segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Sem nenhum garimpo legal, RR exportou 771 kg de ouro em 3 anos; vendas dobraram nos últimos 2 meses

Por Emily Costa e Valéria Oliveira, G1 RR — Boa Vista
 










PF apreendeu diversas barras de ouro durante operação nesta sexta-feira (6) — Foto: Divulgação/PFPF apreendeu diversas barras de ouro durante operação nesta sexta-feira (6) — Foto: Divulgação/PF
PF apreendeu diversas barras de ouro durante operação nesta sexta-feira (6) — Foto: Divulgação/PF
Roraima exportou 771 quilos de ouro nos últimos três anos mesmo sem ter qualquer garimpo operando legalmente. Os dados são do Comex Stat, portal do Ministério da Economia sobre comércio exterior, e apontam que quase metade desse minério foi vendido só nos últimos dois meses.
Nesta sexta (6), a operação Hespérides da Polícia Federal revelou o esquema de contrabando de 1,2 tonelada de ouro da Venezuela e de garimpos ilegais em Roraima. A investigação explica como o minério foi parar na balança comercial do estado.
A ação da PF prendeu 18 pessoas que faziam parte da rede de contrabando. A quadrilha tinha participação de empresários venezuelanos, além de servidores públicos federais e estaduais. Cinco investigados estão foragidos.
Foram apreendidos na operação cerca de R$ 1,5 milhão em espécie (entre reais e moedas estrangeiras), mais de 100 kg de ouro, 70 Kg de prata e 22 carros de luxo.
De acordo com as investigações, o ouro que saía de Roraima era "requentado" como sucata de joias a partir de notas fiscais falsas emitidas por uma empresa sediada em Pacaraima, cidade na fronteira com o Sul do país vizinho, região onde ficam os garimpos venezuelanos.
Depois que saía da região de fronteira, o minério era transportado a cidade de Caieiras, em São Paulo, onde uma outra empresa fazia a exportação, "já com aparência lícita, para os Emirados Árabes Unidos e Índia", segundo a Receita Federal.
Dessa forma, segundo a PF, o grupo conseguia lucrar mais do que ganharia se vendesse o minério no mercado negro e também escapava de tributação federal. A receita estima que se a importação ocorresse de forma regular a dívida em tributos federais chegaria a R$ 26 milhões sem contar juros e multas.
“Com o 'esquentamento' eles conseguem atingir lá no final da cadeia o preço internacional do ouro, que nessa semana bateu R$ 198,50 o grama. Se a empresa mantivesse o ouro na ilegalidade, ela compraria, por exemplo, a R$ 120 o grama e venderia a R$ 140", explicou o delegado responsável pela investigação, Vinicius Venturini. "A partir do momento que a organização esquenta esse ouro e dá uma aparência de legalidade, ela consegue pular de R$ 120 a quase R$ 200 o valor do grama".

Salto na exportação de ouro

Conforme os dados do Comex Stat, o ouro apareceu pela primeira vez nos dados de exportação de Roraima ainda em 2017, mesmo ano em que a PF começou a investigação sobre o contrabando do minério, e desde então deu um salto. Em três anos, as vendas, sempre para a Índia e Emirados Árabes, ultrapassaram os US$ 34 milhões (o equivalente a R$ 141 milhões).
A alta nas exportações do ouro bateu recorde nos meses de outubro e novembro deste ano, quando o estado vendeu um total de 369 quilos de ouro. O montante quase equivale aos 402 kg exportados entre outubro de 2017 e setembro deste ano.
“Esse quantitativo de ouro que saía de Roraima e ia para os dados estatísticos dos órgãos foi praticamente todo operado pelos investigados", disse o delegado Venturini. “Nós fizemos um comparativo no começo do ano e os números de exportação bateram com o que a empresa movimentava”.
Exportações de ouro por Roraima em 2019

MêsQuantidadePaís de destino
Janeiro57 kgÍndia
Fevereiro43 kgÍndia
Março5 kgÍndia
Abril7 kgÍndia
Maio45 kgEmirados Árabes; Índia
Junho49 kgEmirados Árabes; Índia
Julho82 kgEmirados Árabes
Agosto48 kgEmirados Árabes; Índia
Setembro20 kgEmirados Árabes
Outubro196 kgEmirados Árabes
Novembro173 kgÍndia

O dado já havia chamado atenção da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplan), que acompanha os índices de exportação de Roraima, e também intrigava policiais federais, procuradores e técnicos da Agência Nacional de Mineração (ANM), conforme revelou a BBC em junho.
Além de ter ido parar na balança comercial do estado, com o salto nos últimos dois meses o ouro passou a ser o principal produto exportado por Roraima, ultrapassando até mesmo a soja, que historicamente liderava o ranking, explicou o economista da Seplan, Fábio Martinez.
Segundo o economista, há três anos a exportação do ouro praticamente não era percebida nas estatísticas oficiais. A série histórica que consta no sistema do Comex Stat começou em 1997 e até outubro 2017 não apontava nenhuma quantidade de ouro entre os produtos exportados pelo estado.
“Sabíamos que não existem jazidas legais em Roraima e isso nos intrigava. Além disso, para a nossa surpresa, o ouro acabou se tornando em 2019 o principal produto de exportação de Roraima”, afirmou Martinez.
Exportação de ouro por Roraima
Quantidade em quilos
8838386686682017201820190200400600800
Fonte: Comex Stat - Seplan/RR

Origem do ouro: Venezuela e Roraima

Fonte: G1

Museu das Pedras Preciosas - Repórter Rio


NBlogs: o mercado brasileiro de joias

domingo, 8 de dezembro de 2019

Ex lixeiro encontra pepita de ouro avaliada em quase R$ 1 milhão 1

Dividendos: 16 analistas revelam as ações que você não pode perder neste mês

Dividendos: 16 analistas revelam as ações que você não pode perder neste mês



Por Márcio Juliboni


Telefônica Vivo: uma das empresas para ficar de olho em dezembro (Imagem: Divulgação/Vivo)

setor elétrico segue firme e forte na preferência dos analistas, quando se trata de ações para quem deseja bons dividendos. Segundo levantamento do Money Times com relatórios de 16 bancos, gestoras, corretoras e casas independentes de análise, a Taesa (TAEE11) segue inabalável em primeiro lugar.
A companhia de transmissão de energia assumiu, em outubro, a liderança em recomendações para carteiras de dividendos. Em dezembro, a Taesa recebeu 10 indicações, uma a menos que no mês passado. A XP Investimentos é uma das instituições que a indicam para este mês.
“Apesar de acreditarmos que as ações estão próximas do valor justo, a Taesa deve se beneficiar no curto prazo, de um cenário de queda das taxas de juros, que aumenta a atratividade de pagadoras de dividendos”, afirma a XP, em relatório para clientes.
Situação confortável
Transmissão Paulista (TRPL4) continua na segunda colocação, confirmando a preferência dos analistas pelo setor elétrico. A companhia manteve as mesmas oito recomendações que recebeu em novembro. A Guide Investimentos está entre as que apoiam o papel.
“A empresa historicamente reporta geração de caixa constante e robusta, com margens bastante elevadas. Adicionalmente, a empesa conta com uma situação financeira saudável, além do alto rendimento de proventos, o que nos deixa confortável com o caso de investimento”, afirma a Guide.
O levantamento de dezembro contou com 16 instituições. No total, 46 empresas foram citadas pelo menos uma vez, somando 121 recomendações. Participaram: Ativa, Ágora, Eleven, Elite, Empiricus, Genial, Guide, Inversa, Itaú Unibanco, Mirae, Necton, Nova Futura, Planner, Santander, Terra, Suno e XP Investimentos.
Veja, a seguir, todas as empresas citadas.
EmpresasIndicações
Taesa10
Transmissão Paulista8
Itaúsa7
Telefônica Vivo7
BB Seguridade6
Itaú Unibanco5
Sanepar5
Energias do Brasil (EDP)4
Engie4
IRB4
Metal Leve4
ABC Brasil3
AES Tietê3
B33
Banco do Brasil3
BR Disribuidora3
Cyrela3
Porto Seguro3
Alupar2
Banrisul2
Bradesco2
Ferbasa2
Hypera2
M Dias Branco2
Qualicorp2
Tupy2
Ambev1
BR Malls1
CCR1
Cemig1
Copasa1
Copel1
CPFL1
CSN1
Energisa1
Fleury1
Grendene1
Hering1
Klabin1
MRV1
Neoenergia1
Odontoprev1
Sabesp1
Tenda1
Unipar1
Wiz Seguros1

Fonte: MONEY  TIMES