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Pedra preciosa gigante encontrada na Birmânia não pode ser extraída
Pedra de jade gigante encontrada em Myanmar.
Um grupo de mineiros descobriu uma pedra de jade gigante numa montanha da Birmânia. A pedra preciosa de 175 toneladas está avaliada em 150 milhões de euros, mas não pode ser removida do local.
A pedra de jade com 4,3 metros de altura e 5,8 metros de largura estava enterrada a cerca de 60 metros de profundidade, no interior de uma montanha, em Hpkant, no Estado de Kachin, na região norte da Birmânia.
Está avaliada em 170 milhões de dólares (cerca de 150 milhões de euros), mas os proprietários da pedra enfrentam a impossibilidade de extraí-la do local, pelo menos para já.
Além da falta dos equipamentos necessários para a removerem, têm ainda que contar com a inexistência de vias de acesso adequadas, já que não há uma estrada nas proximidades, o que dificulta a operação de transporte da pedra preciosa.
Apesar disso, os responsáveis políticos locais estão maravilhados com a descoberta que acreditam ser “um muito bom sinal” para o país e para o governo da República da União de Myanmar, como é oficialmente conhecida.
“É um presente para o destino dos nossos cidadãos, do governo e do nosso partido”, salienta o deputado Tint Soe, sublinhando que a pedra tem o tamanho de duas pequenas casas, conforme declarações divulgadas pelo jornal britânico The Independent.
A indústria de jade representa quase metade do PIB da Birmânia, um dos países mais pobres do mundo e que detém cerca de 70% da produção mundial destas pedras preciosas.
Há suspeitas de que parte dos biliões de dólares do negócio sejam desviados para os bolsos de altos membros do exército e de chefes do tráfico de droga.
A China é o principal importador da “pedra do paraíso”, como é conhecido o jade no maior país asiático.
Inseto pré-histórico encontrado dentro de uma pedra preciosa
Os mercados do Sudeste Asiático são lugares onde encontramos facilmente fósseis de insetos, incrustados em âmbar. Mas no ano passado, o gemologista Brian Berger fez uma descoberta muito mais rara e surpreendente.
No ano passado, Brian Berger comprou uma peça que inclui um fóssil de inseto incrustado em opala preciosa, um mineralóide cuja formação ainda é um grande mistério. “Após uma inspeção minuciosa, o inseto parece ter uma boca aberta e estar muito bem preservado”, afirmou o gemologista, citado pelo ScienceAlert.
Berger publicou várias fotografias da sua aquisição, durante a sua viagem à ilha indonésia de Java, no site Entomology Today. Dentro da pedra translúcida era possível observar um inseto completamente intacto.
O facto de o inseto estar incrustado numa pedra preciosa, e não em âmbar, significa que esta pedra não é apenas uma opala, mas sim um âmbar opalizado
Algumas árvores segregam uma seiva pegajosa que pode imobilizar insetos, folhas, sementes e outras formas antigas de vida. Depois de permanecer enterrada nas condições sedimentares propícias, a seiva transforma-se num material macio chamado copal.
Sob milhões de anos de pressão subterrânea e calor, o copal transforma-se em âmbar – uma pedra amarelo-vivo ou laranja translúcida com uma antiga forma de vida dentro. No entanto, é bastante incomum que o âmbar se torne numa opala, já que a maioria das opalas indonésias encontradas é de origem vulcânica.
A opalização ocorre quando os silicatos dissolvidos são arrastados para dentro de fendas e cavidades pela água ou outros líquidos do solo. Aí, os silicatos endurecem em opalas, mas o âmbar localizado na presença de fluidos siliciosos quentes é extremamente raro.
“Do ponto de vista gemológico, esta é uma descoberta excitante e extremamente rara. E o mesmo pode ser dito da perspetiva entomológica”, escreveu Berger.
Ben McHenry, do South Australian Museum, disse ao ScienceAlert que este espécime “pode ser fundamental para compreendermos a formação de opalas”. O processo de amberização permanece um mistério, mas o especialista sugere que este processo tenha tido uma mãozinha de madeira opalizada, muito abundante na Indonésia.
Como a madeira é a fonte do âmbar, talvez o inseto se tenha escondido numa fenda de um pedaço de madeira antes de ocorrer a opalização.
Berger quer resolver o mistério e, por isso, está a trabalhar com cientistas para estudar em pormenor esta opala. “O âmbar opalizado é apenas a teoria inicial. Esperamos descobrir mais pormenores sobre o processo de formação em breve”, disse.
Valor: Avaliado em 1 milhão do dólares (4 milhões de reais)
Descoberto na Austrália em 2003, esse opala incrivelmente raro é capaz de brilhar no escuro. Ele exibe um arco-íris de cores que o torna verdadeiramente único, e por isso, extremamente valioso.
Turista encontra diamante de 2,12 quilates em visita a parque
Quem disse que umas férias a explorar a natureza não podem compensar?
Josh Lanik, um professor de 36 anos de idade, natural do Nebraska, decidiu ir a um parque estadual do Arkansas nas suas férias e acabou por ser uma viagem que compensou, tendo encontrado um diamante de 2,12 quilates (424 miligramas).
Sublinhe-se, porém, que o parque em causa é o Parque Estadual Crater of Diamonds, onde já foram encontrados mais 75 mil diamantes desde 1906.
Depois de cerca de duas horas em busca da pedra preciosa, no dia 24 de julho, o docente descobriu uma gema de cor acastanhada com um peso superior a dois quilates.
Lanik referiu, citado pela página oficial da gestão de parques estaduais do Arkansas, que não sabia bem o que tinha encontrado. "Era óbvio que era algo diferente. Vi o brilho e quando o apanhei e rolei na minha mão, notei que não tinha arestas afiadas", indicou.
O norte-americano levou depois a pedra ao Diamond Discovery Center, que fica situado no parque, e deu as suas descobertas aos funcionários para avaliar. "[A funcionária] não nos dizia se era um diamante ou não, mas tivemos a certeza que era só pela reação dela".
Acabaram por ser informados de que tinham encontrado o maior diamante a ser descoberto naquele parque desde 2009. Fonte: EXTRA
Após dez meses de reformas, uma de suas mais valiosas e históricas galerias. a Apollo, é reaberta ao público
DESLUMBRANTE Encomendada por Luís XIV, que reinou na França de 1643 a 1715, a Galeria Apollo faz um tributo ao Sol e exibe o lado exuberante e culto da monarquia (Crédito: Stephane de Sakutin/AFP)
Luisa Purchio
OSTENTAÇÃO Pertences reais como cálices e vasos de pedras refletem a riqueza da monarquia francesa (Crédito:Stephane de Sakutin/AFP)
Os admiradores daquilo que de melhor, na técnica e na estética, já foi produzido pela humanidade no campo das artes têm muito a comemorar. O Museu do Louvre, após dez meses de reformas, reabriu para o público as suas maravilhosas e sofisticadas coleções da Galeria Apollo. Com um pé-direito de 15 metros e mais de 60 metros de comprimento, ela exibe cerca de 100 obras de arte, entre belíssimas pinturas e esculturas feitas nas paredes a pedido do Rei Luís XIV. A sua importância caminha com o valor das obras que abriga hoje e ao longo da história: esse foi o primeiro local onde exibiu-se a milionária coleção Crown Diamonds (Diamantes da Coroa), composta por algumas raríssimas peças desse que é o maior museu de arte do mundo.
As 23 joias que compõem a coleção, além de atraírem olhares de todo o planeta, foram o principal impulso da reforma do espaço: antes, elas eram exibidas separadamente, em diferentes alas do museu. O motivo dessa dispersão é que, após serem vendidas quase em sua totalidade pelo Estado, em 1887, o Louvre foi recomprando-as aos poucos. Com a reestruturação da Galeria Apollo, as joias passaram a ficar reunidas, expostas em seu centro e, portanto, mais organizadas. Divididas em três conjuntos, elas contam a história da monarquia da França sob uma ótica de glamour. O primeiro grupo remete ao período que antecede a Revolução Francesa (1789-1799) e inclui os preciosos diamantes “Regent”, o maior diamante branco conhecido na Europa no século XVIII, e “Sancy”, comprado pelo Museu por US$ 1 milhão. Já o segundo grupo de peças contém joias de 1804 a 1848, ou seja, do Primeiro Império, do período da Restauração e da Monarquia de Julho. E o terceiro conta com joias do Segundo Império, que vai de 1852 a 1870, incluindo as que pertenceram à imperatriz Eugenie, esposa de Napoleão III. Os brilhantes fazem cair o queixo: colares, tiaras, broches e coroas repletos de pedras preciosas, como a coroa que pertenceu ao Rei Luís XV. Há ainda uma rica coleção de vasos de pedra.
Tributo ao rei sol
A Galeria Apollo foi criada há mais de 350 anos, a pedido de Luís XIV (1638-1715) para recepcionar seus convidados de forma luxuosa, conforme mandava a tradição nos palácios e casas nobres da época. Chamado de “Rei Sol”, ele valeu-se da estrela como símbolo de seu reinado devido ao significado de ordem, regularidade e capacidade de dar vida às coisas. O nome da galeria, portanto, remete a Apollo que, segundo a mitologia greco-romana, é um dos maiores deuses do olimpo. Após um incêndio em 1661 Luís XIV contou com a direção do arquiteto Louis Le Vau e o seu primeiro pintor, Charles de Brun, para reconstruir o espaço. Como não poderia ser diferente, Le Brun criou uma decoração com o tema sol, com a corrida do astro pelo espaço por meio de desenhos de terra, água, continentes e símbolos do zodíaco. De lá para cá, além de três grandes pinturas à mão de Le Brun, o espaço recebeu excepcionais trabalhos, como o estuque (argamassa de gesso) feito pelos escultores Girardon, Thomas Regnaudin e os irmãos Gaspard e Balthasar Marsy. E não foi só isso: há ainda estonteantes tapeçarias tecidas pela Manufatura dos Gobelins, icônica fábrica de Paris.
No centro do teto, uma deslumbrante pintura de Apollo vencendo a cobra Phython, pintada pelo renomado artista francês do romantismo Eugène Delacroix. Após a reforma, que também limpou peças para recuperar o seu brilho, as obras de arte ganharam uma nova lógica de exibição. Passear por ali é respirar arte, beleza e riqueza, e admirar, pelo menos por alguns instantes, apenas o lado exuberante e culto da monarquia.
2 de 3 PODER Com prata parcialmente dourada e réplicas das pedras originais, a coroa de Luís XV é um dos itens mais visitados