domingo, 8 de dezembro de 2019

Ágata

Ágata





Se tem uma pedra que nós podemos dizer que é tão colorida que chega a ser “carnavalesca” é a Ágata.
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Ágata é uma subvariedade de Calcedônia, ou seja, é um tipo de quartzo. Caracteriza-se pela variedade de cores, geralmente dispostas em faixas paralelas.
De acordo com Teofrasto a ágata (achates) foi nomeada do rio Achates, agora o Drillo, na Sicília, onde o mineral foi primeiramente encontrado.
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A maioria das ágatas ocorre como nódulos em rochas eruptivas, ou antigas lavas, onde preenchem as cavidades produzidas originalmente pela desagregação do vapor na massa derretida, e então preenchido, completamente ou parcialmente, pela matéria silicosa depositada em camadas regulares em cima das paredes. Tais ágatas, quando cortadas transversalmente, exibem uma sucessão de linhas paralelas, frequentemente de extrema tenuidade, dando uma aparência unida à seção, e por isso tais minerais são conhecidas como ágata unida e ágata listrada.
Na formação de uma ágata ordinária, é provável que as águas que contêm sílica dissolvida – derivada, talvez, da decomposição de alguns dos silicatos presentes na própria lava – infiltraram-se através da rocha, depositando um revestimento silicioso no interior das vesículas produzidas por vapor. As variações no caráter da solução, ou nas condições de deposição, podem causar variações correspondentes nas camadas sucessivas, de modo que as faixas de calcedônia frequentemente alternam com camadas de quartzo cristalino. Muitas ágatas lembram fractais:
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Várias vesículas de vapor podem unir-se enquanto a rocha for viscosa, e assim dar forma a uma cavidade grande que possa se transformar em receptáculo de uma ágata de tamanho excepcional; assim um geode brasileiro, revestido de ametista, pesando 35 toneladas, foi exibido na Exposição de Dusseldorf de 1902.
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O primeiro depósito na parede de uma cavidade, dando forma à “pele” da ágata, é geralmente uma substância mineral esverdeada escura, como celadonite, delessite ou “terra verde,” os quais são ricos em ferro, derivado provavelmente da decomposição de augite na rocha-mãe. Este silicato verde pode dar origem, por alteração, a um óxido marrom do ferro (limonite), produzindo uma aparência oxidada na parte externa do nódulo de ágata. A superfície exterior de uma ágata, liberta da sua matriz, é frequentemente áspera, aparentemente na conseqüência da remoção do revestimento original. A primeira camada depositada sobre a parede da cavidade é por alguns chamada de “iniciador,” e em cima desta base os minerais zeolíticos podem ser depositados.
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Muitas vezes a ágata pode possuir faixas ou partes iridescentes, parecidas com a Opala.
Muitas ágatas são ocas, uma vez que a deposição não prosseguiu pelo tempo suficiente para encher a cavidade, e nesses casos o último depósito consiste geralmente de quartzo, frequentemente ametista, tendo os ápices dos cristais dirigidos para o espaço livre, formando uma cavidade, uma drusa ou um geodo revestido por cristais.
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Fonte: Brasil Mineral

Com detector de metais, homem encontra pepita de ouro de R$280 mil

Graças a um detector de metais, um homem encontrou uma pepita avaliada em R$ 280 mil na Austrália Ocidental, relata a BBC. Matt Cook, dono de uma loja local, determinou o peso da pedra preciosa em 1,4 quilo. 
O sortudo não foi identificado, mas Cook conta que, segundo ele, a pepita foi encontra cerca de 45 centímetros abaixo do solo. "Ele entrou na minha loja e me mostrou a pepita na mão com um grande sorriso no rosto", disse o dono da loja à BBC. "É apenas um pouco maior que um maço de cigarros, e a densidade era incrível, muito pesada."
Embora cerca de três quartos do ouro extraído na Austrália seja produzido em torno da região de Kalgoorlie, onde o objeto em questão foi encontrado, normalmente o material é encontrado em porções bem menores.
"A maior parte do ouro encontrado está na categoria de menos de uma onça (20g), mas eles os encontram com bastante frequência", afirmou o Prof. Sam Spearing, diretor da Escola de Minas da Austrália Ocidental na Curtin University, sobre mineradores amadores.

Fonte: GALILEU

sábado, 7 de dezembro de 2019

Grafite

Grafite



Grafite ou grafita é um mineral cinza escurometálico e macio, que ocorre na natureza em forma de cristais hexagonais com estrutura em camadas. É também chamado de chumbo negro ou grafita – nomenclatura usada pelos cientistas.
O grafite é o resultado de uma rede frouxa de átomos de carbono, que lhe permite maleabilidade. A base da formação do grafite é o carbono puro, que também forma o diamante e o fulereno.
As jazidas mais importantes de grafite encontram-se na China, Canadá, Brasil, México, Rússia, Índia, Madagascar e Siri Lanka.
Grafite

Propriedades do Grafite

O grafite é um condutor de corrente elétrica e de calor, pois cada átomo de carbono partilha três dos quatro elétrons da estrutura, cedendo o quarto a uma banda de condução comum, como nos metais.
O grafite é resistente a altas temperaturas e oxidação. Devido a seu alto ponto de fusão é também usado como material refratário.

Aplicações do Grafite

O grafite tem importantes aplicações na indústria: na fabricação de tijolos e peças refratárias, cadinhos para as indústrias de aço, latão e bronze, lubrificantes sólidos ou a base de óleo e água, tintas para proteção de estruturas de ferro e aço, catodos de baterias alcalinas, escovas de motores elétricos, eletrodos de lâmpadas elétricas de arco voltaico etc.
Uma das aplicações mais importantes do grafite é na utilização do lápis, e da lapiseira. Misturado com argila muito fina forma a mina do lápis, com diversos graus de dureza.

Grafite e Grafeno

O grafeno é um novo material derivado do grafite que impulsiona uma grande revolução na indústria em virtude de suas propriedades únicas: é maleável, impermeável, e translúcido, mais resistente que o diamante e excelente condutor elétrico. A gama de produtos que podem se beneficiar do grafeno é vasta.
O grafeno é quarenta vezes mais forte que o aço. Permite a criação de smartphones e tablets com telas finas como papel sulfite, transparentes, dobráveis e resistentes a choques e quedas.
O grafeno é um condutor elétrico 1 000 vezes mais eficiente que o cobre e 100 vezes melhor que o silício. As baterias elétricas hoje feitas de nanofibras de carbono durariam três vezes mais se seus circuitos fossem de pó de grafeno.

Curiosidades

  • O grafite, submetido a altas temperaturas, pode produzir diamantes artificiais.
  • Há poucos produtos produzidos com grafeno, é o caso da raquete de tênis da marca Head, utilizada pelo tenista sérvio Novak Djokovic. Com um aro composto principalmente de grafeno é mais leve que as tradicionais.


Fonte: CPRM

Conheça as 10 pedras preciosas mais valiosas do mundo

Conheça as 10 pedras preciosas mais valiosas do mundo



As pedras preciosas desempenharam um papel fundamental na história humana. Usadas como tesouro por reis e rainhas ao longo dos tempos, como amuletos místicos ou simplesmente como joias, as gemas sempre fascinaram as pessoas e por isso carregam em si grandes valores.
Existem uma grande variedade de pedras preciosas no mundo, e seu valor varia por diversos fatores, como tamanho, qualidade, raridade, demanda no mercado e até mesmo pela sua história.
Conheça agora as 10 das pedras preciosas mais valiosas conhecidas pela humanidade.

10. Virgin Rainbow Opal - Opala

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Valor: Avaliado em 1 milhão do dólares (3,2 milhões de reais)
Descoberto na Austrália em 2003, esse opala incrivelmente raro é capaz de brilhar no escuro. Ele exibe um arco-íris de cores que o torna verdadeiramente único, e por isso, extremamente valioso.

9. Hope Spinel - Espinela

Espinela
Foto: Bonhams
Valor: 1,4 milhão de dólares (4,5 milhões de reais)
Com 50.13 quilates, o Hope Spinel é uma joia de cor rara que estabeleceu um recorde mundial em 2015, quando foi vendido por 1,47 milhão de dólares. Essa pedra faz parte da Coleção Hope assim como o famoso diamante Hope, um diamante azul de 45,5 quilates, e acredita-se que ela tenha vindo do Tajiquistão.

8. Esmeralda Rockefeller - Esmeralda

Rockefeller esmeralda
Valor: 5,5 milhões de dólares (17,9 milhões de reais)
Vendida por 5,5 milhões de dólares, esta esmeralda de 18,04 quilates é atualmente a esmeralda mais cara por quilate. Inicialmente, John D. Rockefeller comprou essa esmeralda colombiana, ainda não tratada, para sua esposa na década de 1930. Em junho de 2017, Harry Winston comprou a joia verde.

7. Moussaieff - Diamante vermelho

Moussaieff
Valor: Aproximadamente 8 milhões de dólares (26 milhões de reais)
Com 5.11 quilates, o Moussaieff é o maior diamante vermelho classificado pelo GIA (Instituto Gemológico da América). Os diamantes vermelhos são notoriamente raros, e alguns gemólogos alegam que existam apenas cerca de 20 ou mais diamantes vermelhos "verdadeiros" já descobertos.
O Moussaieff foi originalmente cortado de uma pedra bruta de 13,9 quilates, encontrada no Brasil, e foi vendido por cerca de 8 milhões de dólares no início dos anos 2000.

6. Graff Vivid Yellow - Diamante amarelo

Graff Vivid
Foto: Andrew Cowie
Valor: 16.3 milhões de dólares (53,1 milhões de reais)
Esse grande diamante amarelo de cerca de 100 quilates foi vendido por mais de 16 milhões de dólares em 2014. Com essa venda, o Graff Vivid Yellow marcou um novo recorde mundial de diamante amarelo mais caro vendido em leilão.
Essa pedra preciosa foi originalmente cortada de um diamante bruto de 190 quilates, em Nova York.

5. Blue Belle da Asia - Safira

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Créditos: Denis Balibouse / Reuters
Valor: 17,3 milhões de dólares (56,3 milhões de reais)
Com 392,52 quilates, a safira Blue Belle da Asia foi vendida por 17,3 milhões de dólares em Genebra, em 2014. Essa joia, que foi descoberta no Sri Lanka em 1926, atualmente é a safira mais cara do mundo.

4. Sunrise Ruby - Rubi

Sunrise Ruby
Foto: Justin Tallis
Valor: 30,42 milhões de dólares (99,1 milhões de reais)
Pesando 25.59 quilates, o rubi birmanês Sunrise Ruby estabeleceu um novo recorde mundial em 2015, quando foi vendido por 30,42 milhões de dólares. O rubi mais caro do mundo é uma criação da Cartier e é conhecido pela seu tom de vermelho “pigeon blood”, ou sangue de pombo.

3. Orange - Diamante laranja

Orange
Foto: Fabrice Coffrini
Valor: 35,5 milhões de dólares (115.6 milhões de reais)
Acredita-se que esse é o maior e mais caro diamante laranja do mundo, com 14.82 quilates. Esse diamante laranja em forma de pera foi vendido por mais de 30 milhões de dólares em 2013.
Diamantes puramente laranjas como o Orange são extremamente raros, pois a maioria dos diamantes laranjas também exibem uma cor secundária.

2. Oppenheimer - Diamante azul

Oppenheimer
Valor: 57,5 milhões de dólares (187.3 milhões de reais)
Com 14.62 quilates, o Oppenheimer é o maior diamante azul já vendido em leilão. Este diamante com corte de esmeralda foi nomeado em homenagem ao seu proprietário anterior, Philip Oppenheimer, cuja família controlou a lendária empresa DeBeers.

1. Pink Star - Diamante rosa

Pink Star
Valor: 71,2 milhões de dólares (231.9 milhões de reais)
Este diamante rosa de 59,60 quilates foi vendido em 2017 por 71,2 milhões de dólares em Hong Kong. Minerado na África do Sul em 1999, esta pedra é o maior diamante rosa já registrado.
O Pink Star estabeleceu um novo recorde para um diamante vendido em leilão e é a pedra preciosa mais cara já vendida no mundo.


Fonte: HIPERCULTURA

Por que o grafeno irá mudar nossas vidas para sempre?

Por que o grafeno irá mudar nossas vidas para sempre?



O grafeno tem sido considerado o material do futuro, e sua descoberta foi tão significativa que os cientistas russos que conseguiram isolar esse elemento ganharam o Prêmio Nobel de Física.
Esse material é composto por uma camada extremamente fina de grafite, do mesmo que pode ser encontrado em um lápis. Porém, suas características tais como força, condutividade e impermeabilidade prometem revolucionar a indústria tecnológica e mudar nossas vidas para sempre.

Os celulares do futuro serão quase indestrutíveis

Celular do futuro
Algumas das principais características do grafeno é que ele é um material extremamente resistente, maleável, transparente e impermeável. Já imaginou todas essas características em um smartphone?
O uso desse material permitirá a criação de celulares extremamente flexíveis, que podem ser dobrados ou amassados, sem que isso altere seu funcionamento.
Além disso, os celulares do futuro poderão ser transparentes como vidro, finos como folhas, porém com telas de altíssima definição.
Mas não é só nisso que o grafeno irá revolucionar nessa indústria.

Celular descarregado não será mais um problema para nós

Os elétrons movem-se através do grafeno com praticamente nenhuma resistência e aparentemente sem massa, e isso faz com ele transporte eletricidade de forma mais eficiente, precisa e mais rápida do que qualquer outro material.
Esse alto nível de condutividade poderá ser usado para criar baterias que tenham dez vezes mais capacidade de retenção elétrica do que qualquer outra coisa que conhecemos.
Em 2013, foi desenvolvido na Universidade da Califórnia uma bateria para celular que carregava em apenas 5 segundos! Além disso, a carga durava mais de uma semana.

Ele resolverá o problema da escassez da água

O grafeno é o material mais impermeável já descoberto, sendo que nem mesmo os átomos de hélio conseguem passar por ele.
Por outro lado, o único material que consegue passar pelo grafeno é a água. Com isso, esse material poderá ser utilizado em novas tecnologia de purificação de água.
Um projeto da Universidade de Manchester já mostrou que é possível transformar a água do mar em água potável utilizando uma “peneira” de grafeno, capaz de remover o sal da água.

Nossa Internet será muito mais rápida

Em 2013, pesquisadores das Universidades de Bath e Exeter conseguiram aumentar em 100 vezes a velocidade de transmissão de dados ao utilizar interruptores ópticos feitos de grafeno.
Além disso, o Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, produziu uma antena de grafeno que permitiu transmitir 128 GB em apenas um segundo.

Diminuirão os casos de gravidez indesejada

A grande impermeabilidade do grafeno terá mil utilidades. Além de ser usado como detector de gás e em revestimentos, um projeto da Fundação Bill e Melinda Gates já está testando o grafeno na produção de camisinhas.

E quanto custa toda essa tecnologia?

Como puderam ver, esse material tem características que irão mudar nossa vida para sempre.
Infelizmente, o grafeno ainda possui um preço muito elevado de fabricação, sendo que o material suficiente para cobrir uma cabeça de alfinete custaria mais de 3000 reais.
Porém, espera-se que com o aumento de estudos na área e sua sintetização em grande escala, esse material se torne acessível e amplamente difundido.


Fonte: HIPERCULTURA