os encontramos de um belo azul berlinense, ou de um carmesim passando insensivelmente em um branco azulado ou verde azulado.
Ele exibiu cinco esplêndidos cristais de cor verde-escura em uma matriz quase um quadrado de pé. Três desses excelentes cristais estavam eretos e um prostrado: eram prismas finos e mediam de dois a quatro centímetros de comprimento por três quartos de polegada a uma polegada de diâmetro.
No Ceilão - a terra das gemas - a turmalina, com exceção da variedade negra, ainda não foi descoberta: elas são sempre encontradas nos mesmos canteiros de formação secundária com a safira, entre os escombros da região. rochas de cristalização. Frequentemente ocorrem em massas laminadas ou em nódulos naturais e, às vezes, em cristais cujos rostos não são feridos e cujos ângulos estão intactos. A questão pode surgir: Como pode este mineral ocorrer em nódulos, quando as leis relativas à sua deposição e cristalização são aparentemente tão rígidas? Nós não tentaremos resolver o mistério, mas podemos produzir muitos exemplos para provar que a turmalina pode depositar uma concreção nodular no meio de um cristal perfeito. Nós removemos muitos turmalinas das cavidades na localidade em Maine que exibem essa peculiaridade: os cristais eram de perfeita forma, mas destruídos pelos elementos; e, quando tentamos removê-los de suas camas na areia, os ângulos agudos e os lados estriados caíram em minúsculos fragmentos, deixando um nódulo arredondado brilhante no meio da pedra. Às vezes, esse nódulo estaria perto do cume ou da base e, às vezes, na porção central. "
- De "The Turmalina" por Augustus Choate Hamlin (1873)

Imagens de turmalina

Turmalina
Tourmaline (var. Schorl) 
Foto de Rob Lavinsky, iRocks.com - licenciada sob CC-BY-SA-3.0
Turmalina
Turmalina Turmalina 
de elbaite azul-rosa do Afeganistão. 11cm de comprimento. 
Photo by Rob Lavinsky, iRocks.com - licenciado sob CC-BY-SA-3.0 licença




Fonte: CPRM

Wilensky Fine Minerals / Irv Brown - What’s Hot In Tucson: 2019

Ibovespa: Onde os Fracos Não Têm Vez

Ibovespa: Onde os Fracos Não Têm Vez



Por Bruce BarbosaAções1 hora atrás (25.06.2019 14:49)

Desde 2016, o Ibovespa já acumula uma alta de mais de 135 por cento.
Na última quarta-feira, vimos pela primeira vez na história, nosso principal índice da bolsa fechar acima dos 100 mil pontos.
Na sexta, quando o mercado voltou do feriado, o movimento de alta persistiu e superamos os 102 mil.
Se vamos a 130 mil, 150 mil, 200 mil, ou até mesmo voltar a cair, ninguém sabe.
Mas se estamos realmente no bull market, o anúncio de quebra de recordes se tornará uma constante nos jornais brasileiros.
Com a aprovação da reforma cada vez mais próxima e posterior liberação da agenda Guedes, temos motivos para estar otimistas.
Podemos aprender algo interessante, analisando como chegamos até aqui.
O caminho das pedras
Como sabemos, os movimentos da bolsa não são lineares.
O gráfico da bolsa em alta se parece com uma montanha. Para chegar no topo, em alguns momentos é necessário descer para avançar. Em outros, andamos sem sair do lugar.
Ibovespa. Fonte: Bloomberg.
Ibovespa. Fonte: Bloomberg.
Como vemos no gráfico acima, em pelo menos 8 vezes durante a alta que teve início em 2016, tivemos quedas relevantes.
Pegando a pior delas como exemplo: quem se apavorou e saiu da bolsa em maio de 2018 - em plena greve dos caminhoneiros, quando o Ibovespa chegou a cair quase 20 por cento - ficou chupando dedo ao ver a bolsa subir mais de 46 por cento posteriormente.
O que quero mostrar aqui é que o investimento em bolsa não é para os fracos. Ou melhor, bolsa não é para aqueles que se colocam em uma situação de fraqueza.
Você se colocou em situação de fraqueza?
Está sobrealocado? Comprou empresas que não entende? Investiu em quem não confia?
Seu maior inimigo
Segundo Benjamin Graham, o inventor do Value Investing, o maior inimigo do investidor é ele mesmo.
Enquanto William Bonner anunciar recordes no Ibovespa, muitos investidores tentarão se autossabotar com excesso de confiança, mesmo que inconscientemente.
O excesso de confiança é algo congênito ao ser humano.
Você é um motorista, um profissional e até um amante (entre quatro paredes) acima da média. Todos nós somos.
O excesso de confiança é ainda maior no mercado financeiro. James Montier, expert em finanças comportamentais, perguntou a mais de 600 gestores de fundos profissionais se eles se julgavam acima da média em sua função.
Impressionantes 74 por cento responderam que sim. Muitos ainda escreveram comentários como “eu sei que todos pensam que são, mas eu realmente sou”.
Similarmente, 70 por cento dos analistas se acham melhores do que seus pares em relação a sua habilidade de escolher ações vencedoras.
A conta não fecha. Por definição, só 50 por cento das pessoas são acima da média.
Apetite vs Tolerância
Voltando ao ponto que quero defender hoje.
Em momentos de euforia, muitos investidores ficam tentados a aumentar exageradamente sua posição em bolsa.
A bolsa mais que dobrou. A autoconfiança é enorme.
Mas existem dois potenciais problemas:
1) Acreditar que o que está acontecendo continuará indefinidamente;
2) Ultrapassar o limite de risco que seu estômago impõe.
A combinação dos fatores acima coloca você em situação de fraqueza. Coloca seu precioso patrimônio em risco. Coloca sua capacidade de tolerância em xeque.
O maior risco é vender quando a bolsa cai. Ser obrigado a vender quando a bolsa cai.
Vender por medo da volatilidade. Vender por medo das perdas.
Foco no que importa
A mensagem final é: não se empolgue, não se deixe levar pelas emoções do momento.
Ignore todo o barulho e ruído a sua volta.
Seja como Cristiano Ronaldo antes da cobrança de uma falta. Ele não se importa com o placar do jogo, se está jogando dentro ou fora de casa ou se a torcida está contra ou a favor…
Foque no que realmente importa.
Para ele, a bola. Para nós, os fundamentos das empresas.
No fim das contas, o que importa é o gol.
O que importa são os lucros.
Manter o foco e não se deixar levar pelo calor do momento, te ajudarão a sair vencedor desse jogo.
Venda quando sobe, não quando cai
Está autoconfiante demais? Está com muito medo de uma reviravolta? Está fraco?
Reduza suas posições.
A hora de reduzir é com bolsa na máxima. Quando as ações sobem.
Coloque dinheiro no bolso. Reduza hoje. Reduza agora.
Pois não iremos daqui aos 200 mil pontos em linha reta.
O mercado irá te testar. Seu estômago irá te testar. A bolsa é onde os fracos não têm vez.
Venda o que você não entende direito ou não confia.
Torne-se forte perante o mercado.
Confiança ganha jogo. Confiança demais perde campeonatos.
Entender de onde viemos e para onde vamos. Mas o caminho será o mais importante. Será tortuoso, será incerto, será difícil, será desafiador.
Acompanhe muito mais no Twitter: @BruceBarbosa88, no FB: BruceBarbosaOficial e LinkedIn: BruceBarbosaOficial

Fonte: Bruce Barbosa