quinta-feira, 7 de novembro de 2019

SEIS PRINCIPAIS TIPOS DE DEPÓSITOS DE OURO ENCONTRADOS NO BRASIL

SEIS PRINCIPAIS TIPOS DE DEPÓSITOS DE OURO ENCONTRADOS NO BRASIL







1. DEPÓSITOS ASSOCIADOS A AMBIENTES VULCANO-SEDIMENTARES DO TIPO GREENSTONE BELT


O ambiente GREENSTONE BELT constitui seqüência de rochas vulcânicas e sedimentares afetadas por metamorfismo de baixo grau, e em geral de idade arqueana ou paleoproterozóica, distribuídas em escudos Pré-cambrianos. No Brasil representam o principal ambiente geológico para ouro. Mais de 60% do território brasileiro é constituído por escudos pré-cambrianos que contem seqüências desse tipo de deposito com depósitos cujas reservas somam mais de 1000t de ouro.


O principal e mais tradicional GREENSTONE BELT produtor de ouro no Brasil é o do Rio das Velhas no Quadrilátero Ferrífero contendo as importantes minas de Morro Velho, Raposos, Cuiabá, etc.


No greenstone belt do Rio Itapicurú, Bahia, a principal jazida em operação é a de Fazenda Brasileiro encaixada em xistos máficos dentro de zonas de cisalhamento preenchidas por veios de quartzo-carbonático. Situação semelhante se da na jazida Mina III no greenstone belt de Crixás em Goiás.

Ambientes do tipo greenstone belt também, são identificados na província de Carajás e todos apresentam mineralizacões de ouro. No entanto, o principal produtor é o Grupo Itacaiúnas de grau metamórfico mais elevado. As principais jazidas são a do Igarapé Bahia e a do Salobo onde o ouro ocorre associado ao cobre.

Seqüências vulcano-sedimentares foram identificadas na região Centro-Oeste e definidas como arcos magmáticos mais recentes, no Neoproterozóico, com características bastante diversas dos greenstone belt mais típicos arqueanos. No entanto, estas são também produtoras de ouro tendo como exemplo as jazidas do Posse, Zacarias e Chapada na região de Mara Rosa.


2. DEPÓSITOS ASSOCIADOS À META-CONGLOMERADOS DE IDADE PALEOPROTEROZÓICA


Trata-se de um depósito clássico no mundo tendo como padrão os tradicionais depósitos de ouro associado ao urânio e a pirita nos membros basais da bacia de Witwatersrand na África do Sul, responsáveis por aproximadamente 1/3 da produção de ouro anual no mundo. A mineralizacão e do tipo stratabound e estratiforme já que se relaciona a horizontes sedimentares específicos. Os meta-conglomerados são caracteristicamente do paleoproterozóico e repousam sobre embasamento arqueano, geralmente em proximidade com ambientes greenstone belt, que supostamente serviram como fonte do ouro depositado nos meta conglomerados.

No Brasil este tipo de deposito ocorre associado à meta-conglomerados da Formação Córrego do Sitio na região de jacobina, Bahia, e Formação Moeda, no Quadrilátero Ferrífero. No entanto os depósitos econômicos situam-se apenas em Jacobina, representados pelas minas de Canavieiras e João Belo que conjuntamente apresentam reservas da ordem de mais de 300 t de ouro e uma produção acumulada da ordem de 20 t.


3. DEPÓSITOS ASSOCIADOS A ITABIRITOS


Este tipo de deposito, genericamente denominado de Jacutingas, tem um caráter regionalizado já que ocorrem exclusivamente associações às formações ferríferas do supergrupo Minas na região do Quadrilátero Ferrífero e adjacências. São depósitos em geral de pequena tonelagem podendo, no entanto atingir altos teores que no caso da mina Gongo Soco pode variar de 20 a 34gAu/t. Este ouro é por vezes extraído como subproduto do minério de Ferro e tem como característica peculiar à ocorrência de Paládio formando uma liga com o ouro.



4. DEPÓSITOS ASSOCIADOS A SEQÜÊNCIAS METASSEDIMENTARES DE NATUREZAS DIVERSAS


Depósitos desse tipo são definidos como aqueles associados aos ambientes predominantemente metassedimentares cuja contribuição vulcânica, quando presente, e subordinada. Essas seqüências são principalmente de idade Proterozóico.



Em Paracatu (MG) o deposito do Morro do Ouro apresenta um dos mais baixos teores do mundo, da ordem de 0,6gAu/t, porem com reservas originais com mais de 100t de Au.o depósito esta encaixado em metassedimentos plataformais de idade Neoproterozóica e é compostos de filitos grafitosos ritmicamente intercalados com sedimentos clásticos e químicos onde o ouro ocorre em finas vênulas de quartzo. Depósitos com características semelhantes ocorrem na região do Rio Guaporé (MS) como o deposito de São Vicente, associado ao Grupo Aguapeí do Mesoproterozóico.

Na região dos Carajás os depósitos de Águas Claras, com aproximadamente 20t de ouro e o deposito de Serra Pelada encaixam-se em formações metassedimentares.


5. DEPÓSITOS ASSOCIADOS A INTRUSÕES GRANÍTICAS E VULCÂNICAS ACIDAS ASSOCIADAS


A principal área onde foi identificado este tipo de deposito, encontra-se na região do Rio Tapajós e na região de Peixoto de Azevedo (MT). Estas duas regiões são tradicionais produtoras de ouro aluvionar em garimpos. No entanto, mais recentemente uma serie de depósitos primários tem sido identificados em associação com rochas graníticas intrusivas anorogênicas do Mesoproterozóico, como a Suíte Maloquinha, na região do Tapajós e Suíte Teles Pires em Peixoto Azevedo.


Os vulcanismos ácidos que acompanharam essas intrusões também são mineralizados e caracterizam um ambiente de vulcanismo continental. Esses depósitos geralmente ocorrem na forma stockworks ou veios de quartzo. No Tapajós ocorrem também depósitos associados a intrusões graníticas do paleoproterozóico assim como mineralizacões associadas a seqüências vulcano-sedimentares, no entanto as reservas mais significativas ate o momento reportadas referem-se apenas aos depósitos aluvionares.


6. DEPÓSITOS ALUVIONARES


As jazidas aluvionares são numerosas contendo mais de 100 cadastradas segundo o PNPO. As reservas conhecidas em cada depósito são, no entanto, em geral pequenas.Algumas exceções se restringem a áreas em que a mineração e conduzida por empresas organizadas como no rio Jequitinhonha (MG), onde são reportadas cerca de 15,6t de ouro como subproduto do diamante; Apiácas (MT) com 33t e Periquitos (RO) com 21,1t. As jazidas aluvionares foram as que mais produziram ouro no Brasil entre 1965 a 1997 com um total de aproximadamente371t seguida pelos depositos em ambiente tipo greenstone belt com 257t. Deve-se considerar que em muitos casos o ouro em aluvião tem sua fonte primaria relacionada às seqüências do tipo greenstone belt.

As principais regiões produtoras em aluviões estão concentradas na região Amazônica e atualmente são trabalhadas por garimpeiros. A produção oficial apresentada entre 1965 e 2001 na região do Rio Tapajós e de 130t; na região de Peixoto de Azevedo (MT) 50,4t; Alta Floresta (MT) 55,3t; e nos aluviões do Rio Madeira (fronteira AM e RO) alcançou 120t.


--- Os depósitos aluviais são muito retrabalhados e mutáveis devido à erosão fluvial. Depositados durante as secas ou nos locais de remansos quando cai a energia da corrente do rio, vão ser, em seguida, erodidos pela força da água da cheia ou pela mudança do curso do rio. Estruturas de estratificação cruzada de canal cut and fill são formadas assim. Normalmente são depósitos clásticos mal classificados e mal selecionados, de cascalho, areias e lamas, ambiente de aglomeração de metais pesados como o ouro. ( Foto ao lado Região do Rio Tapajós: bancos de areia mineralizados, draga flutuante de extração e o garimpo ‘Porto Rico’)



Fonte: CPRM

Banco Inter adquire 70% da gestora DLM Invista

Banco Inter adquire 70% da gestora DLM Invista



Vitória Fernandes 
O banco pagará o valor equivalente a R$ 49 milhões na transação (Imagem: Divulgação/Banco Inter)
Banco Inter (BIDI4) divulgou que adquiriu 70% da gestora DLM Invista, de acordo com o documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (6). O banco pagará o valor equivalente a R$ 49 milhões na transação.
A DLM possui R$4,5 bilhões em ativos e atua na gestão de patrimônio, através de fundos e carteiras de clientes de alta renda e na gestão de fundos de investimentos e previdência privada disponíveis nas principais plataformas do mercado, possuindo cerca de 40 mil cotistas.
“Como resultado desta aquisição, pretendemos explorar e desenvolver as sinergias existentes em nossa Plataforma Aberta Inter (PAI), que já conta com 338 mil investidores. A DLM trará mais robustez aos segmentos Wealth e Asset, que deverá converter-se em melhor atendimento aos clientes e maior oferta de produtos e serviços”, afirmou Helena Lopes Caldeira no documento.
Os principais sócios da DLM manterão 30% de participação e independência em suas funções executivas.

Fonte: MONEY  TIMES

Natura: Cade aprova aquisição da Avon; UBS vê reação positiva para ação

Natura: Cade aprova aquisição da Avon; UBS vê reação positiva para ação





Diana Cheng - 07/11/2019 - 14:46


A decisão do Cade foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (7), e será considerada final após o decorrer de 15 dias contados a partir desta data (Imagem: Money Times)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição da Avon pela Natura (NATU3) sem restrições, de acordo com o comunicado divulgado pela companhia ontem (6). O valor estimado da transação é de aproximadamente US$ 3,7 bilhões.
A aprovação veio antes do que o UBS esperava. O banco espera uma reação positiva para a ação da Natura, dado que o Cade julgou que o aumento da concentração e do Índice Herfindahl-Hirschman (IHH) – medida que determina o nível de competitividade de uma empresa – em fragrâncias, cuidados para a pele e cosméticos não é garantia para exercer nenhuma medida de remediação antitruste.
A decisão do Cade foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (7),
e será considerada final após o decorrer de 15 dias contados a partir desta data.
A consumação da transação permanece sujeita ao cumprimento de outras condições precedentes, incluindo a aprovação por autoridades de defesa da concorrência.
O UBS espera que o acordo feche no primeiro trimestre de 2020, caso seja aprovado pelos acionistas de respectivas partes
A Natura espera ouvir de outros órgãos antitruste em 41 jurisdições antes que o acordo seja, por fim, concluído.
“Nossa expectativa é de que o acordo feche no primeiro trimestre de 2020, caso seja aprovado pelos acionistas de respectivas partes”, disse o banco.

Resultados

A publicação dos resultados da Natura está prevista para dia 13 de novembro.
O UBS estima receita líquida de R$ 3,41 bilhões, alta de 9,4% na comparação ano a ano. O Ebitda, avaliou, deve registrar leve crescimento de 0,5%, totalizando R$ 486 milhões. O lucro líquido está cotado para subir 4,9%.
Ainda assim, o banco traz recomendação de venda em 12 meses, com preço-alvo de R$ 27.


 Fonte: MONEY  TIMES

Ex lixeiro encontra pepita de ouro avaliada em quase R$ 1 milhão 1


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