domingo, 10 de novembro de 2019

Em clima tenso com Jair Bolsonaro, como estão as finanças da Globo?

Em clima tenso com Jair Bolsonaro, como estão as finanças da Globo?



Gustavo Kahil - 10/11/2019 - 

Globo
A Globo possui dívidas que somam US$ 825 milhões, ou cerca de R$ 3,3 bilhões

O clima entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e a Rede Globo esquentou nas últimas semanas. De um lado, o Jornal Nacional alega ter feito jornalismo ao citar o nome do presidente em uma investigação sobre a morte de Marielle Franco e, do outro, Bolsonaro ameaça a rede.
Em uma transmissão feita após a revelação, o presidente xinga a TV Globo de “canalha”, a acusa de ter feito uma “patifaria” e, ao citar que a concessão pública da emissora que vence em 2022, diz que não perseguirá a Globo, mas que apenas aprovará a renovação se o processo estiver “enxuto”.
Vale lembrar que o seu governo, em uma campanha publicitária recente sobre a soberania da Amazônia, escolheu quatro das principais emissoras de TV aberta no país, com exceção da Globo, e nos três canais a cabo de notícias.

Jair Bolsonaro não esconde a sua insatisfação com o grupo Globo (Imagem: REUTERS/Adriano Machado)

Um levantamento da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) mostra que Bolsonaro realizou, desde a sua posse, 11 ataques pessoais contra jornalistas e 88 contra veículos e à imprensa como um todo. Os principais alvos são o grupo Globo e os jornais Folha de S. Paulo e Valor Econômico.
Será que a Globo está preparada, financeiramente, para enfrentar esta batalha? O Money Times foi atrás dos números da empresa junto às três maiores agências de classificação de crédito do mundo: Moody’s, Fitch e Standard and Poor’s.
Todas elas possuem análises da Globo, já que o grupo possui títulos de dívida no mercado financeiro, inclusive em dólares.

Crise na mídia

É de conhecimento geral que a mídia no Brasil tem passado por uma crise. O novo comportamento dos leitores e telespectadores, além dos consumidores, parece ter pegado de surpresa os administradores das grandes corporações. E a Globo não foi exceção.

Netflix
A mudança de comportamento dos clientes impactou na audiência e receitas da Globo (Imagem: Gustavo Kahil/ Money Times)

“Acreditamos que a Globo continuará enfrentando desafios para melhorar e estabilizar a lucratividade nos próximos dois anos, principalmente devido ao mercado de publicidade ainda deprimido no Brasil e à relativamente alta estrutura de custo fixo da empresa”, disse a Standard and Poor’s em um relatório publicado em março.

Corte no rating

Esta também é a tônica de uma avaliação muito mais recente da Fitch Ratings. No último dia 7 de novembro, a agência rebaixou a nota de crédito da Globo em moeda estrangeira “pelo reduzido compromisso da empresa em manter caixa no exterior”.
De acordo com o site de relações com investidores da Globo, a empresa possui três títulos em dólares no mercado (vencimentos em 2022, 2025 e 2027 e juro entre 4,8% a 5,1%) que somam US$ 825 milhões, ou cerca de R$ 3,3 bilhões, que representam 94,3% do total das dívidas. O restante, aponta a Fitch, se refere a dívidas bancárias e commercial papers com vencimento de 2019 a 2024.
Segundo a agência, a mudança no rating é reflexo da contínua deterioração do desempenho operacional, que enfrenta um desafiador ambiente de transmissão no país, assim como da migração das receitas publicitárias para outras plataformas.

Globo
A Globo tem investido mais em tecnologia para melhorar o seu serviço de streaming, o Globoplay (Imagem: Linkedin da Globo)

Em um ano, até o final de junho, as receitas caíram 7,7%, devido principalmente ao segmento de publicidade, responsável por mais de 60% das receitas. A margem bruta da empresa caiu de 29,9% da receita para 23,4% no mesmo período, pois a alta dos preços dos direitos de exibição e de mão-de-obra elevaram as despesas operacionais.
Além disso, os analistas entendem que, apesar de projeções melhores para a economia brasileira, é incerto que a Globo conseguirá usar sua posição na mídia de massa brasileira para se beneficiar.
“Embora seja a maior emissora de televisão e provedora de programação para TV por assinatura do Brasil, com 40% da audiência nacional, sua participação está diminuindo. Isto, aliado ao crescimento da publicidade em meios digitais, diminuiu seu poder de precificação, o que aponta para dificuldades de longo prazo para companhia”, ressalta a Fitch.

Tá ruim, mas tá bom

Mesmo com este cenário ruim, o consenso entre as três agências de rating é de que ainda há “muito caixa para queimar” até que a situação financeira da Globo se complique.

Globo
A nova área de produção, com três estúdios, tem uma área construída de 26 mil m² (Imagem: Globo/Divulgação)

A Moody’s reforça que a rede tem “métricas de crédito excepcionalmente fortes, excelente posição de liquidez, perfil confortável de amortização de dívidas e sem vencimentos importantes até 2022”, pontua. Vale lembrar que este é o mesmo ano das próximas eleições presidenciais.
A posição líquida de caixa da Globo é considerada muito confortável por todos os analistas, com cerca de R$ 6 bilhões.
Além disso, o conglomerado da família Marinho não parece estar acomodado com esta situação de queda nas receitas. A alternativa encontrada foi o forte investimento em produção própria de conteúdo, o que foi comprovado pela inauguração recente de um estúdio no valor de R$ 209 milhões, e em tecnologia para melhorar sua plataforma de streaming, a GloboPlay.
A Fitch projeta que o segmento de conteúdo crescerá mais rápido que o publicitário, atingindo 40% da receita até 2022, dos atuais 36%. É uma tarefa dura para a Globo, especialmente quando o seu “concorrente/inimigo” está no Palácio do Planalto.

Fonte: MONEY  TIMES

sábado, 9 de novembro de 2019

BLOGGER

BLOGGER






Expor sua opinião sobre qualquer assunto, compartilhar fotografias e histórias incríveis, contar como as peripécias de uma viagem divertida, inclusive mostrando fotos e vídeos, ou simplesmente escrever sobre um assunto de seu interesse, para que milhões de pessoas, em qualquer parte do mundo possam ler. Com o BLOGGER, de uma forma prática e rápida, tudo isso e muito mais é possível. 

A história 
O BLOGGER foi lançado oficialmente em 23 de agosto de 1999, durante o enorme crescimento das dot.com, pela empresa Pyra Labs de San Francisco, formada na época por três jovens (Evan Williams - conhecido por avisar os usuários sobre as novidades da ferramenta, Meg Hourihan e Paul Bausch), como uma das primeiras ferramentas dedicadas a publicação de blogs (os conhecidos diários eletrônicos). O BLOGGER foi uma das primeiras aplicações para criação e alojamento de blogs e ajudou a popularizar esse formato de mídia. Qualquer pessoa, independentemente dos seus conhecimentos informáticos podia em segundos criar um blog pessoal e se comunicar e expor pensamentos com amigos ou com todo o mundo. A nova ferramenta tinha como objetivo ajudar as pessoas a exprimirem-se na internet, mostrando a sua própria visão do mundo.




O grande diferencial do BLOGGER era que o usuário não tinha que escrever nenhum código ou preocupar-se com instalação de programas em servidores ou scripts para publicar. Ou seja: ao invés de colocar os posts à mão em HTML e frequentemente fazer o upload de novos posts, o usuário poderia criar posts para o blog através do site do BLOGGER. Isto era possível com qualquer navegador e o texto imediatamente aparecia publicado no blog. A palavra BLOGGER foi criada pela própria empresa. Primeiramente, os blogs viraram mania entre adolescentes, como diários eletrônicos. Depois exerceram a função de filtro de notícias, evoluíram em formas e funções e hoje são empregados como importante interface para publicações na internet, jornalismo e educação.




No Brasil, as Organizações Globo, na inauguração de seu portal de internet, Globo.com, fez uma parceria com a Pyra Labs em 2002, possibilitando a inauguração da primeira e até hoje única filial do BLOGGER no mundo, lançada oficialmente no dia 19 de julho. A enorme popularidade dos diários eletrônicos, e principalmente, a utilização em massa do BLOGGER, chamou a atenção de outras empresas de tecnologia. Em fevereiro de 2003, o poderoso Google comprou a empresa e com isso, o BLOGGER. Mais adiante, funções especiais que tinham a necessidade de serem pagas para ser acessadas, tornaram-se grátis com a ajuda do Google. Além disso, vários serviços do Google foram acrescentados ao BLOGGER.




Em 9 de maio de 2004, o BLOGGER foi relançado com um novo visual em colaboração com as empresas de web design Adaptive Path e Stopdesign, adicionando novos templates, página própria para posts, comentários e postagens por e-mail. Pouco depois, o Google comprou o Picasa (um produtor de programas de imagem) e o seu utilitário de compartilhamento de fotos Hello, que foi integrado ao BLOGGER, permitindo assim aos usuários postarem fotografias em seus blogs. Nos anos seguintes novas funções foram adicionadas (como a postagem via celular) ao BLOGGER, que no dia 14 de agosto de 2006, lançou uma nova versão totalmente remodelada.




Em agosto de 2009, em comemoração ao 10º aniversário do BLOGGER, foram adicionados novos recursos ao sistema, como por exemplo, o Jump Break, que serve para a página inicial dos blogs exibirem apenas um trecho das postagens. Antes, para fazer isso, era necessária edição do código HTML. Pouco depois, em fevereiro de 2010, foram adicionados a funcionalidade Páginas estáticas e o Gadget de Páginas, facilitando assim a postagem para os criadores e leitores. Em 2013 o BLOGGER apresentou um novo editor HTML, cuja aparência foi completamente reformulada, abandonando aquele visual de editor de textos e ganhando uma característica mais profissional.




A evolução visual 
A identidade visual da marca passou por uma única grande alteração em sua história. O nome da marca passou a ser escrito em letras minúsculas, ganhou uma nova tipografia de letra e adotou a cor azul ou cinza para o nome da marca. Já o tradicional B estilizado dentro de um quadrado laranja ganhou formas arredondadas.



Os slogans 
Create your free Blog. 
Push button publishing for the people.




Dados corporativos 
● Origem: Estados Unidos 
● Lançamento: 23 de agosto de 1999 
● Criador: Evan Williams, Meg Hourihan e Paul Bausch 
● Sede mundial: Mountain View, Califórnia 
● Proprietário da marca: Google Inc. 
● Capital aberto: Não 
● CEO: Larry Page 
● Faturamento: Não divulgado 
● Lucro: Não divulgado 
● Usuários: 16 milhões 
● Presença global: 200 países 
● Presença no Brasil: Sim 
● Funcionários: 250 
● Segmento: Tecnologia 
● Principais produtos: Blogs 
● Concorrentes diretos: WordPress, Wix, Joomla, GoDaddy e Tumblr 
● Ícones: O B estilizado dentro de um quadrado laranja 
● Slogan: Create your free Blog. 
● Website: www.blogger.com 

A marca no mundo 
Atualmente o BLOGGER é utilizado por milhões de pessoas diariamente, estando entre os cem sites mais acessados da internet. Através do domínio blogspot.com, o BLOGGER hospeda mais de 16 milhões de diários eletrônicos no mundo inteiro. Está disponível em mais de 50 idiomas. O Brasil é o segundo maior país em termos de usuários cadastrados no BLOGGER. 

Você sabia? 
 Cada usuário pode ter até 100 blogs por conta. 




Fonte: Mundo Das Marcas

Itaú ultrapassa Banco do Brasil e se torna a maior instituição de crédito

Itaú ultrapassa Banco do Brasil e se torna a maior instituição de crédito



Vitória Fernandes - 08/11/2019 - 18:18
Itaú
De acordo com o Bradesco Corretora, a liderança da Itaú é pequena, mas deve aumentar nos próximos meses (Imagem: REUTERS/Rodrigo Garrido)
Itaú Unibanco (ITUB4) superou, pela primeira vez na história, o Banco do Brasil (BBAS3) no mercado de crédito do país. O banco divulgou no seu resultado financeiro o total de R$ 688,9 bilhões na carteira de crédito, enquanto o Banco do Brasil encerrou o período com R$ 686,7 bilhões.
De acordo com o Bradesco Corretora, a liderança da Itaú é pequena, mas deve aumentar nos próximos meses já que as estratégias de crédito das instituições são muitos diferentes.
Para eles, o cenário demonstra que os bancos privados estão com maior apetite para crescer do que os públicos, ainda mais analisando a tentativa do governo de reduzir a presença do Estado no mercado em geral.
“Tendo respondido por 55% do crédito em circulação no Brasil em 2015, esperamos que os bancos controlados pelo Estado (incluindo o BNDES) vejam continuamente sua participação caindo para 45% até 2020″, avaliaram os analistas Victor Schabbel e Maria Clara Negrão em relatório.


Fonte: MONEY  TIMES

DIAMANTES, CADA UM MAIS ENCANTADOR QUE O OUTRO

TITÂNIO

O titânio é um metal de transição que está localizado na família que leva seu nome. De símbolo Ti, seu nome deriva da mitologia grega, mais precisamente dos Titãs filhos de Urano e Gaia. Foi descoberto em 1791 por William Justin Gregor a partir do mineral Ilmenita (FeTiO3) ou do Rutilo (TiO2) e é muito utilizado até hoje em diversas áreas.
Ilmenita, mineral que possui titânio em sua composição. Foto: Bramthestocker / Shutterstock.com
Ilmenita, mineral que possui titânio em sua composição. Foto: Bramthestocker / Shutterstock.com
Seu número atômico é 22, seu número de massa é 47,87 e sua distribuição eletrônica encontra-se abaixo:
[Ar] 3d² 4s²
Abaixo estão apresentadas algumas características deste elemento:
  • É um metal extremamente leve e também por isso é utilizado em próteses e implantes;
  • Possui alta resistência mecânica (é forte);
  • É bastante resistente a corrosão devido a uma película de óxido que se forma ao seu redor;
  • Possui coloração branca metálica;
  • Possui baixa condutividade térmica e alta condutividade elétrica;
  • É dúctil;
  • Seu ponto de fusão é relativamente alto fazendo com que possa ser utilizado em materiais refratários;
  • É sólido na temperatura ambiente.
Peças feitas de titânio. Foto: Christian Lagerek / Shutterstock.com
Peças feitas de titânio. Foto: Christian Lagerek / Shutterstock.com
Este é o nono elemento mais abundante na crosta terrestre e suas aplicações são várias, sendo algumas delas: na fabricação de peças para motores, na fabricação de foguetes e produtos aeroespaciais em geral, na produção de catalisadores para reações de polimerização (compostos organometálicos), na produção de ligas com outros metais, na fabricação de contêineres para lixo nuclear, na produção de tintas e papeis (dióxido de titânio), no revestimento de eletrodos e em aparelhos náuticos.
Há seis tipos de processos para desenvolver o titânio metálico e são eles: Kroll, Hunter, redução eletrolítica, redução com plasma, redução gasosa e redução metalotérmica. Dentre todos estes o Kroll é o mais utilizado e é feito com um minério contendo titânio adicionado ao coque de petróleo e a composto clorado em altas temperaturas até obter o produto, tetracloreto de titânio (TiCl4). Na natureza são encontrados 5 isótopos estáveis: o Ti-46, o Ti-47, o Ti-48, o Ti-49 e o Ti-50, sendo o Ti-48 o que se apresenta com mais frequência.


Fonte: CPRM