quinta-feira, 7 de novembro de 2019
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
QUANTO VALE A COROA QUE A RAINHA ELIZABETH USOU EM SUA COROAÇÃO?
Imagine uma peça com quase 2,3 quilos e coberta com mais de 400 pedras preciosas e semipreciosas, como rubis, safiras, topázios, turmalinas, ametistas, granadas, zircônias e águas-marinhas, montadas em uma estrutura de ouro maciço, prata e platina. Agora, imagine que essa mesma peça vem sendo usada desde o século 17 para coroar reis e rainhas da Inglaterra, incluindo Elizabeth II, a atual monarca. Você conseguiria colocar um preço nessa relíquia? Veja uma imagem dela:

Joia das joias
Conhecido como Coroa de Santo Eduardo, o belíssimo artefato foi originalmente criado por Sir Robert Viner em 1661, para a coroação de Carlos II, em substituição a uma coroa medieval do século 11 que foi derretida por parlamentares em 1649. Hoje a peça é considerada como a mais importante das Joias da Coroa Britânica – que é o nome dado ao conjunto formado pelos cetros, espadas, anéis, orbes, vestimentas e outros objetos usados durante as cerimônias de coroação –, o que é curioso, uma vez que ela foi usada para coroar apenas 4 monarcas e, até o comecinho do século 20, as pedras preciosas e semipreciosas eram todas emprestadas.

Pois é, caro leitor! Durante 3 séculos, toda vez que a coroa era posta em uso, as joias eram cedidas para as cerimônias e devolvidas depois – isso até a monarquia britânica resolver que era hora de adquirir a sua própria coleção de pedras, por ocasião da coroação do avô de Elizabeth II, George V. Mas, voltando ao assunto de quanto a Coroa de Santo Eduardo custa, apesar de ela ter valor inestimável, por conta de sua história e significado, a relíquia foi avaliada recentemente!
Desconstrução
Na realidade, de acordo com Ellen Gutoskey, do site Mental Floss, para pôr o preço correto na Coroa de Santo Eduardo, seria necessário que um joalheiro especializado removesse cada uma das pedras incrustradas nela e a desmontasse completamente. Entretanto, o pessoal do SavingSpot resolveu se lançar na complexa tarefa de avaliar a coroa e, além de descontruir o artefato (virtualmente, claro!), realizou extensivas pesquisas – consultando livros, guias internacionais de pedras preciosas, registros históricos e até o catálogo do fornecedor de tecidos da Rainha, visto que o objeto também contém veludo e arminho.

Você pode ver a “desconstrução” e o detalhamento dos valores de cada item na imagem a seguir, mas, segundo estimou a equipe, as safiras presentes na Coroa de Santo Eduardo são os elementos mais valiosos, batendo mais de US$ 2,1 milhões (perto de R$ 8,6 milhões), seguidos pelas turmalinas e pelo ouro, avaliados em US$ 345 mil e US$ 87 mil – ou quase R$ 1,4 milhão e mais de R$ 347 mil –, respectivamente.

Os componentes mais “baratos” do conjunto são o veludo, custando US$ 3 (mais ou menos R$ 12), e o arminho, estimado em US$ 34 (perto de R$ 136), e o artefato completo foi avaliado por US$ 4.519.709 – equivalentes a pouco mais de R$ 18 milhões –, o que não é nada perto do valor da coleção completa das Joias da Coroa, que, segundo dizem, vale mais de US$ 3.5 bilhões ou perto de R$ 14 bilhões. Apenas.

Também dizem que todos os itens se encontram na Torre de Londres, onde podem ser visitados sob um forte esquema de segurança, mas os rumores é de que, apesar de serem valiosíssimas, as peças não passam de elaboradas réplicas.
Fonte: Megacurioso
Leilão do pré-sal frustra por atrair apenas Petrobras e chinesas, mas levanta R$70 bi
Leilão do pré-sal frustra por atrair apenas Petrobras e chinesas, mas levanta R$70 bi
Ações43 minutos atrás (06.11.2019 17:14)
© Reuters. Leilão de excedentes da cessão onerosa, no Rio de Janeiro
Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O governo brasileiro negociou nesta quarta-feira duas áreas do excedente da cessão onerosa por cerca de 70 bilhões de reais, no que foi considerado por autoridades como o maior certame petrolífero da história, mas classificado como frustrante por alguns representantes do mercado devido à baixa participação de petroleiras estrangeiras.
A licitação, que poderia gerar cerca de 106,6 bilhões de reais em bônus se as quatro áreas do pré-sal tivessem sido vendidas, ficou concentrada em lances da Petrobras (SA:PETR4) e de duas empresas chinesas.
A Petrobras arrematou dois blocos, incluindo o mais desejado e caro do leilão, Búzios, fazendo oferta de 61,38 bilhões de reais para ter 90% de participação nessa área --as chinesas CNODC e CNOOC ficaram com o restante, com 5% cada.
A estatal ainda levou sozinha Itapu, com bônus de 1,77 bilhão de reais pago à União pelo bloco.
Mesmo com o investimento elevado, a Petrobras fechará o ano sem elevação de dívida, uma vez que utilizará caixa, disse o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, que comemorou o resultado ao citar que a empresa tem como foco a exploração do pré-sal, altamente produtivo.
"Não haverá um dólar de aumento de dívida e continuaremos a executar nossa estratégia que inclui como parte importante a gestão ativa de portfólio, disciplina na alocação de capital", declarou ele.
O resultado do leilão foi considerado positivo pelo governo, uma vez que pode contribuir para redução do déficit para até 82 bilhões de reais em 2019.
Além disso, a licitação tinha complexidades, por envolver áreas em que a Petrobras já tem operação, pelo contrato original da cessão onerosa, na avaliação do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone.
"O leilão foi um sucesso, o maior já realizado, levantou o maior bônus para um leilão dessa natureza no mundo e principalmente foi possível destravar um conjunto de investimentos", afirmou Oddone.
Segundo ele, as expectativas agora se voltam para o leilão de quinta-feira, quando cinco áreas do pré-sal serão leiloadas, sob regime de partilha, em uma licitação considerada como convencional, por ofertar áreas que pertencem apenas à União e sem atividades exploratórias.
Diante do lance agressivo por Búzios, com 90% de participação no consórcio, a ação da Petrobras chegou a cair mais de 5%, mas operava em baixa de 1% por volta das 16h.
As áreas ofertadas já são operadas pela Petrobras, sendo que Búzios entrou em operação no ano passado. As vencedoras do leilão teriam que ressarcir a petroleira por investimentos já realizados no passado. Autoridades reconheceram que essa questão limitou o interesse no certame.
"DESASTRE"
"Total desastre é a melhor forma de descrever a rodada desta manhã. Nenhuma grande petroleira participar é uma falha flagrante para a ANP, enquanto o governo perdeu 9 bilhões de dólares em bônus de assinatura", disse o chefe da consultoria Welligence, Ivan Cima, em nota a clientes.
Segundo Cima, em geral, a rodada foi "condenada" por altos bônus de assinatura, necessidade de reembolsos excessivamente complexos e não transparentes para a Petrobras.
A Shell, maior produtora no pré-sal após a Petrobras, decidiu ficar fora do leilão devido ao elevado custo do bônus de assinatura.
"Vários motivos para (não entrar)... são ofertas caras para os blocos, e o fato de a companhia ter disciplina de capital muito forte, não tínhamos como passar esses projetos este ano", explicou o presidente da Shell no Brasil, André Araújo, a jornalistas.
Já André Perfeito, economista-chefe da corretora Necton, destacou ser possível dizer que o leilão da cessão onerosa deixou muito a desejar por falta de demanda de estrangeiros pelos campos em disputa.
Segundo ele, o fato de duas áreas (Sépia e Atapu) não terem tido nenhuma proposta deixou um "gosto amargo" entre os investidores, "sem contar que não houve ágio algum sobre as propostas mínimas obrigatórias".
Por Búzios, onde a estatal já opera, a Petrobras e suas parceiras fizeram a oferta mínima de 23,24% de excedente em óleo à União, informou a ANP, que organiza o certame.
Não houve outra oferta pelo bloco, arrematado por um total de 68,2 bilhões de reais em bônus de assinatura à União, considerando o valor que será pago juntamente com as duas chinesas.
O campo de Búzios já está em produção pela Petrobras, que tem o direito de explorar até 3,15 bilhões de barris de óleo equivalente no ativo, volume já declarado comercial pela petroleira, a partir do contrato original da cessão onerosa.
Os volumes excedentes do ativo, no entanto, poderão ser explorados pelo consórcio vencedor.
A Petrobras ainda arrematou sozinha nesta quarta-feira o bloco Itapu, no mesmo leilão, com a oferta de 18,15% de excedente em óleo à União.
O campo de Itapu já foi declarado comercial pela Petrobras, que tem o direito de explorar até 350 milhões de barris de óleo equivalente no ativo, a partir do contrato original da cessão onerosa.
Para o analista Régis Cardoso, do Credit Suisse, o resultado foi positivo para a Petrobras, considerando que a estatal levou Búzios com o mínimo de oferta de óleo à União.
Já os blocos Sépia e Atapu, na Bacia de Santos, não receberam ofertas na rodada. Ambos tinham um bônus de assinatura somados de cerca de 36,6 bilhões de reais.
(Com reportagem adicional de Mariana Parraga, Gram Slattery, Roberto Samora, no Rio de Janeiro, e Paula Arend Laier, em São Paulo)
Fonte: Reuters
ESTELIONATO USANDO GEMAS
ESTELIONATO USANDO GEMAS
Nos últimos anos, tornou-se comum no Brasil um golpe em que estelionatários oferecem um lote de esmeraldas brutas. Eles apresentam as esmeraldas acompanhadas de um laudo de avaliação em papel timbrado, com assinatura, carimbo, etc., dando a aparência de um documento muito confiável. Além disso, as pedras estão em uma embalagem que permite ver o conteúdo, mas que está fechada e lacrada, o que aumenta a impressão de ser um negócio sério.
Essas pedras são de fato esmeraldas e costumam ser oferecidas para venda, pagamento de dívida ou garantia de empréstimo.
Se elas são realmente esmeraldas e têm um laudo de avaliação, qual é o problema? O problema é que a avaliação é irreal, muito acima do verdadeiro valor da mercadoria. Atraída por isso, a pessoa que recebe a oferta fica muito tentada a aceitá-la. Talvez nem saiba o que fará com as esmeraldas, mas acredita poder vendê-las por valor bem abaixo do que consta no documento de avaliação e ainda assim ter um bom lucro. Ou aceita a oferta porque a proposta é um meio de receber o pagamento de uma dívida antiga da qual não vê perspectiva de quitação.
Feita a transação, o comprador das gemas procura vendê-las e aí descobre que elas valem muito menos do que lhe fizeram crer. Pior: o laudo de avaliação informa que se o lacre da embalagem for rompido, a avaliação ficará sem efeito e nisso o estelionatário está certo. Quem viola o lacre pode introduzir na embalagem qualquer coisa de valor inferior e o avaliador não pode ser responsabilizado pelo que acontecer dali em diante com a mercadoria que avaliou. Se a pessoa que comprou as esmeraldas desejar, mesmo assim, nova avaliação, vai ter que pagar por ela e ficará sabendo que as esmeraldas realmente valem muito menos do que ele pagou.
Esse golpe, como eu disse, vem acontecendo há vários anos e já fui procurado por muitas pessoas que desejavam vender esmeraldas assim adquiridas. Nos últimos meses, porém, os estelionatários mudaram seu modo de agir. O golpe das esmeraldas já devia estar muito conhecido e passaram então a oferecer quartzo incolor (cristal de rocha), um mineral extremamente comum, como se fosse diamante. Não vi ainda nenhum laudo com essa falsa identificação, mas já fui procurado por umas dez pessoas pedindo que confirmasse se as pedras que têm são realmente diamantes. Para complicar as coisas, existem na internet vários testes que se afirma serem capazes de identificar o diamante. São testes principalmente de resistência ao fogo, que não funcionam.
Além de ter alguma semelhança com o diamante, o quartzo incolor recebe, no mercado internacional, muitas denominações comerciais ou populares em que aparece a palavra diamante. No meu Dicionário de Mineralogia e Gemologia, registro quase trinta desses nomes. Ex.: diamante Arkansas, diamante Baffa, diamante de Herkimer, diamante Quebec, etc. Isso só contribui para facilitar as fraudes.
Umas das pessoas que me procuraram foi um homem acompanhado da esposa, ambos aparentando muita preocupação e ansiedade. As pedras que tinham já haviam sido examinadas por outra pessoa, que disse não serem diamantes, e tinham realmente a aparência de quartzo. Eles queriam nova identificação e que ela fosse feita na hora, na frente deles. Entendi sua preocupação e concordei. Quando lhes mostrei que não eram diamantes, a mulher olhou para o marido sem dizer nada, mas deixando claro que já esperava por aquele resultado. Eles agradeceram, o homem disse que estava sem dinheiro e sem cheques, mas que me pagaria depois. E nunca mais voltou.
Não sei que negócio ele havia feito, mas um colega meu recebeu para identificação dez cristais de quartzo que seu cliente havia recebido como se fossem diamantes, em pagamento de um caminhão...
Vender cristal de rocha como se fosse diamante custa menos, é um golpe mais simples, mas exige muito mais poder de convencimento.
Vender cristal de rocha como se fosse diamante custa menos, é um golpe mais simples, mas exige muito mais poder de convencimento.
Quem receber uma proposta como essas, deve lembrar que:
1. O Código Civil (art. 313) estabelece que “o credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa". Portanto, não está obrigado a receber pedras preciosas como pagamento de divida em dinheiro, ainda que sejam de valor muito maior.
2. Nenhum mineral risca um diamante, a não ser outro diamante, mas é muito fácil quebrar essa pedra com um martelo.
2. Nenhum mineral risca um diamante, a não ser outro diamante, mas é muito fácil quebrar essa pedra com um martelo.
3. Se o suposto diamante for riscado por topázio, rubi ou safira, certamente não é diamante.
4. Lembrar também que o maior diamante encontrado até hoje (há mais de cem anos) pesava apenas 621 gramas. Os diamantes brutos pesam, em sua grande
maioria, menos de 1,5 quilate (300 miligramas) e a grande maioria dos diamantes lapidados pesa menos de um quilate, ou seja, 200 miligramas. (Circula na internet uma fake news informando que foi apreendido um diamante de 2,5 toneladas!) O tamanho da(s) pedra(s), portanto, é uma boa característica a levar em conta para saber se pode ser ou não um diamante.
5. Na dúvida, deve-se procurar um gemólogo ou empresa que disponha de um laboratório gemológico. Isso, é claro, antes de fechar o negócio.
Fonte: Percio M. Branco
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