sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020
AngloGold vende mina de ouro mais profunda do mundo e sai da África do Sul
A venda marca a saída da AngloGold da indústria de ouro da África do Sul. A empresa, que pode rastrear sua origem no império de mineração criado por Ernest Oppenheimer em 1917, foi formada em 1998 através da consolidação das minas de ouro da Anglo American na África do Sul e depois se fundiu com a Ashanti Goldfields de Gana.
"Esta venda ajuda a cumprir nosso compromisso de aprimorar nosso foco de gerenciamento e alocação de capital nas opções de investimento com maior retorno disponíveis", disse o diretor-executivo da AngloGold, Kelvin Dushnisky.
Desde que o canadense Dushnisky assumiu o comando da empresa em 2018, a AngloGold vendeu ativos no Mali e na Argentina para se concentrar em operações mais lucrativas em Gana, na Austrália e nas Américas.
Com mais de 4 km de profundidade, Mponeng é uma das minas mais desafiadoras do mundo e requer pelo menos US$ 1 bilhão em investimentos para prolongar sua vida útil em oito anos. Dushnisky, ex-executivo da Barrick Gold, não está disposto a fazer esse investimento, argumentando que pode gerar melhores retornos em outros lugares.
Após mais de um século de mineração, os produtores sul-africanos de ouro enfrentam condições operacionais difíceis devido à profundidade das minas e à crise que envolveu a Eskom, a empresa estatal de energia.
Pelo acordo, a AngloGold receberá US$ 200 milhões em dinheiro e uma contrapartida diferida de US$ 100 milhões relacionados à produção.
James Bell, analista da RBC Capital Markets, disse que não estava preocupado com o preço de venda, dados os benefícios estratégicos do negócio "tanto em termos de entrega adicional aos objetivos declarados, como em posição para uma mudança na listagem primária, potencialmente para Londres".
"Uma venda também faz sentido, uma vez que esses ativos teriam dificuldade em atrair capital versus outras oportunidades no portfólio global da AngloGold", disse ele.
História
A AngloGold tem suas raízes na empresa multinacional de mineração Anglo American, iniciada por Ernest Oppenheimer em 1917. No início, a empresa era uma das principais mineradoras de ouro do mundo.
A Anglo American originalmente se concentrou apenas no desenvolvimento e expansão das minas de ouro de Rand do país e viu uma expansão massiva ao explorar os ricos campos de ouro do Vaal Reef e Free State.
Utilizou isso para expandir e diversificar em vários outros campos ao longo de sua história. Em 1926, a Anglo American se tornou o maior acionista da empresa de diamantes De Beers, e Oppenheimer mais tarde tornou-se presidente da empresa.
Dois anos depois, a empresa estabeleceu o precursor da Anglo American Platinum, em parceria com Hans Merensky, e em 1945 havia ingressado no setor de carvão por meio da aquisição da Coal Estates.
Na década de 1960, a Anglo American havia se diversificado ainda mais com a abertura de sua primeira planta de urânio em Gauteng e, em seguida, criou a Companhia de Desenvolvimento de Minério de Ferro da Suazilândia.
A empresa fez sua primeira mudança global em 1961, investindo na empresa de mineração canadense Hudson Bay Mining and Smelting Company.
Na década de 1970, estabeleceu um escritório no Brasil - uma medida que levaria a novos interesses em ouro, níquel, nióbio e fosfatos e minério de ferro em todo o país.
Em 1998, a empresa consolidou seus interesses em ouro e urânio, formando a AngloGold. Mais tarde naquele ano, a AngloGold se tornou a primeira empresa sul-africana a listar na Bolsa de Valores de Nova York.
Ele mudou seu nome para AngloGold Ashanti após a fusão de 2004 com a empresa Ghanian Ashanti Goldfields. Em 2006, a Anglo American começou a reduzir sua participação na AngloGold Ashanti e, em março de 2009, a empresa havia vendido suas ações restantes na AngloGold Ashanti, marcando oficialmente sua saída do investimento em ouro. Com informações do Financial Times.
Fonte: Brasil Mineral
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Ibovespa recua com apreensão sobre aumento em mortes e casos de coronavírus na China
Ibovespa recua com apreensão sobre aumento em mortes e casos de coronavírus na China
Ações1 hora atrás (13.02.2020 12:41)
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava mais de 1% nesta quinta-feira, refletindo o sentimento global mais negativo após aumento recorde no número de novas mortes provocadas pelo coronavírus e milhares de novos casos da doença, enquanto Suzano (SA:SUZB3) descolava do viés de baixa e saltava 4,5% tendo no radar resultado trimestral e estimativas.
Às 12:34, o Ibovespa caía 1,41 %, a 115.031,81 pontos. O volume financeiro somava 7,997 bilhões de reais.
A queda vem após o Ibovespa avançar nos dois pregões anteriores, acumulando no período ganho de 3,65%.
Autoridades de saúde de Hubei, província chinesa epicentro do surto do novo coronavírus, disseram que 242 pessoas morreram por causa do vírus na quarta-feira, o crescimento mais acentuado na contagem diária desde que o patógeno foi identificado em dezembro, após mudança no método de diagnóstico.
Isso levou o número total de mortos por causa do recém-descoberto vírus na China para 1.367, um aumento de 254 em relação à véspera, disse a Comissão Nacional de Saúde.
Como resultado, outros 14.840 novos casos foram registrados na província na região central do país nesta quinta, contra 2.015 novos casos nacionalmente na véspera. Cerca de 60 mil pessoas foram infectadas pelo vírus, a vasta maioria na China.
"Notícias do coronavírus seguem trazendo volatilidade aos mercados", destacou a Elite Investimentos em nota a clientes, observando maior aversão a risco nos mercados no exterior em razão das últimas novidades.
DESTAQUES
- VALE ON (SA:VALE3) caía 2,6%, em sessão de ajustes, contaminada pelo viés negativo no exterior, apesar da alta dos preços do minério de ferro na China. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON (SA:CSNA3) perdia 3,4%, GERDAU PN (SA:GGBR4) recuava 2,4% e USIMINAS PNA (SA:USIM5) cedia 0,9%.
- PETROBRAS PN (SA:PETR4) e PETROBRAS ON (SA:PETR3) perdiam 1,3% e 2,3%, respectivamente, também refletindo a maior aversão a risco, descolando do movimento positivo dos preços do petróleo no exterior.
- BANCO DO BRASIL ON (SA:BBAS3) recuava 0,9%, após resultado do quarto trimestre de 2019, com crescimento de 20% no lucro líquido recorrente frente ao mesmo período do ano anterior, além de projeções para 2020. O presidente do banco disse que o retorno sobre o patrimônio (ROE) deve ficar acima de 18% neste ano. No setor, BRADESCO PN (SA:BBDC4) e ITAÚ UNIBANCO PN caíam 2% ambos.
- EMBRAER ON (SA:EMBR3) cedia 2,4%, também entre as maiores quedas do Ibovespa. O Ministério Público Federal (MPF) apresentou recurso para que o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analise novamente a operação de venda do controle da divisão de aviação comercial da companhia para a norte-americana Boeing, que havia sido aprovada sem restrições por decisão do superintendente-geral da autarquia.
- SUZANO avançava 4,5% mesmo após divulgar queda no lucro líquido do quarto trimestre, para 1,175 bilhão de reais de outubro a dezembro, uma vez que ficou em linha com expectativa média de analistas compilada pela Refinitiv de 1,77 bilhão. A empresa também atualizou projeções sobre sinergias com a Fibria (SA:FIBR3), entre outras, assim como estimou potencial crescimento da demanda de papéis tissue em razão da crise sanitária com o surto de coronavírus na China.
(Edição de José de Castro)
Fonte: Reuters
XRP supera o patamar de US$0,32787, alta de 9%
XRP supera o patamar de US$0,32787, alta de 9%
Cripto3 horas atrás (13.02.2020 10:05)
© Reuters. XRP supera o patamar de US$0,32787, alta de 9%
Investing.com - O XRP superou nesta quinta-feira o patamar de US$0,32787. O XRP era negociado a US$0,32787 às 10:04 (13:04 GMT) segundo o Investing.com Index, alta diária de 8,77%. Esse é o maior ganho percentual diário desde 14 de janeiro.
O rali de compra hoje elevou o valor total de capitalização de mercado do XRP para US$14,14866B, o que representa 4,63% do montante total de capitalização do criptomercado. Na máxima histórica, a capitalização de mercado do XRP chegou a US$20,48129B.
O XRP foi negociado entre US$0,30197 e US$0,33307 nas últimas 24h. O volume da moeda digital negociado em igual período era de US$5,66112B ou 3,16% do total do volume de todas as criptomoedas, até a última atualização desta matéria.
Nos últimos sete dias, o XRP mostrou alta em seu valor e subiu 15,36%. A moeda digital foi negociada entre US$0,2648 e US$0,3331 nesse período.
Em seu preço atual, XRP ainda está 90,03% abaixo de sua máxima histórica de US$3,29 atingida em 4 de janeiro de 2018
Outras moedas digitais
O Bitcoin era negociado a US$10.243,0 segundo o Investing.com Index, queda de 0,91% no dia.
O Ethereum era vendido a US$270,26 de acordo com Investing.com Index, ganho de 5,41%.
A capitalização de mercado do Bitcoin totalizava US$185,53324B ou 60,65% do total do criptomercado, enquanto o Ethereum possuía valor de mercado de US$29,29065B, ou 9,58% do total investido em moedas digitais.
Fonte: Investing.com
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
Dólar supera R$4,35 e bate novo recorde histórico com exterior e dúvidas sobre economia local
Dólar supera R$4,35 e bate novo recorde histórico com exterior e dúvidas sobre economia local
Moedas3 horas atrás (12.02.2020 17:52)
Por José de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar voltou a subir e fechou em nova máxima histórica nesta quarta-feira, com o real mantendo-se entre as divisas de pior desempenho no dia, sob pressão do exterior e de dados locais indicando recuperação econômica mais hesitante.
A narrativa sobre o risco de uma economia mais frágil --a julgar por dados recentes-- e a chance de esse cenário trazer novas quedas de juros têm colocado forte pressão sobre o real neste ano, enquanto analistas destacam que a variável que poderá dar algum alento ao câmbio é justamente uma retomada firme da atividade.
Mais cedo, o IBGE reportou que as vendas no varejo caíram 0,1% em dezembro ante novembro, primeira queda na base mensal desde maio, com alta de 2,6% sobre um ano antes. Ambos os resultados vieram mais fracos que o esperado.
Como resultado dos dados, as taxas de DI --referência para apostas sobre o rumo dos juros no Brasil-- caíram, indicando maior disposição do mercado a um cenário de mais quedas dos juros, a despeito de o Banco Central ter na semana passada elevado a barra para novo afrouxamento monetário.
Juros mais baixos reduzem o diferencial de retornos entre o Brasil e o mundo, o que deixa o real menos atrativo em relação ao dólar e a outros pares emergentes. Enquanto um título brasileiro de um ano paga 4,26% ao ano, o mesmo papel para o México --que ostenta grau de investimento e é um dos principais "concorrentes" do Brasil por investimento estrangeiro-- promete retorno de 6,78%.
O Credit Suisse vê a taxa de câmbio se estabilizando entre 4,25 reais por dólar e 4,45 reais por dólar (patamar ainda não alcançado), com risco de consolidação dado o "rápido ritmo" do movimento recente de alta. Dessa forma, estrategistas do banco vão aproveitar quedas do dólar para "comprarem na baixa".
"Estruturalmente, a falta de 'carry' e a natureza unidirecional do posicionamento no mercado de volatilidade nos deixam pessimistas com o real", afirmaram estrategistas do banco suíço em nota.
Já o BNP Paribas (PA:BNPP) acredita em alguma apreciação neste ano, mas ainda limitada.
"Os nossos modelos de taxa de câmbio (BEER e FEER) sugerem que o real está barato no curto prazo", disseram estrategistas do BNP Paribas em nota a clientes. Os profissionais veem uma "potencial" apreciação do real em 2020, mas ditada por fraqueza global do dólar, e não por fundamentos locais. "Com o atual prêmio, o real não vai superar seus pares", concluíram.
O real perde 7,8% ante o dólar no acumulado de 2020, pior desempenho entre 33 divisas. Mesmo moedas consideradas até mais voláteis que o real, como rand sul-africano (-5,8%), lira turca (-1,7%) e peso argentino (-2,4%), se depreciam menos neste ano. Na outra ponta da lista, peso mexicano se valoriza 1,7%.
O dólar à vista fechou em alta de 0,56%, a 4,3506 reais na venda, maior valor nominal já registrado para um encerramento de sessão.
Assim, a moeda voltou a deixar para trás outro recorde, o de 4,3264 reais na venda contabilizado na véspera.
Na máxima durante os negócios, a cotação foi a 4,3543 reais na venda, novo pico intradiário.
Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 0,42%, a 4,3530 reais.
A força do dólar no Brasil nesta sessão também veio na esteira de nova alta da moeda dos EUA ante várias outras divisas, conforme persiste a demanda pela segurança do dólar diante dos temores de coronavírus e da maior atratividade dos juros nos Estados Unidos ajustada pelo risco.
Fonte: Reuters
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