quarta-feira, 24 de julho de 2019

Ibovespa sobe com noticiário corporativo e medidas de estímulo

Ibovespa sobe com noticiário corporativo e medidas de estímulo



Ações3 horas atrás (24.07.2019 

© Reuters.  Ibovespa sobe com noticiário corporativo e medidas de estímulo© Reuters. Ibovespa sobe com noticiário corporativo e medidas de estímulo
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, com notícias corporativas e medidas de estímulo à economia ocupando os holofotes, enquanto o recuo das ações da Vale atenuou ganhos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,4%, a 104.119,54 pontos. O volume financeiro da sessão somava 16 bilhões de reais.
O analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, chamou a atenção para a melhora das empresas ligadas ao consumo e varejo com o governo anunciando medidas para estimular a economia que envolvem a liberação de FGTS e PIS/Pasep.
O Ministério da Economia calcula que a flexibilização das regras de saques dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vai gerar um crescimento de 0,35 ponto percentual no Produto Interno Bruto (PIB) em 12 meses.
“Outra pauta que segue em andamento nas mesas de operações é a questão do corte da taxa de juros na próxima quarta-feira, com possibilidade de queda em 0,50 ponto”, acrescentou Chinchila, destacando que representa outro incentivo à atividade econômica.
O analista ponderou, contudo, que o Ibovespa segue operando com menor volatilidade nos últimos pregões por conta do recesso parlamentar, e investidores aguardando novidades sobre as reformas da Previdência e tributária.

DESTAQUES

- BR DISTRIBUIDORA (SA:BRDT3) teve alta de 1,19%, após a Petrobras aprovar a venda de fatia de 30% na empresa de combustíveis, o que pode envolver até 9,6 bilhões de reais se for negociado um lote adicional de ações. Três fontes com conhecimento do assunto disseram que há demanda suficiente para a venda de todo o lote suplementar.
- CIELO disparou 12,9%, um dia após a empresa de pagamentos reportar lucro trimestral aquém das expectativas, com operadores atrelando o movimento a compras para cobertura de posições por agentes que haviam alugado os papéis para vendê-los. Apesar do resultado ainda pressionado, a Cielo (SA:CIEL3) estima ter elevado sua participação de mercado no segundo trimestre e disse que vai investir na concessão direta de crédito a lojistas como parte do esforço para reagir à prolongada pressão sobre suas margens devido à agressiva competição no setor.
- VIA VAREJO (SA:VVAR3) avançou 5,78% com o setor de varejo como um todo na ponta positiva, em meio a expectativas sobre o potencial efeito no consumo com a liberação de saques do FGTS, que o governo calcula que injetará 30 bilhões de reais na economia este ano. MAGAZINE LUIZA (SA:MGLU3) e B2W (SA:BTOW3) valorizaram-se 1,57% e 2,4%, respectivamente.
- VALE (SA:VALE3) caiu 2,14%, pressionada pelo declínio nos preços do minério de ferro na China, na esteira do anúncio da mineradora brasileira de que recebeu autorização para retomar parcialmente as operações de seu complexo de Vargem Grande. CSN (SA:CSNA3) perdeu 3,92%. USIMINAS PNA (SA:USIM5) cedeu 1,43% e GERDAU PN (SA:GGBR4) recuou 1,49%.
- WEG (SA:WEGE3) subiu 1,86%, após a fabricante de motores elétricos e tintas industriais divulgar alta de 15,6% no lucro líquido do segundo trimestre sobre um ano antes, a 389 milhões de reais, apoiada em crescimento de exportações e melhoras operacionais. Analistas do Itaú BBA consideraram os números sólidos.
PETROBRAS PN (SA:PETR4 fechou em baixa de 0,62%, conforme o petróleotambém piorou no exterior.
- BRADESCO PN (SA:BBDC4) subiu 1,88%, antes da divulgação do resultado trimestral na quinta-feira cedo, enquanto o rival ITAÚ UNIBANCO (SA:ITUB4), que apresenta seus números na próxima semana, caiu 0,08%. BANCO DO BRASIL (SA:BBAS3) avançou 1,81%.

Fonte: Reuters

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Petróleo em baixa após estoques de petróleo dos EUA recuarem 11 mi de barris

Petróleo em baixa após estoques de petróleo dos EUA recuarem 11 mi de barris


Investing.com Brasil - 24/07/2019 - 15:17
Analistas previam um estoque menor em cerca de 4 milhões de barris para a semana até 19 de julho, após uma queda de 3,1 milhões de barris na semana anterior
Por Investing.com
Os preços do petróleo recuam 1% na quarta-feira após os estoques de petróleo bruto diminuírem em 10,84 milhões de barris na semana passada, quase três vezes o nível previsto, um número que alguns analistas disseram ter sido distorcido pelas paradas de produção forçadas pelo furacão Barry.
Analistas previam um estoque menor em cerca de 4 milhões de barris para a semana até 19 de julho, após uma queda de 3,1 milhões de barris na semana anterior.
O relatório também mostrou que os estoques de gasolina diminuíram em 226.000 barris, em comparação com as expectativas de uma queda de 730.000 barris. Os estoques de refinados subiram 613,00 barris, em comparação com as previsões para uma queda de 499.000 barris.
Os contratos futuros de petróleo bruto WTI, negociados em Nova York, recua 1,14 dólares, ou 2,01%, para US$ 55,63 por barril.
Enquanto isso, o petróleo Brent, negociado em Londres, a referência para o petróleo fora dos EUA, recua 78 centavos, ou 1,22%, para US$ 63,05.
Analistas atribuem a queda maior que a esperada ao furacão Barry, que forçou o fechamento de mais da metade da produção regular de petróleo no Golfo do México por pelo menos dois dias antes de fazer chegar a Louisiana em 13 de julho.
“O furacão Barry abalou os dados para uma segunda semana com menor produção e importações bloqueadas levando a um consumo de quase 11 milhões de barris”, disse Matthew Smith, analista da Clipperdata, empresa britânica de cargas crus baseada em Nova York.
John Kilduff, sócio-fundador do fundo de hedge de energia de Nova York, Again Capital, concordou.
“Obviamente, os efeitos do furacão Barry levaram ao declínio e à queda de produção nos EUA nesta semana ”, disse Kilduff.
Mas tanto Smith quanto Kilduff disseram que, apesar dos efeitos exagerados do furacão, o conjunto de dados semanal divulgado pela EIA era bastante otimista para o petróleo.
“Importações e exportações de petróleo bruto foram mantidas em níveis elevados”, disse Kilduff. “A demanda por gasolina foi bastante forte na semana também.”
Smith observou que “os estoques estão abaixo de 40 milhões de barris em relação ao pico de 2019, após seis quedas semanais consecutivas”.

Fonte: Investing.com

Vale e siderúrgicas caem com retomada de Vargem Grande derrubando minério

Vale e siderúrgicas caem com retomada de Vargem Grande derrubando minério



Investing.com Brasil - 24/07/2019 - 
Vale
A Agência Nacional de Mineração (ANM) autorizou o retorno parcial das operações a seco do complexo de produção de minério de ferro de Vargem Grande (Imagem: Facebook da Vale)
Na reta final da manhã desta quarta-feira, as ações da Vale (VALE3) e das principais siderúrgicas operam com desvalorização, em um cenário de nova queda nos preços do minério de ferro, que chegaram a cair quase 5% com as notícias de que a mineradora recebeu autorização para retomar parcialmente as operações de seu complexo de Vargem Grande.
Com isso, as ações da Vale caem 1,60% a R$ 50,93, enquanto as da Bradespar(BRAP4) recuam 2,01% a R$ 32,21. Entre as siderúrgicas, a CSN (CSNA3) cai 3,69% a R$ 16,45, com Usiminas (USIM5) recuando 1,87% a R$ 8,93. Já a Gerdau (GGBR4) cede 0,71% a R$ 13,96.
A quarta-feira, pela sexta vez consecutiva, os contratos futuros do minério de ferro tiveram uma sessão de queda na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo com o maior volume de negócios, com data de vencimento em setembro do atual calendário, teve perdas de 2,66% a 860,00 iuanes por tonelada, o que representa variação diária de 23,50 iuanes.
Na bolsa de mercadorias de Xangai, também na china, a sessão também foi novamente marcada pela desvalorização dos papéis futuros do vergalhão de aço. O contrato mais líquido, com data de entrega para outubro deste ano, cedeu 50 iuanes para 3.899 iuanes por tonelada. Já o de janeiro de 2020, o segundo mais líquido, caiu 46 iuanes para 3.684 iuanes por cada tonelada.

Vargem Grande

A Agência Nacional de Mineração (ANM) autorizou o retorno parcial das operações a seco do complexo de produção de minério de ferro de Vargem Grande, em Minas Gerais, o que permitirá produção adicional de 5 milhões de toneladas em 2019 para a Vale.
As operações de todo o complexo haviam sido interditadas em 20 de fevereiro, por determinação da ANM, visando prevenir eventuais gatilhos que pudessem comprometer a estabilidade das barragens da unidade, na esteira do desastre de Brumadinho (MG).
Segundo a Vale, a autorização incrementará a oferta do minério do tipo Brazilian Blend Fines (BRBF), mas a companhia manteve seu guidance de vendas de minério de ferro e pelotas de 307-332 milhões de toneladas em 2019, acrescentando que a expectativa atual é que as vendas se situem ao redor do centro da faixa.

Fonte:  Investing