Gemas do Brasil: Tudo sobre pedras preciosas, garimpo (ouro, diamante, esmeralda, opala), feiras e cursos de Gemologia online Hotmart. Aprenda a ganhar dinheiro com gemas no país mais rico do mundo.
Ação da Petrobras privatizada valeria mais que o dobro, diz Bradesco BBI
Valter Outeiro da Silveira - 22/08/2019 -
Analistas fundamentam projeções em estimativas de fluxo de caixa (Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Em resposta aos rumores de possível privatização da Petrobras (PETR3; PETR4), o Bradesco BBI calculou, com base na análise do fluxo de caixa descontado, quanto valeria a ação da maior petrolífera da América Latina em caso de desestatização.
Para os analistas Vicente Falanga e Ricardo França, “as ações da Petrobras poderiam valer cerca de R$ 50,00 a R$ 55,00”.
A projeção implicaria em EV/Ebitda (valor de mercado sobre geração operacional de caixa) de aproximadamente 6,5 vezes, “mostrando um leve desconto para a Exxon”.
Por fim, o Bradesco BBI lista três prováveis empecilhos para a desestatização: aprovação pelo Congresso; ocorrência corrente de desinvestimentos, avaliado pelos analistas como “privatização indireta”; e levantamento de recursos pelo governo somente com a venda da parte detida pelo BNDES.
Qual é a ação mais barata do mercado? BB Investimentos te conta
Valter Outeiro da Silveira - 22/08/2019 -
BB Investimentos projeta múltiplos P/L para 2019 e mostra qual ação está barata (Imagem: Pixabay)
Diante das diversas opções de empresas para se investir na renda variável, investidores ao longo do tempo procuram assimetrias de preços para alocar capital.
Neste contexto, a tendência natural das empresas é que o preço de sua ação caminhe lado a lado com o crescimento de seus lucros.
Existem diversas maneiras para avaliar o quão barata está uma ação. Dentre os métodos de análise, o múltiplo P/L (Preço sobre Lucro) avalia o descolamento entre o preço do papel e a projeção de lucro da empresa.
Múltiplos em foco
A equipe de análise do BB Investimentos publicou relatório com os P/Ls estimados para este ano, mostrando quais ações estão relativamente baratas em relação a projeção dos ganhos das empresas.
De acordo com o banco, a ação da CSN (CSNA3) possui o menor P/L dentro do universo de cobertura dos analistas, com relação de 5,6 vezes para 2019.
Em seguida, aparecem os papeis de Metalúrgica Gerdau (GOAU4) e Via Varejo (VVAR3), com múltiplos P/L de 6,2 vezes. Por sua vez, o papel da BrasilAgro (AGRO3) tem relação de 6,3 vezes.
Fundos multimercados e de ações: como não comprar gato por lebre
Daniela Rocha - 22/08/2019 -
Investidor deve ficar atento a nuances nos fundos multimercados (Imagem: Bloomberg)
Por SmartBrain
A oferta de fundos de investimento é cada vez maior e com a taxa Selic em sua mínima histórica, há uma necessidade de os investidores buscarem aplicações de maior risco para alcançarem uma rentabilidade acima dos 0,5% ao mês. Nesse cenário, os fundos multimercados e os fundos de ações estão sendo bastante procurados.
Mas, no momento de escolher estes tipos de fundos, é muito importante que você saiba onde está investindo e procurar entender muito bem quais são as estratégias adotadas pelos gestores e os riscos embutidos.
Não se deixe levar pelos rótulos. Ao observar as classificações básicas oficiais destes produtos, não é possível saber exatamente onde os fundos aplicam os recursos, pois podem existir fundos multimercados e fundos de ações que aplicam nos mesmos ativos. Por denominação, um fundo de ações é aquele que possui, no mínimo, 67% da carteira em ações. Já um fundo multimercado não tem esta limitação e pode investir em diversos ativos: renda fixa, juros, moedas e também ações.
Logo, um fundo classificado como multimercado pode ser na verdade um fundo de ações, com grande concentração em papéis na Bolsa, e compará-lo com um fundo multimercado tradicional, que procura apenas superar o CDI, é um grande erro.
Outro ponto de atenção diz respeito às estratégias dos fundos multimercados. Existem aqueles que procuram superar o CDI usando uma alocação em ativos de renda fixa de crédito privado, por exemplo, assim como há outros que buscam a mesma coisa, porém operando juros futuros e com forte alavancagem – que são operações com recursos acima do patrimônio, o que leva os investidores a correrem mais riscos.
Comparar fundos vai muito além da simples comparação da rentabilidade entre eles e é comum ver rankings no mercado que colocam fundos multimercados como os mais rentáveis do segmento, quando na realidade eles têm a dinâmica de fundos de ações.
Como analisar os fundos?
É essencial fazer uma análise qualitativa dos fundos e não apenas quantitativa, aquela que compara a rentabilidade e a volatilidade em um período de tempo. Para isso, é necessário pesquisa ou a ajuda de um assessor de investimentos, profissional que possui acesso direto aos gestores dos fundos e sabe onde eles estão colocando o seu dinheiro.
A análise qualitativa tem vários passos, mas o item fundamental é saber em quais ativos o gestor coloca o dinheiro do fundo e qual estratégia ele segue para gerar o resultado.
Apenas para exemplificar, nos fundos de ações é fundamental verificar se investem em large caps; small caps; em empresas com melhores práticas de governança e sustentabilidade; se compram ações só no Brasil ou também companhias no exterior; se operam com derivativos; se fazem hedge; se podem fazer alavancagem e se aplicam em outros ativos, como dólar, juros, etc.
Nos multimercados é importante verificar em quais ativos investem – moedas, índices, juros, ações ou em todos. Se alocam só no Brasil ou no exterior também, se seguem estratégias macro ou mais específicas como Long & Short – que utilizam arbitragens com ações para gerar retornos acima do CDI, ou se investem em títulos privados de renda fixa e se operam derivativos. Assim, conhecer onde o gestor coloca o seu dinheiro é de vital importância para saber se você está apto para investir naquele fundo.
Os principais pontos de uma análise qualitativa de fundos de ações e multimercados são:
Saiba a categoria e subcategoria dos fundos e quais são os seus peers, os produtos comparáveis;
Leia os documentos do fundo: a lâmina de informações essenciais, o regulamento, para conhecer a política de investimentos, os objetivos, o benchmark(indicador de referência) que ele segue e as taxas que cobra;
Pesquise as pessoas: o currículo e o track recorddo gestor e da sua equipe. Saber a especialidade dos profissionais que gerenciam o fundo, por onde passaram, o que aconteceu em outros fundos que já administraram e o histórico deles no mercado, se há muita rotatividade na equipe, suas motivações e incentivos. A análise qualitativa pressupõe também avaliar a estrutura do gestor, o organograma, a divisão da equipe de análise, da área econômica, de gestão e de operações. Descubra também como são tomadas as decisões de alocação do fundo, ou seja, se há resoluções individuais ou colegiadas, se são aderentes ao código da Anbima, se possuem alinhamento de interesses com os investidores, etc.
Verifique qual é a metodologia de decisões do fundo: para alcançar o objetivo e o desempenho de um investimento é necessário saber se os gestores seguem um processo ou se tomam decisões baseadas em análises pessoais. Um processo de investimento bem definido é fundamental para a seleção de ativos e construção do portfólio e deve ser claramente definido e implementado de forma eficaz.
Analise a performance do fundo, mas não faça apenas aquela avaliação padrão e fechada em ano-calendário. Avaliar a performance é saber como foi o desempenho do fundo em determinados períodos de stress do mercado ou de forte alta, ou seja, em momentos de intensa volatilidade para descobrir o padrão de comportamento e desempenho do fundo. É necessário analisar se o fundo estava alinhado com seu benchmark ou se seguiu padrão de outros índices do mercado, o que houve quando teve uma variação grande no AUM (Assets Under Management – ativos sob gestão). Enfim, é necessário analisar o desempenho dentro do contexto dos riscos de mercado e das posições assumidas pelos gestores.
Avalie as taxas com critério: os custos dos fundos também devem ser analisados, mas não apenas para verificar se é um fundo que cobra menos do que os outros. Na verdade, olhar o custo de um fundo é importante para determinar o nível de risco que o gestor corre para entregar a rentabilidade superior ao seu benchmark. Por exemplo, se um fundo puro de renda fixa cobra uma taxa de administração muito alta, é fato que o gestor precisa investir em títulos de segunda linha, que rendem mais, mas que possuem mais risco, caso contrário não conseguiria desempenho acima do CDI. Como no Brasil a rentabilidade divulgada já é líquida de todas as taxas, verificar o quanto cada fundo cobra é descobrir o risco adicional nas carteiras para que os gestores consigam entregar o retorno previsto.
Gato e lebre
Portanto, não se deixe levar apenas pela classificação básica de um fundo ou pela sua rentabilidade histórica: não compre gato por lebre! Procure a ajuda de um assessor de investimentos e estude bem as estratégias, as políticas e os aspectos qualitativos dos fundos.
Dessa forma, a chance de você escolher os produtos mais adequados aumenta e certamente você irá diversificar de forma mais eficiente a sua carteira de investimentos.
Você pode testar uma carteira com fundos de investimento no simulador da SmartBrain. É 100% gratuito!
Índices da China terminam em alta sustentados por empresas de consumo
Reuters - 22/08/2019 - 7:51
Tensão comercial superada por desempenho de empresas de consumo; índices chineses valorizados (Imagem: Reuters/Issei Kato)
Os índices acionários chineses encerraram em alta a sessão volátil desta quinta-feira, uma vez que os ganhos em empresas de consumo compensaram as preocupações em torno da guerra comercial com os Estados Unidos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,31%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,11%.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quarta-feira que é “o escolhido” para lidar com os desequilíbrios comerciais com a China, mesmo que pesquisadores norte-americanos tenham alertado que suas tarifas irão afetar a economia do país.
O índice de consumo do CSI terminou em alta de 2%, impulsionado pela gigante de bebidas alcoólicas Kweichow Moutai Co Ltd’s, cujas ações saltaram 3,4, para outra máxima recorde.
Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,05%, a 20.628 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,84%, a 26.048 pontos.
Em Xangai, o índice SSEC ganhou 0,11%, a 2.883 pontos.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,31%, a 3.793 pontos.
Em Seul, o índice Kospi teve desvalorização de 0,69%, a 1.951 pontos.
Em Taiwan, o índice Taiex registrou alta de 0,04%, a 10.529 pontos.
Em Cingapura, o índice Straits Times valorizou-se 0,17%, a 3.127 pontos.
Em Sydney o índice S&P/ASX 200 avançou 0,29%, a 6.501 pontos.
BlackRock vê mercado acionário no Brasil ainda atrativo, mas cena externa exige atenção
Reuters - 21/08/2019 -
Tal cenário ajuda a explicar a forte saída de capital estrangeiro das negociações do segmento Bovespa da B3 (Imagem: REUTERS/Toru Hanai)
Perspectivas favoráveis para a pauta de reformas e medidas econômicas do governo brasileiro mantêm a atratividade do mercado acionário doméstico, mas o ambiente de maior aversão a mercados emergentes demanda atenção, avalia o presidente da gestora BlackRock no Brasil, Carlos Massaru Takahashi.
“A agenda de reformas é positiva, há uma equipe econômica pró-mercado, tudo isso é muito favorável para Brasil, mas o impacto que emergentes estão experimentando (decorrentes de eventos externos) precisa ser observado”, afirmou à Reuters nesta quarta-feira.
Takahashi chamou a atenção particularmente para a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, bem como para a perspectiva de um menor crescimento global, mas destacou também eventos como protestos em Hong Kong e desdobramentos do cenário político-econômico na Argentina.
“O mundo está aprendendo a lidar com um novo normal… com crescimento em outros patamares, e isso traz preocupações”, disse o executivo, acrescentando que não há como o Brasil escapar, uma vez que, do ponto de vista do investidor externo, ele está dentro do bloco de América Latina ou emergentes.
Tal cenário ajuda a explicar a forte saída de capital estrangeiro das negociações do segmento Bovespa da B3, com saídas líquidas acumuladas em 2019 em 19,5 bilhões de reais, sendo que apenas agosto contabiliza um saldo negativo de 9 bilhões de reais.
Takahashi explica que o fato de potenciais mecanismos para estimular o crescimento mundial –tanto por vias fiscais, como monetárias– ainda estarem no campo das hipóteses tem corroborado a volatilidade experimentada nos mercados mais recentemente.
“Estamos vivendo um momento bastante complexo… e em um momento assim há um comportamento de aversão a risco, (o investidor) fica à espera do que vai acontecer”, afirmou.
Para ele, se o Brasil avançar nas reformas, a bolsa pode experimentar um período muito positivo caso o mundo entre de fato em um ciclo de corte de juros, capitaneado pelos Estados Unidos.
Nesta tarde, a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve mostrou que o banco central norte-americano discutiu um corte de juros mais agressivo no encontro do mês passado, mas seus membros buscaram evitar parecer que o Fomc estaria em uma trajetória de mais reduções.
Takahashi ressaltou ainda que, além do prognóstico macroeconômico mais favorável para o Brasil, também a percepção de melhora dos fundamentos das empresas locais endossa a visão positiva para o mercado acionário, com muitas companhias melhorando perfil de dívida e buscando maior eficiência.
Para ele, o fato de operações no mercado primário de ações mostrarem um maior apetite de estrangeiros, diferentemente dos negócios no dia a dia do pregão, decorre do entendimento de que tais operações refletem mais fundamentos do que o sentimento macro que pode afetar fluxos de recursos globais.
“O fundamento acaba prevalecendo”, afirma, lembrando que estrangeiros, normalmente institucionais, que entram nessas ofertas de ações –iniciais (IPOs) ou subsequentes (follow on)– têm uma visão de mais longo prazo.
Desde o começo do ano, 19 operações, entre IPOs e follow on, movimentaram 53,47 bilhões de reais, com a participação dos estrangeiros totalizando 25,57 bilhões de reais, conforme a B3.
Atualmente, a BlackRock tem, globalmente, 6,8 trilhões de dólares em ativos sob gestão.